A dificuldade em chegar ao orgasmo pode ser mais comum do que esperamos, sendo um problema que afeta homens e mulheres de diversas idades.
Ela consiste na dificuldade em atingir o auge do prazer mesmo com estímulos e excitações diversificadas.
Muitas pessoas sofrem com esse bloqueio, mas acabam por ignorar os sintomas por acreditarem ser algo comum e uma dificuldade natural do seu corpo. Mas isso não é real!
A anorgasmia é uma disfunção feminina que pode atrapalhar no seu humor, nas relações, produção de hormônios e até mesmo na forma com a qual você se relaciona consigo mesmo!
Quer conhecer as causas, sintomas e tratamentos disponíveis para esse problema? Acompanhe o artigo até o final!
O que é anorgasmia – Disfunção sexual
A anorgasmia ou, como é popularmente conhecida, o transtorno do orgasmo nada mais é que uma disfunção sexual, o bloqueio ou a dificuldade prática em atingir o orgasmo, seja em relações sexuais ou até mesmo contato íntimo (masturbação).
Ela pode atingir homens e mulheres de diferentes idades, mas geralmente está relacionada à questões psicológicas e/ou físicas.
Anorgasmia feminina
O transtorno orgásmico feminino pode ser muito comum entre as mulheres, porém raramente identificado por elas.
Isso porque ainda existem diversos tabus e receios que atravessam a sexualidade feminina, distanciando esse grupo de pessoas do assunto.
É claro que nossa sociedade já caminhou e evoluiu consideravelmente no que diz respeito ao prazer feminino, mas ainda assim existem certas barreiras em relação à saúde da mulher os desafios que essa encontra com o seu próprio corpo.
O orgasmo pode variar muito de tempo e intensidade.
A verdade é que cada corpo transmite e atinge ele de uma forma muito única, podendo enfrentar maior dificuldade ou, então, facilidade para “chegar lá”.
No entanto, quando o orgasmo nunca acontece, mesmo com muito estímulo e diversas investidas diferentes, é preciso investigar!
O corpo feminino biologicamente permite múltiplos orgasmos e não conseguir alcançar esse clímax pode estar muito relacionado à questões psicológicas ou físicas, como transtornos e doenças.
Anorgasmia masculina
O transtorno orgásmico masculino se dá nas mesmas condições que na anorgosmia feminina: quando o homem tem dificuldades para chegar no clímax do prazer.
A questão principal desse transtorno voltado para o homem é que ele também pode carregar outros problemas sexuais graves junto, como: problemas de ereção e ejaculação precoce.
Isso pode acontecer por inúmeras motivações, entre elas o excesso de desejo, a baixa autoestima, a insegurança ou motivações mais intensas, como a ansiedade ou episódios depressivos, por exemplo.
Seja a causa que for, a anorgasmia cria um desconforto considerável na vida sexual e social das pessoas, abalando suas emoções e atrapalhando muito suas relações.
Principais causas da anorgasmia em mulheres e homens
Como já foi dito anteriormente, quando o assunto é anorgasmia podemos considerar os mais variados sintomas, principalmente no que diz respeito ao transtorno orgásmico feminino.
Isso porque a dificuldade em atingir o orgasmo vem acompanhado do “ser mulher” dentro da relação, o que engloba expectativas, tabus e muito mais.
Pensando nisso, listamos algumas causas que encaixam tanto com homens, quanto com mulheres para que você possa ver as diferentes motivações por trás desse transtorno!
Acompanhe:
- Medo de errar na hora do sexo;
- Nervosismo;
- Problemas hormonais;
- Excesso de desejo sexual;
- Vício em pornografia;
- Ansiedade;
- Baixa autoestima;
- Altas expectativas;
- Desinformação;
- Vaginismo;
- Falta de autoconhecimento;
- Sentimento de culpa;
- Episódios depressivos;
- Traumas.
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Sintomas da anorgasmia
Além da dificuldade de atingir o orgasmo, existem outros sintomas práticos para você ficar de olho:
- Ejaculação precoce;
- Dificuldade de ereção;
- Problemas em excitar-se;
- Frigidez;
- Medo de fazer sexo;
- Insegurança excessiva.
Se a anorgasmia tem impactado sua autoestima, seu relacionamento ou a forma como você vive a sexualidade, saiba que você não precisa enfrentar isso sozinha.
A Psicotér oferece um espaço seguro, ético e acolhedor para compreender as causas por trás dessa dificuldade.
Com acompanhamento psicológico, é possível resgatar o prazer, fortalecer a conexão com o próprio corpo e construir uma vivência sexual mais leve e satisfatória. Agende seu atendimento e dê o primeiro passo em direção ao seu bem-estar emocional e sexual.
Tipos de anorgasmia
Infelizmente, os problemas em atingir o orgasmo não se resumem a um tipo de anorgasmia…
A verdade é que esse transtorno se divide em alguns tipos, por exemplo:
Anorgasmia primária
Esse é um tipo de dificuldade em que a pessoa nunca experienciou o orgasmo nem no ato sexual e nem na masturbação, seja por problemas de trauma, nas relações ou até mesmo questões fisiológicas.
Há casos em que a pessoa também não sabe identificar o orgasmo, o que pode complicar muito na hora dela se relacionar.
Anorgasmia secundária
A anorgasmia secundária é aquela em que a pessoa já experienciou o orgasmo alguma vez ou de forma sistemática, mas simplesmente passou a não conseguir mais atingir o clímax.
A motivações podem ser diversas, mas na maioria das vezes esse tipo está relacionado a questões emocionais ou psicológicas.
Anorgasmia situacional
Podemos entender esse tipo de anorgasmia como seletiva, pois nesses casos a mulher só consegue atingir o orgasmo em determinadas situações ou relações.
É como se a dificuldade fosse e voltasse conforme o contexto.
Anorgasmia absoluta
Nesse tipo de transtorno, a pessoa não consegue atingir o orgasmo de maneira nenhuma, ainda que exista muito estímulo.
A anorgasmia pode estar ligada ao relacionamento?
A anorgasmia pode, sim, estar relacionada à dinâmica do relacionamento, acima de tudo, quando há:
- conflitos não resolvidos;
- comunicação falha;
- falta de intimidade emocional.
Quando o casal não se sente seguro para falar sobre desejos, limites e frustrações, o corpo pode expressar esse silêncio por meio da dificuldade sexual.
Além disso, relações marcadas por rotina, distanciamento emocional ou ressentimentos acumulados tendem a impactar a resposta sexual. O orgasmo envolve confiança, entrega e conexão, elementos que vão além do toque físico.
Existe tratamento para a anorgasmia?
O tratamento da anorgasmia envolve compreender suas causas específicas, respeitando a história e o ritmo de cada pessoa.
Em muitos casos, a psicoterapia tem papel central, ajudando a identificar:
- bloqueios emocionais;
- crenças limitantes;
- padrões de comportamento que interferem no prazer.
Além disso, em situações específicas, acompanhamento médico pode ser necessário, especialmente quando há uso de medicamentos, alterações hormonais ou condições neurológicas associadas.
O mais importante é saber que há caminhos possíveis e que o problema não define o valor de ninguém.
O autoconhecimento pode ajudar no processo?
O autoconhecimento é um dos pilares para superar a anorgasmia. Conhecer o próprio corpo, entender o que gera prazer, desconforto ou ansiedade ajuda a criar uma relação mais consciente com a sexualidade. Isso vale tanto para mulheres quanto para homens.
A anorgasmia pode surgir mesmo quando existe amor e atração?
A anorgasmia pode acontecer mesmo em relações cheias de amor, carinho e atração física, o que costuma confundir muitas pessoas.
Quando o vínculo emocional é bom, espera-se que o prazer sexual flua naturalmente, mas isso nem sempre ocorre. O corpo e a mente nem sempre caminham no mesmo ritmo, especialmente quando há sobrecarga emocional ou pressões internas silenciosas.
Em muitos casos, a pessoa se sente conectada ao parceiro, mas carrega tensões acumuladas do dia a dia, preocupações excessivas ou dificuldade de se desligar mentalmente.
Isso mostra que a ausência de orgasmo não é um reflexo da qualidade do relacionamento, mas de processos internos que merecem atenção e cuidado.
Culpa e autocobrança atrapalham o prazer?
O sentimento de culpa e a autocobrança são grandes inimigas do orgasmo. Quando a pessoa acredita que “deveria conseguir” ou que está frustrando o parceiro, o sexo deixa de ser um espaço de relaxamento e vira um teste de desempenho.
Esse estado de alerta constante impede a entrega necessária para o prazer profundo. Além disso, quanto mais a pessoa se cobra, mais o corpo reage com tensão.
Romper esse ciclo passa por acolher a própria experiência sem julgamentos, entendendo que o prazer não segue regras fixas nem prazos definidos.
A masturbação pode ajudar quem tem anorgasmia?
A masturbação pode ser uma ferramenta importante para quem vivencia a anorgasmia, pois ajuda no reconhecimento do próprio corpo e das sensações de prazer.
Ao explorar o toque sem pressa ou expectativa externa, a pessoa aprende a identificar estímulos que funcionam melhor para si. Esse processo fortalece a conexão corpo-mente.
No entanto, é importante que essa exploração seja feita sem cobrança de resultado. Quando a masturbação vira apenas um meio de “treinar” o orgasmo, ela pode gerar frustração.
O foco deve estar na curiosidade, no prazer e na escuta do corpo, não em alcançar um objetivo específico.
Como a disfunção orgásmica é diagnosticada?
A anorgasmia ou disfunção orgásmica precisa ser diagnosticada por um médico especialista.
Em alguns casos, o psicólogo pode observar as narrativas do paciente e solicitar que ele procure um médico, afinal as queixas e reclamações são o primeiro passo para notar que algo não anda bem.
No contato com o médico, é possível explorar os problemas fisiológicos, tratando com remédios e semelhantes.
Tratamentos para anorgasmia com a psicologia
O tratamento para a anorgasmia feito com o psicólogo através da terapia sexual, geralmente está relacionado às limitações emocionais dentro do espectro da sexualidade.
O que isso significa?
Significa que todos os tabus, os medos, as inseguranças, a baixa autoestima, entre diversos outros processos que atrapalham no desenvolvimento sexual de alguém são trabalhados.
Além disso, a psicologia auxilia no caso de existir alguma doença fisiológica também, especialmente nos medos e na dificuldade de qualquer tratamento mais intensivo.
Ela é um enorme suporte para superar barreiras, pois somente um psicólogo consegue estabelecer a análise e o acompanhamento correto para que você sinta segurança, cuidado e proximidade.
A terapia sexual online é um grande exemplo disso: é nela que você explora muito mais do que a performance sexual e suas expectativas. Com o terapeuta sexual você compreende mais sobre seu corpo, sua mente e sua maneira de se relacionar.
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Texto de: Luísa de Oliveira – redatora da Equipe Psicotér
Aprovado por:
Fundadora da Psicotér, CEO e Diretora Técnica, Psicóloga Cognitivo-Comportamental, completamente apaixonada pelo ser humano, realizada e privilegiada por poder participar da transformação de vidas. Experiência de mais de 20 anos de atuação clínica e empresarial. Psicoterapeuta individual e em grupo de crianças, adolescentes, adultos, idosos, casal e família, online e presencial, pós-graduada em Gestão do Capital Humano. Consultora de recolocação profissional desde 2003, capacitando e orientando profissionais em transição de carreira na busca de novas oportunidades. Também consultora em diversas empresas nacionais e multinacionais, nas diversas áreas de RH, atendimento e avaliação psicológica de profissionais.




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