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Depressão – o que faz com que pessoas busquem terapia?

Categoria: Depressão, Mulher

A depressão é um problema médico grave e comum na população em geral. De acordo com a OMS a prevalência no Brasil está em torno de 15,5%. A época comum do aparecimento é o final da 3ª década da vida, mas pode começar em qualquer idade. Estudos mostram que ela ocorre em até 20% nas mulheres e 12% para os homens.

Existem registros de três causas as quais desenvolvem o transtorno depressivo:

  • Genética: o componente genético representa 40% da suscetibilidade para desenvolver depressão;
  • Bioquímica cerebral: através da deficiência de substâncias cerebrais, chamadas neurotransmissores, responsável pela regulação da atividade motora, do apetite, do sono e do humor.
  • Eventos vitais: eventos estressantes podem desencadear episódios depressivos naqueles que têm uma predisposição genética a desenvolver a doença.

É de suma importância o diagnóstico correto para que o tratamento seja efetuado de forma adequado. Para isso é necessário identificar os sintomas de acordo com o relato do paciente por pelo menos duas semanas.

Sintomas:

  • Estado deprimido (longos períodos);
  • Anedonia (perda da capacidade de sentir interesse e prazer);
  • Alteração de peso;
  • Distúrbio do sono;
  • Fadiga e falta de energia;
  • Apatia;
  • Forte sentimento de culpa;
  • Dificuldade de concentração;
  • Ideias suicidas;
  • Baixa autoestima;
  • Tensão muscular na nuca e nos ombros;
  • Dores generalizadas e
  • Baixa imunidade.

Na maioria das vezes, as pessoas que buscam terapia, se sentem desconfortáveis com alguns sintomas a qual persiste e com isso causam algum prejuízo social ou pessoal de forma significativa.

O que faz com que pessoas busquem terapia?

  • Limitações da capacidade para sentir prazer, afeto, alegria e diversão;
  • Tristeza profunda;
  • Falta de amor pelos membros de sua família;
  • Perda do entusiasmo pela vida;
  • Interpretações errôneas frente a determinadas situação;
  • Comportamentos autodestrutivos e
  • Atividades disfuncionais.

O tratamento é medicamentoso e psicoterápico. A medicação é feita de acordo com o grau da depressão por um psiquiatra. O Psicólogo auxilia em estabelecer junto ao paciente as conexões entre emoções desagradáveis e suas percepções. Automaticamente a uma modificação significativa na qualidade absolutiva de suas avaliações frente aos eventos ocorridos. Após o paciente ter sido capaz de reconhecer e confrontar a sua tristeza e irritação é encorajado a ver a vida de forma mais realista.

É de fundamental importância á adesão ao tratamento, uma vez interrompido por conta próprio ou uso inadequado da medicação, pode aumentar significativamente o risco de cronificação.

Cristina Meiner – CRP 07/15085
Especialista em Terapia de Técnicas Integrativas.

MULHER MARAVILHA

  • Ainda não tenho filhos
  • Não sei se quero ter filhos
  • Ainda não me encontrei profissionalmente!
  • Quando minha profissão vai decolar?
  •  Minha vida profissional está no auge e tenho que decidir se quero construir uma família!
  • Estou grávida ou me preparando para ter filhos e não estou dando conta da minha vida profissional
  • Ainda não encontrei a pessoa certa
  • Quero conhecer lugares
  • Cuidado com o Corpo e Mente, pois o “futuro” chegou.

Se você se identifica com um ou mais dos questionamentos acima, não se assuste. A resposta é que você é uma mulher, na faixa etária dos 30 e 40 anos, no século 21.

Nos dedicamos, e muito, para chegar até aqui. Imaginávamos que a essa altura estaria tudo encaminhado. Mas a realidade é que, o futuro para o qual tanto nos preparamos, chegou. E temos que equilibrar a nossa mente que voa e quer conquistar o mundo com nosso corpo com suas próprias regras biológicas e a pressão de uma sociedade (incluindo nós mesmos) que está se acostumando ainda com quem somos.

Conquistamos tantas coisas e a sensação, é que temos um caminho gigantesco pela frente.

 Afinal, somos Mulher Maravilha?

É possível se tornar uma excelente profissional, encontrar a pessoa certa, construir uma família, viajar e conhecer lugares, nos cuidar, e o principal: tudo isso ao mesmo tempo?

Dar conta de “tudo” é um mal da nossa geração. O efeito colateral de nossas batalhas; causa essa sensação de frustração, sentimento de incapacidade diante da vida e de nossas conquistas, sem deixar de lado a famosa culpa, que sorrateiramente, aparecem na hora de equilibrar o nosso querer e nossas escolhas.

E assim, sem percebermos, entramos em contato com pensamentos negativos diante da visão de nós mesmos, do mundo e do futuro, nos fazendo questionar se somos realmente capazes. de dar conta.

Mas será que temos que dar conta de tudo mesmo?

Todas estas dúvidas e incertezas fazem parte desta fase. Mas não podemos esquecer que por outro lado, nesta mesma fase, temos mais sabedoria, mais experiência e com isso, a possibilidade de escolha com maior poder de decisão.

A escolha é a maior conquista de nós mulheres, e é com ela que podemos buscar todas as nossas respostas e desafios que temos à enfrentar.

Mulher Maravilha somos todas. Que como um malabarista, equilibra vida pessoal, profissional, familiar, sonhos e realizações, quereres e frustrações por todos os dias a cada manhã.

E quando não conseguires dar conta de tudo sozinha,  delegue, compartilhe, peça ajuda. Pois diferente do que muitos pensam,  só é capaz, quem é forte o suficiente.

Somos uma equipe que está pronta para ajudar  a organizar e focar no que é importante para você.

Conte conosco. Entre em contato e agende sua consulta.

 Ana Carolina Hanke – CRP 07/13362
Psicóloga Clínica Especialista em Terapia Congnitivo-Comportamental e Técnicas Integradas.

Depressão em mulheres e suas causas biológicas 

A depressão feminina apresenta uma prevalência duas vezes maior do que no gênero masculino, sendo possível evidenciá-la a partir da adolescência, porém atingindo maiores índices na idade adulta. Aqui nos deteremos a mulheres entre 30 e 45 anos, que ocupam cargos médios, que desenvolvem o quadro depressivo devido a causas biológicas, psicológicas e sociais.

A mulher torna-se mais vulnerável em vista das transformações hormonais, das alterações de humor, pela intensidade dos vínculos e sentimentos, além de características individuais, como a genética, a história de vida, as experiências que se tornam determinantes para o surgimento dos sintomas depressivos.

A depressão diferencia-se de uma tristeza qualquer, pois afeta a autoestima, a capacidade vital e ocupacional da mulher. O sentimento de vazio é muito maior, mais intenso, recorrente e desproporcional as causas aparentes. Já a tristeza é um sentimento natural a situações ruins e indesejadas vividas.

Mas, porque será que as mulheres, nessa faixa etária, fazem parte desse grupo de risco?

Durante a vida a mulher é preparada para cuidar da família, vive uma pressão social para casar, ter filhos, ser boa mãe, boa esposa e boa dona de casa. Com a crescente necessidade em contribuir para o sustento do lar, as mulheres foram ocupando seu espaço também no mercado de trabalho, submetendo-se a condições de exploração e sub-humanas, com jornadas excessivas e redução de salários.

Atualmente, para ocupar um cargo médio na sociedade, a mulher moderna tem que se dedicar igualmente à carreira, a família, a tarefas domésticas, a trabalhos sociais, sendo essas algumas pressões que lhe acompanham ao longo da vida.

No caso de algumas mulheres, a fase da depressão ainda pode ser intensificada, ou melhor explicada, por outros fatores externos, tais como doenças físicas ou mentais associadas, seja com si mesma ou com sua família, perda de entes queridos, problemas no trabalho ou alguma outra situação triste vivida.

Essas mulheres chegam à fase adulta trazendo toda essa bagagem, chegando ao momento do “acerto de contas interno”. Ela não só não abandona todos esses papéis, mas também necessita olhar para si. Começa a perceber as suas próprias necessidades, limites, prioridades e desejos, amplia a consciência, em busca de uma reflexão mais profunda.

Pensa o que fez e o que gostaria de realizar na sua vida, faz um balancete do quanto ela aproveitou e se ela conquistou o que almejava. Será que a mulher se sente realizada com o que adquiriu e planejou para sua vida? A mulher é um ser dedicado e exigente, conforme criam expectativas, pode se tornar uma escrava de si, levando a proporcional frustração. O momento da depressão é guiado pelo desejo profundo de mudança.

Considerando o caso dessas mulheres que adquiriram a sua independência financeira, que conquistaram uma carreira consolidada, elas carecem por um sentido de vida maior.

As que se tornaram mães trazem esse papel repleto de culpas e cobranças, e as que não se tornaram, lidam com a pressão social da maternidade e a possível frustração. As que têm uma vida conjugal estável podem estar em crise com seus parceiros, e as que não têm uma vida conjugal geralmente almejam ter.

Via de regra, as mulheres dessa faixa etária estabelecem uma relação dura e ingrata com o corpo, pois mudanças físicas acontecem. Elas enfrentam padrões de beleza exagerados na sociedade, passam por momentos críticos do ciclo vital, como a gestação e a menopausa, com maiores alterações hormonais, instabilidade do humor, redução da autoestima, perda da confiança, do bem estar, ocorrendo um desequilíbrio nessa relação do corpo e da mente.

Nesse período a mulher sente a perda da beleza, não se sente atraente e sensual e, no caso da menopausa, vem ainda à perda da capacidade fértil. Algumas mulheres optam pela separação, pois essa insegurança, sentimentos negativos de insuficiência, vazio, fracasso e frustração levam a conflitos conjugais e de relacionamento. A demasiada preocupação com a aparência leva a perda do amor próprio, a tristeza profunda, época em que muitas mulheres recorrem a cirurgias plásticas e a procedimentos estéticos excessivos.

Certamente essas transformações são únicas e sentidas de forma diferente por cada mulher, dependendo de como ela se relacionou com ela mesma durante sua vida inteira, poderá desenvolver mais ou menos condições de encarar esse difícil momento. Algumas pessoas são mais ambiciosas do que outras, algumas conseguem amadurecer e envelhecer mais fácil do que outras, mas ninguém passa ileso a esse período.

A partir dos 30 anos a mulher já estabelecida na profissão, repensa seus sonhos e no que almejava realizar e ainda não realizou. Possivelmente a crise existencial favoreça isso, uma maior reflexão sobre seus projetos de vida e maior intimidade com si mesma. Pode ressurgir o desejo de estudar, viajar, adquirir bens materiais, conhecer pessoas novas ideias e lugares, aprender hobbies e desenvolver habilidades, buscando novos significados para sua vida.

O fato é que a juventude não está mais no corpo dessas mulheres, mas a jovialidade é que deve ser conquistada pela mente. O reequilíbrio das emoções, a busca de sentimentos mais positivos e otimistas, a sua capacidade de sedução, bem estar e confiança estão na cabeça. Estabelecer hábitos de vida mais saudáveis, mantendo a vitalidade do corpo, a vida social e sexual ativa, relacionamentos satisfatórios, uma rede de apoio fortalecida, reencontrar antigos amigos e fazer novas amizades, praticar atividades prazerosas e que ofereçam sentido para sua existência, favorecem o equilíbrio entre o corpo e a mente.

A mulher madura só vai superar a depressão quando conseguir cuidar de si, tornar-se efetivamente independente de terceiros. Administrar todas as suas responsabilidades, livrando-se das culpas, valorizando as suas prioridades e conquistas, convivendo com as imperfeições e limites, nessa busca de uma vida mais plena e significativa. A busca de um psicólogo qualificado é indicada para a superação desse momento.

Psicóloga Márcia Moraes
CRP 07/12844

RELAÇÃO ENTRE DEPRESSÃO E MULHERES EM MENOPAUSA

O transtorno de depressão maior é um dos transtornos psiquiátricos com maior prevalência, gerando prejuízo e impacto na funcionalidade geral dos pacientes e afeta 10% da população mundial. Está entre as 3 principais causas de doenças debilitantes do mundo e é previsto que seja a primeira até 2030. Em mulheres a prevalência é 2 vezes maior que em homens. Tem se estudado a influência dos hormônios sexuais femininos no desenvolvimento e manutenção da depressão em mulheres (McKinlay, McKinlay, & Brambilla, 1987; Thériault & Perreault, 2019).

Depressão é um dos problemas psicológicos encontrados em mulheres na menopausa. A menopausa em mulheres tem sido associada com aumento dos sintomas depressivos e os níveis mais altos de depressão são próximos do período pré-menopausa, em que os hormônios flutuam bastante (Thériault & Perreault, 2019).

Alguns fatores estão associados com essa associação, como: história prévia de depressão, problemas pessoais e culturais, marido falecido, atitudes negativas frente a menopausa, menopausa de longa duração, entre outros. Uma das hipóteses é que haja uma diminuição dos níveis de hormônio na gônada, o que acaba levando a pessoa a fadiga, insônia e noites com calorões (Thériault & Perreault, 2019).

Estudos têm identificado que períodos mais longos de pré-menopausa estão mais relacionados com mais sintomas depressivos, além do que, altos níveis de estresse e ansiedade são capazes de exacerbar os sintomas da menopausa (Afshari, Manochehri, Tadayon, Kianfar, & Haghighizade, 2015).

Em alguns sintomas da menopausa, como calorões e suor noturno podem ser a causa subjacente dos transtornos psicológicos como ansiedade e depressão, cujos tratamentos desses sintomas podem prevenir e aumentar a qualidade de vida pós-menopausa da mulher (Afshari et al., 2015).

Entre os achados na literatura, alguns autores discutem a função do circuito cortical e sua influência pelas flutuações dos níveis de estradiol e progesterona no ciclo menstrual, o que subsequentemente impacta no humor. O estradiol possui forte implicação na regulação do humor e do comportamento, pois baixos níveis de estradiol estão correlacionados com baixo humor (Gordon, Peltier, Grummisch, & Sykes Tottenham, 2019; Thériault & Perreault, 2019).

A combinação de um quadro de menopausa com depressão pode acentuar problemas psicossociais, no trabalho e no relacionamento, principalmente, portanto é indispensável a avaliação médica para a necessidade de uso de um antidepressivo ou terapia de reposição hormonal, assim como a intervenção dos sintomas psicológicos em um processo de psicoterapia, para proporcionar maior bem estar para essa paciente e melhor qualidade de vida (Kulkarni, 2018).

 Katiúscia Gomes Nunes – CRP 07/22809
Especialista em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental


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