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O que é Distimia: Sintomas, Causas e Tratamento

Publicado em 28 de outubro de 2021
Categoria: Depressão
o que é distimia

Afinal, o que é distimia ou transtorno distímico?

Esse é um distúrbio que traduz um tipo de depressão crônica de durabilidade superior, cujas características se baseiam na mudança repentina de humor, mostrando a pessoa mais irritada, triste e completamente negativa no cotidiano.

Esse é um transtorno de humor que limita a pessoa a sensações negativas relacionadas a si mesmo, aos outros e todos os contextos em que estiver inserida.

Não possui traços abruptos, isto é, não traz uma mudança tão intensa e rápida de comportamento como a depressão, mas carrega outras semelhanças, como os sintomas e a dificuldade de se relacionar com os portadores.

Esse é um distúrbio que pode começar na infância e se desenvolver ao longo do crescimento da pessoa, o que às vezes pode implicar na demora do seu diagnóstico.

Isso se dá porque as pessoas podem julgar os sintomas como “traços de personalidade” ou características de alguém, sem identificar como um real problema.

Neste artigo, vamos descobrir um pouco mais sobre a distimia e suas consequências, além de entendê-la como um transtorno de ordem mental causador de certos comportamentos alarmantes, porém curáveis!

 

O que é distimia?

Quando falamos de quadros depressivos, estamos acostumados a lidar diretamente com a depressão, sentimento de vazio e uma dificuldade muito grande de lidar com as coisas, pessoas e afins.

O problema é que existe outro tipo de depressão que incomoda e atrapalha muito a vida cotidiana de várias pessoas, funcionando de forma diferente, mas muito persistente: a distimia.

Essa que carrega sintomas de menor intensidade e insistência, porém com práticas tão limitantes quanto a de uma depressão mais grave.

O transtorno distímico é responsável por sentimentos negativos constantes de desânimo, irritabilidade e muita frustração nas pessoas.

Ele pode ter uma duração de um ou mais anos, dependendo de cada caso, fazendo com que a pessoa sinta-se constantemente com pouca energia, cheia de desesperança e muito desacreditada de tudo e todos.

Por ser crônica, ela carrega essa característica de duração mais estendida, se comparada com a depressão tradicional, especialmente porque seus sintomas se manifestam de forma mais leve, disfarçando o transtorno depressivo.

Ainda que mais controlada, necessita da atenção correta, já que produz no indivíduo fortes sensações de inadequação e irritabilidade severa.

Esses são pontos que limitam a convivência e afastam essas pessoas de outras, já que muitos as julgam como ranzinzas e negativas demais.

 

Qual é a diferença entre depressão e distimia?

Ainda que a distimia e a depressão sejam transtornos afetivos muito intensos que conversam entre si, há claras diferenças que devem ser pontuadas para a nossa compreensão.

A primeira delas está na forma em que os sintomas se manifestam.

A distimia apresenta o mau humor, a persistência de tristeza, o estresse e a irritação de uma forma constante, porém de maneira mais leviana do que o transtorno depressivo grave.

Pacientes que carregam sintomas relacionados a esse segundo, geralmente, necessitam de tratamentos mais intensivos e maior acompanhamento psiquiátrico e terapêutico.

Isso acontece porque o transtorno depressivo persistente (distimia) é crônico, o que implica em seus sintomas menos agressivos, mas ao mesmo tempo, muito mais duradouros.

E é aqui que trazemos a outra diferença relacionada a esses distúrbios: o tempo de duração.

A distimia implica em quase dois anos de manifestação de sintomas, sem intervalo durante um período de até dois meses.

A depressão que estamos acostumados a acompanhar implica em menos tempo de manifestação sintomática e com mais variação na apresentação desses sintomas, o que significa que nem sempre eles se mostrarão do mesmo jeito.

De qualquer forma, o quadro da distimia pode evoluir para o depressivo grave se não for tratado da forma correta e com os meios mais efetivos (acompanhamento e medicamentos controlados).

Ainda que diferentes na questão de durabilidade e intensidade, tanto a distimia, quanto a depressão grave devem ser dignas de atenção e tratamento imediato.

Ambas doenças traduzem problemas sérios e que podem atrapalhar muitas dinâmicas sociais das pessoas, além de causarem um grande estrago interno também.

Quais os sintomas da distimia

 

Quais os sintomas da distimia?

Os sintomas centrais da distimia giram em torno da mudança constante de humor, mas sempre prevalecendo em perspectivas negativas sobre as coisas.

O paciente portador desse transtorno geralmente irá reclamar de descontrole emocional, tristeza em excesso, fadiga depois de longos períodos de estresse, irritação constante, além de estar sempre vendo tudo de forma ruim.

Por ser um distúrbio com grande durabilidade, muitas pessoas podem acompanhar esses sintomas achando que fazem parte da personalidade do portador, como se ele carregasse traços negativos e ranzinzas.

Isso dificulta muito o diagnóstico e o início do tratamento, pois disfarça características graves de um transtorno como se fosse somente o jeito de ser de alguém.

Além disso, a distimia pode gerar problemas físicos a longo prazo, como a dificuldade de concentração, realizar pequenas atividades do cotidiano facilmente, fadiga, enxaquecas e, em alguns casos, inquietação.

Nesses momentos, a pessoa pode pensar que está enfrentando problemas de ansiedade leve, como se tudo isso fizesse parte do seu cotidiano, mas a verdade é que os sintomas da distimia são muito duradouros e insistentes.

Sendo assim, qualquer sintoma recorrente precisa ser observado e levado a um especialista. Ele saberá lidar com essas emoções e com os comportamentos autodestrutivos dessa pessoa.

Lidar com sensações negativas diárias pode acabar se tornando rotina, o que é muito complicado para alguém que busca um bom equilíbrio emocional e até físico.

Então, ao menor dos casos, é sempre bom tirar a dúvida com um profissional.

Esse é um distúrbio que pode atingir também crianças e/ou adolescentes, tendo potencial de acompanhá-los por longos períodos da vida.

Certamente, o jeito que se manifesta neles é um pouco diferente do que narramos relacionado aos adultos, pois seus contextos e demandas diárias se diferem muito.

Crianças e adolescentes também podem ser expostos a ambientes de estresse, onde seus comportamentos também serão carregados de irritabilidade, negatividade e tristeza, mas isso irá aparecer de outras formas.

Os adolescentes são mais semelhantes aos adultos, mas acabam se fechando mais pela fase que estão enfrentando, então nesses casos pode ser mais complicado de entender o que se passa.

as crianças se comunicam muito durante brincadeiras, jogos e momentos de diversão. Esse é o espaço em que elas se sentem confortáveis e acostumadas a se expressarem.

É sempre importante manter-se atento a possíveis sinais que indiquem esse transtorno distímico nelas, pois mesmo notando que algo está errado, dificilmente saberão como comunicar isso aos pais ou responsáveis.

Isso também serve para adolescentes ou adultos que costumam diminuir e desacreditar dos tratamentos psicológicos ou transtornos de ordem mental.

 

O que a distimia pode causar?

A distimia pode causar inúmeros transtornos no dia a dia das pessoas, ainda que apareça com sintomas mais levianos. Ela tem fortes chances de evoluir para uma depressão grave, com intensidade maior e sintomas ainda mais aparentes.

Isso pode ser um problema, pois o tratamento terá que ser ainda mais urgente e detalhado.

O ideal é que nunca chegue nesse estágio, pois um tratamento mais agressivo significa que a pessoa teve que passar por muitos desafios e sofrimentos até chegar naquele espaço.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 180 milhões de pessoas tenham distimia, sendo uma das doenças mais observadas na prática clínica nos EUA e Europa.

Diagnosticar o quanto antes a distimia, por tanto, serve para começar o tratamento correto e também amenizar o sofrimento que acomete não só a pessoa, mas aqueles que estão ao seu redor.

Isso porque é um transtorno responsável por paralisar ou criar dificuldades para a pessoa se concentrar e realizar tarefas simples de um jeito saudável.

Por mais que seja difícil de perceber, a negatividade e a falta de vontade de realizar as coisas podem ser fatores decisivos para uma rotina desequilibrada e nada produtiva no trabalho, em casa e em outros lugares.

Uma pessoa precisa se sentir bem nos espaços, mas também consigo mesma e alguém que carrega a distimia pode não encontrar isso facilmente, se comportando de maneira frustrada e irritada com tudo e todos.

Esse mau humor e descarga emocional nem sempre dizem a respeito de algum tipo de depressão. Há momentos em que ficamos aborrecidos com situações cotidianas mesmo.

O problema se configura, quando isso se torna insistente e, de certa forma, um grande obstáculo na vida daquela pessoa.

A gente sabe que pessoas com depressão severa encontram, muitas vezes, dificuldades até para levantar da cama e seguir suas vidas normalmente.

No caso da distimia, a pessoa apresenta mudanças humorísticas, mas de forma gradual e ao longo da sua rotina profissional ou pessoal, isto é, não fica tão claro e drástico como em quadros mais graves.

Ainda assim, o alerta é importante, pois um grupo de sintomas pode levar a outro e assim por diante, até a pessoa desenvolver múltiplas depressões, forte ansiedade e pensamentos negativos, destrutivos e nada saudáveis.

São padrões de comportamento que isolam as pessoas e fazem delas escravas das suas próprias inseguranças e irritabilidades, porque afasta aqueles que vivem ao seu redor.

Dificilmente tomamos nossas relações como termômetros de nós mesmos e, às vezes, isso realmente não é saudável.

Entretanto, quando se trata da distimia ou da depressão, é importante observarmos o nosso contexto de convivência e a forma que nos portamos nele.

Estamos tão acostumados com nossos padrões de pensamento e comportamento que, em alguns casos, nem notamos como isso atinge outras pessoas ou até como atinge a nós mesmos.

Por isso, dialogar e observar de maneira atenta a forma como nos colocamos para os outros pode ser um bom caminho para o diagnóstico mais rápido.

Além disso, estabelecer contato com um profissional!

Ter um terapeuta ao seu dispor, voltado e inserido nas suas questões também pode ajudar nessa jornada de descobrimento e combate à distimia, afinal ele terá as orientações certas e mais eficazes para cada caso.

 

Qual o tratamento para distimia? Tem cura?

O tratamento para a distimia deve ser procurado justamente quando os seus sintomas ultrapassam limites e começam a se tornar empecilhos ao longo das jornadas pessoais e profissionais de alguém.

Assim como inúmeros transtornos afetivos, possui cura e o alcance dela, geralmente, está relacionado à abordagem de um psicoterapeuta ou psiquiatra.

Uma pessoa que apresenta preocupações quanto aos sintomas desse distúrbio deve buscar um desses profissionais, priorizando sua saúde mental e a forma como tem se relacionado com o mundo.

Tanto o psicoterapeuta, quanto o psiquiatra estarão aptos suficientemente para lidar com o transtorno e os sintomas desagradáveis que o acompanham, mas o ideal é o tratamento conjunto de ambos profissionais.

O psiquiatra tem a capacidade de recomendar antidepressivos, se necessário, auxiliando o portador da distimia a controlar melhor os sintomas mais rígidos.

Apesar dos efeitos desses medicamentos, é somente na psicoterapia que há verdadeira chance de desenvolvimento desses sintomas, investigando suas causas, o que elas têm gerado e o impacto do distúrbio na rotina da pessoa.

Certamente, esse processo psicoterapêutico conseguirá criar uma melhor avaliação de todo o transtorno, mostrando ao indivíduo as melhores formas de lidar com as emoções sugeridas por ele.

Uma pessoa que sofre de distimia enfrenta sentimentos muito desagradáveis todos os dias e ter alguém que possa, abertamente, colaborar com o alívio dessa negatividade é muito bom.

O terapeuta funcionará como um aliado, guiando esse paciente a sua melhora, mas também à elaboração interna, desenvolvendo nele melhor autoconsciência e até autoconhecimento.

O tratamento é uma ótima oportunidade para refazer esses pontos, especialmente porque a distimia mexe com a autoestima da pessoa, uma vez que ela afasta muitos amigos, se torna difícil de se conviver e ainda sofre por isso.

Sendo assim, a combinação da psiquiatria e terapia é a ideal para lidar com o transtorno distímico, mas se esse acompanhamento duplo não for possível, a psicoterapia ainda pode ser uma grande ajudante!

 tratamento para distimia

 

Como lidar com uma pessoa com distimia?

Ao se questionar sobre como lidar com uma pessoa com distimia é importante lembrar do sofrimento em potencial que esse transtorno causa na vida de alguém, podendo gerar grande solidão e frustração constante.

Dito isso, já se sabe que conviver com uma pessoa assim pode ser muito cansativo e desgastante, ainda que se carregue muito afeto e carinho pelo portador.

Sentir-se sobrecarregado por esses sentimentos não pode gerar culpa, afinal é um movimento natural!

O importante, nesses momentos, é tentar se manter próximo dessa pessoa e estabelecer diálogo com ela.

Enfrentar esse distúrbio vem com muita negação e dificuldade de aceitação, especialmente porque as pessoas acreditam que os sintomas são traços de personalidade.

Sendo assim, é crucial apoiar essas pessoas a começarem a reconhecer esses “traços”, mas sem cobranças ou tentativas forçadas de tratar essa pessoa.

É preciso criar um ambiente confortável e de reflexão saudável. Dialogar é sempre o melhor caminho!

Além disso, alguém com esses olhares tão negativos sobre as coisas também tem tendência de buscar o isolamento e afastamento de tudo.

Esse movimento pode ser natural, mas é perigoso e pode piorar os sintomas já presentes na pessoa. Isso é tudo que precisa ser evitado!

Manter essa pessoa cercada de afeto e com distrações agradáveis pode ajudar muito na diminuição dos comportamentos agressivos e, ao mesmo tempo, das atitudes de raiva ou sentimentos de tristeza.

Com certeza, esse passo não trará a cura imediata do portador de distimia, mas o ajudará a ver o mundo com melhores olhos e também o livrará de certos sofrimentos diários.

Pense que sentir-se tão desmotivado e negativo sobre tudo é algo que pesa, mesmo quando inconscientemente.

Essa pessoa precisa reativar boas perspectivas e pontos de vista, precisa livrar-se da ideia de inutilidade e depressão.

Ninguém precisa carregar a responsabilidade de fornecer isso na vida de outra pessoa, mas ser um amigo parceiro e ajudar nos momentos de maior dor interna pode ser de grande ajuda.

Deixe o papel de responsabilidade para um profissional capacitado, que irá tratar dos problemas da melhor forma possível e prestará o suporte necessário a pessoa que precisar.

Seu papel enquanto familiar, amigo ou parceiro é o de encorajador e estimulante.

Alguém com distimia que se descobre nessa situação pode sentir muito medo e querer se manter longe de muitas coisas que lhe fazem bem.

Essa é a hora de agir e se demonstrar um grande apoiador, encorajando a pessoa a buscar auxílio terapêutico e/ou psiquiátrico.

Demonstrar as vantagens desse processo também é uma ótima estratégia, afinal essa pessoa precisa entender que superar o transtorno distímico é possível e acessível.

Tudo isso pode ser muito cansativo e completamente assustador para quem precisa conviver com essa pessoa também, daí a necessidade de ficar atento à própria saúde mental.

Ninguém está livre de enfrentar alguma dificuldade maior de aceitação ou de lidar com esse problema, portanto mantenha-se sempre dentro dos seus próprios limites.

E não deixe de buscar ajuda quando achar necessário, também. Saúde mental é um assunto sério demais para não ser uma prioridade.

Você se identifica com esses sintomas de negatividade? Acha que conhece alguém com pensamentos muito semelhantes?

Nós, da Psicotér, contamos com um grupo de psicólogas completamente preparadas para lidar com as demandas da distimia e muitas outras que possam elevar o seu autoconhecimento! Não deixe para depois o que pode te ajudar hoje!

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Lisiane Duarte

Lisiane DuarteFundadora da Psicotér, CEO e Diretora Técnica, Psicóloga Cognitivo-Comportamental, completamente apaixonada pelo ser humano, realizada e privilegiada por poder participar da transformação de vidas. Experiência de mais de 20 anos de atuação clínica e empresarial. Psicoterapeuta individual e em grupo de crianças, adolescentes, adultos, idosos, casal e família, online e presencial, pós-graduada em Gestão do Capital Humano. Consultora de recolocação profissional desde 2003, capacitando e orientando profissionais em transição de carreira na busca de novas oportunidades. Também consultora em diversas empresas nacionais e multinacionais, nas diversas áreas de RH, atendimento e avaliação psicológica de profissionais.

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