Endereços psicoter
R. Vigário José Inácio, 250 Sala 102 Centro - Porto Alegre
R. Antônio J. Mesquita, 131 - Passo d'Areia - Porto Alegre
SEG A SEX DÀS 7H ÀS 22H - SÁB DÀS 7H ÀS 12:00H

O que é crise existencial, quais são os sintomas e como a psicologia pode ajudar

Mulher sentada em uma poltrona com expressão reflexiva, representando crise existencial, questionamentos sobre a vida e busca por apoio psicológico.

Crise existencial é o nome que damos a um momento de muita insegurança e autoquestionamento.

É um período que, certamente, iremos enfrentar ao longo da vida, afinal: quem nunca teve um momento em que as incertezas falaram mais alto e os medos começaram a aparecer?

A dúvida faz parte do nosso cotidiano e quando ela toma conta dos nossos pensamentos, é quando essa crise começa a se instalar, seja através do nosso descontentamento, nossa desconfiança, insegurança ou até pessimismo.

A crise existencial se trata de algo muito subjetivo: é como uma bússola interna que muda a direção de nossas vidas, trazendo sinais de algo que precisa encerrar para dar lugar ao novo ciclo.

Podemos interpretar isso como um aviso ou simplesmente um sinal de que algo interno não anda bem e, para entender melhor a origem de tudo isso, precisamos nos conhecer ao máximo e, de preferência, explorar essas emoções.

Neste artigo, vamos entender com um pouco mais de precisão as causas e consequências da crise existencial, além de entender os impactos que isso gera em nossas rotinas e afazeres.

Leia até o final para entender mais profundamente sobre essa temática que muita gente julga conhecer, mas poucos compreendem de fato.

O que é crise existencial?

A crise existencial é a responsável por nos gerar aqueles famosos questionamentos: o que estou fazendo com a minha vida? Que caminho devo seguir? O que as pessoas realmente acham de mim?

O próprio nome dela já diz: se trata de uma crise, uma espécie de colapso que a nossa mente enfrenta com relação a nossa existência, isto é, desde coisas do dia a dia, até os aspectos mais profundos do nosso ser.

Ela proporciona uma posição bem desconfortável para quem a enfrenta, porque cria inúmeros cenários angustiantes, além de muitas perguntas que nem sempre encontram suas respostas.

Pessoas nesse estado podem percorrer caminhos emocionais muito duros e doloridos. Muitas delas narram perceber uma tristeza, angústia e até um certo sentimento de vazio com o passar do tempo.

Isso porque a crise existencial nos obriga a abandonar a zona de conforto que é a conformidade das coisas… A gente passa a questionar tudo e todos, algo que gera muita dificuldade de compreensão e até de enxergar certos pontos.

Essa crise vem de uma necessidade pessoal que acabamos criando, geralmente, pela busca de sentido na vida, nas coisas, independentemente de quais sejam.

Algumas pessoas passam a se questionar sobre a vida e as suas origens, ficam com um ar meio melancólico e extremamente pensativo.

Enquanto isso, outras tendem a se questionar sobre a jornada da vida como um todo, se perguntando sobre suas próprias decisões, seu futuro e tudo que ele poderá se tornar.

Esses são pensamentos que levam a pessoa a uma sensação ansiosa, de muita angústia e apreensão. Algo que é até involuntário por parte dela, mas que pode gerar uma certa bagunça mental.

Geralmente, a crise existencial se estabelece através de um evento brusco, traumático ou de grande marco para a pessoa. Acasos do cotidiano são simples demais para gerar os questionamentos profundos de uma crise assim.

O luto, um evento gerador de grandes mágoas, um término ou até o fechar de um ciclo muito importante podem ser grandes gatilhos para essa crise existencial, isso porque empurram a pessoa para fortes emoções.

Quem nunca colocou a morte como questão, ao perder algum parente querido, por exemplo? São questionamentos que aparecem naturalmente nessas situações, funcionam como uma espécie de reação aos fatos.

Algo completamente comum, mas que também pode gerar grande dor de cabeça, afinal a crise existencial nos deixa aéreos, confusos e, em alguns casos, até depressivos e com sensações de vazio.

Por mais comum que seja para nós encontrarmos com essa crise algum dia, é importante salientar que as formas de lidar são as mais variadas, assim como os sinais e sintomas também vão divergir de pessoa para pessoa.

Somos humanos com contextos físicos, históricos e emocionais muito diferentes, logo a nossa forma de traduzir uma crise existencial será sempre diversa também.

Se você está vivendo uma crise existencial e sente dúvidas sobre sentido, propósito ou direção na vida, saiba que esse momento pode ser um convite ao autoconhecimento.

A Psicotér oferece um espaço acolhedor e seguro para refletir sobre essas questões, organizar pensamentos e construir novos significados com mais clareza e equilíbrio emocional.

Com acompanhamento psicológico, é possível atravessar essa fase com mais consciência e leveza. Agende seu atendimento e cuide de você.

crise existencial

O que é uma crise existencial no relacionamento?

Uma crise existencial no relacionamento acontece quando a pessoa passa a questionar o sentido de estar naquela relação, mesmo que não exista um conflito evidente ou um motivo externo claro.

Ela surge em fases de transição da vida, quando valores, identidade e expectativas mudam, fazendo com que o vínculo afetivo seja colocado sob análise emocional e existencial.

Em muitos casos, a pessoa começa a se perguntar se está vivendo um amor genuíno ou apenas repetindo padrões aprendidos, permanecendo por medo da solidão ou da mudança.

É importante entender que essa crise não significa falta de amor. Pelo contrário, muitas vezes ela surge quando o vínculo é estável, mas já não responde às necessidades internas de crescimento e autenticidade.

Quais são os principais sinais dessa crise no relacionamento?

Os sinais de uma crise existencial no relacionamento costumam ser sutis no início e muito confundidos com desinteresse ou rotina.

A pessoa sente um cansaço emocional difícil de explicar, como se estivesse sempre devendo algo a si mesma, mesmo quando o relacionamento é respeitoso e funcional.

Com o passar do tempo, surgem pensamentos recorrentes sobre possibilidades não vividas, escolhas feitas cedo demais ou sonhos adiados.

Pequenas divergências ganham proporções maiores, pois passam a representar a sensação de estar preso a uma vida que já não combina com quem a pessoa está se tornando.

Como diferenciar crise existencial de crise conjugal comum?

A crise existencial tem origem interna e está ligada à identidade, enquanto a crise conjugal comum costuma estar relacionada a conflitos objetivos, como:

  • comunicação;
  • confiança;
  • expectativas.

Quando a angústia persiste mesmo após conversas, ajustes e tentativas reais de mudança na relação, isso indica que o conflito pode ser mais interno do que relacional.

O que é a crise existencial dos 30 anos?

A crise existencial dos 30 anos é um período marcado por revisões profundas sobre escolhas feitas na juventude e expectativas criadas sobre a vida adulta.

Nessa fase, muitas pessoas percebem que a realidade não corresponde exatamente ao roteiro imaginado, gerando:

Esse momento costuma ser atravessado por comparações silenciosas, acima de tudo, em relação à carreira, relacionamentos, estabilidade financeira e realização pessoal.

Mesmo conquistas objetivas podem perder o brilho quando não estão alinhadas ao sentido interno de propósito, criando um desconforto difícil de nomear.

Diferente de crises mais intensas, essa fase é silenciosa e funcional, pois a pessoa segue cumprindo responsabilidades enquanto lida internamente com a sensação de estar vivendo uma vida que não escolheu de forma consciente.

Quais sentimentos são mais comuns nessa fase da vida?

Os sentimentos mais frequentes incluem ansiedade difusa, sensação de estagnação e medo de desperdiçar tempo. Muitas pessoas relatam um conflito interno entre continuar no caminho conhecido ou arriscar mudanças que ameaçam a segurança construída até ali.

Antes de qualquer decisão radical, é importante reconhecer que esses sentimentos não indicam fracasso, mas sim um convite à revisão consciente de prioridades.

Essa crise, quando bem elaborada, pode se tornar um marco de amadurecimento e escolhas mais alinhadas.

4 sintomas das crises existenciais

Os sintomas da crise existencial irão depender de cada situação, em alguns casos a pessoa acaba optando pelo isolamento sem nem perceber, fica mais introspectiva, mas há outras possibilidades de ação também.

É muito difícil perceber que o que está havendo é, de fato, uma crise sobre existencialismo, geralmente a pessoa só fica mais fechada e com a cabeça realmente cheia.

De qualquer forma, é possível se atentar a certos sintomas comuns gerados por essas emoções e questionamentos acumulados:

Desagrado ou descontentamento:

Quando o assunto são os sintomas da crise existencial, se faz necessário saber que o descontentamento é o primeiro sinal a aparecer, afinal os questionamentos demonstram a insatisfação da nossa parte.

Mesmo tendo uma vida bem estabelecida, com um trabalho fixo e de sucesso, uma família amorosa e aspectos positivos no dia a dia, a pessoa ainda se sente sob estresse e o tempo todo com a sensação de perda de alguma coisa.

Isso não é nem um pouco incomum durante a crise existencial, porque ela produz esse efeito de dúvida que deixa a pessoa impaciente e insatisfeita com as coisas que se apresentam a ela, ainda que essas sejam suficientes.

São sentimentos que só comprovam a instabilidade emocional do momento e a necessidade de realinhar alguns aspectos internos.

Cansaço mental

A crise existencial nos impõe uma sensação muito desconfortável que acelera nossos pensamentos, nos deixa inquietos e muito tensos o tempo todo.

Isso acontece, porque muitas das perguntas que surgem na nossa mente, acabam ficando sem resposta, o que nos gera impotência e, ao mesmo tempo, uma certa exaustão.

Ficamos pensando e repensando nessas perguntas e cenários que não abandonam a nossa cabeça, algo que nos esgota e nos deixa completamente improdutivos.

Todo mundo já fez alguma prova ou teste que precisou pensar muito sobre alguma questão. Esse é um momento que nos consome muito e parece que quanto mais pensamos, mais difícil fica de encontrar uma solução.

A crise existencial é basicamente esse ciclo de pensamentos obsessivos infindáveis e o cansaço constante de lidar com eles e a ausência de respostas.

Ansiedade

Se questionar demais sobre as coisas pode gerar estresse e muita angústia, mas além disso, também gera aquilo que chamamos de “cenários imaginários”.

O que seria isso?

Na ausência de encontrar respostas para as perguntas tão profundas que começamos a nos fazer, nossa mente passa a criar cenários e possíveis explicações para esses questionamentos.

Isto é, passamos a nos distanciar da realidade para conseguir “responder” a essas perguntas e, quando isso acontece, nossa mente acaba nos levando para vários lugares.

Muitos deles podem se mostrar extremamente desagradáveis, nos gerando ansiedade e muita tensão.

Dessa forma, só o ato de pensar demais já ansioso por si só, mas quando passamos a juntar hipóteses e ideias criadas pela nossa mente, tudo se torna uma bagunça e a ansiedade só aumenta.

Estado depressivo

A crise existencial também nos proporciona uma espécie de montanha-russa… Uma hora estamos ansiosos, querendo respostas e criando mil cenários em nossa mente e depois ficamos inconformados, tristes e frustrados.

Esse é o efeito da inconformação, afinal as perguntas que surgem são de natureza individual, ou seja, buscamos pelas respostas sozinhos também e é muito difícil passar por esse processo.

Já é solitário demais ter tantas ideias e inseguranças na mente… Ficar exercitando isso o dia todo por muito tempo é ainda pior, nos deixa fora de equilíbrio e numa constante frustração.

Muitas pessoas enfrentam essa crise existencial, por exemplo, durante a adolescência, que é quando mudanças aparecem, começamos a enfrentar responsabilidades maiores e o início do amadurecimento.

Esse é um período em que os questionamentos sobre a vida não param de se pronunciar, afinal estamos prestes a adentrar na vida adulta, com muitos conflitos e situações desconhecidas.

É aí que encontramos as decepções e sentimentos que se somatizam a crise existencial e nos levam ao transtorno depressivo.

Conciliar os questionamentos e as dores do “não saber” acaba nos puxando para baixo aos poucos, aumentando nossas frustrações e a falta de vontade das coisas.

Isso nos encaminha para esse estado depressivo, além de abalar muito a nossa consciência e a forma que enxergamos as coisas.

Como lidar com a crise existencial?

Uma pessoa que enfrenta a crise existencial se sente completamente perdida e presa nos próprios pensamentos, então quando alguém se pergunta: “como lidar com a crise existencial?” É preciso se atentar a alguns pontos:

Lidar com esse turbilhão de sentimentos pode ser um processo longo e até novo para algumas pessoas, porque ele exige o enfrentamento de pensamentos desconfortáveis, então o primeiro passo é não tentar se livrar disso logo.

Nesses casos, a pressa realmente é a inimiga da perfeição, porque tentar fugir dessas sensações pode acabar construindo um amontoado de bloqueios emocionais que mais tarde explodem e passam a nos incomodar.

Se distanciar de qualquer sentimento, por mais desconfortável e ruim que ele seja, com tanto desespero, nunca é saudável. Isso porque as questões vão continuar ali e, mais cedo ou mais tarde, vão voltar a se manifestar.

Fugir e tentar resolver tudo na pressa só vai acabar adiando o problema ou, então, sufocando a sua própria saúde mental aos poucos.

Por isso, além de respeitar o seu próprio tempo, é importante entender de onde vem essa crise existencial, o que motivou esses pensamentos e por que eles têm se feito tão presentes na sua rotina.

Certamente, não é uma investigação fácil de ser feita e se você tentar de forma corrida, apressada, pode ser que atrapalhe tudo.

Dessa forma, o melhor jeito para entender o que se passa e, então, confrontar esses pontos é através do autoconhecimento.

Isso porque certas respostas sobre a sua mente só poderão ser encontradas por você mesmo e não tem jeito melhor de entrar em contato com isso do que no autoconhecimento.

Com ele, você expande as perspectivas sobre si mesmo, consegue entender melhor sobre seus medos, qualidades, defeitos, desejos, inseguranças, características e afins.

É o tipo de exercício que você encontra através da prática, seja por meio da meditação, de técnicas como a mindfulness, escrita guiada e semelhantes.

As ferramentas para isso são as mais variadas e todas podem colaborar no combate dessa crise existencial, pois sabendo de onde vem o problema, torna- se muito mais fácil corrigi-lo e aceitá-lo.

Agora, se você tem algum familiar ou conhece alguém que esteja passando por uma crise existencial e está se perguntando: “como ajudar?” Fique atento!

É muito importante que os limites dessa pessoa também sejam respeitados, então tome cuidado na hora de abordar o assunto. Pode ser que a pessoa em questão nem saiba pelo o que está passando.

Dialogue e procure focar em uma distração, quando sentir que os sintomas estão se apresentando de forma muito agressiva. Isso vai aliviar um pouco os pensamentos daquele indivíduo, além de ajudá-lo a descansar mentalmente.

Outra possibilidade, é tornar a ideia da terapia atraente para essa pessoa. Esse é um mecanismo que pode ajudar e muito na  melhora dela, porque vai tratar o problema de frente com um profissional estudado para isso.

Algumas pessoas podem oferecer resistência no início, algo que deve ser respeitado! Mas não deixe de conversar e tentar mostrar, das formas mais diversas possíveis, o quão benéfico pode ser o acompanhamento psicológico.

O que pode desencadear uma crise de propósito?

Uma crise de propósito é, na essência, uma crise de significado. Ela acontece quando as razões pelas quais você acordava todos os dias perdem a validade ou a importância. 

Na psicologia clínica, vemos que o ser humano tem uma necessidade intrínseca de “sentido”; quando esse sentido é abalado por eventos externos ou mudanças internas, entramos em um território de incerteza existencial.

Esses gatilhos funcionam como um espelho que nos obriga a olhar para partes de nós que ignoramos enquanto estávamos “ocupados demais” vivendo no piloto automático.

Imagine que sua vida é uma construção baseada em quatro pilares (família, trabalho, saúde e lazer). Se um desses pilares é removido bruscamente, a estrutura inteira balança. A crise de propósito é o esforço da sua mente para entender como a construção pode se manter de pé — ou se precisa ser totalmente reformada.

Perdas significativas e o luto

O luto é um dos gatilhos mais potentes para a crise existencial. Quando perdemos alguém ou algo que era central em nossa identidade, não estamos apenas chorando a ausência da pessoa, mas também a morte da “versão de nós mesmos” que existia naquela relação. 

O vazio deixado pela perda nos confronta com a impermanência e com a pergunta inevitável: “Se tudo pode acabar, qual é o sentido de continuar construindo?”

Nós, na Psicoter, tratamos o luto não apenas como tristeza, mas como um processo de reorganização de significado.

  • Impacto na identidade: Quem sou eu agora que não sou mais “esposo de”, “filho de” ou “cuidador de”?
  • Confronto com a finitude: A percepção de que o tempo é escasso e a urgência em saber se o estamos usando bem.

Uma pessoa que dedicou dez anos cuidando de um familiar doente. Quando esse familiar falece, além da dor da perda, ela se vê sem um papel social definido. 

O propósito diário (o cuidado) desapareceu, deixando um vácuo que dispara a pergunta: “O que eu faço com a minha vida daqui para frente?”

Transições de carreira e o vazio profissional

Passamos a maior parte do nosso tempo trabalhando, e é comum que nossa identidade esteja fundida ao nosso cargo. Uma transição de carreira — seja por demissão, aposentadoria ou insatisfação — remove essa “casca” profissional. 

O vazio profissional surge quando percebemos que o trabalho que realizamos não reflete nossos valores ou que estamos apenas trocando horas de vida por dinheiro, sem gerar um impacto real.

Um executivo de sucesso que, aos 45 anos, percebe que odeia o que faz. Ele tem estabilidade financeira, mas sente um “vazio” ao entrar no escritório. A crise de propósito aqui é o conflito entre o sucesso externo (dinheiro/status) e a falência interna (falta de prazer e significado no que produz).

Grandes conquistas que não trouxeram a felicidade esperada

Este é um dos gatilhos mais silenciosos e frustrantes. Chamamos isso de “falácia da chegada”. Muitas vezes, colocamos todo o sentido da nossa vida em um objetivo futuro:

  • formar-se;
  • casar;
  • comprar a casa própria;
  • ser promovido. 

O problema é que, ao atingir o topo da montanha, percebemos que o cenário não mudou o que sentimos por dentro.

A decepção com a conquista gera um choque existencial: se o que eu achei que me faria feliz não cumpriu a promessa, então onde está a felicidade?

Alguém que passou anos estudando para um concurso público difícil. No dia em que toma posse e recebe o primeiro salário, em vez de alegria, sente uma tristeza profunda. 

A crise surge porque ela percebe que a conquista resolveu sua vida financeira, mas não sua solidão ou sua falta de paixão pela vida.

 insonia e dificuldade de dormir

Crise existencial ou depressão: como saber a diferença?

A principal diferença reside na natureza do sofrimento. A crise existencial é um fenômeno predominantemente “mental” e filosófico. Ela envolve a busca por sentido; o indivíduo sofre porque não encontra um “porquê” para suas ações, mas sua capacidade biológica de sentir prazer ou ter energia ainda está preservada, embora obscurecida pela dúvida.

A depressão, por sua vez, é uma condição multicausal que afeta o funcionamento biológico do cérebro. Nela, o sofrimento é “físico e químico”. 

Mesmo que a pessoa encontre um sentido teórico para a vida, ela não consegue sentir esse sentido. Enquanto na crise existencial você se pergunta sobre o futuro, na depressão você muitas vezes sente que não há futuro possível.

Pense na diferença entre um motorista que se perdeu em uma estrada desconhecida (crise existencial) e um motorista cujo carro ficou sem combustível e teve os pneus furados (depressão). O primeiro quer chegar a algum lugar, mas não sabe o caminho; o segundo, mesmo que saiba o caminho, não tem recursos físicos para se mover.

O papel da apatia e da falta de energia

Embora ambos os estados possam apresentar desânimo, a qualidade dessa falta de energia varia. Na crise existencial, a apatia é seletiva. 

Você se sente desmotivado para fazer o que não faz sentido (como um trabalho burocrático), mas pode sentir um súbito brilho nos olhos ao ler um livro profundo ou ter uma conversa filosófica.

Na depressão clínica, a apatia é generalizada (anedonia). Existe uma fadiga profunda que não melhora com o repouso. Atividades que antes eram prazerosas — como um hobby ou estar com pessoas queridas — perdem completamente a cor. 

A falta de energia na depressão é sentida no corpo: os braços parecem pesados, o sono não restaura e o pensamento fica lento.

Uma pessoa em crise existencial pode se sentir revigorada ao fazer uma viagem solitária para refletir. Uma pessoa em depressão profunda pode estar em uma praia paradisíaca e sentir-se incapaz de sair do quarto do hotel, sentindo um vazio que independe da paisagem.

Quando o questionamento se torna desesperança persistente

O questionamento é a marca da crise existencial saudável — ele é o motor que nos empurra para mudanças. No entanto, o alerta acende quando esse questionamento deixa de ser uma busca por respostas e se transforma em desesperança.

Na psicologia, a desesperança é um dos principais marcadores da depressão e um sinal de risco. Quando o “não sei o sentido da vida” vira “a vida nunca terá sentido e nada que eu faça pode mudar isso”, saímos do campo da reflexão filosófica e entramos no campo da dor patológica. 

A crise existencial geralmente mantém a curiosidade (mesmo que dolorosa); a depressão substitui a curiosidade pela certeza do pior.

Imagine alguém questionando seu casamento. Se a pessoa pensa: “Preciso entender o que sinto para decidir se fico ou vou” (Crise), há movimento. 

Se a pessoa pensa: “Não importa se eu ficar ou for, nada nunca vai me fazer feliz de novo” (Desesperança/Depressão), é o momento em que a intervenção profissional da Psicoter se torna urgente para proteger a vida e a saúde do paciente.

5 sinais de que você está passando por uma crise existencial

A crise existencial muitas vezes começa como um sussurro — um desconforto sutil que, com o tempo, ganha volume. Identificar esses marcadores ajuda a diferenciar uma fase de cansaço comum de um processo profundo de reavaliação de vida. 

Se você se identifica com os pontos abaixo, saiba que você está em um processo de transição de consciência:

1. Questionamento profundo de valores

Coisas que antes eram verdades absolutas para você começam a parecer questionáveis. Você passa a refletir se suas escolhas (carreira, religião, estilo de vida) foram realmente suas ou se você apenas seguiu o que a sociedade, sua família ou o mercado esperavam de você.

2. Sensação de descolamento da realidade

É o que chamamos de “olhar de fora”. Você se vê em situações sociais ou profissionais e sente que não pertence mais àquele lugar. 

Parece que todos estão seguindo um roteiro que você esqueceu como ler, gerando um sentimento de estranhamento com o que antes era familiar.

3. Busca incessante por significado

O foco muda do “como fazer” para o “por que fazer”. Atividades que apenas preenchem o tempo deixam de ser satisfatórias. 

Surge uma fome por algo maior, uma necessidade de sentir que sua existência contribui para algo ou que possui um propósito que justifique o esforço diário.

4. Insatisfação crônica com a rotina

Mesmo que sua vida pareça “perfeita” aos olhos dos outros, a rotina começa a parecer uma prisão. Há um sentimento de que a vida está passando e você está apenas “batendo cartão”, sem realmente vivenciar o presente. O tédio aqui não é falta de ter o que fazer, mas falta de sentido no que se faz.

5. Medo da finitude e do tempo

A percepção de que o tempo é um recurso limitado torna-se muito aguda. Pensamentos sobre o envelhecimento, a morte e o legado tornam-se frequentes. Esse sinal geralmente dispara a urgência de mudar tudo agora, antes que “seja tarde demais”.

Na Psicoter, ajudamos você a navegar por esses questionamentos sem julgamentos, transformando o medo da finitude em motivação para viver de forma mais autêntica. Fale com nossa equipe pelo WhatsApp e agende sua primeira sessão na Psicoter.

Qual o tratamento para a crise existencial?

O tratamento mais indicado para a crise existencial é o acompanhamento psicológico.

É através dele que a pessoa consegue desenvolver técnicas de autoresolução, além de se tornar mais resiliente e se conhecer profundamente.

Poucas pessoas entendem o impacto que isso pode ter na crise existencial, mas imagine a dificuldade que é se desprender de alguns pensamentos ao longo da rotina! Se livrar disso sozinho é praticamente impossível.

É claro que, com o tempo, talvez as coisas acabem se acomodando, mas não é fácil superar uma crise de forma tão assertiva. Não sem a ajuda de um especialista.

Por isso existe a psicoterapia: um espaço seguro e totalmente voltado para essas questões emocionais, capaz de reconstruir uma pessoa pouco a pouco.

Em alguns casos, esse acompanhamento pode precisar ser combinado com outros, como sessões guiadas por um psiquiatra, por exemplo.

O psicólogo que irá julgar a necessidade de encaminhar ou não a pessoa para esses espaços.

Como a psicologia pode ajudar a superar a crise existencial?

A psicologia é uma importante ferramenta durante o combate à crise existencial, porque ela, além de ajudar a pessoa a aliviar os pensamentos acelerados, também colabora com seu autodesenvolvimento.

Em sessões regulares, alguém com esse problema pode dialogar e entender, da melhor forma possível, os motivos que a levam a ter essa crise.

Isso é importante para que ela se conheça melhor, mas acima de tudo para que possa combater esse comportamento gerador de tamanha ansiedade ou emoções desagradáveis.

E é aí que entra o profissional da saúde mental! Ele vai ajudar, através de exercícios guiados e conversas, a pessoa a se desvendar aos poucos, respeitando seu próprio ritmo e seus limites emocionais.

Esse é o papel principal desse profissional e, durante crises existenciais, é o mais adequado para se adquirir e buscar.

Você já enfrentou um período assim? Conhece alguém que encontra dificuldades com esses pensamentos e pode ter tendências a adentrar em uma crise existencial? Não deixe de procurar ajuda!

Aqui na Psicotér, nós contamos com um extenso grupo de psicólogas capacitadas para te ajudar a lidar com essas ansiedades, melhorando seu autocontrole e sua autoestima, respectivamente.

Entre em contato com a nossa equipe de atendimento e garanta a sua CONSULTA VIP!

crise existencial

Lisiane Duarte

Lisiane Duarte

Fundadora da Psicotér, CEO e Diretora Técnica, Psicóloga Cognitivo-Comportamental, completamente apaixonada pelo ser humano, realizada e privilegiada por poder participar da transformação de vidas. Experiência de mais de 20 anos de atuação clínica e empresarial. Psicoterapeuta individual e em grupo de crianças, adolescentes, adultos, idosos, casal e família, online e presencial, pós-graduada em Gestão do Capital Humano. Consultora de recolocação profissional desde 2003, capacitando e orientando profissionais em transição de carreira na busca de novas oportunidades. Também consultora em diversas empresas nacionais e multinacionais, nas diversas áreas de RH, atendimento e avaliação psicológica de profissionais.

Gostou? Compartilhe

Pronta para cuidar da sua saúde emocional?

Dê o primeiro passo em direção ao seu bem-estar com uma Consulta VIP. Nossa equipe está pronta para te ouvir.

Respostas de 2

  1. Queria dar meus parabéns a este texto com uma sequencia logica impresionante.
    Quanta delicadeza, honestidade e praticidade vi neste artigo.
    Parabéns!

    1. Olá Natália,

      A Equipe Psicotér agradece muito o feedback, ficamos extremamente felizes em entregar um conteúdo que possa somar e elevar a saúde mental de nossos seguidores!

      Grande abraço!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *