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O que é Crise existencial, Sintomas e como a Psicologia pode ajudar

crise existencial

Crise existencial é o nome que damos a um momento de muita insegurança e autoquestionamento.

É um período que, certamente, iremos enfrentar ao longo da vida, afinal: quem nunca teve um momento em que as incertezas falaram mais alto e os medos começaram a aparecer?

A dúvida faz parte do nosso cotidiano e quando ela toma conta dos nossos pensamentos, é quando essa crise começa a se instalar, seja através do nosso descontentamento, nossa desconfiança, insegurança ou até pessimismo.

A crise existencial se trata de algo muito subjetivo: é como uma bússola interna que muda a direção de nossas vidas, trazendo sinais de algo que precisa encerrar para dar lugar ao novo ciclo.

Podemos interpretar isso como um aviso ou simplesmente um sinal de que algo interno não anda bem e, para entender melhor a origem de tudo isso, precisamos nos conhecer ao máximo e, de preferência, explorar essas emoções.

Neste artigo, vamos entender com um pouco mais de precisão as causas e consequências da crise existencial, além de entender os impactos que isso gera em nossas rotinas e afazeres.

Leia até o final para entender mais profundamente sobre essa temática que muita gente julga conhecer, mas poucos compreendem de fato.

O que é crise existencial?

A crise existencial é a responsável por nos gerar aqueles famosos questionamentos: o que estou fazendo com a minha vida? Que caminho devo seguir? O que as pessoas realmente acham de mim?

O próprio nome dela já diz: se trata de uma crise, uma espécie de colapso que a nossa mente enfrenta com relação a nossa existência, isto é, desde coisas do dia a dia, até os aspectos mais profundos do nosso ser.

Ela proporciona uma posição bem desconfortável para quem a enfrenta, porque cria inúmeros cenários angustiantes, além de muitas perguntas que nem sempre encontram suas respostas.

Pessoas nesse estado podem percorrer caminhos emocionais muito duros e doloridos. Muitas delas narram perceber uma tristeza, angústia e até um certo sentimento de vazio com o passar do tempo.

Isso porque a crise existencial nos obriga a abandonar a zona de conforto que é a conformidade das coisas… A gente passa a questionar tudo e todos, algo que gera muita dificuldade de compreensão e até de enxergar certos pontos.

Essa crise vem de uma necessidade pessoal que acabamos criando, geralmente, pela busca de sentido nas coisas, independentemente de quais sejam.

Algumas pessoas passam a se questionar sobre a vida e as suas origens, ficam com um ar meio melancólico e extremamente pensativo.

Enquanto isso, outras tendem a se questionar sobre a jornada da vida como um todo, se perguntando sobre suas próprias decisões, seu futuro e tudo que ele poderá se tornar.

Esses são pensamentos que levam a pessoa a uma sensação ansiosa, de muita angústia e apreensão. Algo que é até involuntário por parte dela, mas que pode gerar uma certa bagunça mental.

Geralmente, a crise existencial se estabelece através de um evento brusco, traumático ou de grande marco para a pessoa. Acasos do cotidiano são simples demais para gerar os questionamentos profundos de uma crise assim.

O luto, um evento gerador de grandes mágoas, um término ou até o fechar de um ciclo muito importante podem ser grandes gatilhos para essa crise existencial, isso porque empurram a pessoa para fortes emoções.

Quem nunca colocou a morte como questão, ao perder algum parente querido, por exemplo? São questionamentos que aparecem naturalmente nessas situações, funcionam como uma espécie de reação aos fatos.

Algo completamente comum, mas que também pode gerar grande dor de cabeça, afinal a crise existencial nos deixa aéreos, confusos e, em alguns casos, até depressivos e com sensações de vazio.

Por mais comum que seja para nós encontrarmos com essa crise algum dia, é importante salientar que as formas de lidar são as mais variadas, assim como os sinais e sintomas também vão divergir de pessoa para pessoa.

Somos humanos com contextos físicos, históricos e emocionais muito diferentes, logo a nossa forma de traduzir uma crise existencial será sempre diversa também.

crise existencial

 

4 sintomas das crises existenciais

Os sintomas da crise existencial irão depender de cada situação, em alguns casos a pessoa acaba optando pelo isolamento sem nem perceber, fica mais introspectiva, mas há outras possibilidades de ação também.

É muito difícil perceber que o que está havendo é, de fato, uma crise sobre existencialismo, geralmente a pessoa só fica mais fechada e com a cabeça realmente cheia.

De qualquer forma, é possível se atentar a certos sintomas comuns gerados por essas emoções e questionamentos acumulados:

Desagrado ou descontentamento:

Quando o assunto são os sintomas da crise existencial, se faz necessário saber que o descontentamento é o primeiro sinal a aparecer, afinal os questionamentos demonstram a insatisfação da nossa parte.

Mesmo tendo uma vida bem estabelecida, com um trabalho fixo e de sucesso, uma família amorosa e aspectos positivos no dia a dia, a pessoa ainda se sente sob estresse e o tempo todo com a sensação de perda de alguma coisa.

Isso não é nem um pouco incomum durante a crise existencial, porque ela produz esse efeito de dúvida que deixa a pessoa impaciente e insatisfeita com as coisas que se apresentam a ela, ainda que essas sejam suficientes.

São sentimentos que só comprovam a instabilidade emocional do momento e a necessidade de realinhar alguns aspectos internos.

 

Cansaço mental

A crise existencial nos impõe uma sensação muito desconfortável que acelera nossos pensamentos, nos deixa inquietos e muito tensos o tempo todo.

Isso acontece, porque muitas das perguntas que surgem na nossa mente, acabam ficando sem resposta, o que nos gera impotência e, ao mesmo tempo, uma certa exaustão.

Ficamos pensando e repensando nessas perguntas e cenários que não abandonam a nossa cabeça, algo que nos esgota e nos deixa completamente improdutivos.

Todo mundo já fez alguma prova ou teste que precisou pensar muito sobre alguma questão. Esse é um momento que nos consome muito e parece que quanto mais pensamos, mais difícil fica de encontrar uma solução.

A crise existencial é basicamente esse ciclo de pensamentos obsessivos infindáveis e o cansaço constante de lidar com eles e a ausência de respostas.

 

Ansiedade

Se questionar demais sobre as coisas pode gerar estresse e muita angústia, mas além disso, também gera aquilo que chamamos de “cenários imaginários”.

O que seria isso?

Na ausência de encontrar respostas para as perguntas tão profundas que começamos a nos fazer, nossa mente passa a criar cenários e possíveis explicações para esses questionamentos.

Isto é, passamos a nos distanciar da realidade para conseguir “responder” a essas perguntas e, quando isso acontece, nossa mente acaba nos levando para vários lugares.

Muitos deles podem se mostrar extremamente desagradáveis, nos gerando ansiedade e muita tensão.

Dessa forma, só o ato de pensar demais já ansioso por si só, mas quando passamos a juntar hipóteses e ideias criadas pela nossa mente, tudo se torna uma bagunça e a ansiedade só aumenta.

 

Estado depressivo

A crise existencial também nos proporciona uma espécie de montanha-russa… Uma hora estamos ansiosos, querendo respostas e criando mil cenários em nossa mente e depois ficamos inconformados, tristes e frustrados.

Esse é o efeito da inconformação, afinal as perguntas que surgem são de natureza individual, ou seja, buscamos pelas respostas sozinhos também e é muito difícil passar por esse processo.

Já é solitário demais ter tantas ideias e inseguranças na mente… Ficar exercitando isso o dia todo por muito tempo é ainda pior, nos deixa fora de equilíbrio e numa constante frustração.

Muitas pessoas enfrentam essa crise existencial, por exemplo, durante a adolescência, que é quando mudanças aparecem, começamos a enfrentar responsabilidades maiores e o início do amadurecimento.

Esse é um período em que os questionamentos sobre a vida não param de se pronunciar, afinal estamos prestes a adentrar na vida adulta, com muitos conflitos e situações desconhecidas.

É aí que encontramos as decepções e sentimentos que se somatizam a crise existencial e nos levam ao transtorno depressivo.

Conciliar os questionamentos e as dores do “não saber” acaba nos puxando para baixo aos poucos, aumentando nossas frustrações e a falta de vontade das coisas.

Isso nos encaminha para esse estado depressivo, além de abalar muito a nossa consciência e a forma que enxergamos as coisas.

 

Como lidar com a crise existencial?

Uma pessoa que enfrenta a crise existencial se sente completamente perdida e presa nos próprios pensamentos, então quando alguém se pergunta: “como lidar com a crise existencial?” É preciso se atentar a alguns pontos:

Lidar com esse turbilhão de sentimentos pode ser um processo longo e até novo para algumas pessoas, porque ele exige o enfrentamento de pensamentos desconfortáveis, então o primeiro passo é não tentar se livrar disso logo.

Nesses casos, a pressa realmente é a inimiga da perfeição, porque tentar fugir dessas sensações pode acabar construindo um amontoado de bloqueios emocionais que mais tarde explodem e passam a nos incomodar.

Se distanciar de qualquer sentimento, por mais desconfortável e ruim que ele seja, com tanto desespero, nunca é saudável. Isso porque as questões vão continuar ali e, mais cedo ou mais tarde, vão voltar a se manifestar.

Fugir e tentar resolver tudo na pressa só vai acabar adiando o problema ou, então, sufocando a sua própria saúde mental aos poucos.

Por isso, além de respeitar o seu próprio tempo, é importante entender de onde vem essa crise existencial, o que motivou esses pensamentos e por que eles têm se feito tão presentes na sua rotina.

Certamente, não é uma investigação fácil de ser feita e se você tentar de forma corrida, apressada, pode ser que atrapalhe tudo.

Dessa forma, o melhor jeito para entender o que se passa e, então, confrontar esses pontos é através do autoconhecimento.

Isso porque certas respostas sobre a sua mente só poderão ser encontradas por você mesmo e não tem jeito melhor de entrar em contato com isso do que no autoconhecimento.

Com ele, você expande as perspectivas sobre si mesmo, consegue entender melhor sobre seus medos, qualidades, defeitos, desejos, inseguranças, características e afins.

É o tipo de exercício que você encontra através da prática, seja por meio da meditação, de técnicas como a mindfulness, escrita guiada e semelhantes.

As ferramentas para isso são as mais variadas e todas podem colaborar no combate dessa crise existencial, pois sabendo de onde vem o problema, torna- se muito mais fácil corrigi-lo e aceitá-lo.

Agora, se você tem algum familiar ou conhece alguém que esteja passando por uma crise existencial e está se perguntando: “como ajudar?” Fique atento!

É muito importante que os limites dessa pessoa também sejam respeitados, então tome cuidado na hora de abordar o assunto. Pode ser que a pessoa em questão nem saiba pelo o que está passando.

Dialogue e procure focar em uma distração, quando sentir que os sintomas estão se apresentando de forma muito agressiva. Isso vai aliviar um pouco os pensamentos daquele indivíduo, além de ajudá-lo a descansar mentalmente.

Outra possibilidade, é tornar a ideia da terapia atraente para essa pessoa. Esse é um mecanismo que pode ajudar e muito na  melhora dela, porque vai tratar o problema de frente com um profissional estudado para isso.

Algumas pessoas podem oferecer resistência no início, algo que deve ser respeitado! Mas não deixe de conversar e tentar mostrar, das formas mais diversas possíveis, o quão benéfico pode ser o acompanhamento psicológico.

 insonia e dificuldade de dormir

 

Qual o tratamento para a crise existencial?

O tratamento mais indicado para a crise existencial é o acompanhamento psicológico.

É através dele que a pessoa consegue desenvolver técnicas de autoresolução, além de se tornar mais resiliente e se conhecer profundamente.

Poucas pessoas entendem o impacto que isso pode ter na crise existencial, mas imagine a dificuldade que é se desprender de alguns pensamentos ao longo da rotina! Se livrar disso sozinho é praticamente impossível.

É claro que, com o tempo, talvez as coisas acabem se acomodando, mas não é fácil superar uma crise de forma tão assertiva. Não sem a ajuda de um especialista.

Por isso existe a psicoterapia: um espaço seguro e totalmente voltado para essas questões emocionais, capaz de reconstruir uma pessoa pouco a pouco.

Em alguns casos, esse acompanhamento pode precisar ser combinado com outros, como sessões guiadas por um psiquiatra, por exemplo.

O psicólogo que irá julgar a necessidade de encaminhar ou não a pessoa para esses espaços.

 

Como a psicologia pode ajudar a superar a crise existencial?

A psicologia é uma importante ferramenta durante o combate à crise existencial, porque ela, além de ajudar a pessoa a aliviar os pensamentos acelerados, também colabora com seu autodesenvolvimento.

Em sessões regulares, alguém com esse problema pode dialogar e entender, da melhor forma possível, os motivos que a levam a ter essa crise.

Isso é importante para que ela se conheça melhor, mas acima de tudo para que possa combater esse comportamento gerador de tamanha ansiedade ou emoções desagradáveis.

E é aí que entra o profissional da saúde mental! Ele vai ajudar, através de exercícios guiados e conversas, a pessoa a se desvendar aos poucos, respeitando seu próprio ritmo e seus limites emocionais.

Esse é o papel principal desse profissional e, durante crises existenciais, é o mais adequado para se adquirir e buscar.

 

Você já enfrentou um período assim? Conhece alguém que encontra dificuldades com esses pensamentos e pode ter tendências a adentrar em uma crise existencial? Não deixe de procurar ajuda!

Aqui na Psicotér, nós contamos com um extenso grupo de psicólogas capacitadas para te ajudar a lidar com essas ansiedades, melhorando seu autocontrole e sua autoestima, respectivamente.

Entre em contato com a nossa equipe de atendimento e garanta a sua CONSULTA VIP!

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Lisiane Duarte

Lisiane DuarteFundadora da Psicotér, CEO e Diretora Técnica, Psicóloga Cognitivo-Comportamental, completamente apaixonada pelo ser humano, realizada e privilegiada por poder participar da transformação de vidas. Experiência de mais de 20 anos de atuação clínica e empresarial. Psicoterapeuta individual e em grupo de crianças, adolescentes, adultos, idosos, casal e família, online e presencial, pós-graduada em Gestão do Capital Humano. Consultora de recolocação profissional desde 2003, capacitando e orientando profissionais em transição de carreira na busca de novas oportunidades. Também consultora em diversas empresas nacionais e multinacionais, nas diversas áreas de RH, atendimento e avaliação psicológica de profissionais.

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    2 respostas

    1. Queria dar meus parabéns a este texto com uma sequencia logica impresionante.
      Quanta delicadeza, honestidade e praticidade vi neste artigo.
      Parabéns!

      1. Olá Natália,

        A Equipe Psicotér agradece muito o feedback, ficamos extremamente felizes em entregar um conteúdo que possa somar e elevar a saúde mental de nossos seguidores!

        Grande abraço!

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