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Divórcio: 7 dicas para superar uma separação e sua dor

Publicado em 10 de agosto de 2021
Categoria: casamento, Família, Psicoterapia, Relacionamentos
Como superar uma separação

Superar uma separação nem sempre é fácil, quando iniciamos um relacionamento sabemos que há a possibilidade dele acabar, porém estamos tão envolvidas com os nossos sentimentos que, naturalmente, não gostamos de pensar nisso. Afinal, quem sabe não acabamos de encontrar nosso príncipe encantado?

A verdade é que a vida não é um conto de fadas. Ela traz decepções com a mesma frequência que nos traz alegrias, e é um exercício constante lembrar que sofrimentos não são permanentes, e tampouco são fases que podemos simplesmente passar por cima.

Ninguém entra em um relacionamento pensando em uma possível separação. Separações são dolorosas, e muitas vezes afetam outras pessoas além do casal, como filhos e parentes próximos.

É preciso encarar de frente e lidar com os desafios de um divórcio, pois mesmo que ele seja feito em termos amigáveis não quer dizer que seja um processo fácil, ou que não representa perdas para ambos os lados.

Lidar com o fim de um casamento de trinta anos, por exemplo, ou um relacionamento duradouro exige paciência, ainda mais quando há separação com filhos, pequenos ou grandes, pois é um processo delicado para todas as partes.

Como é possível superar um divórcio? Esse não é um assunto simples, por isso trazemos sete dicas que podem ajudá-la com esse delicado processo de reinvenção e autoconhecimento.

 

Quanto tempo dura o sofrimento de uma separação?

Assim como no luto, o tempo de assimilação e aceitação do final de um relacionamento, independente do seu tempo de duração, oscila de pessoa para pessoa. Geralmente a média de tempo de cicatrização de um relacionamento leva em torno de três meses.

Mesmo esse tempo variando de pessoa para pessoa, não é possível abreviar o sofrimento da separação e sentir-se bem rapidamente. É preciso, assim como com os outros processos que vivemos, permitir-se viver e sentir o turbilhão que é a dor de uma separação.

Para tal, é muito importante entender que não se está sozinho. Evite se isolar e cultivar pensamentos como “estou triste com o acontecido, não sou uma companhia agradável”, pois esses pensamentos podem ser nocivos para sua saúde mental e trazem sentimentos de infelicidade.

O sofrimento por uma separação que dura mais de um ano, entretanto, apresenta sinais preocupantes. É recomendado que se busque a ajuda de profissionais da psicologia para tratar possíveis transtornos como a depressão.

 

Quando um casamento chega ao fim?

Quando um casamento chega ao fim?

A ausência ou dificuldade de manter um diálogo é um dos sinais mais claros de que o relacionamento não vai bem, e, mesmo assim, muitas vezes esses relacionamentos têm uma duração surpreendente devido a sacrifícios feitos por uma das partes.

O que traz a seguinte questão: até que ponto vale a pena lutar por um relacionamento que não vai bem?

Fique atenta aos seguintes sinais que indicam que o seu relacionamento não vai bem:

Se sentir sozinha mesmo que acompanhada

Parte de estar em um relacionamento é dividir experiências e companheirismo, e temos formas particulares de nos sentirmos apreciados e amados. É natural que você participe de atividades que o seu parceiro gosta, assim como o contrário.

Porém, se não há uma reciprocidade e você percebe seu parceiro mais interessado em outras atividades em que ele não faz questão da sua participação, esse comportamento pode sinalizar que o relacionamento não vai bem.

Não há troca de confidências, por exemplo

Algo fundamental em qualquer relacionamento é a transparência e a reciprocidade. Pode parecer simples, mas compartilhar situações e experiências corriqueiras faz parte da convivência saudável, e quando isso não está acontecendo é importante ficar atenda.

Isso não quer dizer que coisas mais sérias devem ser necessariamente compartilhadas com seu parceiro – ter segredos é algo natural – mas quando você ou seu parceiro deliberadamente não conta coisas importantes um para o outro, é sinal que o relacionamento vai mal.

Qualquer motivo é motivo para estresse

Irritar-se por motivos insignificantes e bobos pode ser sinal que haja algum outro motivo maior agindo como fonte dessa frustração. Vocês podem ter começado a discutir por causa da louça por lavar, mas na verdade você está frustrada com algo que aconteceu dias atrás.

Às vezes, vale marcar uma terapia para entender qual a fonte dessa irritação. Quando coisas pequenas parecem tomar grandes proporções e isso se aplica a ambos os lados, pode ser que haja questões mal resolvidas aguardando por uma solução.

Há muitas discussões, ou não há diálogo

Discussões saudáveis fazem parte da rotina de qualquer casal, porém quando em excesso podem sinalizar que algo não vai bem. Procure considerar os motivos das discussões, assim como as frequências delas e quais argumentos estão sendo utilizados.

Por outro lado, a ausência de conversas e discussões por medo da reação do parceiro é um sinal tão preocupante quanto. Para um relacionamento sobreviver, é necessário a presença de diálogo para encontrar uma solução, o que requer esforço das duas partes.

Em muitos casos, quando o casal não consegue solucionar os problemas juntos, é indicado a terapia de casal onde, com a ajuda de um profissional da psicologia, são trabalhadas questões que estão mal resolvidas entre os dois, também tem a psicoterapia de casal online, onde fica mais flexível para os parceiros.

Vocês têm prioridades diferentes

E está tudo bem! Isso talvez seja um sinal de que vocês se tornaram pessoas diferentes, com objetivos diferentes, e perceber que cada um quer seguir o seu caminho seja um bom ponto para iniciar uma conversa e terminar o relacionamento de maneira amigável..

Não há nada de errado em querer que alguém que apoie os seus objetivos e corra atrás dos dele! Isso é um relacionamento saudável. Porém, se ambos estão frustrados, infelizes e insatisfeitos, seguir caminhos diferentes é a melhor escolha.

 

Como recomeçar a vida depois de uma separação?

O término de uma relação não é fácil. Principalmente quando falamos de casamentos duradouros, com trinta anos de duração, por exemplo. Nessas situações é preciso ter um cuidado especial redobrado com a saúde mental de ambas as partes.

Cada caso de separação tem suas particularidades. Algumas pessoas passam por um divórcio amigável e mantêm contato pelos anos seguintes, outras têm um processo mais tumultuado e não desejam se ver mais.

Mas, de forma geral, os passos para recomeçar a vida após um divórcio são os mesmos: cercar-se de muito carinho, acolher os filhos, e erguer a cabeça para os novos desafios da vida. Veja algumas dicas para vencer a dor da separação:

  • É preciso se reinventar e se lembrar que você é uma pessoa completa, que não depende de um parceiro para ser feliz;
  • Cerque-se de pessoas que fazem bem para você e que vão te ajudar nesse momento;
  • Entenda que a culpa não é sua, e que talvez seja melhor seguir caminhos diferentes;
  • Procure se curar antes de iniciar um novo relacionamento amoroso;
  • Aproveite a nova liberdade que vem com a vida de separado;
  • Acreditar no amor, o que aconteceu é passado.

 

Como superar uma separação do divórcio

Não existe  uma receita para lidar com as incertezas que um divórcio apresenta. Os fatores que levam a decisão de separação influenciam na melhor forma de encarar esse processo:

Separação com traição

Nunca se culpe pela traição alheia. Seu parceiro pode até tentar culpá-la pela traição, mas o deslize não foi seu. Por mais que no momento pareça fazer sentido, você não é culpada pelas escolhas de outra pessoa.

Lembre-se que a traição foi uma falha alheia, e não sua. Isso não significa que você deverá viver uma vida solitária, significa que é possível encontrar um novo parceiro que proporcione um relacionamento que não trará essa situação novamente.

Evite a autossabotagem. Dê tempo a si mesma para elaborar o que aconteceu, busque ajuda com uma psicóloga e cure suas feridas de forma a não levar essa bagagem para relacionamentos futuros.

Separação com filhos

Lidar com a dor dos nossos filhos muitas vezes acaba sendo mais doloroso que lidar com as nossas próprias dores. Mas é importante lembrar que isso não quer dizer que os filhos não estejam sofrendo com um relacionamento que não é mais saudável.

O ex-casal deve idealmente agir em conjunto para esclarecer aos filhos como será essa nova fase. Filhos pequenos podem ter mais dificuldade em entender esse processo, assim como filhos mais velhos podem sofrer silenciosamente.

O importante é chegar a um consenso com seu ex-parceiro, ressaltar que por mais que o relacionamento tenha chegado a um fim ambos são responsáveis pela saúde e bem-estar dos filhos. Superar o fim de um relacionamento com filhos é delicado, mas possível!

Separação na gravidez

Vivenciar uma separação durante a gravidez pode ser um choque. Em um momento emocionante em que se espera experiências positivas, a realidade de um divórcio pode ser desestruturante.

Por outro lado, pode ser uma coisa boa. A gravidez muda completamente a dinâmica entre um casal, e a presença de um filho nessa dinâmica por muitas vezes pode ser o estopim para um divórcio.

A mulher experiência ansiedade pelo futuro, cansaço pelas mudanças no seu corpo, e incertezas relacionadas à maternidade. O homem, por sua vez, se preocupa com a perda do centro das atenções da parceira, assim como as mudanças futuras no estilo de vida.

Nesse momento, é preciso refletir como as ações do casal afetam a vida do filho. Seria interessante manter um relacionamento turbulento para apresentar como exemplo? Ou seria melhor optar pela separação, e ensinar a importância do diálogo e dos limites?

Separação traumática

Separações traumáticas são aquelas que ocorrem de maneira inesperada. Podem ser aquelas com fins conturbados, onde a outra parte tem dificuldade de aceitar o fim e faz chantagem emocional.

Também pode incluir relacionamentos onde não há um histórico de brigas e desentendimentos, mas mesmo assim não deu certo, e relacionamentos abusivos, que causam mal-estar psicológico.

Essas separações têm uma grande carga de estresse, e é aconselhado um acompanhamento psicológico para evitar sequelas emocionais que esse processo pode deixar.

Separação quando ainda existe sentimentos

No caso de uma separação onde as pessoas ainda se amam, é comum haver a sensação de que se está cometendo uma grande injustiça. Mas às vezes esses relacionamentos acabam por motivos de força maior, e apegar-se a outra pessoa só causa mais dor.

É importante que, no momento que foi decidido que o divórcio era a saída mais viável, haja um afastamento entre as duas partes. Reconecte-se com a sua vida e deixe de lado as memórias, mesmo que agradáveis, do relacionamento.

Em relacionamentos abusivos, é natural que a pessoa demonstre resistência para concordar com a separação. Nesses casos, é aconselhável um acompanhamento psicológico para ajudar na aceitação desse processo.

 

7 dicas para superar uma separação

dicas para superar uma separação do divórcio

É válido lembrar que cada pessoa vai precisar do seu tempo para superar o fim de um relacionamento, e é importante não apressar nenhuma fase do processo. Viva-o com a certeza que uma hora isso tudo vai passar!

Separamos aqui sete dicas para viver essa fase delicada da vida da melhor forma possível, respeitando o seu tempo e os seus limites:

Dê tempo aos seus sentimentos

É preciso se lembrar que nenhum ser humano é feliz o tempo inteiro. Tire um tempo para viver os sentimentos intensos que este momento tão delicado traz.

O término de um relacionamento, tendo ele sido longo ou não, é delicado, e é preciso respeitar o período de “luto” para compreender o que estamos sentindo.

Dando tempo aos nossos sentimentos, podemos assimilar e aprender com o que aconteceu. Momentos de mudança são atordoantes, ainda mais quando estamos emocionalmente fragilizados, mas também são um momento de reflexão e aprendizagem.

Tire esse momento para pensar em você: procure identificar as suas falhas e acertos no relacionamento, observe os sinais que a relação estava indo mal e que você possa tê-los ignorado. Assim, é possível amadurecer e aprender para relacionamentos futuros.

Busque o apoio de amigos e família

Nem sempre falar sobre o divórcio ou as causas dele é um assunto simples, porém é importante não guardar esses sentimentos para si e ficar em silêncio. Conversar sobre as situações vividas nos ajuda a pensar com clareza e entender nossos sentimentos.

Muitas vezes, o simples ato de contar para alguém que estamos passando por um momento difícil nos ajuda a ver as coisas com outras perspectivas. Buscar o apoio de pessoas que amamos, como amigos e família, nos permite o acolhimento que tanto precisamos nesses momentos.

Porém, é importante ressaltar que amigos e família não são pessoas neutras nas nossas vidas, e muito certamente não são pessoas preparadas para nos ajudar a solucionar problemas, por mais bem intencionadas que elas possam ser.

O acompanhamento psicológico pode ser útil para superar uma separação, já que uma psicoterapeuta está equipada e pronta para nos ajudar a compreender os acontecimentos e conversar sobre o término.

Evite ficar pensando no passado

Ficar pensando no que aconteceu, remoendo os eventos que levaram à separação, e tentando encontrar uma forma que você pudesse ter evitado o que aconteceu não vai ajudar. É preciso viver no presente, sem ficar se culpando.

O que passou, passou. Precisamos pensar no futuro e naquilo que vai trazer felicidade de agora em diante, sem ficar carregando pesos de coisas fora do nosso controle.

Isso também vale para redes sociais: afaste-se delas por um tempo. Muitas vezes, como forma de tentar lidar com o momento que estamos passando, postamos indiretas para a outra pessoa, ou ela para nós. Isso vai  apenas fragilizar a sua saúde mental.

Respire fundo e se ocupe com projetos voltados para o futuro. Foque seus pensamentos positivos e todas suas energias no seu futuro e bem estar, desta forma você não vai se ocupar com revisitar momentos dolorosos do passado que possam prejudicar sua saúde mental.

Mantenha-se ocupada

Assim como evitar viver no passado, manter a mente ocupada com novos projetos é de fundamental importância para superar uma separação. Uma agenda cheia, dentro dos limites saudáveis, é fundamental para voltar nossas energias de volta a nós mesmas.

Procure amigos, reaproxime-se da sua família, e passe mais tempo com eles. Evite ficar longos tempos sozinha com os seus pensamentos, principalmente no início do processo de divórcio.

Dedicar o seu novo tempo livre a um projeto voltado para o seu desenvolvimento pessoal também é uma ótima maneira de se manter ocupada e conhecer novas pessoas. Pessoas diferentes trazem assuntos diferentes, e muitas vezes novas oportunidades surgem assim!

Além do benefício de estar cuidando mais de si mesma e do seu futuro, uma agenda agitada evita o tédio e o tempo livre para ficar remoendo o passado. Tempo ocioso em excesso pode nos fazer pensar nas incertezas e dificuldades que a separação traz.

Cuide da sua autoestima

É fundamental que você se valorize, especialmente quando a dor de um divórcio é muito recente. Lembre-se que todas as qualidades que você tinha antes do relacionamento que acabou ainda existem. Separar-se não vai te tornar menos bela, divertida e inteligente!

Aproveite esse momento para resgatar a sua própria essência: do que você gosta? O que te faz bem? O que você deseja mudar em você mesma? O que você deixou de fazer porque seu companheiro não gostava?

Muitas vezes, momentos de mudança como este são propícios para fazer uma mudança radical no visual. Corte o cabelo, mude o guarda-roupas – escolha a forma com que você se sente mais confortável para expressar a mudança que está vivendo!

O que quer que seja, o período após um término é complicado e você precisa pensar em você mesma. Se mudar o visual nos ajuda com a nossa autoaceitação, vá em frente! Este é um momento de renovações e novas energias.

Mude a sua rotina

Em sintonia com as dicas anteriores, uma mudança de rotina é bem vinda nesse momento onde tantas mudanças já vêm acontecendo. Busque novos desafios, se dedique a um novo hobby, ou marque aquela viagem dos sonhos: se desprenda das velhas rotinas!

Buscar novas e diferentes fontes de prazer nos ajuda a entender e aceitar que, por mais doloroso e difícil que seja o momento que se está atravessando, somos capazes de encará-lo e sobreviver mais seguros de si. Este é um momento de autoconhecimento!

É natural que haja dias em que a energia para se reinventar seja quase zero, porém o esforço de se colocar em situações novas e desafiadoras que você mesma buscou será gratificante.

Assim, quando uma nova rotina começar a se instalar e fazer parte do seu cotidiano sem requerer esforços, você vai perceber como é agradável estar envolvida com coisas novas e diferentes, de forma que sobrará pouco tempo para as ansiedades causadas pelo divórcio.

Procure um atendimento psicológico

atendimento psicológico para superar divorcio
Se não tratada, a angústia da separação pode desenvolver distúrbios como a ansiedade e até mesmo a depressão. Para evitar isso, a ajuda da psicoterapia é extremamente benéfica para nos ajudar a interpretar e direcionar as emoções que afloram durante uma separação.

O tratamento psicológico vai abrir caminhos para lidar de forma saudável com o turbilhão de emoções e propõe uma autorreflexão. Apenas conversar com família e amigos sobre a situação não garante o bem-estar da sua saúde mental.

Assim como qualquer outro evento emocionalmente exaustivo que podemos vivenciar em nossas vidas, uma separação pode acabar criando gatilhos que nos prejudicam e perduram por muitos anos em nossas vidas, prejudicando relacionamentos futuros.

Buscar a ajuda de um profissional da psicologia faz parte do processo de autocuidado que é tão importante, especialmente em um momento em que é preciso se reinventar e redescobrir para estar em paz consigo mesma.

Nós da Psicotér contamos com uma grande equipe de psicólogas em Porto Alegre que realizam atendimento presencial e online, de forma que você não precisa encarar um momento tão delicado como este sozinha.

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Lisiane Duarte – CRP 07/12563

Psicóloga e Diretora Técnica da Psicotér

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