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Como controlar a compulsão alimentar? 7 Dicas para se livrar desse descontrole

como controlar a compulsão alimentar

Quando o assunto é como controlar a compulsão alimentar, nós precisamos nos atentar a algumas coisas!

Compulsão significa a vontade irresistível e incontrolável de realizar alguma coisa, seja ela qual for, e encontrar grande dificuldade de ignorar esse desejo.

Para a psicologia, o comportamento compulsivo nada mais é que uma tentativa de amenizar ou fugir de sentimentos de estresse, ansiedade ou nervosismo, ainda que de forma inconsciente.

No caso da compulsão alimentar, não é diferente!

Esse é um transtorno responsável por levar pessoas aos seus limites psicológicos e físicos, uma vez que traz consequências para a sua mente e, consequentemente, para o seu corpo.

Muitas pessoas que carregam esse problema alimentar costumam ter traços de ansiedade também, porque utilizam a comida como uma projeção desse nervosismo e das suas próprias inseguranças.

Neste artigo, vamos tratar um pouco mais sobre as características desse distúrbio e explicar, de forma objetiva, os riscos e as formas de tratamento, além de desmistificar alguns mitos construídos acerca do assunto.

Acompanhe até o final para ter um parâmetro mais claro sobre a compulsão alimentar!

 

O que é a compulsão alimentar?

Muitas pessoas se questionam: o que é compulsão alimentar? e, quando encontram as primeiras respostas, acabam associando isso ao ato de comer muito ou, simplesmente, estar com sobrepeso.

Esses são dois mitos muito grandes, pois o transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) é caracterizado pelo total descontrole na ingestão de alimentos.

Sabe o que isso significa?

Significa que pessoas que não sabem como controlar o impulso alimentar comem desenfreadamente, inclusive quando não estão com fome ou quando já estão satisfeitas.

Muitas delas chegam, também, a passar mal, levando seu corpo ao limite extremo de ter que lidar com a ingestão em excesso de alimentos durante inúmeras situações.

Isso não vem de uma fome constante ou da ausência de saciedade pela comida!

A pessoa que apresenta esse comportamento compulsivo, na verdade, está demonstrando questões internas relacionadas a uma ansiedade muito grande, a enormes inseguranças, depressão e tensões que ela passa no dia a dia.

Comer compulsivamente pode vir de um lugar de perda, também, já que a pessoa se distancia – em alguns casos até permanentemente – de alguém e não sabe como lidar com essa dor. Isso a força descontar na comida.

Ainda que não seja tão relacionada à fome, o alimento é algo que nos faz muito felizes, porque nos gera prazer.

Alguém que encontra a angústia de uma crise de ansiedade, pânico ou, ainda, o sentimento de vazio que é uma perda, fará de tudo para encontrar esse prazer nas pequenas coisas da vida, inclusive nas refeições.

Certamente, quando se trata da compulsão, isso extrapola todo e qualquer limite digestivo e psicológico.

Porque toda essa rotina alimentar gera sentimentos de culpa, arrependimento, responsabilidade e até raiva nas pessoas que lidam com o transtorno.

Além de refletir, obviamente, nas dinâmicas corporais dessa pessoa.

Se alimentar em excesso não é saudável, ainda que a comida seja baseada em frutas e verduras.

Nosso corpo tem limites e excedê-los pode exigir um preço: sentimento de cansaço, desregulação do sono, problemas cardíacos, renais, entre muitas coisas.

Daí a importância de encarar o problema assim que possível!

Identificar, controlar e melhorar são objetivos difíceis de se conseguir sozinho, pois deve-se sempre contar com um psicoterapeuta e, em alguns casos, médicos de confiança que ajudem a combater essa questão de um jeito saudável.

 

Quais os sintomas da compulsão alimentar?

Ao tocar no assunto de distúrbios alimentares, as pessoas podem entender que estamos falando exclusivamente sobre obesidade, dietas ou sobre como manter um corpo saudável.

De fato, esses são assuntos importantes e que devem ser abordados, quando falamos sobre o que fazer para controlar a compulsão alimentar.

Entretanto, não é somente a isso que o transtorno se limita.

Os sintomas da compulsão alimentar podem aparecer em qualquer um, seja essa pessoa acima do peso considerado ideal ou não. Adultos, crianças e adolescentes correm esse risco igualmente, sem restrições.

Sendo assim, o único perfil sintomático que existe para pessoas que apresentam o transtorno compulsivo alimentar é a ansiedade.

Isso porque se trata de um transtorno de ordem mental, que não começa pela influência corporal, de gênero ou pela idade das pessoas.

Qualquer um pode enfrentá-lo, por isso a grande necessidade de alerta!

Sobre os sintomas, é sempre importante manter-se atento a alguns padrões de comportamento que podem passar despercebidos com a rotina corrida do dia a dia, sendo eles:

  • comer com muita pressa, sem aproveitar a refeição;
  • procurar se alimentar mesmo sem estar com fome;
  • seguir comendo mesmo depois de já ter saciado a vontade;
  • esconder comida;
  • se sentir arrependido ou culpado demais por estar se alimentando em excesso;
  • desenvolver outros comportamentos viciosos como jogos, bebidas e atividades repetitivas;
  • comer até se sentir enjoado ou passar mal;
  • sentir-se triste depois de comer, pois gostaria que pudesse comer ainda mais.

Essas são fortes características da realidade de alguém que pode estar enfrentando o transtorno alimentar, não só por envolverem a comida de um jeito exagerado, mas por lidarem com um ciclo interminável que é:

Sentir a grande necessidade de comer; buscar essa alimentação, extrapolando os próprios limites sem parar e, em seguida, se sentir culpado e frustrado consigo mesmo, ficando mais ansioso e repetindo o ciclo, eventualmente.

Todos esses sintomas acabam gerando um desconforto imenso para quem os enfrenta, além de incomodar quem convive com essas pessoas também, afinal entender esse transtorno pode ser muito delicado.

Muita gente trata esses sintomas como um comportamento de descontrole proposital, o que pode gerar julgamentos, ataques e discussões que pioram o quadro psicológico da pessoa com o transtorno.

De qualquer forma, o bem-estar dela é atingido, fazendo com que seu corpo mude, fique muito debilitado, além da sua mente se sentir sobrecarregada e muito fragilizada também.

 

Quais os problemas de comer compulsivamente?

Nós devemos nos questionar sobre como controlar a vontade de comer compulsivamente, porque esse comportamento pode trazer sérios danos a nossa saúde física e mental.

Os riscos principais relacionados à nossa mente são os transtornos mais agravados que podem surgir da compulsão alimentar, como a depressão, ansiedade grave e outros problemas emocionais mais fortes.

Eles aparecem porque a compulsão é uma tentativa de se livrar dessas angústias internas, ainda que inconscientemente, e que acaba não funcionando, somente causando ainda mais problemas à saúde dessa pessoa.

Assim como muitas pessoas acabam se expressando e projetando suas dores em ataques de raiva ou fúria, há aquelas que descontam na comida de maneira desenfreada.

Essa é uma atividade muito destrutiva para o nosso corpo também, pois comida em excesso pode impedir alguns funcionamentos específicos do nosso organismo.

Quando comemos demais por causa da ansiedade, por exemplo, dificilmente optamos por alimentos saudáveis e ainda que fossem, na quantidade errada seria muito prejudicial ao nosso corpo.

A tristeza, o desconforto e o nervosismo nos fazem buscar por alimentos prazerosos, geralmente industrializados ou processados que nos causem conforto imediato.

Essas são comidas que nos destroem de dentro para fora, sem que a gente perceba, pois estamos muito imersos nos pensamentos obsessivos relacionados ao prazer e preenchimento que esses alimentos nos proporcionam.

Mas esse claramente não é o caminho para nos livrarmos dessas angústias e pensamentos ruins sobre nós mesmos ou sobre a vida no geral.

Ainda que seja frustrante, é necessário buscar um profissional para compreender o que se passa, porque esse é um processo que ultrapassa qualquer padrão estético.

A compulsão alimentar pode implicar em pontos muito maiores do que imaginamos, como a exclusão social de alguém, afastamento de amigos ou familiares, ataques gordofóbicos e de natureza preconceituosa, entre muitos outros.

Por isso a necessidade de reverter o quadro obsessivo o quanto antes.

Evitar esses transtornos pessoais e físicos podem elevar a qualidade de vida de uma pessoa, especialmente se ela tiver o apoio de pessoas que gosta e de um profissional qualificado para auxiliá-la nessas dificuldades.

 

 

7 dicas para se livrar da compulsão alimentar

Para quem enfrenta esse tipo de transtorno não é nem um pouco fácil conseguir se conter, quando o assunto é comida.

Como já constatamos anteriormente, a melhor forma de lidar com esse problema, de fato, é encontrar algum profissional, como um psicoterapeuta, que possa orientar o paciente da maneira mais correta.

Entretanto, por ser uma temática causadora de muita angústia e de comportamentos autodestrutivos, é importante se atentar a estratégias para diminuir o impacto ou até ver-se distante dessa obsessão.

Por isso, nós separamos uma série de dicas para controlar a compulsão alimentar! Elas irão ajudar a reencontrar seu equilíbrio e a amenizar as dificuldades que têm surgido com o transtorno.

1. Reconheça o seu quadro

A gente sabe que nem sempre é fácil reconhecer o que está acontecendo com a nossa mente ou corpo, especialmente se estamos tão acostumados com uma rotina fechada.

Entretanto, nós conseguimos perceber quando estamos mais cansados, com nosso corpo mudando e com o nosso humor se manifestando de maneira diferente.

Esse é o momento de tentar desenvolver uma melhor autoconsciência e, a partir disso, traçar novas metas para si mesmo e seu futuro.

Reconhecer esse transtorno pode ser um caminho árduo para percorrer sozinho, então é importante buscar por alguma ajuda que possa colaborar com a identificação do problema.

Isso não é fraqueza, muito menos derrota!

Buscar ajuda para realizar um diagnóstico demanda muita coragem e força de vontade, especialmente envolvendo um assunto tão delicado como a compulsão alimentar.

Para dar o primeiro passo no caminho da cura, é importante se desapegar do orgulho e do medo, isso te deixará mais leve e confiante para seguir com o tratamento.

 

2. Encurte o caminho, diminua as possibilidades: troque a lista de compras

Se você está tentando descobrir como controlar a compulsão por comida, encurte o caminho, diminua as possibilidades!

Sabe como?

Sentir-se ansioso e ter acesso a comidas que fazem mal ao seu organismo constantemente podem ser dois problemas que somados ficam ainda piores.

Desse jeito, procure renovar a sua lista de compras do mercado! Encontre substitutos para aqueles alimentos que você tanto gosta e faça esse processo devagar.

Nenhuma mudança drástica nos faz bem de primeira, ainda que seja para a nossa melhora, então respeite seu tempo.

Procure substituir doces e alimentos artificiais por frutas, salgados e processados por verduras e alimentos com menos sal em excesso.

Essas são pequenas mudanças que já irão causar uma grande diferença na sua compulsão, ainda que ela permaneça, pois os alimentos trarão menos impacto ao seu corpo e a sua mente passará a degustar de outros sabores também.

Isso ajuda a expandir alguns gostos, além de reeducar o seu paladar lentamente e controlar maiores impulsos.

Mas lembre-se: faça essa substituição de maneira gradativa, sem tentar mudar tudo do dia para a noite.

Uma mudança súbita na comida (algo que te gera tanto prazer e segurança) pode acabar colocando em risco muitos aspectos do seu humor e do funcionamento da sua mente!

Nossa cabeça e corpo estão conectados e precisam estar em sintonia, logo se um não está bem, o outro reclama.

É crucial saber disso para buscar esse reequilíbrio de uma forma segura.

 

3. Diminua a pressão

De fato, o transtorno compulsivo alimentar é grave e pode trazer muitos problemas para a pessoa portadora, mas de nada adianta achar que o problema pode ser resolvido rapidamente e sem um acompanhamento efetivo.

É um processo demorado e trabalhoso, onde paciente e psicoterapeuta terão que trabalhar juntos, respeitando limites e recomendações para dar certo.

Então, quando se questionar sobre como controlar a fome compulsiva, pense em manter a calma e um ritmo saudável, sem pressa de conseguir soluções logo de cara, porque isso pode causar algumas decepções.

Diminuir a pressão sobre você mesmo faz parte da elaboração do autoconhecimento, porque, assim, você passará a se entender melhor e até onde pode se cobrar com relação à compulsão alimentar.

 

4. Encontre a raiz do problema

Como já definimos anteriormente, a compulsão por comida pode ser muito mais um reflexo de ansiedade, depressão ou outros transtornos mais agravantes.

Nesses casos, é sempre importante investigar a origem do problema, porque mais crucial que identificar a compulsão, é entender porque ela se manifesta e de onde ela vem.

Isso ajuda muito na hora do diagnóstico e, posteriormente, do tratamento, uma vez que a pessoa já sabe o que precisa combater primeiro, aprendendo assim a como controlar a ansiedade alimentar.

 

5. Hidrate-se!

Nem sempre a gente pensa em água, quando tenta descobrir como conter a compulsão alimentar, mas acredite, ela é uma ótima aliada!

A água hidrata o nosso corpo, colaborando com o funcionamento do nosso organismo e mantendo ele ativo constantemente.

Além disso, ela ajuda no controle de impulsos maiores relacionados à comida e é muito útil durante um processo de reeducação alimentar.

 

6. Encontre uma atividade

Outro ponto que pode ajudar muito, especialmente no que diz respeito a liberação de energia e no lidar com transtornos graves, é a atividade física.

De início, pode parecer cansativo e desconexo com o problema da compulsão alimentar, mas a vantagem em movimentar-se está justamente na distração e no desvio do sedentarismo.

Pessoas que passam longos períodos comendo compulsivamente podem enfrentar sérios problemas de saúde por conta dos alimentos não saudáveis em excesso.

Encontrar uma atividade física satisfatória irá ajudar, não só na melhora da saúde física, como também no foco em outros aspectos que não a comida.

Para alguém ansioso ou enfrentando períodos de muita dor e sofrimento, isso pode funcionar como um grande libertador.

Você não precisa começar esse processo de maneira drástica também!

Comece com caminhadas leves e agradáveis ou meditação, yoga.. As possibilidades são infinitas e o importante é não ficar parado!

 

7. Procure por ajuda!

Essa é, de longe, a dica mais importante relacionada à descoberta de como controlar o apetite compulsivo.

Quando estamos passando por um problema muito grande, especialmente relacionado a nossa saúde mental (e, nesse caso, física também), encontramos muita dificuldade em pedir ajuda.

Se abrir e admitir em voz alta que precisa desacelerar e cuidar mais de si mesmo é desafiador, afinal sentimos que estamos falhando em algum ponto.

Mas isso não é verdade!

Todos nós precisamos reconhecer esses momentos de pedir ajuda e isso não nos torna mais fracos ou frágeis. Ao contrário!

Por isso, é sempre bom manter pessoas agradáveis e confiáveis ao nosso redor. Elas têm um poder contagiante de nos puxar para cima, alegrando e nos encorajando a sermos nossa melhor versão.

Além disso, é crucial termos um psicólogo para chamar de nosso!

Fazer esse acompanhamento, especialmente durante o combate à compulsão alimentar vai nos garantir melhorias mais seguras e orientadas.

Essas são decisões que podem servir de apoio para um tratamento acessível e menos doloroso.

Veja também: 15 dicas da psicologia para emagrecer

 

Como tratar a ansiedade e compulsão alimentar com a psicologia?

 tratar a ansiedade e compulsão alimentar

 

Se essa obsessão por comida vem de transtornos como a ansiedade, você deve estar se perguntando: como controlar a ansiedade e compulsão alimentar, então?

O mais importante para esses casos é buscar a psicoterapia e, dependendo da orientação, buscar ajuda psiquiátrica ou de um nutricionista.

Esses profissionais são treinados para colaborar com o reequilíbrio da sua saúde, entretanto, para combater a compulsão diretamente, o terapeuta terá o papel principal.

Isso porque ele irá na raiz do problema, investigando o seu histórico familiar, contexto atual e possíveis gatilhos na sua rotina que colaborem para essa compulsão.

Uma vez identificando a origem do problema, ele irá introduzir uma série de exercícios e pequenas metas controladas para abater, de vez, isso.

Em alguns casos, o psicoterapeuta pode sugerir o acompanhamento de psiquiatra ou outro médico que possa colaborar com medicações e orientações mais voltadas à saúde física dessa pessoa.

Mas seja qual for a orientação, ter um profissional como aliado será o meio de saída mais rápido e efetivo de uma compulsão alimentar.

Você já sentiu sintomas ou conhece alguém que enfrenta problemas semelhantes a esses?

Aqui, na Psicotér, nós contamos com um grupo de psicólogas especializadas nesses casos, capazes de ajudar e analisar as melhores saídas para situações como essa!

Entre em contato com a nossa equipe de atendimento para agendar a sua consulta BÔNUS!

Lisiane Duarte

Lisiane DuarteFundadora da Psicotér, CEO e Diretora Técnica, Psicóloga Cognitivo-Comportamental, completamente apaixonada pelo ser humano, realizada e privilegiada por poder participar da transformação de vidas. Experiência de mais de 20 anos de atuação clínica e empresarial. Psicoterapeuta individual e em grupo de crianças, adolescentes, adultos, idosos, casal e família, online e presencial, pós-graduada em Gestão do Capital Humano. Consultora de recolocação profissional desde 2003, capacitando e orientando profissionais em transição de carreira na busca de novas oportunidades. Também consultora em diversas empresas nacionais e multinacionais, nas diversas áreas de RH, atendimento e avaliação psicológica de profissionais.

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