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O que é Sadomasoquismo? Conheça esse Fetiche a Luz da Psicologia

Publicado em 26 de junho de 2021
Categoria: Relacionamentos, Sexualidade
Sadomasoquismo

Sabemos que a mente humana possui uma complexidade única em vários quesitos, um deles é na sexualidade. As formas de obter prazer nas relações ainda são estudadas por especialistas, e as pessoas exploram as diversas formas existentes no momento de se relacionarem.

Um exemplo de abordagem e que é considerado um fetiche na luz da psicologia é o sadomasoquismo. É um tipo de relação que se baseia na busca pelo prazer através da dor, em que uma pessoa tem o papel de causar a dor e a outra pessoa de sofrer.

Para alguns é classificado como um distúrbio ou disfunção sexual, para outros como uma opção sexual. É um termo polêmico e pode parecer estranho para pessoas que não tenham interesse nesse tipo de relação. Mas, para quem gosta e sente satisfação ao realizar essa prática, não há problema algum.

Esse tema, na verdade, tem implicações muito mais amplas do que os prazeres da cama. Continue lendo esse texto para entender melhor sobre o significado de sadomasoquismo e o como é que ele se desenvolve nas relações.

 

O que é o sadomasoquismo?

O sadomasoquismo é considerado uma forma de relação que é baseada no prazer pela dor.

O conceito de sadomasoquismo é dividido pela palavra sadismo, que é caracterizada por aquele que sente prazer em proporcionar dor, e pela palavra  masoquismo, que é considerada aquele que sente prazer em sentir dor.

É denominado um fetiche sexual, mas, na grande maioria das vezes, não envolve apenas a relação sexual, como a maioria das pessoas pensam. Esse conceito pode envolver apenas a questão da relação dominador-dominado.

O que é o sadomasoquismoNos estudos da psicanálise, o masoquismo é considerado um sentido de vulnerabilidade e submissão. Dessa forma, as principais características do masoquismo são relacionadas com o sofrimento e prazer. A pessoa masoquista tem prazer em vivenciar a dor, humilhação e sofrimento, seja de forma física, verbal ou social.

O pai da psicanálise, Sigmund Freud, divide a relação com masoquismo em duas particularidades:
Uma delas é aquela em que uma pessoa provoca dor em si mesma. A outra é a que a pessoa necessita de outra para provocar a dor e o sofrimento.

Já o sadismo, segundo Freud, é conceituado como a tendência a causar dor ao objeto sexual. O par sadismo e masoquismo é considerado, por ele, a mais frequente e a mais importante das perversões sexuais.

Origem do termo

O termo sadomasoquismo vem da combinação dos nomes do Marquês de Sade e do Cavaleiro Leopold Van Sacher-Masoch. Sade interessava-se pela dominação e Sacher-Masoch desejava ser maltratado.

Daí, surgiu o termo sadomasoquismo, que é o resultado de uma relação composta por esses dois tipos de desejos.

Mas, na verdade, a relação sadomasoquista abrange mais aspectos do que simplesmente os prazeres sexuais.

 

O que não é sadomasoquismo?

De acordo com o professor e Dr. Armando Colognese Junior, o diagnóstico de masoquismo não é dado em função dos comportamentos sexuais da pessoa. Portanto, leva-se em conta todo o conjunto de ações e relações do indivíduo.

Segundo ele, como disse Freud, “são elementos que fazem parte do desenvolvimento humano”.

Em outras palavras, a violência explícita não é o motivador principal dos impulsos masoquistas. Segundo a visão Psicanalítica, o que está em jogo são questões de poder e de domínio.

A forma de se exercer essa dominação pode ser através das relações sexuais, mas são só dessa maneira: pode ser realizada até mesmo em outras interações sociais.

Um exemplo de outro contexto onde ocorrem atitudes sadomasoquistas é o das pessoas que exercem uma relação de poder ou submissão no seu ambiente de trabalho.

 

Características do sadomasoquismo

Características do sadomasoquismoO sadomasoquismo pode ser entendido como uma perversão. Então, o que deveria ser considerado dor, torna-se um prazer. Logo, o sádico sente prazer na ideia de dominar a outra pessoa e o masoquista, então, se atrai pela ideia de ser humilhada.

No entanto, há muitas relações sadomasoquistas que não incluem dor física. Dentre elas, existem as humilhações verbais, os comportamentos agressivos e os comportamentos de dominação. Essas são algumas formas sádicas de relacionamento entre pessoas.

Mas, para entender melhor cada particularidade desse tipo de relação, separamos algumas características comuns nas pessoas que possuem uma relação sadomasoquista.

Continue lendo esse texto para entender melhor cada uma delas.

 Poder e submissão

Em qualquer relação sadomasoquista, sempre haverá uma oposição nos papéis, ou seja, sempre terá uma pessoa com atitudes dominadoras e controladoras, e a outra pessoa sempre será a submissa (e vice versa). Uma precisa da outra para que possam ter esse tipo de relação.

Humilhação

A característica da humilhação durante a relação será uma das ligações dos parceiros, baseada no que cada um busca. Enquanto um deles se encarrega em machucar e humilhar o outro, a outra pessoa se rende a essa tortura por prazer.

Uso de jogos e objetos

Na relação sexual sadomasoquista, uma das formas utilizadas para potencializar o prazer entre o casal é partir para o uso de objetos e jogos sexuais para dominação, que vai da imaginação de cada pessoa, o que der maior prazer e o que ambos acharem ideal. Dessa forma, é comum o uso de objetos como:

  • algemas;
  • mordaças;
  • correntes;
  • cadeados;
  • chicotes;
  • cintos;
  • cordas;
  • fitas adesivas;
  • velas;
  • fantasias;
  • entre outros objetos.

 

Regras do sadomasoquismo

Os praticantes do sadomasoquismo seguem algumas regras rígidas para as suas práticas. Uma dessas normas – e a mais importante delas –  é que tudo deve ser combinado antes entre as pessoas envolvidas e precisa haver um consenso do que será realizado. Outra regra, que também é importante, é sobre os limites que cada um aceita e é capaz de ir, e eles precisam ser respeitados.

Estabelecer parâmetros para essa prática evita que alguma parte se sinta inferior na relação. Além das regras, também existem os códigos que devem ser combinados entre os parceiros.

Eles são usados como alerta ou forma de escape para os momentos em que alguém seja machucado ou caso ocorra alguma coisa que não fazia parte do combinado.

Assim, quando esse código é usado, tudo o que ambos estiverem fazendo deve imediatamente parar, e o incômodo será finalizado. Portanto, há sempre um acordo pré-estabelecido.

Nessas relações, é importante a construção de um contrato, com o intuito de estabelecer permissões e atos que sejam saudáveis para o casal. Dessa forma, são melhores definidos os limites, horários, roupas e até os objetos que poderão ser utilizados.

O que é BDSM ?

Como já foi explicado, existem regras na relação sadomasoquista. E, dentro dessa prática, existe a sigla BDSM, que é considerada um conjunto de práticas consensuais entre o casal. Dentre elas, envolve:

  • Bondage;
  • Disciplina;
  • Dominação;
  • Submissão;
  • Sadismo;
  • Masoquismo.

Essas regras são muito bem delimitadas e devem ser seguidas à risca na relação. Um exemplo dessas regras é o uso de senhas e códigos próprios.

As pessoas que praticam BDSM, antes do ato, realizam um contrato prévio no papel.

Servem para esclarecer a relação segura e consensual de ambas as partes, já delimitando quais serão os jogos feitos, os objetos que serão usados e principalmente os limites da prática, determinando o que está ou não permitido.

 

Exemplos de sadomasoquismo

Exemplos de sadomasoquismoJá compreendemos que essa prática envolve uma relação de poder e submissão entre duas pessoas, e que é estabelecida através da imposição da dor.

O dominador da relação, que irá impor as práticas, e o dominado, que as aceitará. E esse ato possui características comuns, que serão explicadas a seguir:

Bancar o motorista

Esse papel é assumido pela pessoa que está na condição de submissa, a qual precisa se caracterizar, geralmente, com um uniforme, e obedecer a algumas regras dessa brincadeira, como, por exemplo, não olhar para o rosto do dominador ou falar alguma coisa sem permissão, sob pena de receber um castigo.

Mumificação

A característica da mumificação se trata do ato de imobilizar o(a) submisso(a) por completo, com o uso de diversos materiais, como, por exemplo, cordas, fitas adesivas, camisas de força, papel filme, dentre outros objetos que sirvam para selar.

Porém, é importante que, nesses casos, as pessoas tomem o cuidado para não cobrir a boca e o nariz, para não limitar a respiração e nem a circulação da pessoa imobilizada.

Podofilia

A podofilia, ou a adoração de pés, é considerada um fetiche comum na prática e é recorrente entre os praticantes de sadomasoquismo. Muitos deles utilizam os pés do sádico para os jogos sexuais, onde seus pés recebem atenção especial durante o sexo. Essa adoração ocorre quando o submisso(a) se ajoelha diante dos pés do dominador e faz um tipo de reverência.

A pessoa pode estar descalça ou com algum calçado. E acontece especialmente quando a outra pessoa usa sapatos ou botas de couro com salto agulha.

Prender em armário ou jaula

Essa ideia advém da mesma prática do “cantinho da disciplina”, que é utilizado para manter o bom comportamento nas crianças. Esse tipo de punição é recorrente durante a prática do sadomasoquismo.

A pessoa submissa deve ficar presa em uma gaiola ou em um armário, conforme as regras estabelecidas ou durante o desenrolar do jogo sexual.

 

Quando procurar ajuda psicológica?

terapia de casal para sadomasoquismo

Neste momento, você já sabe o significado de sadomasoquismo e de como ele se desenvolve em uma relação, bem como as suas características e exemplos.

Resumidamente, é uma prática que pode ser realizada em um relacionamento de forma saudável, desde que tudo esteja em consenso entre as partes da relação.

Existem alguns casais que estabelecem um padrão sádico masoquista de relacionamento. Mas, na verdade, um dos parceiros maltrata, e o outro sofre além do que era previsto. Esse é outro fator de atenção para um possível problema que deve ser tratado.

Sabendo disso, é importante tomar os cuidados necessários para que essa prática não se transforme em uma sessão de tortura.

As pessoas que estão envolvidas na relação sadomasoquista precisam delimitar todas as ações, escolherem muito bem o que pode e o que não pode ser feito, além de terem uma senha ou código de segurança.

No momento em que qualquer atividade o expõe e compromete negativamente, ela precisa imediatamente ser parada.

O comportamento sádico ou o masoquista pode, também, ser uma atitude realizada de forma inconsciente e refletida por padrões determinados por vivências antigas, principalmente relacionadas à lembranças da infância.

Maus tratos, humilhação, dentre outras experiências negativas, podem ter se materializado no comportamento da vida adulta. Outra coisa que influencia também é o  ambiente familiar e social que essa pessoa viveu durante a sua vida.

Se a pessoa conviveu com pais agressivos, ou com pessoas que praticavam violência entre si ou contra a criança, além de pessoas chantagistas ou vingativas, é um grande sinal de que essas vivências podem ter reforçado o traço sádico ou masoquista.

E esses traços podem ser expressados de forma negativa em um relacionamento, principalmente pela pessoa sádica. Por isso que é importante entender as origens desse comportamento e o nível dele.

Para a pessoa masoquista, deve-se ter cuidado em priorizar o poder no relacionamento em que há amor, ou quando há uma submissão que seja relacionada ao sofrimento. Nesses casos, certamente não estamos mais falando de um relacionamento saudável.

A terapia de casal é essencial para casos em que a relação sadomasoquista está começando a trazer prejuízos para ambas as partes, e que não está mais sendo saudável.

O profissional irá ajudar as pessoas a buscarem se autoconhecerem e entenderem de onde vem alguns impulsos que não são positivos para sua vida e àqueles que estão ao seu redor.

É somente assim, compreendendo o que está por trás de alguns sentimentos e comportamentos, bem como se propondo a trabalhar internamente estes aspectos doentios, que se pode fazer escolhas diferentes e realmente modificar padrões negativos.

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Lisiane Duarte – CRP 07/12563

Psicóloga e Diretora Técnica da Psicotér

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