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Ansiedade de separação na infância

Categoria: Adolescência, Ansiedade, Bem estar, casamento, Comportamento, Divórcio, Emoções e Sentimentos, Infância, Psicoterapia Familiar, Psicoterapia Infantil, Relacionamentos

Como saber se criança sofre deste transtorno?

A Ansiedade de separação é caracterizada pelo sofrimento excessivo quando a criança imagina ou fica longe dos pais, e também com figuras de vinculação; pode iniciar na primeira infância, podendo ser diagnosticado até os 18 anos de idade.

A relação vincular familiar, estabelecida nos primeiros anos de vida é fundamental para o desenvolvimento emocional e da personalidade da criança, possibilitando a maneira de ser e se expressar no mundo. No seio do lar a criança desenvolve sua conexão afetiva e comunicacional, nestas primeiras relações a criança aprende a confiar, interagir e se conectar com seu grupo, mas o excesso ou falta de segurança pode ter efeito reverso aonde a criança passará a se sentir insegura em outros contextos.

Para muitas crianças, a interação entre familiares ou estranhos pode ser aterrorizadora, sendo interpretada como uma ameaça, a criança sentirá medo perante pessoas que não convive passando a evitá-las.  Portanto, a esquiva excessiva pode ser o primeiro sinal da angústia de separação.

Nesta fase de desenvolvimento infantil, para os pais é bem difícil, pois necessitam trabalhar ficando muitas horas longe de casa, precisando deixar os filhos com cuidadores, em creches ou na escola, período que aparecerá efetivamente às dificuldades de vinculação e adaptação.

Sinais e sintomas:

De acordo com Manual Estatístico dos Transtornos Mentais (DSMIV), para que seja diagnosticado Transtorno de Ansiedade de Separação, a criança ou pré-adolescente deve preencher três ou mais critérios abaixo:

  • Sofrimento excessivo frente à ocorrência ou previsão de afastamento das figuras de vinculação.
  • Preocupação persistente da possível perda ou situações de perigo envolvendo os pais.
  • Preocupação excessiva de que um evento indesejado leve a perda, exemplo: perder-se ou sequestro de um dos progenitores.
  • Relutância persistente em ir à escola ou qualquer outro lugar, com medo de separação.
  • Temor excessivo de ficar sozinho sem figuras importantes de vinculação ou ficar sem adultos significativos.
  • Temor excessivo e recusa caso tenha que dormir longe dos pais
  • Pesadelos repetitivos envolvendo o medo de separação.
  • Queixas somáticas, dores no corpo, desconforto estomacal, alterações dos batimentos cardíacos, falta de ar, entre outros sintomas físicos.

Consequências na infância e adolescência:

  • Retraimento social e prejuízo nas interações sociais, as crianças tendência ao isolamento e evitam as brincadeiras ou interações sociais.
  • Insegurança e dificuldade para desenvolver a autonomia, busca apoio, através de um adulto que tenha vinculação.
  • Fobia escolar ou acadêmica, evitando interações com colegas e dentro da sala de aula.
  • Dificuldade de atenção e problemas de aprendizagem.
  • Alterações emocionais: ansiedade, tristeza, apatia, irritabilidade, agressividade, podendo evoluir para um transtorno de humor: Transtorno Distímico ou Transtorno Depressivo.
  • Repetidas queixas: cefaleias, dores estomacais, náuseas ou vômitos, ao distanciar-se ou imaginar-se longe do pai ou mãe. Em crianças escolares, é frequente as queixas somáticas, obrigando o progenitor buscar a criança na escola.

Tratamento:

Neste momento é crucial observar o estado mental e comportamental, para acompanhar a criança e fazer as intervenções necessárias, desenvolver a escuta e conversar com os professores, entender como é a estrutura pedagógica da escola e como integrar o aluno nas tarefas para que se sinta acolhido e aceito.

É essencial entender que o sofrimento não é manha ou birra, não deve-se deixar passar despercebido, pois, os sinais e sintomas acimas especificados mostram um comprometimento no modo da criança se relacionar consigo e com as pessoas podendo desenvolver na vida adulta um sentimento de desvalia, insegurança, timidez, e também dificuldade de lidar com as perdas da vida.

A terapia será fundamental para que a criança entenda o que lhe causa ansiedade, trabalhar seus medos, aprender a lidar com a angústia e distinguir as fantasias da realidade, caso seja necessário, pode ser solicitado avaliação médica para uso de ansiolíticos ou antidepressivos.

O plano de intervenção terapêutica pode ser benéfico para pessoas que estão vinculadas à criança, oferecendo estratégias e ferramentas para melhor interação no contexto familiar, escolar e social dos filhos.

Quanto mais precoce for diagnosticado o Transtorno de Ansiedade de separação, melhor será o prognóstico e medidas de protetivas, prevenindo o aparecimento de outros transtornos.

Procure ajuda, pois a criança tem a capacidade de superar seus medos e obstáculos aprimorando significativamente suas relações afetivas!

Nina Guarnieri – CRP 07/18746
Psicóloga com especialização em Psicologia Transpessoal.

COMO ESTABELECER LIMITES PARA SEUS FILHOS DE MANEIRA SAUDÁVEL?

Atualmente tem aumentado o número de queixas com relação ao mau comportamento das crianças e pais temtêm questionado com frequência qual a maneira ideal de lidar com seus filhos.

Por que os pais se sentem perdidos com relação à disciplina de seus filhos?

Se voltarmos um pouco e perceberemos que as crianças são o reflexo do que aconteceu na nossa sociedade. Como? Pensamos um pouco, antigamente o modelo de educação aplicado era através do autoritarismo, sem questionamentos e permissividade, ou seja, a mãe obedecia ao pai sem questionar. Com o tempo a próxima geração viveu uma época em que as mães começaram a ser independentes e os pais perderam controle sobre elas, deixaram de ser submissas, teve uma evolução. Da mesma forma aconteceu com a educação deixou de ser o autoritarismo (submisso) para ser mais permissivo. As crianças são o reflexo do nosso exemplo, seguem o que observam de seus pais querem ser tratadas com respeito e dignidade, não submissas.

Agora vivemos em um período da vida em que não apreciamos a rigidez, e sabemos que a total permissividade será de adultos sem limites. Como acho um meio para ajudar a criança ser feliz e saudável?

Existem estudos na abordagem da disciplina positiva que comprovam contribuir muito para o auxílio de pais na educação de seus filhos para torná-los adultos saudáveis e felizes.

A palavra disciplina é diferente de punição, muitas pessoas confundem disciplina com punição, pois acham que precisam punir para haver disciplina. Entretanto, disciplina significa “seguidor da verdade, do princípio”.

O que é a disciplina positiva?

A disciplina positiva é uma abordagem que exclui o controle e a permissividade. É baseada em cooperação e respeito mútuo, incluindo gentileza e firmeza para ensinar as competências de vida.

Então seguem quatro dicas importantes para se pensar em uma disciplina efetiva:

  1. Gentileza e Firmeza.

A gentileza ela é importante para mostrar respeito pela criança e a firmeza para se ter o auto respeito (adulto).

É um conceito difícil de seguir, pois os pais precisam lidar com seus sentimentos internos. Um exemplo, o filho responde com desrespeito. O adulto se irrita com o comportamento e quer agir com muita firmeza. Quando nos chateamos acessamos o nosso cérebro primitivo, achando que a única solução é brigar. Às vezes são os adultos que precisam parar e antes de agir ter um tempo positivo.

A gentileza aparece quando validamos os sentimentos da criança no momento que ela está passando. Exemplo, eu entendo que está chateado comigo, mas quando me tratar com desrespeito, eu vou me afastar por um tempo e depois quando estiver pronto podemos achar uma solução.

Os filhos adoram participar na solução de problemas, procurem discutir juntos como eles sobre como podem fazer melhor suas rotinas, ou melhorar suas notas, ou ajudar em casa. Eles ficam muito mais dispostos para respeitar os limites porque eles ajudaram a criar soluções.

Quando não conseguem respeitar os limites, pode questioná-los para saber o que aconteceu. Para os menores pode se usar o tempo positivo para refletirem em soluções. Geralmente o indicado seria cada minuto por idade.

  1. Ajudar o filho a desenvolver um senso de importância e aceitação (Conexão)

Todas as pessoas, não só os filhos, querem se sentir aceitos e importantes, a falta desses demonstra como estão na escola ou socialmente. Quando são punidos, não sentem que são aceitos e importantes, pode ter uma resposta positiva imediata ao comportamento desejado, mas negativo ao longo prazo.

Os filhos menores quando não se sentem aceitos emitem um código, o mau comportamento.

  1. Punição é efetiva em longo prazo?

Existem algumas razões porque os pais acham ainda que a punição seja a única solução. Uma porque ela funciona em curto prazo, interrompe o mau comportamento durante um período. Mas usando a punição, faz com os filhos pensem que a solução é se rebelar, como também se sentem inferior, baixa autoestima.

Outro motivo para usar a punição é porque acham que a outra solução seria a permissividade. A punição não precisa ser ensinada aos pais, eles já sabem usá-la. E muitas vezes continuam porque não sabem mais o que fazer para parar com o mau comportamento.

  1. Ensinar Habilidades Sociais

Com as ferramentas da disciplina positiva os filhos não só interrompem os maus comportamentos, mas desenvolvem habilidades sociais de vida para o desenvolvimento do bom caráter.

O objetivo da disciplina positiva é proporcionar ferramentas para auxiliar adultos e filhos a viverem em um ambiente com mais alegria, cooperação, harmonia, compartilhar responsabilidade, respeito e amor em suas vidas e relacionamentos.

Equipe Psicotér


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