Marker
relógio Seg a Sex dàs 7h às 22h - Sáb dàs 7h às 12:30h
(51) 9 9833-8006
(51) 4100-2513

Transtorno Disfórmico Corporal ou Dismorfofobia

Categoria: Comportamento, Doenças e Transtornos

– Olha para mim, estou pesando 100 quilos!

– Não irei à festa com você, estou gorda demais!

– Sou uma baleia, ninguém vai se interessar por mim!

Frases como essas já foram escutadas dezenas de vezes por amigos, familiares, namorados e esposos. Quando você se depara com essas frases, pode pensar: que absurdo ela se enxergar assim; ela é linda e está magra; está longe de ser gorda. Como pode se achar feia, uma mulher tão linda? Mas, ela realmente não vê o quanto está bonita de corpo.

Pessoas que se vêm assim distorcem a realidade e, pode acreditar, de fato se vêm desta forma diante do espelho. Elas têm uma visão completamente distorcida de si, das suas partes do corpo e da sua aparência. Essa alteração visual é uma doença psiquiátrica conhecida como Transtorno Disfórmico Corporal ou Disformia Corporal. É grave, sendo capaz de destruir a autoestima da pessoa em pouco tempo. Como o próprio nome já diz, o transtorno disfórmico refere-se à distorção da percepção do próprio corpo. Isto é, a pessoa pode estar com peso adequado para sua altura e idade, por exemplo, mas não se vê assim.

A partir do sofrimento que essa percepção equivocada causa, ela poderá ficar vulnerável a diversos recursos que não são saudáveis como exercícios físicos excessivos e até uso de medicamentos perigosos para a saúde. Os casos extremos podem ser muito graves, incluindo comportamentos autodestrutivos. Assim como vômitos provocados, privação alimentar por longos períodos de tempo, cargas de exercícios físicos exageradas, cirurgias plásticas, pensamentos suicidas, autolesão, obsessões e delírios, entre outros.

É uma preocupação exagerada com a aparência, onde a característica pode ser pequena ou inexistente, mas a pessoa passa horas pensando nisso, se compara repetidas vezes e se olha exageradamente no espelho, imaginando algo muito maior do que é. Enfim, a aparência se torna uma obsessão e a pessoas passa a recorrer por medida extremas para converter a falha ou defeito que, em muitos casos, não existe. Há uma diferença enorme entre o corpo real da pessoas e a maneira como a pessoa se vê.

Este transtorno pode causar prejuízos, além dos físicos, sociais, pois a pessoa evita ou foge de atividades sociais para “não mostrar o seu defeito”, então deixa de sair de casa, relacionar-se ou ir a eventos ou festas e tirar fotos.

O que diferencia o TDC de outras doenças ou transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, é que nas duas últimas o incômodo corporal  está fundamentalmente ligado ao peso e às características por ele influenciadas, já na dismorfofobia existe uma preocupação com um defeito imaginário na aparência ou uma preocupação excessiva com um defeito físico discreto.

O transtorno disfórmico pode ter início no final da adolescência e início da vida adulta. No entanto, também pode aparecer mais tarde. É uma doença difícil de identificar, podendo estar mascarada com outras condições psicológicas. Assim como depressão, ansiedade e hábitos que podem parecer normais, como frequentar assiduamente a academia. A ajuda de um profissional é fundamental para identificá-lo.

O tratamento é feito através da psicoterapia cognitivo-comportamental, uso de medicação e técnicas para modificar o comportamento. Com a psicoterapia, a pessoa irá aprender a reduzir comportamentos e pensamentos problemáticos, a auto avaliar sua imagem de forma mais realista e, consequentemente, desenvolver uma maior compreensão do seu problema, abrindo caminho para viver de forma mais feliz, se aceitando mais e com melhor qualidade de vida.

Se você tem problemas com a maneira de se olhar e se sentir? Não tenha medo de procurar ajuda!

Quando a pessoa é afetada pela baixa autoestima, não se aceita e se sente infeliz consigo mesma, ela deve trabalhar com terapeutas especializados para poder descobrir as ferramentas que lhe ajude a lidar com suas condições.

Por Roberta Gomes – Psicóloga da Equipe Psicotér

 

Se você tiver quaisquer sinais ou sintomas de transtorno dismórfico corporal ou conhece alguém que tem, busque um psicólogo imediatamente. 

Entre em contato conosco através desse link para uma avaliação gratuita com uma psicóloga em Porto Alegre para avaliar a necessidade de uma psicoterapia individual.

Gostou? Compartilhe:

Leia Também

Comentário Fechado

Contato e Endereços

Para facilitar o seu atendimento, a Psicotér atende em diversas localidades de Porto Alegre. Veja no mapa qual o endereço mais próximo de você e ligue para agendar sua primeira consulta gratuita!

(51) 4100-2513
(51) 9 9833-8006
Fale conosco
Se preferir, preencha os campos abaixo e entre em contato para agendar sua consulta: