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Como o sentimento de culpa excessivo pode fazer a pessoa se auto sacrificar?

Categoria: Autoconhecimento, Comportamento

O sentimento de culpa afeta negativamente a vida da pessoa!

Ele é constituído por esquemas cognitivos desadaptativos. Isto implica num padrão inflexível de crenças, pensamentos e sentimentos distorcidos, como o sentimento de culpa, ruins e disfuncionais que a pessoa constitui desde a infância e reafirma ao longo da vida acerca de si, de suas capacidades; sobre os outros e sobre o mundo, que determinam quem ela é, o seu comportamento e resultados.

Esse funcionamento traz consequências nocivas para a pessoa, sua qualidade de vida e suas relações, como se ela não fosse capaz de conseguir o que outras pessoas conseguem, ela também não se sente merecedora do sucesso, sentindo-se inferior, derrotada, vitimizada e condenada a ser quem é.

O sentimento de culpa leva o ser humano a punição e ao auto sacrifício, fazendo-o abrir mão de seu bem estar e de suas próprias necessidades para garantir o bem estar e a satisfação de outros, é como se a pessoa se colocasse sempre em segundo plano, ou melhor, em último, sendo mais importante agradar aos outros. A pessoa sente que precisa ajudar terceiros para aliviar a sua culpa. Já dizia John F. Kennedy: “Não posso lhe dar a fórmula do sucesso, mas a do fracasso é querer agradar a todo mundo”. Nunca o ser humano chegaria a agradar sempre aos outros, em 100% das vezes. A decepção faz parte das relações, pois as pessoas são diferentes e só conseguem evoluir através do autoconhecimento, ampliando a capacidade de comunicação e tolerância recíproca.

Todos nós seres humanos cometemos erros, esquecimentos, falhas, sem querer decepcionamos e magoamos outras pessoas da nossa convivência, sem que isso signifique que não somos pessoas boas ou incapazes de mudar. Muito pelo contrário, o erro aponta onde precisamos melhorar e o quanto somos capazes de aprender com as nossas falhas. Ninguém é perfeito, e ter uma atitude de reparação é fundamental para podermos evoluir e não insistir no erro.

É essencial compreendermos a diferença entre responsabilidade e culpa. Faça o breve exercício de repetir para si mesmo: “Eu sou culpado (a)”. E reflita por alguns segundos como você se sente em pensar assim…

Agora tente fazer o mesmo exercício repetindo para si mesmo: “Eu sou responsável”. Será que essas expressões soam da mesma forma e tem o mesmo efeito sobre nós?

Pois bem, preparamos um quadro comparativo para você visualizar melhor as diferenças entre responsabilidade e culpa:

 

Sentimento de Culpa

Como o sentimento de culpa excessivo pode fazer a pessoa se auto sacrificar?

 

A culpa nos impede de perceber o que fizemos de errado. Em contrapartida ser responsável implica em assumir os próprios erros, ser capaz de refletir e tentar mudar. Depararmo-nos com os nossos erros não é tarefa fácil, exige tempo, maturidade e persistência.

Em função disso costumo dizer que “a culpa anda de braços dados com a onipotência.” Se eu não consigo aceitar que eu erro é porque acredito que eu deveria ser perfeito. E quem pensar assim vai se decepcionar! A frustração com si mesmo e com os outros é inevitável. E se eu não valho nada, quem me valoriza também não tem valor, sem me dar conta eu admiro quem me rejeita, quem me mal trata, confirmando os esquemas distorcidos de auto sacrifício, perfeição, desvalor, abandono, entre outros.

O jeito é desenvolver mecanismos altruístas, de pró atividade; não perder a espontaneidade diante dos erros e poder desenvolver ideias e atitudes de reparação. Aceite o fato que você falhou, tente de novo e de novo, e quantas vezes forem necessárias para você conseguir o que quiser. Afinal “forte não é aquele que sempre vence, mas sim quem nunca desiste”. (Lucas Barbosa)

Ao invés de buscar soluções, alternativas e possibilidades, a pessoa culpada fica estagnada frente aos obstáculos, queixas e problemas. Ela não consegue mudar porque se sente incapaz de conseguir o que quer ou de ser o que deseja. Se sente tão envergonhada e sofre tanto com seus erros que desiste de tentar. Não consegue mudar, confirmando a sensação de impotência e fracasso.

Veja bem, as dificuldades fazem parte da vida de todas as pessoas, não somente para você mas para todos os seres humanos. É Ilusão acreditar que os problemas afetam mais a você do que a outras pessoas. Então grande questão é o impacto que eles terão na sua vida. O que nos diferencia não são os problemas que temos, mas a forma que os enfrentamos!

Temos que buscar força, coragem e recursos próprios para lidar com todas as situações que surgirem na nossa vida, por mais difíceis que elas pareçam. Encarar os problemas de frente, buscando ajuda especializada de um psicólogo, vai fazer você perceber seu próprio potencial. E assim transformar o sentimento de culpa em responsabilidade e poder mudar!

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Equipe Psicotér

 

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