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Dismorfia Corporal: Transtorno Disfórmico Corporal

dismorfobia

A dismorfia corporal ou também, como é popularmente conhecida, a síndrome da distorção da imagem é um transtorno psicológico que faz com que a pessoa tenha visões distorcidas sobre o próprio corpo.

Geralmente, isso faz com que ela adote comportamentos compulsivos relacionados a sua aparência física, ficando muito preocupada com o possível sobrepeso, detalhes do seu corpo e afins.

Os “defeitos” que essa pessoa tenta combater dificilmente são reais, tanto que as pessoas ao redor passam a estranhar a obsessão por emagrecimento, pelo corpo perfeito e padronizado.

São traços marcados pelo transtorno dismórfico corporal que acabam refletindo no comportamento dessa pessoa no dia a dia, fazendo com que ela evite comer ou encontre problemas como a bulimia ou até a automutilação.

Neste artigo, vamos compreender um pouco mais sobre os limites desse distúrbio, entendendo a insatisfação que a pessoa encontra e as formas que ela tenta desviar disso.

 

O que é a dismorfia corporal?

A dismorfia corporal consiste em um transtorno psicológico que faz com que a pessoa visualize problemas na sua própria aparência que, dificilmente, são problemas reais e, quando são, têm impacto mínimo.

Uma pessoa que enfrenta esse distúrbio vê imagens distorcidas de si mesma, o que a obriga a buscar por métodos absurdos de emagrecimento, além de comportamentos depressivos para lidar com a frustração pessoal.

Isso é muito perigoso, afinal são visões fortemente distorcidas sobre a realidade e, ainda que fossem reais, um comportamento não saudável e impulsivo é prejudicial em qualquer um dos casos.

Essa preocupação excessiva com a própria aparência pode surgir em qualquer momento da vida, mas tende a ser mais comum no final da adolescência e início da vida adulta.

Algo que acontece, pois é o momento em que a estrutura corporal está se definindo melhor, além de ser muito decisivo para círculos sociais e formação pessoal.

Por conta disso, também pode ser mais difícil identificar o diagnóstico, especialmente por ser um tempo onde a pauta corporal e física está em alta na vida das pessoas.

Entretanto, é sempre importante ressaltar que a dismorfia corporal é perigosa e vai muito além do cuidado excessivo com a própria aparência.

Ela faz com que a pessoa se desvalorize e, dependendo, até se agrida com comportamentos repetitivos relacionados à comida, exercícios excessivos e, em alguns casos, coisas mais graves como a mutilação e vícios.

Tudo isso colabora para um cenário depressivo e extremamente agressivo para esse indivíduo e todos ao seu redor.

 

Principais causas do Transtorno Dismórfico Corporal

É muito difícil definir as principais causas do transtorno dismórfico corporal, afinal não existe resposta certa para esses casos.

Muitas pessoas desenvolvem ao longo da vida e passam anos tentando identificar seus sintomas depressivos e os motivos pelos quais esse grande desconforto com si mesmas surgiu.

Entretanto, é possível definir algumas motivações que podem potencializar esse transtorno mental, reforçando os comportamentos obsessivo-compulsivos dessas pessoas e as dificuldades delas de autoaceitação:

  • Questões genéticas ou familiares: pessoas com histórico da síndrome de dismorfia na família podem ter tendências a enfrentar isso também;
  • A pré existência de outros transtornos: depressão, ansiedade ou TOC também podem funcionar como gatilhos para a dismorfia corporal;
  • Ambientes de muita pressão estética: ouvir o tempo todo sobre a importância de se “estar em forma” ou ter o corpo perfeito pode ser decisivo para esse transtorno também;
  • Traumas: pessoas com histórico traumático relacionado à sua aparência ou a problemas de abandono também podem se sentir mais inseguros e com questões semelhantes ao transtornos;
  • Reafirmações: ter familiares e amigos que julgam muito a nossa aparência pode funcionar como impulsionamento em direção à dismorfia também;
  • Redes sociais tóxicas: um lugar onde muitas pessoas postam fotos e elevam os padrões de beleza, se comparando e exigindo muito umas das outras pode ser muito negativo para quem tem tendências a esse transtorno.

As motivações que podem levar à dismorfia corporal são muitas, especialmente nos dias de hoje, onde a comparação e a autossabotagem entre as pessoas estão muito em alta.

Certamente, se distanciar disso nem sempre é fácil, especialmente com esses tempos caracterizados pela tecnologia avançada e o acesso a um espectro de informações ao mesmo tempo.

Por isso a grande importância de buscar ajuda de um profissional que possa nos orientar e tornar a frequência com a qual nos cobramos, sobre aparência, cada vez menor.

São pequenos passos que, reunidos, fazem uma diferença muito grande, podendo ajudar na nossa própria saúde mental, mas acima de tudo no nosso funcionamento social também.

dismorfia

 

Quais os sintomas da Dismorfia Corporal?

Os sintomas da dismorfia corporal mexem, principalmente, com a percepção corporal da pessoa, o que a faz criar preocupações em excesso sobre o próprio corpo.

Sendo assim, em termos de comportamentos comuns, a pessoa passa a se analisar muito mais no espelho, ficando muito crítica com a própria imagem e vendo inúmeros defeitos em si mesma.

Além disso, a pessoa com o transtorno dismórfico tem o costume de se rebaixar o tempo todo, se colocando sempre abaixo dos outros, dizendo que seu corpo é lotado de imperfeições e defeitos que só ela enxerga, muitas vezes.

Esse comportamento reafirmativo tende a deixá-la muito triste e constantemente frustrada consigo, desencadeando até sintomas depressivos relacionados a sua aparência.

Pacientes que apresentam problemas com o próprio corpo tendem a se atentar a muitos detalhes sobre si mesmo, desde as pequenas manchas que todo corpo carrega, até questões de assimetria, dobras e afins.

São pensamentos obsessivos-compulsivos que tiram o sono dessa pessoa, fazendo com que ela passe a desgostar de si mesma cada vez mais!

Não se aceitar, ter dificuldades em lidar consigo mesmo e, acima de tudo, ter pensamentos negativos que ficam rondando a sua mente o tempo todo é a receita para desenvolver sérios problemas internos.

Isso porque a relação que estabelecemos com nós mesmos é a que nos rege em tudo que fazemos ao longo do nosso cotidiano.

Logo, se não estamos em sintonia com alguma parte de nós ou, nesse caso, todas as partes de nós, desenvolvemos comportamentos agressivos e muito autodestrutivos.

E quando se trata do nosso corpo, então, a situação é ainda pior!

Ter raiva do que você enxerga no espelho te faz despertar coisas muito ruins e nada amigáveis dentro de si.

Você passa a desejar mudança, desejar outra pessoa que não seja você ali. Passa a buscar por alguém sem imperfeições e, aos poucos, começa a desistir de si mesmo.

Como esse processo acontece?

Basicamente, você passa a tratar a si mesmo de um jeito brutal, se desgastando mais do que deve, pensando coisas negativas, se colocando para baixo, deixando de se alimentar ou de fazer coisas que te agradam.

Seus pensamentos mudam, suas vontades passam a deixar de existir e uma espécie de depressão se instala.

O afastamento de pessoas queridas começa a aparecer, a pessoa se isola, achando que está salvando a si mesma, quando, na verdade, só está piorando o próprio quadro.

Isso é perigoso, porque dificilmente quem está ao redor sabe identificar essas atitudes como um transtorno.

Por vivermos um momento de muita comparação e padrões estéticos extremamente elevados, muita gente normaliza a insatisfação com o próprio corpo e, inclusive, o uso excessivo de substâncias e medicamentos para fugir disso.

Essas são, certamente, escolhas que a pessoa faz de forma inconsciente, achando que está ajudando seu próprio corpo ou sua mente, quando, na verdade, está corroendo ele de dentro para fora.

Dessa forma, é extremamente necessário aprender a controlar os impulsos durante a dismorfia.

Isso porque problemas mais graves podem aparecer a longo prazo.

Muita gente que enfrenta o Transtorno Dismórfico Corporal acaba desenvolvendo, mais tarde, fortes problemas com transtorno alimentar.

Esse é outro transtorno que deve causar grande alerta, afinal coloca a integridade física e psicológica da pessoa em questão, fazendo com que ela deixe de comer ou force seu corpo a limites desagradáveis.

Todos esses são comportamentos tratáveis, mas que necessitam de uma atenção especial de um profissional para serem combatidos.

 

Como diagnosticar a dismorfia corporal?

O jeito mais rápido de diagnosticar a dismorfia corporal é se atentando aos sintomas e buscando ajuda de algum profissional que tenha a capacidade de analisar isso.

Nós sempre devemos nos alertar quando sinais como a falta de fome, mudanças de humor, pensamentos negativos e de inferioridade aparecem.

Entretanto, não é nosso papel concluir que temos qualquer distúrbio ou questão de ordem mental! Somente um profissional da saúde mental tem a capacidade e o dever de identificar isso.

Por isso, é tão importante manter-se em constante contato com um psicoterapeuta e/ou médico psiquiatra.

Ambos profissionais possuem especializações e deveres diferentes quando o assunto é a sua mente, porém conseguem trabalhar harmonicamente para que você volte a se sentir bem e tenha seus conflitos internos resolvidos com o tempo.

Além disso, um psicólogo pode sempre encaminhar um paciente para o atendimento com o psiquiatra e vice-versa, afinal a função de um é complementar à do outro.

De qualquer forma, é um profissional da saúde que precisa dar as respostas quanto ao diagnóstico da dismorfia corporal, justamente pelos sinais e sintomas se apresentarem de jeitos diferentes em cada pessoa, dependendo do seu contexto.

Nesses casos, o profissional saberá guiar o tratamento mais adequado, em alguns casos indicando medicamentos (no caso do psiquiatra) ou sessões regulares de psicoterapia, com exercícios de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

O tratamento vai depender muito da quantidade de sintomas e suas intensidades.

 

Qual o tratamento para a Dismorfia?

 tratamento para a dismorfia

Como o transtorno dismórfico corporal envolve outros problemas mais graves como a ansiedade, depressão ou até distúrbios alimentares, o espectro de tratamento é grande, podendo variar muito na abordagem.

Contudo, a principal delas é a psicoterapia, que busca analisar os pensamentos e comportamentos que aquele indivíduo executou ao longo do transtorno.

Através dessa análise que o profissional passa a abordar as causas e consequências da dismorfia, que também podem ser muito variadas na vida de alguém.

O tratamento consiste em várias sessões de conversas, onde a pessoa dita o tempo e a quantidade de informações que divide com o seu terapeuta.

Tudo é feito de forma controlada e bem acompanhada, fazendo com que a pessoa trabalhe e busque por respostas de um jeito saudável para ela e para as pessoas ao seu redor.

Essa é a essência do trabalho psicoterapêutico, que irá guiar o paciente através de um trabalho em equipe, reestruturando a sua autoestima e suas próprias perspectivas sobre si mesmo.

Isso é importante para que essa pessoa estabeleça o seu próprio bem-estar, se cuidando mais e passando a se reconectar com o seu lado interior.

Esses são pontos que parecem difíceis de serem encarados, especialmente se envolvem transtornos mais graves, mas a psicoterapia tem o poder de colaborar com tudo isso!

Muita gente ainda considera esse tipo de acompanhamento um tabu, mas não deveria ser encarado dessa forma.

A psicoterapia consegue ajudar as pessoas mais do que elas imaginam, porque é por meio do diálogo com um profissional que se descobre coisas mais profundas e antes intocadas por nós mesmos.

No caso do tratamento para a dismorfia corporal, a terapia mais recomendada é a cognitivo comportamental, popularmente conhecida como TCC.

Essa é uma modalidade que busca trabalhar os comportamentos que realizamos ao longo do dia, sejam eles bons ou ruins para a nossa saúde.

Na TCC, o profissional vai enriquecer a pessoa com exercícios didáticos mentais que possam colaborar com a sua rotina, desde o início do dia, até o seu final.

Ela carrega o foco na diminuição desses comportamentos e pensamentos problemáticos que podem estar atrasando a vida desse paciente, fazendo com que ele ande em círculos e tenha grandes dificuldades de se desenvolver sozinho.

Por isso, a terapia é um passo tão importante e potente para muitas pessoas!

É o empurrãozinho que falta para muita gente conseguir se enxergar e se reconhecer melhor dentro dos espaços.

Você se identifica com os sintomas da dismorfia corporal ou já presenciou alguém se diminuindo ou inferiorizando por conta disso?

A Psicotér conta com um grupo especializado de psicólogas completamente preparadas e com experiência para lidar com esse tipo de questão! A dismorfia corporal é algo que atinge muitas pessoas e necessita da nossa atenção!

Não deixe de focar no que é necessário para o seu bem-estar! Entre em contato com nossa equipe de atendimento e agende a sua avaliação BÔNUS hoje mesmo!

Lisiane Duarte

Lisiane DuarteFundadora da Psicotér, CEO e Diretora Técnica, Psicóloga Cognitivo-Comportamental, completamente apaixonada pelo ser humano, realizada e privilegiada por poder participar da transformação de vidas. Experiência de mais de 20 anos de atuação clínica e empresarial. Psicoterapeuta individual e em grupo de crianças, adolescentes, adultos, idosos, casal e família, online e presencial, pós-graduada em Gestão do Capital Humano. Consultora de recolocação profissional desde 2003, capacitando e orientando profissionais em transição de carreira na busca de novas oportunidades. Também consultora em diversas empresas nacionais e multinacionais, nas diversas áreas de RH, atendimento e avaliação psicológica de profissionais.

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