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As 5 Feridas Emocionais – O que são e como curar

Feridas emocionais

Alguns machucados deixam mais cicatrizes do que outros e quando o assunto é ferida emocional, não é diferente!

Já cansamos de falar aqui sobre como a infância é um período fértil para aquilo que chamamos de vida adulta. Isso porque se trata de um momento em que estamos muito abertos a germinar tudo que nos é plantado.

A mente de uma criança é extremamente flexível para novas informações, afinal é justamente para isso que ela serve: crescer, se desenvolver, aprender e todas essas coisas.

Isso acaba nos deixando muito aptos a absorver novas perspectivas, desde comportamentos até os ensinamentos mais básicos. Algo que pode interferir e muito na forma como nos portamos na adultez.

Pensando nesse fato, muito do que nos machuca na infância também é trazido para os dias de hoje, seja por questões de abuso, humilhação, abandono ou todas essas dores que crianças podem sofrer.

Esses são os traços que chamamos de feridas emocionais e que influenciam não só os nossos sentimentos, mas a forma com a qual nos relacionamos e vemos o mundo ao nosso redor.

Neste artigo, vamos listar e tratar cada uma dessas feridas para tentar te mostrar como encontrar a cura para elas do jeito certo.

 O que são feridas emocionais

 

O que são feridas emocionais?

As feridas emocionais são aquelas dores vividas no período da infância e que, de alguma forma, acabaram desenvolvendo um certo trauma no nosso inconsciente.

Nós já tratamos aqui em outros momentos: trauma é aquele acontecimento marcante que acabou criando bloqueios ou limitações emocionais na nossa mente, refletindo nas nossas escolhas e comportamentos.

Por esse motivo, falamos tanto sobre a criança que você carrega aí dentro, já que ela será a raiz principal para o surgimento de todas essas cicatrizes.

Sabe por quê?

Toda criança baseia seu comportamento em algo ou alguém e é por isso que o meio a influencia tanto durante seu crescimento. Além disso, essa é a razão de a pessoa que somos hoje carregar tantos traços da que fomos algum dia.

Isso significa que aquelas cenas dolorosas que você lembra de quando era pequeno, desde um caso constrangedor na escola, até algo mais sério, podem ter deixado marcas em você até hoje.

É incontrolável e muito difícil de admitir, mas essas feridas emocionais são extremamente reais e, por mais que a gente tente ignorá-las, os seus efeitos são nítidos no nosso dia a dia.

Nosso passado se faz presente todos os dias, por mais que a gente não perceba, porque ele não deixa de ser uma grande parte nossa e do que nos motiva a mudar também.

Seria lindo admitir isso, se não fosse pelo fato de essas feridas emocionais abalarem tanto quem somos hoje.

É claro, ser grato por aquilo que se passou é sempre um sinal de maturidade, já que te trouxe exatamente para onde você está. No entanto, é importante ter um olhar crítico para isso também, viu?

Existem traumas que nos deixam uma cicatriz tão profunda que acabamos engatilhados o tempo todo ou sempre enfrentando grandes períodos de estresse, por exemplo.

Isso é inaceitável e abala demais a nossa qualidade de vida.

Por isso, a grande importância de buscar ajuda para total superação dessas feridas emocionais.

 

O que causa feridas emocionais?

A origem das feridas emocionais pode ser muito variada, já que crianças estão sempre em ambientes tão variados e sendo estimuladas com um tanto de informações.

Mas a verdade é que elas sempre vão surgir nesse período da vida, no máximo na adolescência também, porque é nele que nosso repertório emocional está se construindo.

Muitas pessoas que buscam cuidados para esses problemas acabam descobrindo que a origem é de casa, ou seja, questões da família, da criação ou até da relação dos próprios pais.

Como já falamos anteriormente, muitas crianças passam a se comportar através de um exemplo de relação em casa..

E aí que vemos o tamanho da influência que nossa família, amigos e círculos de relacionamento possuem sobre a nossa mente.

Se uma criança presencia um divórcio muito traumático durante a infância, pode crescer com grandes lacunas emocionais e medos relacionados a isso.

São coisas que, para a mente de um adulto, podem ser de “fácil” resolução, mas que para a dos pequenos cria uma grande catástrofe emocional que se perpetua até eles se tornarem adultos também.

As feridas emocionais crescem e se desenvolvem como uma doença mal curada ou um osso que nunca teve concerto: traz sempre o sentimento de que tem algo errado ou faltando.

É por isso que especialistas da saúde mental levam tão a sério o cuidado com o psicológico desses pequenos, pois é exatamente ali que começamos a fortalecer nossas raízes e a traçar nossas emoções.

Conflitos na escola, brigas em casa, comportamentos tóxicos dos pais, bullying, redes sociais e tantos outros pontos do universo da criança e do adolescente podem representar certo risco para essas feridas emocionais.

Daí a necessidade de pais e responsáveis estarem sempre atentos e dispostos a ajudar seus filhos a trabalhar seu emocional (de preferência com um profissional ao seu lado).

As 5 feridas emocionais

 

As 5 feridas emocionais:

Como todo tópico da psicologia, nós dividimos as feridas emocionais entre cinco categorias mais comuns que podem refletir na sua vida adulta.

Observando-as de forma detalhada e prática, pode ser que ajude a identificar de onde vêm suas dificuldades e bloqueios.

Muitos adultos se esquecem do quanto sua infância faz parte ativa do seu intelecto e é exatamente por isso que reforçamos tanto as questões de trauma.

Muitos problemas psicológicos que se apresentam hoje tem origem em algum lugar e, como ser humano, é preciso olhar para esses espaços e investigar.

É uma chance de renovação emocional, mas também de cura dessa cicatriz.

As feridas emocionais listadas abaixo foram compiladas e estudadas pela especialista Lisa Bourbeau, alguém que entende essas cada uma delas como a principal origem para os problemas dos relacionamentos atuais:

 

1 – Receio de ser abandonado

Este é um dos medos mais comuns, senão o mais citado em sessões de terapia.

O medo de ser abandonado vem das nossas primeiras perspectivas, lá atrás, de quando somos literalmente bebês.

Isso porque, no período da infância, nossa percepção da realidade é extremamente diferente da que temos hoje.

Pense bem: você nasce e começa a descobrir o mundo aos poucos, então por muito tempo tudo o que você conhece é seus pais, seus brinquedos e alguns espaços da casa, por exemplo.

É um mundo extremamente limitado, já que você está começando a se inserir aos poucos naquilo que chamamos de sociedade.

Focando nisso, nossas perspectivas emocionais também são diferentes, então, se passamos muito tempo distante dos pais ou sem contato com outras pessoas, nossa mente assimila isso com o abandono.

E é aí que os problemas começam a surgir, pois se vivemos com essa lacuna constante na infância, levamos ela para nossa vida adulta e temos medo de que toda e qualquer pessoa vá nos deixar ou virar as costas.

Isso já aconteceu com você?

 

2 – Medo de ser rejeitado

Essa é uma ferida emocional que fala sobre aqueles momentos de insuficiência na infância.

Muitos pais ou responsáveis não sabem como praticar o afeto ativo com seus filhos ou não demonstram amor de forma constante, algo que também cria lacunas emocionais no crescimento dessa pessoa.

Alguém que se desenvolve sem receber um afeto direto de pessoas mais próximas pode crescer com muitas inseguranças, problemas de autoestima e até de confiança.

Além disso, o ambiente escolar também pode ter grande influência nessas feridas emocionais, rejeitando sempre a criança e a negando afeto.

Adultos que cresceram com essa situação na bagagem têm fortes tendência em ter medo de se relacionar por não ser bom o suficiente ou por não querer ser rejeitado.

Feridas emocionais

3 – Ser humilhado

A origem desse problema é no julgamento das pessoas, nas críticas pesadas e na reprovação que muitos pais imprimem nos seus filhos.

Qualquer criança que cresce em um ambiente de constantes “cortes” por parte dos pais ou da escola, por exemplo, acaba criando bloqueios e dificuldades até mesmo de se expressar.

Essas crianças crescem guardando suas inseguranças, seus medos e pensamentos até mesmo de pessoas próximas por puro medo de serem julgadas.

Isso cria um desconforto absurdo, sem falar que a pessoa guarda tantas coisas para si mesma que uma hora perde o controle emocional total de tudo que acontece internamente.

 

4 – Ser traído

Os pequenos tendem a confiar muito nos adultos (até demais, em alguns casos) e quando essa confiança é quebrada, de alguma forma, uma das primeiras ideias de traição é formada na cabeça dessa criança.

E quando isso acontece muitas vezes nesse período da infância, o medo de confiar e ser traído vira uma grande rotina, inclusive, na fase adulta.

 

5 – Sofrer injustiça

A injustiça é outro sentimento que se cria desde muito cedo também, porque desde sempre somos colocados em situações de “julgamento” pelos outros, certo?

Especialmente quando se é criança, seja em brigas com irmãos, problemas na escola ou com os próprios pais. Se sentir injustiçado é se sentir desvalorizado e, muitas vezes, sem importância alguma.

Assim como nas outras feridas emocionais, essa é uma lacuna que acaba sendo projetada para o seu futuro “eu”, gerando fortes tensões nesse tipo de acontecimento.

 Como curar suas feridas emocionais

 

Como curar suas feridas emocionais com a psicologia

As feridas emocionais podem ser extremamente difíceis de identificar.

Geralmente, muitas pessoas chegam a achar que elas são apenas padrões de comportamento ou algo que realmente as incomodam, mas é exatamente aí que entra a necessidade de investigação.

Uma pessoa com bloqueios como esses pode acabar desenvolvendo problemas mais sérios como ansiedade, depressão e transtornos semelhantes.

Não é incomum que esses sentimentos acabem tomando conta do emocional dessa pessoa, deixando-a completamente esgotada e sem paradeiro.

Por isso, o acompanhamento psicológico é indispensável.

Um psicólogo pode ajudar essa pessoa a analisar seus próprios sentimentos, enfrentar seus medos e, ainda por cima, curar cada uma das feridas desenvolvidas ao longo do tempo.

Parece muita coisa, lendo assim, mas o melhor de tudo é que estamos falando de um processo guiado pelo seu próprio tempo, ou seja, é você quem dita o ritmo do tratamento.

É, de fato, um dos melhores caminhos para tratar as feridas emocionais, mas também qualquer outra demanda de sentimentos que possam estar ocorrendo por agora.

Sua saúde mental é o seu passado, mas também o seu presente e o seu futuro!

Já passou por algo parecido com isso? Já excedeu limites emocionais e não soube como voltar atrás?

A Psicotér conta com profissionais de ponta que podem te ajudar nesses conflitos e também a resgatar coisas que você tanto busca.

Entre em contato com nossa equipe de atendimento e comece JÁ a se priorizar!

Lisiane Duarte

Lisiane DuarteFundadora da Psicotér, CEO e Diretora Técnica, Psicóloga Cognitivo-Comportamental, completamente apaixonada pelo ser humano, realizada e privilegiada por poder participar da transformação de vidas. Experiência de mais de 20 anos de atuação clínica e empresarial. Psicoterapeuta individual e em grupo de crianças, adolescentes, adultos, idosos, casal e família, online e presencial, pós-graduada em Gestão do Capital Humano. Consultora de recolocação profissional desde 2003, capacitando e orientando profissionais em transição de carreira na busca de novas oportunidades. Também consultora em diversas empresas nacionais e multinacionais, nas diversas áreas de RH, atendimento e avaliação psicológica de profissionais.

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