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Pensamentos Obsessivos: O que são, tipos e como lidar

Publicado em 7 de outubro de 2021
Categoria: Autoconhecimento, Doenças e Transtornos, Sintomas
pensamentos obsessivos

Pensamentos obsessivos compulsivos partem de um ponto central: os impulsos ou sentimentos repetitivos incontroláveis que atrapalham nossos comportamentos do dia a dia.

Uma pessoa que enfrenta esses pensamentos repetitivos costuma ter um padrão notório na forma de se portar e, consequentemente, acaba sofrendo com essas repetições.

Isso porque o seu comportamento metódico atrapalha suas atividades mais simples, fazendo com que a pessoa se torne refém das suas próprias ações.

Essa rotina de pensamentos toma total controle da mente de alguém, o que o impossibilita de reagir ou, simplesmente, fugir das suas próprias compulsões e/ou obsessões.

A insistência desses comportamentos funciona como fantasmas ou intrusos que dificultam a convivência com outras pessoas e, inclusive, interfere na forma como elas se relacionam.

Neste artigo, vamos descobrir de que maneira os pensamentos obsessivos compulsivos nos atingem durante nossa jornada profissional, pessoal e social.

Vamos buscar aprender estratégias para evitar essas emoções que tanto nos aprisionam com dicas e exercícios práticos que podem ser grandes aliados no dia a dia.

Fique atento para descobrir mais sobre o sobre esse assunto e tudo que ele pode gerar na vida de cada um!

 

O que são pensamentos obsessivos compulsivos?

Os pensamentos obsessivos compulsivos configuram um transtorno de ordem mental de nível grave.

Ele é caracterizado pela constância de pensamentos sobre algum assunto prático, seja: limpeza excessiva, disposição de objetos, aparência própria, sexualidade e afins.

As temáticas que geram essa obsessão podem ser inúmeras, mas elas sempre carregam  um tipo de comportamento padronizado que, geralmente, são os responsáveis por transtornar a vida dessas pessoas.

Pensamentos intrusivos são muito comuns e, com o tratamento certo, podem ser facilmente superados.

Entretanto, quando se trata da insistência dessas intrusões, isto é, quando elas fazem com que a pessoa aja de forma metódica, sem conseguir, muitas vezes, ter controle sobre suas próprias impressões, pode ser sinal de TOC.

O TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) nada mais é do que a manifestação desses pensamentos intrusivos em obsessões e compulsões generalizadas.

Lidar com esse transtorno pode ser muito penoso para algumas pessoas, afinal elas assumem uma postura muito desconfortável para si e para aquelas que a rodeiam.

Dessa forma, é sempre aconselhável que aquele que apresente sintomas assim busque por ajuda profissional, pois com acompanhamento ele terá a chance de tratar esses sintomas e melhorar a própria qualidade de vida.

Pessoas que enfrentam esse transtorno conseguem perceber a inconveniência de vários dos seus atos, mas isso, infelizmente, não é o suficiente para que elas consigam se controlar, afinal é algo muito reativo.

Por isso, muitas acabam sofrendo e desenvolvendo transtornos emocionais mais graves, uma vez que não conseguem se desprender desse padrão de comportamento e passam a se sentir inferiores ou até desnecessárias nos lugares.

Isso é problemático, porque muitas vezes queremos melhorar e não encontramos a abordagem e orientação correta.

O melhor jeito de encarar qualquer tipo de transtorno de ordem mental ou, minimamente, começar a olhá-lo de outros ângulos é através do acompanhamento psicoterapêutico.

Essa alternativa acaba iluminando mais possibilidades para aquela pessoa, demonstrando as motivações desse comportamento e ajudando, posteriormente, a se livrar dos sintomas gradativamente.

Nenhum tratamento é imediato ou instantâneo, mas com o auxílio, a paciência e o profissional correto, ele traz respostas efetivas e melhoram consideravelmente a qualidade de vida da pessoa.

pensamentos obsessivos

 

O que causa pensamentos obsessivos?

A causa central dos pensamentos obsessivos pode variar dentro de um espectro de possibilidades!

É muito difícil identificar uma motivação específica sem considerar o perfil psicológico individual, o contexto de vida, a história e padrões biológicos.

São muitas as incógnitas para responder essa única questão, mas é possível encontrar fatores mais gerais que podem engatilhar esses pensamentos compulsivos.

Um deles, certamente, é o ambiente que a pessoa se encontra.

Nossa mente sempre utiliza de diversos mecanismos para lidar com pensamentos e sentimentos indesejados, mas, às vezes, podemos nos desorganizar mentalmente ou ficar muito sobrecarregados.

Isso prejudica a nossa cabeça e impede que tenhamos discernimento sobre aquilo que é bom, ruim, produtivo ou improdutivo.

Sendo assim, nosso cérebro acaba criando novos mecanismos de defesa, estabelecendo esses transtornos quase como escudos para lidar com nosso estresse ou altos picos de ansiedade.

Então, o ambiente se torna muito influente no nosso funcionamento interno, por isso precisamos estar constantemente atentos à manutenção desse espaço!

Além disso, há outras possibilidades de gatilho para a criação desses pensamentos obsessivos, como a própria genética que, embora não pareça, também exerce fortes poderes sobre nosso funcionamento subjetivo.

Independentemente da motivação para esse transtorno, a cura é acessível e pode ser trabalhada através de um tratamento guiado com um especialista.

Ainda que seja trabalhoso e demande da pessoa alguns exercícios de autocontrole e autoconhecimento, é necessário se expor a isso, afinal se trata de um investimento no próprio bem-estar e nas relações interpessoais construídas.

 

Tipos de pensamentos obsessivos compulsivos

Existem inúmeros tipos de pensamentos obsessivos compulsivos e todos eles compartilham uma característica marcante: aparecem em diversos momentos do dia, sem avisar, atrapalhando momentos importantes do cotidiano.

Classificá-los dessa forma pode ajudar a compreender melhor os seus funcionamentos, porém é importante sabermos que uma pessoa obsessiva pode ter mais de um padrão de pensamento ou preocupação.

Infelizmente, os sintomas desses pensamentos repetitivos consistem em uma grande variedade de ansiedades e influências ao mesmo tempo, então muitos comportamentos podem surgir disso.

Os pensamentos obsessivos podem variar entre coisas violentas e agressivas, até compulsões mais simples, com tarefas do cotidiano.

Alguns dizem respeito ao comportamento do próprio indivíduo e outros são mais voltados para acontecimentos contextuais.

Segue abaixo uma lista dos tipos de pensamentos obsessivos compulsivos mais comuns:

  • Ter receio de se comportar de um jeito agressivo e acabar machucando as pessoas ao redor;
  • Medo excessivo de se expor a doenças e acabar contraindo alguma;
  • Rituais muito específicos relacionados a superstições;
  • Medo constante de que algo ruim possa acontecer com familiares ou amigos;
  • Desespero muito grande quando adoece ou quando apresenta algum sintoma, mesmo que leve, de alguma doença;
  • Pensamentos negativos voltados a temáticas depressivas, suicidas e sobre morte;
  • Pensamentos insistentes de cunho sexual.

Além desses, ainda há muitos outros que podem dialogar entre si e atrapalhar bastante a vida de um indivíduo, mas esses listados são os mais identificados em pessoas com TOC.

Ainda que sejam pouco retratados e, em certas vezes, até estereotipados, é preciso saber as variações desses comportamentos e como eles afetam a vida das pessoas.

Isso é importante, inclusive, para evitar comentários que possam atingir essas pessoas e deixá-las, de alguma forma, fragilizadas.

Hoje em dia, já existem tratamentos voltados ao combate desses pensamentos obsessivos, ainda que muitas pessoas sejam resistentes a buscar alguma ajuda.

Esse é um processo que alivia muitas problemáticas trazidas por esse padrão, desde libertar as pessoas desses pensamentos, até deixá-las mais confiantes e tranquilas com as próprias ideias e maneiras de se portar.

 

Como lidar com pensamentos obsessivos?

Ao se questionar sobre como lidar com pensamentos obsessivos, é preciso entender que essas são partes enraizadas no seu cotidiano, mas que não são membros da sua personalidade.

Todo esse fluxo de pensamentos intrusivos podem ser totalmente combatidos com a ajuda de um profissional, mas se ainda for necessário, há chances de se aprender a conviver e a lidar com isso gradativamente.

Boas estratégias sempre começam com o autoconhecimento, porque ele te permite compreender mais profundamente os padrões de pensamento e de onde eles vêm.

Ninguém melhor do que você mesmo para entender o que se passa aí dentro!

Certamente essa análise interna pode gerar algumas dúvidas sobre si ou suas escolhas e tudo bem!

Esse é o momento em que entra a psicologia para te ajudar a se decifrar e traduzir todas essas questões.

Outra maneira de lidar melhor com os pensamentos compulsivos é evitar o desespero para livrar-se deles de imediato, afinal fazem parte da sua rotina e tentar desligar-se disso forçadamente pode piorar os sintomas.

É importante tentar amenizar os medos e as intrusões ao máximo possível, permitindo-se seguir a sua rotina sabendo que eles estarão ali e, infelizmente, terão seus efeitos.

Aceitar isso, inicialmente, diminui os sintomas, pois ficamos mais tranquilos quanto a essas obsessões, sem sentir pressão ou tensão sobre nossas próprias atitudes, o que torna nosso comportamento mais natural também.

Compreender nossas dinâmicas internas e não buscar se livrar delas a todo permite um tratamento de maior qualidade, porque diminuímos a sensação de culpa, frustração e todo aquele nervosismo em torno dessas sensações.

Nem sempre tentar se livrar dos sintomas logo de primeira é saudável, pois isso pode nos causar outros problemas autodestrutivos como resposta.

Sendo assim, a melhor maneira de administrar esses pensamentos compulsivos é aceitar que eles existem e que precisam ser curados através de um processo terapêutico, mas dentro de um tempo estipulado por esse profissional.

Isso torna seus passos mais certeiros, além de também ajudar na jornada de autoconhecimento e autoaceitação.

 

Como se livrar de pensamentos obsessivos?

Livrar-se de pensamentos obsessivos pode exigir mais do que imaginamos, porque isso envolve os sentidos e padrões que sempre estiveram presentes no nosso cotidiano.

Por isso, a forma mais efetiva de se livrar de fato desses fantasmas é através da terapia.

Mesmo que seja possível desenvolver bons níveis de autoconhecimento sozinho, é sempre interessante contar com a ajuda de alguém que possa aprimorar as suas descobertas.

Às vezes, com a convivência constante com o transtorno obsessivo compulsivo, deixamos de procurar ajuda e passamos a tratar os sintomas como meros traços de comportamento.

Isso é perigoso, afinal causa muitos desconfortos em nós mesmos e nas pessoas com as quais convivemos.

Ignorar isso pode aumentar frustrações, decepções e a vontade de se isolar, pois potencializamos todos os medos e inseguranças já criados.

A psicoterapia entra nesse contexto como uma aliada. Ela nos ajuda a identificar e dar nome a esses pensamentos de compulsão, além de guiar o paciente a fazer as melhores escolhas com relação aos seus sintomas.

Um profissional tem total capacidade de colaborar com a diminuição dos comportamentos compulsivos, além de guiar a pessoa a desenvolver um maior autocontrole sobre sua própria mente e seus sentidos de ansiedade.

Isso vai permitir que aquela pessoa volte a se sentir mais confiante, aliviada e melhor de se conviver, driblando outros possíveis transtornos de ordem mental trazidos pelo TOC.

Uma modalidade muito usada para esses tipos de caso é a terapia cognitivo comportamental que baseia sua análise na forma como o ser humano interage e reage ao mundo, como ele filtra e sente cada coisa.

Esse é um tipo de terapia muito recomendada para tratar de transtornos de ordem mental, afinal ela é  específica e conta com uma abordagem completamente voltada para essas situações.

 

Como controlar pensamentos obsessivos? Conheça algumas maneiras:

 Psicoterapia para controlar pensamentos obsessivos

Como já vimos, não é muito recomendado tentar se livrar desesperadamente de pensamentos obsessivos compulsivos, porque isso pode causar fortes sintomas de ansiedade ou até depressão.

Em nome disso, é importante que a pessoa procure ajuda profissional enquanto tenta aplicar algumas estratégias que ajudem a controlar esses pensamentos.

Isso pode ser feito até esses intrusos serem eliminados de uma vez por todas.

Abaixo, elaboramos uma lista de três maneiras acessíveis de controlar melhor a perseguição desses pensamentos sem afetar o seu dia a dia, além de elevar a sua própria qualidade de vida e sentimento de bem-estar:

 

Ocupe a própria cabeça:

Quando falamos em pensamentos ou emoções muito presentes na nossa rotina, é importante encontrarmos pontos de fuga que nos ajudem a distanciá-los de forma natural.

Isso não pode se tornar uma cobrança e muito menos um espaço de tortura, onde você se obriga a esquecer das suas questões internas.

A ideia é preencher espaços com coisas que possam agradar o seu subconsciente, isto é, atividades que gerem prazer e fujam de preocupações diárias.

É o tipo de comportamento que irá elevar a sua autoestima, além de otimizar sua energia e seu poder de socialização.

Ouça músicas que te atraem, caminhe na rua, encontre com amigos que te façam bem ou procure atividades para realizar sozinho mesmo.

O importante aqui é gerar injeções de felicidade durante uma possível rotina de estresse.

Isso afastará os pensamentos obsessivos naturalmente, sem você procurar por esse resultado tão ativamente.

Quando nos forçamos a esquecer de algo, tendemos a lembrar ainda mais daquilo, sem falar que podemos desenvolver grandes gatilhos dentro de bons momentos e isso não é algo agradável.

Além de respeitar nosso tempo, é necessário respeitar a forma como nossa cabeça funciona e forçá-la a certas coisas dificilmente funciona.

A melhor estratégia é sempre estimulá-la do melhor jeito possível.

Pratique o Mindfulness:

Mindfulness é uma técnica que tem ganhado muita força nos últimos tempos, especialmente por estarmos vivendo no século da instantaneidade e da multitarefas.

O objetivo dessa técnica, um exercício que vai além da meditação, é praticar o  foco total no presente, com a respiração ajudando e transformando todo o ambiente em uma perspectiva só.

Praticar esse mindfulness pode demandar certo tempo e exercício, afinal é algo que precisa ser aprendido e desenvolvido com o tempo.

Isso não significa que você deva desistir de tentar!

O próprio psicólogo que você escolher pode te ajudar a compreender um pouco mais sobre as potencialidades dessa técnica e isso certamente irá te impulsionar para o combate aos pensamentos compulsivos.

Tudo pode ser elevado e construído aos poucos, basta respeitar seus próprios limites e saber reconhecer os momentos de pedir ajuda!

Compartilhe suas angústias:

Quando entendemos mais profundamente sobre o TOC e seus efeitos, podemos acabar nos sentindo envergonhados e até amedrontados, sem vontade de expor ou confidencializar isso a alguém.

Contudo, esse é um tipo de transtorno muito mais comum do que imaginamos e ao compartilhar aquilo que nos aflige, podemos compreender melhor isso.

O importante é escolher a pessoa certa para dialogar, seja um psicoterapeuta, um psiquiatra ou algum amigo que confiamos.

Familiares, namorados ou amigos são boas opções para desabafar, mas nunca para orientar tratamentos. Esses precisam ser recomendados por um profissional capacitado e familiarizado com essas condições.

Se a situação nos causa tamanho descontrole a ponto de não querermos repassar isso a ninguém, é interessante praticar algo como a escrita, a gravação de vídeos caseiros ou até áudios pessoais.

Por mais estranho que possa parecer, isso ajuda na organização de  ideias, além de liberar certas angústias e pensamentos negativos que possam estar aprisionados por conta do transtorno obsessivo compulsivo.

Certamente, esses exercícios não irão limpar totalmente os sintomas que convivemos diariamente, mas trarão certo alívio e até certa compreensão quanto aos nossos próprios comportamentos.

Isso faz a diferença, quando somado a um tratamento bem direcionado!

Você já se identificou com algum desses sintomas? Conhece alguém que possa estar enfrentando dificuldades com um transtorno parecido? Então, é chegada a hora de procurar a melhor forma para lidar com isso.

Nós, da Psicotér, contamos com um ótimo grupo de psicólogas especializadas, inclusive, voltadas para a terapia cognitivo comportamental. Aqui a sua saúde mental é a prioridade!

Fale com nossa equipe de atendimento e marque a sua avaliação BÔNUS! Seu bem-estar não merece esperar!

Lisiane Duarte

Lisiane DuarteFundadora da Psicotér, CEO e Diretora Técnica, Psicóloga Cognitivo-Comportamental, completamente apaixonada pelo ser humano, realizada e privilegiada por poder participar da transformação de vidas. Experiência de mais de 20 anos de atuação clínica e empresarial. Psicoterapeuta individual e em grupo de crianças, adolescentes, adultos, idosos, casal e família, online e presencial, pós-graduada em Gestão do Capital Humano. Consultora de recolocação profissional desde 2003, capacitando e orientando profissionais em transição de carreira na busca de novas oportunidades. Também consultora em diversas empresas nacionais e multinacionais, nas diversas áreas de RH, atendimento e avaliação psicológica de profissionais.

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