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Transtorno de Personalidade Borderline

Categoria: Doenças e Transtornos, Personalidade

Relaxe, você pode descobrir que se encaixa em muitos padrões aqui descritos, inclusive tidos como “negativos”. Tenha em mente que a principal vantagem dessa leitura é o auto-conhecimento e a auto-aceitação somente.

Na medida em que você SE conhece e SE aceita, fica muito mais simples também SE compreender. Fica mais simples também, descobrir os porquês de muitas coisas até então misteriosas até pra você mesmo(a). Procure um profissional habilitado para um diagnóstico.

Falaremos aqui das características do Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), também conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). É definido como um grave transtorno de personalidade caracterizado por desregulação emocional; raciocínio “8 ou 80” (“branco e preto”, totalmente bom e totalmente mau) extremo ou cisão e relações caóticas. Com tendência a um comportamento briguento, também é acompanhado por impulsividade auto-destrutiva, manipulação, conduta suicida. Esforços excessivos para evitar o abandono e sentimentos crônicos de vazio, tédio e raiva. Por vezes, o transtorno é confundido com depressão ou transtorno afetivo bipolar.

As perturbações sofridas pelos portadores do TPL alcançam negativamente várias facetas psicossociais da vida, como as relações no trabalho, casa, e ambientes escolares. Tentativas de suicídio e suicídio consumado são possíveis resultados sem os devidos cuidados e terapia.

Estima-se que 2% da população sofra deste transtorno, com mulheres sendo mais diagnosticadas do que homens.

A vida em si do borderline não é estável. Seus relacionamentos bem como comportamentos e sua personalidade em geral não são duradouros. É notável nesses indivíduos constante instabilidade nos seus relacionamentos. Eles podem demonstrar profundos sentimentos de apego e desapego fácil e ambivalente. Ao passo que, se sentem só, desejam muito a presença do outro, mas quando esta presença se concretiza, podem achar que estão muito próximos e invadindo sua privacidade. É um eterno “eu te odeio – não me deixe”; bem como rápida passagem do “eu te amo”, para o “eu te odeio”.

Suas opiniões e idéias são facilmente instáveis e contraditórias. Podem dizer com convicção “sim”, para em seguida, dizer “não”, gostando assim de algo, para facilmente odiá-lo ou vice-versa. Borderlines se irritam com facilidade, por isso, podem demonstrar com frequência mau humor e agressividade, especialmente com pessoas íntimas.

Porém, geralmente saem de seus ataques de raiva como se nada tivesse acontecido, e não conseguem entender por que o outro ficou magoado, demonstrando assim uma dificuldade em compreender a realidade. Eles sempre tendem a achar que têm a razão de tudo e facilmente exprimem um bloqueamento na interpretação das emoções e sentimentos alheios.

Os portadores deste transtorno fazem esforços frenéticos para evitar um abandono real ou imaginado. Quando existe a percepção de rejeição, separação ou de perda da estrutura externa, os borderlines podem sofrer profundas mudanças na auto-imagem, cognição, afeto e no comportamento.

Essas pessoas são muito sensíveis aos estímulos externos, por isso, experimentam intensos temores de abandono e raiva inadequada, mesmo diante de uma separação real por tempo limitado (como quando alguém cancela um encontro, quando o terapeuta anuncia o fim da sessão ou quando alguém de importância significativa faz uma viagem curta). Limítrofes tendem a acreditar que este “abandono” sugere que eles sejam “maus”, “ruins”. Esse medo do abandono está relacionado a uma intolerância a ficar só e a uma necessidade de ter outras pessoas consigo. Dentre os esforços para evitar o abandono estão ações impulsivas como comportamentos automutilantes ou suicidas.

Os indivíduos com TPL têm um padrão de relacionamentos instáveis e intensos. Podem idealizar um potencial prestador de cuidados ou amante logo no primeiro ou segundo encontro, assim como exigir que passem muito tempo juntos e que compartilhem detalhes e segredos bastante íntimos no início de um relacionamento. Entretanto, pode ocorrer uma rápida passagem da idealização para a desvalorização, por achar que a outra pessoa não se importa o suficiente, não está “lá” o suficiente.

Os afetados pelo TPL podem sentir empatia e carinho pelos outros, porém, esses sentimentos só surgem pela expectativa de que a outra pessoa também “estará lá” para atender suas próprias necessidades, assim que exigido. Os indivíduos borderlines estão inclinados a mudanças repentinas e drásticas em suas opiniões sobre os outros, que são vistos alternadamente como salvadores bondosos ou como vilões punitivos. Tais mudanças refletem a desilusão com uma pessoa cujas qualidades foram idealizadas ou cuja rejeição ou abandono estão iminentes.

Pode haver uma perturbação de identidade caracterizada por uma auto-imagem ou sentimento de si mesmo persistentemente instáveis.

Mudanças súbitas e drásticas na auto-imagem são observadas por objetivos, valores e aspirações profissionais em constante mudança. Borderlines podem exibir mudanças repentinas de opiniões e planos acerca da carreira, identidade sexual, valores e tipos de amigos. Além disso, podem mudar subitamente do papel de coitados e carentes de apoio para vingadores de abusos e maus tratos passados.

Mesmo que geralmente possuam uma auto-imagem de “malvados”, os indivíduos com o TPL podem, algumas vezes, sentir que eles não existem de verdade. Experiências assim ocorrem, tipicamente, em períodos em que o indivíduo sente falta de um relacionamento significativo, carinho e apoio. Limítrofes podem apresentar pior desempenho em situações de trabalho ou escolares não estruturadas.

Borderlines são impulsivos em, pelo menos, duas áreas potencialmente prejudiciais a si próprios.

Podem jogar patologicamente, fazer gastos irresponsáveis, comer em excesso (compulsão também por doces é frequente, principalmente nas mulheres), furtar/roubar (cleptomania), abusar de drogas e/ou bebidas (ex.: álcool, café, energéticos etc.), fazer sexo inseguramente, dirigir imprudentemente e até mesmo usar algum tipo de lazer de forma excessiva e patológica (ex.: televisão, computador, etc.).

Limítrofes exibem, de maneira recorrente, comportamento, gestos ou ameaças suicidas ou comportamento automutilante. O suicídio completado ocorre entre 8 e 10% desses pacientes, atos de automutilação (por ex, cortes ou queimaduras) e ameaças suicidas são muito comuns. As tentativas recorrentes de suicídio são, quase sempre, a principal causa da busca de ajuda. Atos autodestrutivos são usualmente precipitados por ameaças de separação ou rejeição. A automutilação rotineiramente acontece durante experiências dissociativas e traz alívio pela reafirmação da capacidade de sentir (e existir) ou pela representação de um castigo simbólico do sentimento de ser “mau”.

Os portadores do Transtorno da Personalidade Borderline podem apresentar instabilidade afetiva, seguida de uma grande reatividade do humor. Essa labilidade do humor é frequentemente notada por mudanças bruscas do humor num só dia (por ex, disforia intensa, irritabilidade e ansiedade, que duram algumas horas e raramente mais de um(s) dia(s).

É o caso do borderline que passa do bem estar para a depressão profunda, da depressão à irritabilidade extrema e, em seguida, para a ansiedade (não necessariamente nessa ordem), sendo difícil para os borderlines, ficarem por muito tempo se sentindo totalmente bem. O humor dos borderlines é basicamente disfórico e alterna-se com períodos de raiva, pânico ou desespero e é, raramente, aliviado por fases de bem-estar. Episódios assim refletem a intensa reatividade do portador a estresses interpessoais.

Limítrofes podem ser incomodados por recorrentes sentimentos de vazio. Facilmente entediados, sempre procuram algo para fazer.

As pessoas com este transtorno de personalidade rotineiramente expressam raiva extrema e inadequada e/ou têm dificuldade em controlar sua raiva. Borderlines podem exibir extremo sarcasmo, explosões verbais ou amargura persistente. A raiva aparece, muitas vezes, quando um prestador de cuidados ou amante é visto como omisso ou indiferente e prestes a abandoná-lo. As expressões de raiva, na maior parte das vezes, são seguidas de vergonha e culpa e contribuem para o sentimento de ser “mau”.

Em episódios de estresse, podem ocorrer ideações paranóides (exemplo: sentir-se enganado, perseguido, espionado). Também, sintomas dissociativos severos (por ex, despersonalização). No entanto, estes sintomas são transitórios e de gravidade limitada, insuficientes para um diagnóstico adicional. Episódios paranoicos ou dissociativos ocorrem geralmente em resposta a um abandono real ou imaginado. Os sintomas tendem a ser breves, durando minutos ou horas. O retorno real ou percebido do carinho da pessoa prestadora de cuidados ou amante pode ocasionar a remissão desses episódios.

POR: Psic. Lisiane Duarte da Silva

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