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Dicas para abandonar o cigarro

Categoria: Doenças e Transtornos, Vícios

Em função do sucesso das políticas públicas implementadas nos últimos anos, em diversos âmbitos, alertando sobre os riscos do tabagismo, a cada dia, mais fumantes relatam saber dos males causados pelo cigarro e da necessidade de abandoná-lo. Mas como abandonar o vício e o hábito de fumar?

Por que as pessoas fumam?

Se você perguntar para uma pessoa como ou quando ela começou a fumar, são grandes as chances de que ela responda que foi por curiosidade e antes dos dezenove anos. Muitas pessoas começam a fumar pela influência da mídia ou dos pais, professores, ídolos e amigos; pessoas que exercem grande poder de autoridade, mesmo de forma inconsciente. Noventa por cento dos fumantes iniciaram seu consumo antes dos 19 anos de idade.  É a fase em que o indivíduo ainda está em transição, em construção da sua própria personalidade. Apesar de o fumante, na maioria das vezes, sentir-se mal na primeira tentativa, ele insiste em aprender a fumar; já que, por meio desse ato, ele sente que poderá integrar-se ao grupo de amigos, parecer mais velho, ter status, etc. Muitos fumantes afirmam que insistiram no cigarro por achar que fumar era bonito e depois não conseguiram mais largar.

Uma das grandes questões que o cigarro traz é que quando tocamos nesse assunto, logo pensamos na nicotina. É uma substância psicoativa, estimulante do sistema nervoso central. Porém, a dependência psicológica, menos citada, também atua com bastante força e de forma complexa.

O cigarro traz consigo uma expectativa positiva, que foi criada e reforçada principalmente pela propaganda, cinema e mídia durante anos. Dessa forma, passa a fazer parte da vida do fumante, que enxerga no cigarro um auxílio para enfrentar a vida. Quando adolescente, o fumante acredita que só pode enfrentar a vida com o cigarro ao seu lado.

O cigarro pode ter sido útil em um momento de fragilidade, porém com o tempo estabeleceu-se a dependência física e psicológica, e o fumante fica preso nessa armadilha. Nesses casos, o fumante sofre sem o cigarro, não se conhece mais sem ele; não sabe mais distinguir que características são suas e quais as provocadas pelo uso do cigarro.

Apesar de todos saberem o mal causado pelo cigarro, não são todos os fumantes que desejam deixar o vício, quando pensam em parar de fumar sentem-se tristes por ter que dizer adeus ao cigarro. É como se eles estivessem dando adeus a um hábito que lhes faz bem, já que o cigarro potencializa o prazer. Muitas pessoas atribuem seu potencial de realização ao cigarro, acreditando que só poderão realizar suas atividades se fumarem. Sem o cigarro, sentem-se incapazes. Obviamente, a capacidade de realizar determinada tarefa é da pessoa, mas ela a atribui ao cigarro. Por isso, o fumante acredita que só pode escrever, criar, ter uma atividade mental ou relacionar-se, se fumar.

Por outro lado, o cigarro também pode servir como “bode expiatório” pelo fumante, que acredita não ser aceito em um grupo porque fuma, e, dessa forma, deposita todos os seus fracassos no cigarro, claro, de forma também errônea. E tanto quanto a dependência física, a psicológica precisa ser tratada. Mas, claro, não adianta tratar uma pessoa que não tem vontade de parar de fumar. Agora, se ela tem esse desejo, o auxílio psicoterápico pode ser uma grande ajuda para resolver a questão.

Como parar de fumar?

O importante é decidir por iniciativa própria terminar com o vicio do cigarro, procurando se informar sobre as vantagens de abandonar o vício, como ajudar a melhorar o funcionamento do coração e pulmões e diminuir o risco de desenvolver problemas cardiovasculares, como infarto ou AVC e mesmo câncer, por exemplo. Deixamos aqui algumas dicas para evitar a recaída e também abandonar o vício do cigarro sem grandes sacrifícios.

– É fundamental definir uma data ou um período para deixar completamente o cigarro, num intervalo nunca superior a trinta dias depois de ter pensado em deixar de fumar. Por exemplo, no dia primeiro de maio pode-se planejar e visualizar a vida nova sem fumar e determinar o último dia possível para parar de fumar, como dia trinta de maio, ou definir um dia com significado, como terminar um curso, ter um novo emprego ou terminar um maço, por exemplo, torna-se mais motivador e mais fácil de iniciar.

– Para deixar de fumar deve-se começar por tirar de casa e do trabalho todos os objetos relacionados ao cigarro, como cinzeiros, isqueiros ou pacotes de cigarro velhos.

– Uma outra dica importante é evitar o cheiro do cigarro e, por isso, deve-se lavar as roupas, cortinas, lençóis, toalhas e qualquer outro objeto que possa ter cheiro de cigarro. Além disso, evitar locais onde estão fumando também é aconselhável devido ao cheiro da fumaça.

– Quando se deixa de fumar, deve-se manter à mão uma bala sem açúcar, um copo de água ou chá, pedaços de gengibre ou suco de goiaba, para mascar ou beber sempre que der muita vontade de fumar, ajudando também a diminuir a sensação de fome.

– Além disso, nestes momentos é importante evitar alimentos ricos em gordura e açúcar. Isso porque o risco de engordar é maior, sendo importante praticar atividade física durante este período.

Saiba que a ajuda de um bom profissional pode ser um pontapé inicial para te ajudar a parar de fumar. Existem técnicas psicoterápicas específicas para tratar o tabagismo. Também há medicamentos que podem ser coadjuvantes no tratamento; nestes casos, a procura por um profissional qualificado é imprescindível. Não deixe para depois o que você pode fazer agora! Entre em contato conosco através desse link e pare de fumar.

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2 Comentários

  1. Guilherme Lobo | 02 de abril, 2018

    Eu fumo a 51 anos, tenho hoje, 61. Tive infarto aos 49 anos e continuo fumando.
    Meu cigarro é de palha, pois em 2002 deixei definitivamente os cigarros da Souza Cruz, e J.R Reynolds, por terem gosto horrível e substancias que tiram o gosto do fumo.
    Consegui parar de fumar meu paiozo durante trinta dias, e não senti vontade nenhuma de continuar fumando, como também não tive a tal da síndrome de abstinência em nenhum momento. Voltei a fumar e estou no para e fuma.
    Fico uma semana e volto, fico mais treis dias sem fumar e volto, fico mais quinze e volto e isto sem nem um segundo da tal crise de abstinência. Acho que o meu estilo de fumar é totalmente psicológico, e estou preso no psicológico. Aprendi a fumar vendo meu pai fumar, comerciais de televisão, etc. Meu primeiro cigarro foi o Mistura Fina, depois o Saratoga e o primeiro com filtro, Continental. Já fumei de tudo: Cachimbo, charuto, cigarrilhas, e fiquei no cigarro de palha, digamos pelo paladar, pois cigarros das companhias são um lixo de gosto. Estou muito absorto quanto não sentir vontade física ou química quando par de fumar, mas a psicológica não me deixa. Tem uma dica aí pra isso??? Grato Guilherme.

    • Psicotér | 09 de abril, 2018

      Olá Guilherme,

      A dica é TRATAMENTO, não há solução mágica! Precisa de ajuda de profissionais que te orientem neste caminho. A dependência de cigarro é uma doença e precisa ser tratada como
      qualquer outra. Estamos à sua disposição, veja aqui como funciona a psicoterapia https://psicoter.com.br/informacoespsicoterapia/

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