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Vazio existencial: o que é e como lidar com esse sentimento?

Mulher sentada com a cabeça abaixada e mãos na cabeça, representando vazio existencial e sofrimento emocional

O vazio existencial, assim como inúmeros outros sentimentos que enfrentamos ao longo da vida, é um estado diferenciado que toma conta das pessoas em algum momento da vida.

Geralmente, ele aparece durante algum período de mudança na vida das pessoas, quando precisam se readaptar a algum ambiente ou uma nova rotina, por exemplo.

O sentimento de vazio existencial é acompanhado por perguntas frequentes e dúvidas que tiram o sono, além de muita insegurança e, em alguns casos, fortes índices de ansiedade.

É um sentimento que abala todo o dia a dia da pessoa, porque ela fica se sentindo perdida, com medo e completamente travada pelas próprias emoções.

Isso atinge seus comportamentos, suas escolhas e, principalmente, sua relação pessoal consigo mesma, afinal ela se desconecta de toda e qualquer coisa mais interna.

O vazio ecoa de dentro pra fora, abalando todas as áreas da vida dessa pessoa.

Neste artigo, vamos compreender um pouco mais sobre as causas e consequências desse sentimento, além de descobrir formas de conviver e até contornar cada uma delas.

O que é o vazio existencial?

Durante a nossa vida, a gente precisa conhecer inúmeras emoções, sejam elas positivas ou negativas.

Muitas delas servem para nos ensinar, outras para nos alegrar, divertir e até alertar sobre certas coisas, mas todas possuem o mesmo propósito: nos fazer sentir algo.

Isso não é nem um pouco diferente com a sensação de vazio existencial.

Esse é um sentimento que nos invade sem avisos prévios, geralmente em um contexto mais triste ou de transição, como mudanças repentinas, de idade, aparência ou afins.

É um momento banhado de questionamentos sobre a própria existência, sobre seus objetivos, suas próprias características e o rumo que sua vida está levando.

Mesmo carregando esse nome de “vazio”, não ache que seja algo leve de se carregar por aí! 

Muitas pessoas descrevem a sensação como algo pesado, sufocante, que gera ansiedade e, em alguns casos, até leva à depressão.

Não é fácil passar pelo processo do vazio existencial, afinal ele suga todas as suas energias com esses questionamentos constantes:

“Será que tomei a decisão certa?”, “Será que deveria abrir mão de tudo?”, “Qual caminho eu deveria estar seguindo?”, “Estou atendendo às expectativas das pessoas ao meu redor?”

As perguntas que esse vazio pode trazer são infinitas, porque todas elas traduzem o estranhamento e a insegurança que aquela pessoa está vivendo no momento.

Isso sufoca muito, porque a pessoa sente que está sem rumo para seguir, além de se sentir completamente solitária, desamparada e incapaz de tomar as próprias decisões.

Comportamentos esses que se tornam tóxicos para ela e para as relações que ela constrói ao seu redor, já que passa a se afastar, a se fazer mais ausente com relação aos seus amigos e familiares.

Além disso, alguém que enfrenta esse tipo de problema pode acabar buscando outras coisas para preencher esse “vazio”, seja em pequenos vícios como o cigarro ou o consumismo de compras ou outros mais pesados, como o de drogas.

Todas essas são atitudes de desespero, afinal é muito frustrante conviver com esse vazio diário, sem falar na dificuldade que é se prender às próprias vontades, desejos e ambições. Tudo parece desaparecer.

Veja também como lidar com o medo de rejeição.

O que pode causar o vazio existencial?

A síndrome do vazio existencial pode surgir de vários pontos na nossa vida e, inclusive, em mais de um momento dela.

Geralmente, o contexto em que a gente vive acaba tendo maior peso nas horas que esse sentimento se manifesta, isso porque muito do que vivenciamos diariamente tem impacto nas nossas emoções.

Muita gente por aí lida com dificuldades no trabalho, na faculdade, escola ou qualquer espaço que precise estar todos os dias.

Isso é completamente normal!

Vivemos em ambientes diversos todos os dias e, mesmo que a gente goste muito do que faz, vamos acabar enfrentando um conflito aqui ou ali. Até porque esses espaços estão repletos de outras pessoas diferentes também.

Esses embates que nos fazem humanos e nos transformam todos os dias.

O problema é quando os lugares que frequentamos passam a nos deixar infelizes ou insatisfeitos com a nossa performance o tempo todo.

Não é comum se sentir frustrado com o próprio trabalho ou escolhas… Isso é um sinal muito forte de que sua liberdade está sendo atacada e que, pouco a pouco, o vazio existencial vai se instalar.

Realmente, nem sempre é fácil fugir disso.

Algumas pessoas recebem mais oportunidade ou têm mais sorte do que outras, especialmente no que diz respeito à nossa sociedade hoje em dia.

Mas é muito importante que você priorize a sua saúde mental independentemente da sua carreira profissional.

Ela é a responsável por te permitir uma vida saudável e de bem-estar para você e as pessoas ao seu redor.

Sentir esse vazio existencial ou qualquer outra sensação negativa por muito tempo pode acabar danificando tanto o seu desempenho no trabalho, quanto às suas relações com os outros e até consigo mesmo.

Não existe vantagem alguma nisso, ao contrário: somente o perigo de desenvolver descontroles emocionais mais graves.

Outras possíveis causas para esse sentimento de vazio é a própria insatisfação com a forma de levar a vida, a perda de sentido ou afeição por coisas que costumava gostar muito.

E isso pode se dar de várias formas

Às vezes, esse descontentamento surge porque muitas pessoas ficam repetindo que estamos indo pelo caminho errado, algo que machuca e ainda nos faz ter visões distorcidas sobre nossas próprias escolhas.

Outra possibilidade são as próprias redes sociais que nos confundem diariamente, fazendo com que a gente busque padrões muito específicos e inalcançáveis de vida, corpo ou jeito de ser.

Por fim, isso pode surgir ainda de monstros internos que alimentamos aos poucos todos os dias, como medo de não ser o suficiente, sentimento de inferioridade ou inseguranças antigas que crescem com o tempo.

Tudo isso são aspectos que parecem muito pequenos, quando espalhados pelo nosso cotidiano, mas que fazem toda a diferença quando o assunto é a nossa mente!

Imagine se sentir sempre frustrado com o seu trabalho, insatisfeito com a sua casa, suas amizades e tudo que você produz em um dia..

É algo deprimente que, com o passar do tempo, se torna uma bola de neve repleta de angústias, tristeza, arrependimento e insatisfação.

Pontos que geram o sentimento de vazio que a psicologia tenta explicar todos os dias.

Algo que sufoca, pesa muito e suga as poucas forças que ainda restam em uma pessoa totalmente insatisfeita consigo mesma.

vazio existencial

Como identificar se o que você sente é vazio existencial ou esgotamento emocional?

O vazio existencial está mais relacionado à sensação de falta de propósito ou significado na vida. Já o esgotamento emocional surge quando a mente e o corpo ficam sobrecarregados após longos períodos de estresse, pressão ou desgaste psicológico.

Quando alguém enfrenta o vazio existencial, a pergunta central costuma ser “qual é o sentido de tudo isso?”. A pessoa pode sentir que está vivendo no automático, mesmo quando aparentemente tudo está funcionando bem. 

Em contraste, no esgotamento emocional, o sentimento predominante é de cansaço profundo, como se a energia mental estivesse completamente drenada.

Por exemplo, alguém com esgotamento emocional pode amar o próprio trabalho, mas sentir que não possui mais forças para continuar naquele ritmo. Já uma pessoa que enfrenta o vazio existencial pode continuar trabalhando normalmente, porém com a sensação persistente de que nada realmente faz sentido ou traz satisfação.

O que caracteriza o esgotamento emocional?

O esgotamento emocional é caracterizado por um estado intenso de cansaço mental e psicológico causado por longos períodos de pressão ou estresse. 

Nesse caso, a pessoa não necessariamente questiona o sentido da vida, mas sente que não possui energia suficiente para lidar com as demandas do cotidiano.

Por exemplo, profissionais que enfrentam jornadas longas, responsabilidades constantes ou ambientes de alta cobrança podem experimentar esse tipo de desgaste. Mesmo tarefas simples podem parecer extremamente difíceis quando o esgotamento emocional se instala.

Vazio existencial e depressão: quando os sentimentos se confundem?

O vazio existencial e a depressão podem se confundir porque ambos envolvem sentimentos de tristeza, desmotivação e perda de interesse por atividades que antes eram importantes. 

Na depressão, a tristeza costuma ser mais intensa e persistente, muitas vezes acompanhada por alterações no sono, no apetite e na energia física. 

O vazio existencial, por outro lado, está mais ligado à sensação de falta de significado ou direção, mesmo quando a pessoa continua funcionando normalmente em diversas áreas da vida.

Por exemplo, alguém com um vazio existencial pode continuar trabalhando, mantendo relações sociais e cumprindo compromissos. Entretanto, internamente sente que está apenas cumprindo tarefas sem verdadeira conexão emocional. Já na depressão, até atividades simples podem se tornar extremamente difíceis de realizar.

Por que o vazio existencial pode gerar sofrimento intenso?

O vazio existencial pode gerar sofrimento intenso porque o ser humano possui uma necessidade natural de significado e propósito. Quando essa sensação de direção desaparece, a vida pode começar a parecer repetitiva, sem entusiasmo ou motivação.

Por exemplo, alguém pode cumprir todas as responsabilidades diárias, mas sentir que cada dia parece igual ao anterior. Esse sentimento pode gerar uma sensação de desconexão com a própria vida, como se a pessoa estivesse apenas observando a própria rotina em vez de realmente vivê-la.

Como diferenciar tristeza profunda de depressão? 

A tristeza faz parte da experiência humana e geralmente surge como resposta a acontecimentos específicos, como perdas ou frustrações.

Na depressão, entretanto, o estado emocional negativo tende a persistir por períodos prolongados e afeta várias áreas da vida. A pessoa pode sentir dificuldade para trabalhar, estudar ou manter relações sociais. Além disso, atividades que antes traziam prazer deixam de despertar interesse.

Por exemplo, alguém que está triste pode continuar encontrando pequenos momentos de alegria ou conforto. Já na depressão, até experiências positivas podem parecer vazias ou distantes. Essa perda de interesse generalizada costuma ser um dos sinais mais importantes para diferenciar os dois estados.

O que fazer quando a sensação de vazio se torna constante?

Quando a sensação de vazio se torna constante, é importante começar a explorar as possíveis causas desse sentimento com curiosidade e cuidado. Em muitos casos, esse tipo de experiência pode ser um convite interno para reavaliar:

  • prioridades; 
  • valores;
  • objetivos de vida.

Por exemplo, algumas pessoas percebem que passaram anos seguindo expectativas externas, como padrões familiares ou sociais, sem refletir sobre o que realmente desejam. Esse tipo de percepção pode gerar desconforto inicial, mas também pode abrir espaço para mudanças mais alinhadas com a identidade pessoal.

Qual é o papel da terapia nesses sentimentos?

A terapia pode ajudar a compreender e organizar sentimentos de vazio existencial ou esgotamento emocional. Durante o processo terapêutico, a pessoa encontra um espaço seguro para refletir sobre:

  • experiências de vida;
  • expectativas;
  • conflitos internos.

Além disso, o acompanhamento psicológico auxilia na identificação de padrões de pensamento que podem estar contribuindo para o sofrimento emocional. Ao compreender melhor esses padrões, torna-se possível desenvolver novas formas de lidar com desafios e construir uma vida mais alinhada com os próprios valores.

Como o vazio existencial se manifesta em diferentes fases da vida?

O vazio existencial pode aparecer em diferentes momentos da vida e costuma se manifestar como uma:

  • sensação de falta de sentido;
  • desconexão emocional;
  • dificuldade em encontrar propósito nas experiências diárias. 

Essa sensação não depende apenas de acontecimentos negativos, pois muitas vezes surgem mesmo quando aparentemente tudo está bem.

Imagine uma pessoa que passou anos dedicando energia à carreira e, ao alcançar estabilidade profissional, começa a sentir uma inquietação difícil de explicar. Apesar das conquistas, surge uma pergunta silenciosa: “Isso é tudo?”. Esse tipo de questionamento costuma marcar momentos em que o indivíduo passa a refletir sobre o significado da própria trajetória.

Vazio existencial na juventude e na construção da identidade 

Na juventude, o vazio existencial frequentemente aparece durante o processo de construção da identidade pessoal. Esse período da vida envolve escolhas importantes sobre carreira, valores e relacionamentos, o que pode gerar dúvidas profundas sobre quem a pessoa deseja se tornar.

Imagine um jovem universitário que sente pressão para escolher uma profissão que definirá grande parte da vida adulta. Mesmo quando possui boas oportunidades, ele pode sentir incerteza sobre o caminho escolhido e questionar se está realmente seguindo aquilo que faz sentido.

Além disso, as comparações com outras pessoas podem intensificar essa sensação. Redes sociais, expectativas familiares e padrões sociais muitas vezes criam a impressão de que todos têm um plano claro de vida.

Vazio existencial na vida adulta e nas escolhas de propósito 

Na vida adulta, o vazio existencial costuma surgir quando a pessoa começa a refletir sobre as escolhas feitas ao longo dos anos. Conquistas profissionais, estabilidade financeira e relacionamentos podem existir, mas ainda assim surgir a sensação de que algo está faltando.

Imagine alguém que trabalhou por décadas em uma carreira bem-sucedida. Apesar de alcançar objetivos importantes, essa pessoa começa a sentir que a rotina perdeu significado ou que a vida se tornou previsível demais.

Esse tipo de questionamento pode aparecer especialmente em momentos de transição, como:

  • mudanças de carreira;
  • término de relacionamentos; 
  • amadurecimento pessoal.

Essas reflexões muitas vezes levam a uma busca mais profunda por propósito, autenticidade e alinhamento com valores pessoais.

Vazio existencial na maturidade e na busca por significado

Na maturidade, o vazio existencial pode surgir quando a pessoa começa a refletir sobre o legado da própria vida e sobre o significado das experiências vividas ao longo dos anos. Essa fase costuma trazer perguntas relacionadas ao: 

  • tempo; 
  • realização pessoal;
  • contribuição para outras pessoas.

Imagine alguém que dedicou grande parte da vida ao trabalho e, após se aposentar, percebe que a rotina mudou drasticamente. Sem as atividades que antes estruturavam o dia a dia, podem surgir reflexões sobre propósito e identidade.

Além disso, mudanças familiares, como filhos que se tornam independentes ou transformações na vida social, também podem despertar esse tipo de questionamento.

Vazio existencial pode surgir mesmo em pessoas felizes?

O vazio existencial pode surgir mesmo em pessoas que parecem felizes e bem-sucedidas, porque essa sensação não depende apenas das circunstâncias externas da vida. Muitas vezes, ela está relacionada à necessidade humana de encontrar significado e propósito nas próprias experiências.

Imagine alguém que possui uma carreira estável, bons relacionamentos e uma vida aparentemente equilibrada. Mesmo assim, em determinados momentos, essa pessoa pode sentir uma inquietação interna difícil de explicar.

Esse sentimento não significa necessariamente que algo está errado na vida da pessoa. Em muitos casos, ele representa um convite para refletir sobre valores, prioridades e objetivos mais profundos.

A diferença entre felicidade momentânea e sentido de vida

A experiência do vazio existencial muitas vezes está relacionada à diferença entre felicidade momentânea e sentido de vida. A felicidade costuma estar ligada a momentos específicos de prazer ou realização, enquanto o sentido de vida envolve uma percepção mais profunda de propósito.

Imagine alguém que alcança uma promoção profissional muito desejada. No início, a conquista gera entusiasmo e satisfação. No entanto, após algum tempo, essa sensação diminui e novas perguntas surgem sobre o que realmente traz significado para a vida.

O papel do autoconhecimento na superação do vazio existencial

O autoconhecimento desempenha um papel fundamental na compreensão e na superação do vazio existencial. Ao explorar emoções, pensamentos e experiências pessoais, a pessoa começa a entender melhor suas necessidades e aspirações.

Imagine alguém que percebe uma sensação constante de insatisfação, mas não consegue identificar a origem desse sentimento. Ao refletir sobre valores e interesses pessoais, essa pessoa pode descobrir que deseja dedicar mais tempo a atividades criativas ou relacionamentos significativos.

Esse processo de descoberta muitas vezes acontece gradualmente, por meio de reflexão, experiências e conversas profundas.

Vazio existencial é falta de propósito ou excesso de expectativas?

O vazio existencial aparece quando a vida perde sentido por dentro, mesmo que por fora tudo pareça certo, organizado e até bem-sucedido.

Muitas pessoas acreditam que esse vazio surge apenas porque falta um propósito claro, mas ele também nasce quando as expectativas sobre a vida, sobre si mesmo e sobre felicidade ficam altas demais.

Quando a realidade não acompanha esse ideal, surge a sensação de “era para eu me sentir melhor do que isso”.

É como alcançar algo muito desejado, um emprego, um diploma ou uma meta, e ainda assim sentir um buraco estranho no peito.

A pessoa pensa “eu cheguei até aqui, então por que não estou feliz?”. Esse conflito interno gera confusão, sentimento de culpa e a sensação de que algo está errado, quando na verdade o problema está no peso das expectativas.

Quando o propósito vira cobrança interna

O discurso de “você precisa encontrar seu propósito” pode virar uma armadilha emocional. Em vez de inspirar, ele passa a gerar ansiedade, como se a pessoa estivesse sempre atrasada em relação à própria vida. Isso faz com que ela desvalorize o presente e viva buscando algo que nunca parece suficiente.

É normal não sentir propósito o tempo todo?

Propósito não é um estado constante de motivação, mas algo que se constrói aos poucos, em fases diferentes da vida. Esperar sentir sentido o tempo todo é uma expectativa irreal.

Qual a diferença entre solidão emocional e vazio existencial?

A solidão emocional está ligada à falta de conexão com outras pessoas, enquanto o vazio existencial está ligado à desconexão consigo mesmo e com a própria vida.

É possível estar cercado de gente e ainda assim sentir um vazio profundo. Da mesma forma, alguém pode estar sozinho fisicamente, mas em paz internamente.

Por exemplo, uma pessoa pode ter amigos, família e colegas, mas sentir que ninguém realmente a conhece. Já o vazio existencial aparece quando a pessoa olha para a própria rotina e pensa “é só isso?”. Nesse caso, não falta gente, falta sentido.

Por que a companhia nem sempre resolve o vazio?

Porque o vazio existencial não se preenche com distração externa. Ele pede escuta interna, revisão de valores e reconexão com o que faz sentido de verdade. Quando isso não acontece, a pessoa pode até se sentir menos sozinha, mas continua vazia.

Por que pessoas altamente produtivas sentem mais vazio existencial?

Pessoas altamente produtivas tendem a sentir mais vazio existencial porque aprenderam a medir valor pessoal pelo desempenho.

Elas estão sempre fazendo, produzindo e resolvendo, mas raramente parando para sentir. Quando a vida vira uma lista infinita de tarefas, o sentido se perde no meio do caminho.

É aquela pessoa que vive ocupada, com agenda cheia, metas batidas, mas que à noite sente um cansaço estranho misturado com insatisfação. Ela até pensa em desacelerar, mas sente culpa, como se parar fosse perder valor.

Produtividade pode virar fuga emocional?

Para muitas pessoas, estar sempre ocupado é uma forma de não entrar em contato com emoções difíceis. O silêncio e a pausa podem revelar perguntas que foram evitadas por muito tempo, como “o que eu realmente quero?” ou “quem eu sou sem o que faço?”.

Por que o vazio aparece quando tudo desacelera?

É no silêncio que a desconexão interna fica evidente. Quando não há tarefas para distrair, o vazio aparece como um pedido de atenção, não como um inimigo.

Como lidar com o vazio existencial?

Lidar com o vazio existencial vai muito além de abraçar a sua situação e os seus medos. Você precisa, primeiramente, entender o significado desse vazio existencial e os motivos que te levaram até ele.

Isso porque é uma sensação que vai ocupar grande parte do seu dia a dia, abalando o seu psicológico consideravelmente e te deixando muito mais inseguro.

Entender a origem do problema é encarar a essência dele, isto é, combater a raiz da questão para evitar que o sentimento de vazio retorne.

É possível fazer isso desenvolvendo melhor uma autoconsciência emocional.

Você sabe o que isso significa?

A autoconsciência nada mais é do que a sua percepção interna, o seu olhar analítico interior, que vai fazer com que você entenda porque age de determinado jeito e os motivos que te levam a se sentir inferior, triste ou tudo que for negativo.

Esse é um exercício que demanda certa energia também, mas ele é eficaz e te permite entender detalhes sobre suas limitações, sua personalidade e até seus traumas mais antigos.

Pessoas que não enfrentam o vazio existencial também devem tentar praticar a sua autoconsciência, afinal é sempre interessante compreender mais profundamente sobre si mesmo.

Contudo, aqueles que lidam com a síndrome do vazio podem e devem realizar esse exercício, porque isso dará mais estabilidade para que elas voltem a buscar aquilo que gostam de fazer e sentir.

Além disso, outro ponto importante somado ao autoconhecimento é a prática da autoaceitação.

Muito se fala sobre se conhecer e se cuidar, mas pouco se toca na questão do próprio reconhecimento.

Aceitar a si mesmo é um obstáculo difícil, especialmente em tempos onde gostamos de nos comparar com outras pessoas nas redes sociais ou em qualquer espaço mais expositivo.

Entretanto, quando tocamos na saúde mental, é preciso se desprender dos padrões de aparência, de qualidade de vida e sociais que vemos por aí.

Esses são rótulos que só demonstram a fragilidade e carência que nossa sociedade tem enfrentado nos últimos tempos, com todo o avanço das tecnologias, aumento de informações e acessos.

Isso não pode tomar conta das nossas mentes, especialmente se estamos em busca de uma cura mental e emocional, acima de tudo!

Devemos nos conhecer, mas acima de tudo nos reconhecer, aceitando e abraçando possíveis falhas, defeitos e “imperfeições” que nos gerem insegurança.

Esse é um passo que nos permitirá superar o vazio existencial, além de melhorar a nossa autoestima e o próprio olhar das pessoas sobre nós.

A culpa diminui, o ódio por si mesmo e as próprias decisões desaparecem com o passar do tempo e o bem-estar tende a crescer e se tornar costume, você vai ver!

Por fim, o jeito mais eficaz e rápido de superar o vazio existencial de vez e não apenas conviver com ele é o auxílio psicológico.

Muitas pessoas acham que a psicoterapia serve somente para dúvidas cotidianas, transtornos de ordem mental e problemáticas nas relações, mas ela pode ajudar em muito mais coisas do que imaginamos!

A terapia é responsável por te deixar confortável em um ambiente de diálogo e resolução de questões tanto internas, quanto externas.

Ela tem um poder de análise muito grande, o que garante que seus problemas sejam ouvidos e trabalhados até que você mesmo encontre soluções.

Quais os sintomas do vazio existencial?

O vazio existencial traz muitos problemas para o nosso dia a dia, como já falamos, mas os comportamentos e sintomas que manifestamos podem ser os mais variados possíveis.

Muitos deles estão relacionados a negatividade e a não vontade de fazer certas coisas, pontos esses que são muito semelhantes aos sintomas do transtorno depressivo, por exemplo.

Abaixo listamos alguns sintomas e padrões de comportamentos mais comuns durante a sensação de vazio, veja:

A lista de sintomas é realmente muito grande, porque as pessoas tendem a apresentar vários deles simultaneamente, o que a prejudica ainda mais no cotidiano.

É importante se atentar a esses sintomas, pois muitos deles já fazem parte do nosso dia a dia, mas se camuflam com nossas rotinas de estresse e correria do trabalho.

Portanto, há uma necessidade de rever seus próprios comportamentos, até para evitar que os problemas cresçam e se tornem cada vez mais difíceis de serem contornados.

Veja também o que é crise existencial.

Como preencher o vazio existencial?

Ao se perguntar sobre como preencher o vazio existencial é importante pensar em algo determinante: coisas ou comportamentos que sejam benéficos para a sua saúde mental e não o contrário.

Isso é algo extremamente relevante de ser pensado, quando o assunto é o preenchimento desse vazio.

Sabe por quê?

Muitas pessoas tendem a buscar comportamentos autodestrutivos para lidar com essa sensação. Algo que as deixam ainda mais frágeis e machucadas emocionalmente.

Isso é inaceitável.

Ao sentir-se vazio ou afastado daquilo que te traz prazer, busque por novos hobbies ou pela presença de quem te faz bem.

Voltar a gostar de certas atividades é algo que demanda esforço e tempo da nossa parte, afinal se trata de práticas diárias e pessoais.

É importante saber que nem sempre os resultados serão positivos, mas que eles irão aparecer com o tempo, através da persistência e dos hábitos.

Praticar um novo esporte, descobrir um caminho novo para o trabalho, fazer um amigo diferente… Tudo isso são coisas que podem voltar a colorir os seus dias, sem precisar que você se desgaste ou se sentir esgotado no fim de cada um deles.

Evite comportamentos que possam gerar grandes vícios ou uma postura consumista da sua parte e lembre-se que bens materiais ou estimulantes só tornam o seu interior mais apegado e dependente de algo tóxico.

Procure as coisas leves ao lado de quem se importa com você! Essas são aquelas que fazem a diferença!

Ninguém gosta de se sentir sozinho e muito menos afogado em vícios destrutivos, então procure a ajuda que necessita.

Um psicólogo pode te ajudar a descobrir essas novas atividades e maneiras de preencher a vida do jeito mais saudável e dinâmico possível.

Então, não tenha medo! Pessoas para ajudar e criar um novo conceito de vida para você é o que não falta!

Como se livrar do vazio existencial com a psicologia?

 Como se livrar do vazio existencial com a psicologia

A psicologia ocupa um papel muito decisivo para quem quer se livrar do vazio existencial.

Ela ajuda a pessoa que se vê perdida a finalmente se reencontrar e se recolocar nos espaços, refletindo mais sobre si mesma e todas as suas decisões.

Isso acontece, porque o psicólogo cria um ambiente de diálogo e muito pensamento entre ele e a pessoa que busca por ajuda.

Prática que garante um maior bem-estar e estabilidade para aquele que antes se sentia sem rumo ou sem resposta alguma.

Certamente, se trata de um trabalho em equipe muito duradouro, afinal é necessário que a pessoa pratique muito o seu autocuidado e poder de autoanálise.

Pontos esses que exigem tempo e espaço para serem aprimorados.

Em resumo, a psicologia ajuda no preenchimento do sentimento de vazio, porque ela redireciona a pessoa para as suas reais prioridades da vida.

Ela funciona como um lembrete constante, que colabora com o processo de retomada ao gosto pelas coisas e pelas pessoas ao seu redor.

É um tratamento inteligente e estratégico, responsável por reacender a chama apagada pelos desgastes da vida dessa pessoa.

Você se identifica com esses sintomas ou sabe de alguém que já enfrentou o vazio existencial durante algum período da vida?

Nós, da Psicotér, contamos com um grupo de psicólogas especializadas que podem te ajudar a enfrentar esse vazio, fazendo com que retome seus gostos e afinidades pela vida.

Ninguém precisa passar por esse processo de reencontro sozinho! Vem para a Psicotér!

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Lisiane Duarte

Lisiane Duarte

Fundadora da Psicotér, CEO e Diretora Técnica, Psicóloga Cognitivo-Comportamental, completamente apaixonada pelo ser humano, realizada e privilegiada por poder participar da transformação de vidas. Experiência de mais de 20 anos de atuação clínica e empresarial. Psicoterapeuta individual e em grupo de crianças, adolescentes, adultos, idosos, casal e família, online e presencial, pós-graduada em Gestão do Capital Humano. Consultora de recolocação profissional desde 2003, capacitando e orientando profissionais em transição de carreira na busca de novas oportunidades. Também consultora em diversas empresas nacionais e multinacionais, nas diversas áreas de RH, atendimento e avaliação psicológica de profissionais.

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