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Sexologia: O que é e quando procurar uma sexóloga?

Mão segurando preservativo próximo ao bolso da calça, representando cuidado com a saúde sexual e orientação em sexologia

Hoje vamos discutir e entender o que é a sexologia!

Sexologia é um campo da ciência que estuda a sexualidade humana em todas as suas dimensões: física, psicológica, emocional e social. 

Muitas vezes, questões relacionadas à sexualidade podem ser difíceis de discutir, mas é muito importante entender que procurar ajuda de um profissional qualificado, como um sexólogo ou sexóloga, pode ser o primeiro passo para resolver problemas e melhorar a qualidade de vida sexual.

Hoje em dia, a sexualidade pode se mostrar um tabu e tanto, porém é necessário quebrar esses padrões para poder manter a qualidade de vida em dia!

Venha saber tudo sobre a sexologia no artigo a seguir!

sexologia

 

O que é sexologia? O que significa?

O termo sexologia significa literalmente “o estudo da sexualidade”. Esse campo abrange uma ampla gama de disciplinas, incluindo medicina, psicologia, sociologia, antropologia, educação sexual, terapia sexual, entre outras áreas de estudo.

Ela nada mais é que um campo que pesquisa, estuda e analisa toda a sexualidade humana, em suas diversas dimensões. 

Isso quer dizer que ela trabalha com aspectos biológicos, psicológicos, sociais e culturais da sexualidade. 

O objetivo da sexologia é entender como os seres humanos experimentam, expressam e vivenciam sua sexualidade ao longo da vida.

Isso significa que a sexologia lida com um espectro inteiro e não só com o que vemos na superfície.

Veja também:

O que faz um sexólogo ou sexologista?

Um sexólogo ou sexologista é um profissional treinado para lidar com questões relacionadas à sexualidade humana. 

Eles têm conhecimento especializado sobre uma variedade de tópicos sexuais e totalmente aptos para ajudar indivíduos, casais e grupos a compreenderem e resolverem problemas relacionados à sexualidade. 

As responsabilidades de um sexólogo estão geralmente relacionadas a:

  • Realizar avaliações e diagnósticos de questões sexuais.
  • Fornecer aconselhamento e terapia sexual.
  • Oferecer orientação educacional sobre sexualidade.
  • Conduzir pesquisas sobre temas relacionados à sexualidade.
  • Desenvolver programas de prevenção e educação sexual.
  • Trabalhar em colaboração com outros profissionais de saúde para abordar questões de saúde sexual.
  • Promover a conscientização e a educação pública sobre temas sexuais.

Como é a consulta com uma sexóloga?

Uma consulta com uma sexóloga geralmente acontece em um espaço muito seguro e confidencial, onde os pacientes podem discutir livremente suas preocupações e questões relacionadas à sexualidade. 

Durante as primeiras consultas, a sexóloga pode fazer uma série de perguntas detalhadas para entender melhor a história sexual do paciente, seus relacionamentos e quaisquer problemas ou preocupações específicas que estejam enfrentando.

Essas perguntas podem tratar de uma variedade de tópicos, incluindo histórico médico, experiências sexuais passadas, preferências sexuais, sintomas de disfunção sexual, problemas de relacionamento, traumas sexuais e diversas outras preocupações relacionadas à sexualidade. 

É importante que os pacientes se sintam à vontade para compartilhar informações pessoais durante a consulta, pois isso ajudará a sexóloga a oferecer o melhor suporte e orientação possível.

Com base nessas informações, a sexóloga pode oferecer aconselhamento, educação sexual, técnicas de resolução de problemas, terapia sexual online ou encaminhamento para tratamento adicional, conforme necessário. 

É importante lembrar que cada consulta é única e adaptada às necessidades individuais do paciente, visando fornecer suporte e orientação personalizados para questões sexuais específicas.

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Quando procurar um sexólogo?

Se você chegou até aqui, deve estar se perguntando: mas quando procurar um sexólogo?

Então, acompanhe até o final que nós vamos te responder:

Problema 1: Disfunção Sexual

Disfunções sexuais, como disfunção erétil, ejaculação precoce, anorgasmia, dor durante o sexo e falta de desejo sexual, podem afetar a vida sexual de uma pessoa e seu relacionamento com o parceiro. 

Um sexólogo pode ajudar a identificar as causas subjacentes desses problemas e desenvolver um plano de tratamento adequado para melhorar a saúde sexual.

Algumas disfunções sexuais para tratamento:

Problema 2: Problemas de Relacionamento

Questões não resolvidas em um relacionamento, como falta de comunicação, conflitos de interesse, falta de intimidade ou infidelidade, podem afetar negativamente a vida sexual de um casal. Um sexólogo pode oferecer aconselhamento e terapia para ajudar os parceiros a resolverem esses problemas e melhorarem a conexão emocional e física entre eles.

Problema 3: Traumas Sexuais

Traumas sexuais passados, como abuso sexual, agressão sexual ou experiências traumáticas relacionadas à sexualidade, podem ter um impacto duradouro na saúde sexual e emocional de uma pessoa. 

Um sexólogo dá todo o apoio, terapia e recursos para ajudar os indivíduos a lidarem com essas questões de forma segura e eficaz.

Esses são só alguns exemplos de problemas que podem ser tratados por um sexólogo. 

Mas a realidade é que se alguém estiver enfrentando dificuldades em sua vida sexual ou relacionamento, ou se tiver preocupações sobre sua sexualidade, procurar a ajuda de um sexólogo pode ser o primeiro passo para encontrar soluções.

Devo procurar uma sexóloga ou sexólogo?

A resposta é: nunca faz mal cuidar dessas questões com o profissional certo!

A escolha entre uma sexóloga ou sexólogo geralmente depende da preferência pessoal do paciente. Ambos os profissionais são treinados para lidar com questões relacionadas à sexualidade e são capazes de fornecer apoio e orientação qualificados. 

O mais importante é encontrar alguém com quem você se sinta confortável e confiante para discutir suas preocupações sexuais de forma aberta e honesta.

Como a sexologia sem tabu transforma a relação das pessoas com a própria sexualidade?

A sexologia sem tabu promove uma mudança profunda na forma como as pessoas se relacionam com o próprio corpo, desejos e limites.

Ao retirar o peso da culpa e do silêncio, cria-se espaço para diálogo, curiosidade saudável e autocompaixão. Muitas pessoas carregam anos de repressão, acreditando que certos pensamentos ou dificuldades são anormais.

Quando encontram um discurso sem tabu, percebem que suas vivências são mais comuns do que imaginavam.

Além disso, falar de sexualidade de forma aberta não significa estimular comportamentos específicos, mas oferecer informação clara e responsável.

Esse tipo de abordagem ajuda casais a conversarem sobre expectativas, inseguranças e mudanças naturais do desejo ao longo do tempo. Consequentemente, conflitos silenciosos podem ser trabalhados antes de se transformarem em distanciamento emocional.

Por que o tabu ainda é tão forte quando se fala de sexualidade?

O tabu em torno da sexualidade tem raízes culturais, religiosas e históricas que moldaram gerações inteiras. Durante muito tempo, falar sobre sexo foi associado a pecado, imoralidade ou falta de caráter.

Como resultado, muitas pessoas aprenderam a silenciar dúvidas e desconfortos, internalizando ideias rígidas sobre o que é “normal”. Esse silêncio atravessa famílias e se perpetua de forma inconsciente.

Mesmo com mais acesso à informação, o tabu ainda persiste porque falar sobre sexualidade exige vulnerabilidade. Admitir inseguranças, mudanças no desejo ou dificuldades de prazer toca diretamente a autoestima.

Por isso, a sexologia sem tabu trabalha não apenas com informação, mas também com acolhimento emocional. Quando o ambiente é seguro, o diálogo se torna possível.

Como o diálogo aberto impacta a saúde mental e relacional?

O diálogo aberto reduz tensões internas e evita interpretações equivocadas dentro das relações. Quando parceiros conseguem expressar necessidades e limites, diminui-se o risco de ressentimentos acumulados.

Isso contribui para relações mais honestas e emocionalmente seguras. A saúde mental se beneficia porque o indivíduo não precisa sustentar máscaras ou fingimentos.

Sexualidade em todas as fases: qual o seu impacto na terceira idade?

A sexologia na terceira idade contribui para a qualidade de vida ao reconhecer que o desejo, o afeto e a intimidade não desaparecem com o envelhecimento.

Embora o corpo passe por mudanças naturais, a necessidade de vínculo, carinho e prazer permanece. Muitas pessoas idosas relatam sofrimento por acreditarem que não deveriam mais sentir desejo. A sexologia oferece um olhar que normaliza essas vivências.

Além disso, envelhecer pode trazer maior liberdade emocional, já que expectativas externas diminuem. Algumas pessoas redescobrem a sexualidade de forma mais tranquila, focando em conexão e intimidade.

A sexologia na terceira idade ajuda a adaptar práticas e expectativas às novas condições do corpo, sem imposições. O objetivo é promover bem-estar, não desempenho.

Quais são os principais mitos sobre sexualidade na terceira idade?

Um dos mitos mais comuns é a ideia de que pessoas idosas não sentem desejo ou não se interessam por intimidade. Essa crença gera invisibilidade e silenciamento, inclusive nos serviços de saúde.

Outro mito é associar sexualidade apenas ao ato sexual, ignorando carinho, companheirismo e troca emocional. Esses equívocos alimentam preconceito e sofrimento.

Na prática, cada pessoa vive o envelhecimento de forma singular. Algumas mantêm vida sexual ativa, enquanto outras priorizam outras formas de intimidade.

A sexologia sem tabu acolhe todas as fases da vida, orientações sexuais e identidades de gênero, respeitando a diversidade e oferecendo um espaço seguro, ético e livre de julgamentos.

Qual é a diferença entre sexologia clínica e educação sexual?

A diferença entre sexologia clínica e educação sexual está no objetivo e na forma de atuação de cada uma. A primeira trabalha com o sofrimento emocional e psicológico ligado à sexualidade, enquanto a segunda tem foco informativo e preventivo.

Por exemplo, uma pessoa que sente dor durante a relação ou bloqueio de desejo procura a sexologia clínica. Já alguém que quer entender melhor o próprio corpo, métodos contraceptivos ou consentimento acessa a educação sexual. Ambas são importantes, mas atuam em níveis diferentes.

Quando a sexologia clínica é indicada?

A sexologia clínica é indicada quando a sexualidade causa dor, culpa, ansiedade ou conflito interno. Isso inclui situações como:

Por exemplo, alguém que evita relações por medo ou bloqueio emocional pode se beneficiar desse acompanhamento. O foco não é apenas o ato sexual, mas o significado emocional por trás dele. Assim, o tratamento ajuda a resgatar bem-estar e autonomia.

Além disso, a sexologia clínica também atua quando existem conflitos no relacionamento. Questões como diferenças de desejo ou comunicação sexual ruim são comuns. O espaço terapêutico permite falar sem julgamento, o que ajuda a reduzir o sofrimento e confusão.

Educação sexual substitui terapia sexual?

A educação sexual não substitui a terapia sexual quando existe sofrimento emocional profundo. Ela oferece conhecimento, mas não trabalha emoções individuais.

Por exemplo, saber como o corpo funciona não resolve um trauma sexual. Nesse caso, é preciso um espaço clínico. As duas áreas se complementam, mas não exercem o mesmo papel.

O que é desejo sexual sob a ótica da psicologia?

O desejo sexual, na psicologia, é entendido como uma experiência emocional e mental, não apenas física. Ele envolve:

  • pensamentos;
  • sentimentos;
  • história de vida;
  • contexto emocional.

Por exemplo, uma pessoa pode amar o parceiro, mas não sentir desejo por estar sobrecarregada emocionalmente. Isso mostra que o desejo não surge apenas do corpo, mas da mente. Ele varia ao longo da vida e não é constante.

No dia a dia, o desejo pode aumentar ou diminuir conforme o estado emocional. Estresse, ansiedade, conflitos ou baixa autoestima influenciam diretamente.

Por isso, a ausência de desejo nem sempre indica um problema físico. Muitas vezes, é um sinal de algo emocional que precisa de atenção. A psicologia ajuda a compreender esses sinais.

Desejo sexual é igual para todas as pessoas?

O desejo sexual não é igual para todas as pessoas e nem permanece o mesmo ao longo da vida. Algumas pessoas sentem desejo com mais frequência, outras de forma mais espaçada.

Por exemplo, alguém pode sentir desejo apenas após vínculo emocional, enquanto outra sente de forma espontânea. Nenhuma dessas formas é errada, o problema surge quando há comparação ou cobrança.

Além disso, o desejo pode mudar em diferentes fases da vida. Mudanças hormonais, emocionais e relacionais influenciam bastante. Entender isso reduz a culpa e a ansiedade. A psicologia ajuda a normalizar essas variações.

Desejo espontâneo x desejo responsivo

A sexologia moderna faz uma distinção que liberta: existe o Desejo Espontâneo (aquela vontade que surge “do nada”, como um raio) e o Desejo Responsivo (a vontade que só aparece depois que os estímulos e carícias começam).

Muitas pessoas (especialmente mulheres em relacionamentos longos) acham que têm “baixa libido” porque pararam de sentir o desejo espontâneo do início do namoro.

Na verdade, elas apenas migraram para o desejo responsivo. O corpo precisa de estímulo para a mente entender que quer sexo. Entender isso acaba com a espera passiva pela “vontade mágica”.

Falta de desejo sempre indica problema psicológico?

A falta de desejo sexual pela esposa, por exemplo, nem sempre indica um problema psicológico. Em muitos casos, ela está ligada a cansaço, estresse ou fase de vida.

No entanto, quando a ausência de desejo gera sofrimento ou conflito, vale investigar. O importante é observar como a pessoa se sente em relação a isso. O desconforto emocional é o principal sinal de atenção.

A carga mental mata o desejo

Para muitas mulheres, o maior inimigo da libido não é hormonal, é a Carga Mental. É difícil se entregar ao prazer quando o cérebro está ocupado gerenciando a lista de compras, a agenda dos filhos ou as pendências do trabalho.

O cérebro não consegue estar em “modo gerente” e em “modo erótico” ao mesmo tempo. Muitas vezes, o tratamento na sexologia não envolve “apimentar a relação”, mas sim redividir as tarefas da vida para que a mente tenha espaço livre para sentir prazer novamente.

Sexologia e terapia sexual, existe diferença?

Sim, existe uma diferença entre sexologia e terapia sexual, apesar de os termos serem usados ​​de forma semelhante em alguns contextos. Vamos conferir as diferenças:

Sexologia

A sexologia é um campo acadêmico e científico que estuda a sexualidade humana no seu espectro.

Isso acaba trazendo pontos biológicos, psicológicos, sociais, culturais e até mesmo políticos da sexualidade. 

Os sexólogos se concentram na compreensão dos processos sexuais, identidade de gênero, orientação sexual, comportamento sexual, saúde sexual, relações interpessoais e tudo o mais relacionado à sexualidade humana. 

Eles realizam pesquisas, desenvolvem teorias e promovem a educação sexual.

Geralmente, eles têm formação em diversas áreas, como psicologia, medicina, sociologia, antropologia, educação sexual, entre outras. 

Terapia sexual

A terapia sexual já é uma forma específica de tratamento que se baseia nos princípios da sexologia para ajudar indivíduos, casais ou grupos a resolverem problemas sexuais e aprimorarem sua vida sexual. 

Esses problemas geralmente se referem a disfunções sexuais, dificuldades de relacionamento relacionadas à sexualidade, questões de identidade sexual, traumas sexuais e outras preocupações sexuais.

Os terapeutas sexuais são profissionais treinados que utilizam uma variedade de técnicas terapêuticas, como aconselhamento verbal, educação sexual, terapia comportamental, terapia cognitivo-comportamental e terapia de casal, para ajudar os clientes a superar suas dificuldades sexuais.

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Texto aprovado por:

Lisiane Duarte

Lisiane DuarteFundadora da Psicotér, CEO e Diretora Técnica, Psicóloga Cognitivo-Comportamental, completamente apaixonada pelo ser humano, realizada e privilegiada por poder participar da transformação de vidas. Experiência de mais de 20 anos de atuação clínica e empresarial. Psicoterapeuta individual e em grupo de crianças, adolescentes, adultos, idosos, casal e família, online e presencial, pós-graduada em Gestão do Capital Humano. Consultora de recolocação profissional desde 2003, capacitando e orientando profissionais em transição de carreira na busca de novas oportunidades. Também consultora em diversas empresas nacionais e multinacionais, nas diversas áreas de RH, atendimento e avaliação psicológica de profissionais.

 

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