Psicologia Corporal

Você sente em profundidade ou tem medo de sentir?
Qual é o grau de espontaneidade dos seus sentimentos?
Você consegue falar ou expressar o que sente com sinceridade ou tem a sensação de que não conseguiu expressar o que realmente desejava e que deveria ter agido de outra forma?

A maioria das pessoas da nossa cultura vive num nível muito raso e não conseguem ter uma “vida vibrante”, só se preocupam com a saúde quando as doenças colocam sua vida em risco, vão à academia de forma mecânica e acham que suas emoções não tem nada a ver com a saúde física.

Lamentável que os sentimentos das pessoas se restrinjam à superfície e que não sintam em profundidade.

Isso faz com que as pessoas vivam amores superficiais, “ficadas e ficantes”, vivam em empregos medíocres, vivam relacionamentos familiares e sociais sem entusiasmo e, na grande maioria das vezes, prefiram estar sozinhas.

E o medo? Medo de expor seus sentimentos e serem rejeitadas, mas não se dão por conta que não é questão de rejeição e sim a falta de habilidade das pessoas em sentir emoções. Afinal de contas, como lidar com aquilo que eu não entendo?

O objetivo da bioenergética é ajudar as pessoas a recuperar sua natureza essencial e abrir o coração para a vida. Através do corpo as pessoas podem alcançar uma mente saudável.

Sensibilidade, sensações e movimentos espontâneos são qualidades essenciais da VIDA. Na saúde essas funções acontecem livremente e qualquer perturbação no fluxo natural de excitação num corpo, enfraquece a sensação de bem-estar.

Todos os bloqueios a este fluxo são gerados através de contrações na musculatura, o medo contrai. Cada músculo tenso é um um músculo amedrontado que deve ser entendido, sentido e liberado. Estas contrações também significam tristezas e raivas reprimidas, mágoas e culpas que precisam ser descarregadas.

No processo da psicologia corporal, através da bioenergética e da análise psicológica com a interpretação de situações vivenciadas pela pessoa, é possível libertar o corpo e a mente para uma vida vibrante e profunda.

A bioenergética dá atenção aos processos orgânicos e energéticos para que se dê o alívio de bloqueios e dificuldades. Todos nós queremos nos sentir mais vivos, sentir tudo com mais intensidade, porém temos MEDO. Acreditamos que é ruim ou perigoso nos deixar levar pelas emoções. Nosso medo de sentir nos faz fugir e transparece na forma como agimos diante da vida: correndo o tempo todo sem tempo de nos encontrar, nos intoxicando com drogas e bebidas para não sentir quem somos.

Como temos MEDO da VIDA, tentamos controlá-la ou dominá-la. Admiramos as pessoas que são controladas e que agem sem expor seus sentimentos. Nosso lema contemporâneo é fazer mais e sentir menos… mais ação, menos paixão.

A maioria dos indivíduos experimenta uma espécie de fracasso íntimo. Não estamos quase nada conscientes da dor, da angústia e do desespero presentes logo abaixo da superfície, bloqueamos por medo. Porém estamos determinados a dominar as fraquezas, superar os medos e vencer as dores. Infelizmente esses esforços estão fadados a fracassar, pois ser uma pessoa não é algo que possamos fazer.

Ser uma pessoa pode exigir que paremos com toda a pressa e dediquemos tempo a respirar e sentir. Este processo pode levar à dor porque evoluir também é saber lidar com as dificuldades, mas se pudermos aceitá-la também sentiremos prazer. Se formos capazes de encarar nosso vazio interior, poderemos preenchê-lo e nos sentir realizados. Se pudermos atravessar nosso desespero sem fugir dele, alcançaremos a alegria e daí se faz presente a tão necessária ajuda psicoterapêutica para realizar esta jornada.

A psicologia corporal traz a possibilidade de mais liberdade e satisfação. Poucas pessoas estão dispostas a vivenciar o seu grau de insegurança, as suas tristezas ou o vazio de uma vida sem satisfação e privadas de amor. Se você está disposto a se encontrar, deixar seu corpo vibrar e experimentar o prazer do fluxo de energia, os exercícios da psicologia corporal destinam-se a ajudar as pessoas a alcançar este objetivo.

Você é o seu corpo e o objetivo da terapia é ajudá-lo a se identificar com ele, mas mesmo sendo nosso corpo, muitas pessoas tem medo das sensações dele e esse medo limita porque produz músculos cronicamente contraídos e isso reduz a espontaneidade dos movimentos e sensações. O compromisso com o corpo, com as sensações e vibrações é o que constitui o processo curativo.

 

Por Lisiane Duarte – Diretora Técnica da Psicotér

 

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Amor de Verão!

Ah, o verão… época do ano em que muitas pessoas tiram férias, viajam, descansam, aproveitam para pegar sol e passear. É também o período do ano em que as pessoas estão mais relaxadas, abertas a novas experiências e tendem a socializar mais.

Nesse contexto, a possibilidade de encontrar alguém especial torna-se muito alta. Ao mesmo tempo, a possibilidade de relacionamentos relâmpago também é grande. Por isso, existe um dito popular de que “amor de verão não sobe a serra”, ou seja, não dura.

Mas será isso uma regra? Não necessariamente. Em termos de relacionamento, nada é regra.

O que muitas vezes acontece no verão é que as pessoas não estão em sua rotina, em sua vida cotidiana e isso muda um pouco os indivíduos. Tende-se a relevar muitas coisas, a ter mais tempo de estar com quem se gosta, curtir mais, não ter muitas regras.

Desse modo, quando acaba o verão e a paixão ainda permanece, as pessoas podem ser surpreendidas pela realidade, ou seja, a rotina, os compromissos, as preocupações, o jeito real de cada um ser, que não está mais mascarado pela aura de férias e de descanso, a distância entre a casa de um e de outro, que podem levar ao fim do relacionamento e à decepção. Isso acontece porque todo mundo, em determinados momentos de suas vidas, estão diferentes daquilo que costumam estar, e o verão, as férias, podem ser estes momentos.

Além disso, não se pode esquecer que as pessoas enxergam as outras, muitas vezes, conforme as “lentes” que utilizam. Ou seja: por estarem mais dispostas, mais relaxadas, acabam não percebendo ou não dando importância àquilo que não está bem, que não as satisfaz, mas, quando acaba o momento do “relax”, acabam por perceber essas importantes diferenças e não dando continuidade ao relacionamento.

Porém, como dito, isso não é regra. Há casais que iniciaram seu relacionamento no período de férias e o amor permaneceu. Para estas pessoas, a rotina e a vida cotidiana não alteraram o sentimento compartilhado e suas “lentes” adaptaram-se a realidade.

O amor e a disposição para o relacionamento independem da estação do ano, pelo contrário, dependem de cada um. Talvez o verão seja época propícia para conhecer outras pessoas, mas não é a única.

Relacionamentos dependem muito mais das pessoas do que de qualquer outra coisa. Se os indivíduos não estão dispostos a continuar um relacionamento, eles não o farão. Lembre-se: os dispostos se atraem.

Apaixonar-se, decepcionar-se, conviver, brigar, chegar a algum acordo ou discordar fazem parte da vida de todo mundo. Cada tombo pode ser a oportunidade de levantar-se novamente, mais forte e mais corajoso.

Como todas as outras paixões, as que acontecem no verão podem durar ou acabar.

 

Por Anne Griza – Psicóloga da Equipe Psicotér

 

Se você está sofrendo por causa de amor, seja ele de verão ou de outra estação, está com dificuldades de esquecer a pessoa, de se afastar dela ou de retomar sua vida, procure a ajuda de um psicólogo, pois ele pode te ajudar neste processo.

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“Eu não te amo mais!”

Vale a pena tentar resgatar um relacionamento sem amor ou seria melhor “partir pra outra”?

Vamos pensar em alguns pontos…

Primeiro: na grande maioria das vezes ainda existe amor, apenas estamos cegos para percebê-lo, devido a anos de troca de palavras e atitudes de desamor que se sobrepuseram a qualquer sentimento saudável que ainda possa existir.

Segundo: é mais fácil fugir de algo que está sendo difícil, do que procurar aprender com os erros e mudar. Além disso, quando percebemos nossos erros, tendemos a achar que nossas atitudes serão diferentes com outra pessoa. Entretanto, passamos de uma relação à outra praticando as mesmas atitudes e, consequentemente, repetindo o resultado insatisfatório.

Quando procuramos mudar essas atitudes no contexto do relacionamento desgastado, não temos nada a perder. Pelo contrário, na pior das hipóteses, caso não consigamos salvar a relação, no mínimo conseguimos mudar a nós mesmos e sermos melhores para o próximo relacionamento.

Terceiro: quando decidimos pela separação, essa é a solução que nos parece mais acertada naquele momento. Porém, com o passar do tempo, a raiva e o ressentimento vão passando e percebemos que talvez pudesse ter sido diferente se houvéssemos tentado um pouco mais e, com isso, sentimos culpa e arrependimento.

Quarto e último: em muitos casos há filhos envolvidos e a relação com o pai/mãe das crianças será inevitável, de forma que é preferível tentar melhorarmos a relação independente do seu resultado, pois teremos que conviver com a pessoa, casados ou separados.
Esforçar-se para resgatar a relação sempre é a alternativa mais acertada. Entretanto, é preciso muito esforço, dedicação e persistência. Muitas vezes é necessário que a pessoa, ou o casal, conte com a ajuda de um psicoterapeuta para receber orientação e suporte e tratar determinados padrões enrijecidos.

“Mas eu não sinto que amo mais!”.

Nós tendemos a pensar que o amor seja um sentimento, um estado emocional. Isso é um engano! Amor é um estado de consciência. Quando praticamos atitudes amorosas inevitavelmente o amor volta para nós e nos inunda como sentimento. Com o passar dos anos, muitas vezes vamos deixando de lado essas atitudes e as substituímos por outras que não são saudáveis e que vão destruindo nosso relacionamento.

Por isso, mesmo quando temos a impressão de não amarmos mais o nosso (a) parceiro (a), vale a pena o esforço para melhorar a relação. Mesmo que, em alguns casos, o relacionamento acabe, ainda assim é importante o resgate.

Resgatar um relacionamento não é fácil, mas é perfeitamente possível!

O psicólogo é o profissional capacitado e habilitado para ajudar casais a resgatarem o relacionamento, ele facilita a conscientização das atitudes que estão destruindo a relação a dois para que possam ser evitadas, ou modificadas, bem como estimula atitudes impulsionadoras de mudanças satisfatórias na vida do casal. É um trabalho que inicia no consultório, mas como promove uma mudança profunda no modo como o paciente percebe a si mesmo como atuante direto na escolha dessas atitudes, acaba se tornando uma filosofia de vida.

Por Sandra Arreal – Psicóloga da Equipe Psicotér

 

Se você sente que o seu relacionamento não está saudável e que não há mais sentimento entre o casal, procure uma orientação especializada.
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Homossexualidade ou Bissexualidade: “É só uma fase!”

Grande parte dos pais de filhos homossexuais ou bissexuais pensam que essa experiência “é só uma fase” e que “vai passar” ou então que “ele (o filho) não sabe o que quer”.

São relatos que presenciamos no cotidiano de muitas famílias e que traduz a dificuldade dos pais em lidar com as escolhas dos filhos no que se refere à sexualidade. Mas por que será que é tão difícil para os pais aceitar essa escolha dos filhos?

Numa sociedade predominantemente machista, católica e tradicional, existem muitos tabus, mitos e preconceitos que envolvem o tema quando se trata de sexualidade, ou melhor, quando falamos em homossexualidade. Aliás, independentemente das diferenças culturais, crenças religiosas ou ideologias políticas, esse assunto pode ser tratado com maior ou menor grau de repressão, mas nunca é totalmente aceito e compreendido como “normal” se relacionar com outra pessoa do mesmo sexo.

O preconceito é induzido nas pessoas desde que nascem. A mulher é ensinada a casar, cuidar da casa, do marido, dos filhos, ser a referência afetiva do lar. O homem em contrapartida, já cresce com o exemplo do pai, deve estudar, trabalhar, ser bem sucedido, casar e se tornar o provedor financeiro de sua família. A sociedade impõe que se nascemos de um sexo temos que necessariamente sentir atração pelo sexo oposto. E de fato muitas pessoas seguem esse caminho e fazem naturalmente essas escolhas. Mas e quando isso não ocorre dessa maneira ensinada e socialmente aprendida? Será que a escolha deixa de ser boa ou natural só porque não atende ao esperado pela maioria?

O ser humano é muito mais complexo do que teorias tão simplistas que consideram que para ser feliz deve-se ser heterossexual e predeterminam escolhas tão importantes e essenciais na vida de um indivíduo. Sem dúvida esse assunto é tão polêmico que traz muitas discussões ao longo dos anos e ainda nos tempos modernos. Até 1973 a homossexualidade era considerada uma doença mental no Brasil, foi a partir de 1990 que a OMS – Organização Mundial de Saúde retirou a opção sexual da lista de doenças mentais, sendo retirada também do DSM manual psicodiagnóstico. A mudança ainda é recente se pensarmos quantas pessoas, familiares, pais, tios e avós vêm dessa geração e ainda confundem a escolha objetal como desvio de personalidade. O CFP – Conselho Federal de Psicologia desde 1999 proíbe as manifestações contrarias a liberdade sexual, se opondo a todo e qualquer movimento de “cura gay” tão expostos ainda hoje em dia. Induzir a escolha objetal de alguém se torna uma ameaça à saúde mental e ao bem estar do individuo. Ninguém melhor do que ele mesmo para conhecer seus interesses e optar pela sua escolha afetiva, independentemente do sexo que a outra pessoa pertence. O amor surge entre duas pessoas, e não entre dois gêneros! O bullying é outra forma de violência e preconceito muito prejudicial instituído nos grupos de diversas idades e classes sociais que comprovadamente contribui para o aumento do índice de suicídios que caracterizam o público GLS – Gays lésbicas e simpatizantes.

Paremos para pensar como é difícil para alguém que se depara com essa questão. Tanto o filho que se sente atraído por alguém do mesmo sexo quanto para os pais que se deparam com uma situação inusitada. Essa escolha não é um estado transitório ou passageiro e, ao contrario do que muitos pais pensam, ela não vai passar, o que não significa que seja imutável.

Torna-se complicado administrar as emoções frente a amigos, família e sociedade, causando muitas vezes sentimentos negativos de vergonha, culpa, medo, angústia e sofrimento em assumir essa escolha, tanto para os filhos quanto para os pais. Os pais têm medo da discriminação, da agressão e do preconceito que tanto eles como seus filhos irão passar. Manifestam preocupações em relação aos outros: “O que será que os outros vão pensar?” ou “Como ficará a imagem da família?” Como é que nós podemos ter tido um filho gay?”

Os pais geralmente passam por um período de negação, confusão, ambivalência e aceitação. Não há um período fixo ou tempo determinado para se passar por cada etapa desse processo de descoberta e assimilação quanto à homossexualidade do filho, pois a forma como os pais encaram essa situação depende de como vivenciam a própria sexualidade, de diferenças particulares de cada família, entre outros fatores externos.

Negação é a fase inicial em que os pais creem que com o passar do tempo a escolha vai mudar, considerando os desejos homossexuais uma atitude de experimentação ou curiosidade do filho. Alguns pais desconfiam e tentam guardar segredo sem que o filho perceba. Porém vai se tornando insustentável manter um segredo dessa natureza, entrando na fase da “confusão”. É quando começa a “cair à ficha” sobre as condutas homossexuais do filho, os pais pensam que talvez essa escolha possa persistir, passando por sentimentos contraditórios que oscilam entre compreender, criticar ou procurar culpados para os atos do filho, entrando na fase de ambivalência, e por fim chega o momento de aceitação, que constitui o desfecho desse processo.

Quem dera que todos os pais conseguissem evoluir a esse ponto e perceber o quanto o filho pode não contar com a aceitação de outras pessoas, mas precisará muito do seu apoio para se sentir em paz, realizado e feliz. Ser aceito pelos próprios pais e sua família é o mais importante para enfrentar o mundo lá fora. Os pais nunca estão preparados para lidar com essa escolha quando percebem a sexualidade dos filhos, não aceitam prontamente o relacionamento gay, mas se vêem diante dessa missão em acolher as decisões dos filhos. A insegurança, o medo, a dúvida, a angústia e a repressão podem ser o começo desse processo de escolha, mas não deve ser o fim. O processo de aceitação da sexualidade do filho é um exercício de evolução!

Os pais devem ampliar a consciência, não fazer pressão, evitar críticas, cobranças e julgamentos exagerados quanto à homossexualidade dos filhos. Manter o autocontrole de suas próprias emoções, buscando a compreensão, o diálogo, a informação e principalmente a capacidade de empatia com os sentimentos do filho. A via é da resiliência para que a família se mantenha unida, procurando se inteirar do assunto de forma respeitosa e amigável e, se necessário, buscar orientação de um psicólogo para esse processo de aceitação da homossexualidade do filho.

Algumas teorias sustentam a ideia de que a origem da escolha sexual é genética e biologicamente pré-determinada, como uma caraterística inata, defendem a existência de diferenças hormonais e também estruturais no cérebro masculino e feminino diante de escolhas heterossexuais, bissexuais e homossexuais. Já outras correntes psicossociais apoiam as hipóteses de construção da escolha objetal a partir das nossas relações, modelos de identificação e experiências. O que de um jeito ou de outro, sendo através da genética ou da convivência, acaba por atribuir a causa das nossas escolhas aos pais, reforçando a ideia de “culpa”. Não se torna nada construtivo ou benéfico debater sobre o sexo dos anjos. Nossas escolhas pelo objeto de interesse assim como quaisquer características da nossa personalidade são constituídas por um conjunto de fatores, nada determinantes um ou outro, mas formada a partir da interação de vários aspectos.

Diferentemente do determinismo que ocorre com a cor dos olhos e dos cabelos, por exemplo, em que o bebe já nasce com esses aspectos predefinidos. Pessoas com seus achismos apenas reforçam mitos e preconceitos, assim como algumas pesquisas na área não se tornam fidedignas e nem confiáveis em função do tabu acerca do assunto, pois retrata o que as pessoas dizem e muitas pessoas não relatam o que realmente sentem ou pensam quando se trata da sua opção sexual.

Os pais devem se libertar desses estereótipos, desses sentimentos negativos e nocivos de culpa, pois não há respostas para a homossexualidade do filho. A orientação sexual em nada tem haver com a educação que os pais transmitem aos filhos, com base nos seus valores, princípios e responsabilidades. Comprovadamente, o que se sabe é que a homossexualidade é uma realidade social, e não constitui uma doença! Ninguém cria um homossexual, assim como ninguém transforma pessoas em heterossexuais, isso é um grande mito.

As diversas formas de sexualidade fazem parte da humanidade, pessoas se sentem atraídas por pessoas, e não por gêneros ou sexos, sem ter de criar rótulos desnecessários nesse processo de escolha. A descoberta por objetos de interesse deveria surgir como um processo natural, e em diferentes etapas da vida, mais liberto dessa pressão interna nociva de que deveria ser imposta ou aprendida. Se na infância percebem-se sinais de escolhas, na adolescência surgem manifestações mais claras e definidas, podendo também surgir na fase adulta da vida, podendo mudar também esse objeto de interesse. Não há regras, nem padrões anormais, apenas sentimentos e afetos que deveriam guiar essas escolhas objetais!

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Equipe Psicotér

 

Um psicólogo pode ajudar pais e filhos a lidarem de forma mais ajustada com a questão da homossexualidade ou bissexualidade.
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Novo ano, novas metas: você já listou as suas?

O que fazer para ser persistente nas metas e permanecer focado nos objetivos?

A aproximação de um novo ano sempre traz à maioria das pessoas o desejo de conquistar mudanças importantes em suas vidas, tanto no plano pessoal quanto no profissional. Também é muito comum que, na maioria das vezes, essas metas permaneçam no plano das intenções.

A persistência é essencial para que alcancemos o sucesso. É a capacidade de nos mantermos focados no nosso objetivo sem nunca desistir, mesmo quando os obstáculos são difíceis. Ela nos auxilia no enfrentamento de obstáculos e a dar continuidade na busca dos objetivos almejados, mesmo quando não obtemos os resultados esperados.

Quando enfrentamos algum percalço, muitos de nós tendemos a desistir rápido demais, por achar que não vai dar certo, que não vai ser capaz de passar pelas dificuldades. Porém, se desistirmos na primeira dificuldade, nos sentiremos frustrados e sem motivação interna para retomar a busca pelo que almejamos.

Muitas vezes, quando o caminho a ser percorrido em busca do objetivo é maior, a vontade de desistir parece ser maior do que a vontade de obter o sucesso, mas, quanto mais tivermos força para sermos persistentes, mais estaremos no caminho para alcançar nossos objetivos, seja profissional, financeiro, social ou pessoal.

Para que consigamos ser mais persistentes, precisamos de controle emocional, confiança em si e entender que existem diversas etapas a serem cumpridas, até chegarmos no objetivo final.

Se você não consegue ser persistente na busca dos seus objetivos, veja algumas dicas para você continuar batalhando pelo que quer sem perder a motivação:

  • Uma das melhores maneiras de mudar a perspectiva é tentar analisar os obstáculos sob a ótica do aprendizado. Analisar de que forma você lidou com o problema e considerar o que você fez de positivo para que o objetivo fosse alcançado auxilia a continuar batalhando pelo que quer;
  • Seja objetivo. Pense de forma objetiva sobre o que você almeja, procure ser o mais específico possível sobre onde você quer chegar e que este objetivo seja atingível em um período de tempo estabelecido por você;
  • Você não precisa se cobrar tanto. Não queira fazer tudo perfeito, pois isso só irá gerar frustração e, como consequência, menos motivação você terá;
  • Faça aos poucos. Você não precisa tentar concluir o que você colocou como meta de uma só vez, pois quanto mais você se cobrar por um resultado rápido, menos motivação terá para seguir em frente. Organizar o tempo e ir fazendo aos poucos ajuda a não se sentir pressionado e sem saída;
  • Não espere somente que coisas boas irão acontecer. Dificuldades e fracassos são comuns em nossas vidas. Nem sempre acertamos nas escolhas. Se você tiver plena consciência de que pode enfrentar dificuldades e vontade de desistir, provavelmente se sentirá mais resistente e tendo mais facilidade para superar as dificuldades;
  • Esforce-se continuamente. Se você mantiver o ritmo contínuo, menos desgastado se sentirá;
  • Pense positivamente. Mantenha-se positivo, mesmo diante das dificuldades. Isso fará com que você tenha maior clareza para achar uma solução;
  • Procure pessoas que agreguem ao seu propósito. Ter por perto pessoas que já passaram por dificuldades semelhantes, conseguiram superar os obstáculos e alcançaram o objetivo ajuda a motivá-lo para seguir em frente;
  • Entenda que sentir-se frustrado é normal. Aprender a lidar com o fracasso o ajuda a manter a sua energia mental positiva.
  • Tente de novo e de novo. Se algo deu errado, procure não parar até alcançar o que você deseja e não se assuste com o fracasso, você vai conseguir se mantiver o pensamento positivo.

A persistência é uma ideia firme e constante em busca de objetivos almejados. Se você conseguir seguir uma mentalidade positiva e persistente, perceberá maior motivação para continuar na busca do que quer em todas as áreas da sua vida.

Por Roberta Gomes – Psicóloga da Equipe Psicotér

 

Se você está com dificuldades para planejar suas metas ou sente-se desanimado e sem persistência para manter o foco, procure um de nossos psicólogos.
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Criança precisa de psicoterapia???

Você sabia que crianças podem precisar da ajuda de um psicólogo para uma psicoterapia infantil, assim como os adultos? Crianças são muito inteligentes e aprendem rápido qualquer informação que lhes é passada. No entanto, na maioria das vezes, elas não são orientadas a desenvolver habilidades para entender e resolver problemas emocionais, como estresse, trauma, ansiedade e sentimentos causados por uma mudança repentina. Vamos entender como a psicoterapia infantil pode ajudar as crianças?

Durante a infância, as crianças deparam-se com um universo novo, que deve ser explorado e descoberto. Neste período da vida, elas vivenciam transformações e experiências até então desconhecidas. Alterações hormonais, mentais e corporais apresentam-se como uma novidade, além das situações externas, que exigem cada vez mais dos pequenos e também dos adolescentes.
Tirar notas boas na escola, praticar esportes, falar um segundo idioma e dominar a informática. A lista de afazeres e obrigações é grande, resultando em uma pressão desmedida e, às vezes, insuportável para as crianças.

Conseguir corresponder às expectativas dos pais, professores, colegas e familiares torna-se então um pesadelo para muitas crianças, que não conseguem expressar os sentimentos e frustrações por palavras.

É neste contexto que entra a psicoterapia infantil. A psicoterapia infantil tem a finalidade de melhorar a qualidade de vida da criança, proporcionando uma infância feliz e saudável. A psicoterapia ajuda a identificar os medos, receios e insatisfações, através de um trabalho com as dificuldades pessoais dos pequenos.

A psicoterapia infantil também pode ser destinada aos pais ou responsáveis, que às vezes precisam de uma orientação de como agir e lidar com acontecimentos que envolvem as crianças. O intuito permanece sendo o bem-estar familiar, a prevenção e solução de problemas.

Diferentemente do adulto, que consegue compreender o que está acontecendo e o motivo de determinadas ações, as crianças utilizam outros métodos de comunicação para demonstrar sua angústia. Ter um comportamento totalmente agressivo ou criar hábitos estranhos como dormir de luz acesa ou fazer xixi na cama com frequência, por exemplo, são demonstrativos de que algo está errado.

Falta de concentração, problemas de aprendizado e de interação social, distúrbios físicos, adoecer com frequência e compulsão por comida também são sinais de que a criança precisa de ajuda especializada.

Em alguns casos não é tão simples saber o que causou a mudança comportamental ou emocional na criança. No entanto, eventos significativos, como a morte de um membro da família, amiguinho ou animal de estimação, um divórcio, abuso, traumas, doença grave na família e mudança de casa podem causar estresse, levando a alterações de humor, comportamento, sono, apetite, menor interação social e evolução na escola.

Não leve em conta a famosa frase “criança esquece”. Não, eles não esquecem e podem levar um trauma para a vida adulta, causando depressão e outros problemas psicológicos. Por mais simples que possamos achar que seja o problema, para a criança pode não ser. Por isso, é importante ficar atento aos seguintes sinais:

  • Atraso no desenvolvimento da fala e comunicação;
  • Atraso para desenvolver os hábitos de higiene básicos, como escovar os dentes e tomar banho;
  • Problemas de aprendizagem ou frequentes sinais de déficit de atenção (DDA);
  • Problemas comportamentais, como a agressividade – morder, chutar ou bater – e raiva excessiva;
  • Queda no desempenho escolar, especialmente se a criança costumava acompanhar a classe;
  • Momentos de tristeza, choro ou depressão leve;
  • Isolamento social;
  • Diminuição do interesse em atividades que costumava gostar, como ir à escola, brincar com os amigos, ir ao cinema, etc.;
  • Mudanças bruscas de apetite (especialmente em adolescentes);
  • Insônia ou aumento da sonolência;
  • Alterações frequentes de humor;
  • Queixas frequentes de dores que não são identificadas as causas (dor de cabeça, de estômago, de barriga).

Raramente uma criança dirá espontaneamente que precisa de ajuda profissional para resolver seus problemas. Por isso, não deixe de lado os sentimentos e mudanças comportamentais de seu filho, acreditando que “um dia passa”. Adolescentes costumam estar mais inseridos no mundo adulto e podem procurar um psicólogo por conta própria ou solicitar aos pais. Da mesma forma, dê importância ao que eles dizem e esteja disposto e aberto a conversar ou ir diretamente ao consultório, buscando ajuda juntos.

 

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Equipe Psicotér

 

Se você convive com uma criança próxima e ela apresenta os sinais descritos acima, procure uma psicóloga infantil.
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Clinomania: A doença que se confunde com preguiça

sono psicologo porto alegreVocê sabia que aquele desejo excessivo de não sair da cama e ficar deitado, seja dormindo ou não, pode ser um distúrbio chamado clinomania? Às vezes confundida com preguiça ou mesmo depressão, a clinomania tem características próprias.

A palavra clinomania tem suas origens em grego, o que significa “obsessão com o sono” e, embora você não acredite, temos certeza de que você sofreu pelo menos uma vez; porque de acordo com as estatísticas, pelo menos 70% das pessoas já experimentaram. Clinomania é o excessivo desejo de ficar na cama. É o desejo de não sair da cama, ficar debaixo das cobertas e com cabeça no travesseiro. Uma vontade muito, mas muito grande de ficar deitado, no caso dormir muito.

De difícil diagnóstico, a Clinomania pode ser confundida com outros males como Distúrbio do sono, Depressão e Síndrome da Fadiga Crônica.

Para se identificar a Clinomania, deve-se observar outros males que podem ser confundidos com ela, e a partir de então – através da exclusão – identificar o mal. As pessoas com Clinomania apresentam um excessivo desejo de ficar na cama, sem que estejam com um dos males descritos a seguir:

  • Distúrbios do sono:

Muitas pessoas têm problemas para dormir, desde apnéia do sono a simplesmente ser incapaz de adormecer.

  • Depressão:

Aqueles que sofrem de depressão podem ter dificuldade em levantar-se para enfrentar seu mundo, mas as razões por trás são muito diferentes aos que sofrem de Clinomania.

  • Síndrome de Fadiga Crônica:

Aquele que sofre de síndrome da fadiga Crônica também terá dificuldade em encontrar a energia e o impulso para sair da cama, mas isso é por causa de sua doença ao invés de Clinomania.

Pessoas diagnosticadas com Clinomania tendem a ter padrões de sono invertidos, dormem constantemente durante o período vespertino e ficam acordados a noite, sendo naturalmente induzidos a não comparecer a atividades matinais.

Quando é afetada pela clinomania, a pessoa já não fica na cama por estar triste ou com dores, mas porque gosta do ambiente confortável e não quer deixar de sentir esse aconchego. Em dias chuvosos e nublados, por exemplo, esse sentimento é ainda maior, mas não está relacionado com sinais ou sintomas clínicos e patológicos.

Na maioria dos casos, o diagnóstico da clinomania é feito a partir da exclusão, já que se trata de um tipo de distúrbio relativamente raro. Para a maioria das pessoas, o difícil é entender como a condição se manifesta.

A clinomania é mais comum entre as mulheres, especialmente na faixa dos 20 aos 40 anos, embora também possa acontecer em outras idades e também em homens. A maior incidência nas mulheres adultas pode ser explicada em função das mudanças hormonais que ocorrem nesse período.

Além disso, a terceira idade também é bastante vulnerável ao distúrbio, já que os mais velhos tendem a deitar mais durante o dia, em função das poucas ocupações, o que favorece o desenvolvimento da clinomania.

Apesar de dormir quando se está cansado ser um excelente refresco para a mente, e necessário para manter o organismo funcionando, as pessoas não nasceram para ficar paradas. O corpo precisa ficar em constante movimento para que as funções naturais não sejam prejudicadas. Portanto, vale lembrar que a condição tem cura, desde que seguidas todas as recomendações médicas.

Depois de feito o diagnóstico clínico, pode surgir a necessidade do uso de medicamentos específicos para melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento psicológico, aliado a exercícios físicos também é uma alternativa comum.

As pessoas que sofrem com o distúrbio não sentem preguiça, mas uma vontade imensa de permanecer na posição horizontal, deixando de lado os afazeres para apenas ficarem deitadas. Ou seja, sofrem de um distúrbio real e preocupante.

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér



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Fadiga crônica: por que você se sente cansado mesmo dormindo o suficiente?

 

Nos dias atuais, é comum escutarmos alguém reclamando de cansaço. A correria do cotidiano é grande e estressante. São muitas atividades diferentes para dar conta: cuidar dos filhos, trabalhar, estudar, preparar uma refeição, cuidar da casa, fazer os temas de casa com os filhos e assim por diante. Não raro, nos sentimos demasiadamente cansados e com vontade de não fazer “nada”. Até aí tudo dentro do esperado.

Porém, existe outro cansaço difícil de explicar pelo excesso de atividades do dia a dia. Por mais que a pessoa durma, parece que nunca está descansada o suficiente. A sensação de cansaço pode ser tão grande, que a pessoa mal consegue executar as tarefas que se disponibilizou a fazer durante o dia. Este tipo de cansaço recorrente é o que denominamos fadiga crônica.

A fadiga crônica atinge milhões de pessoas e se caracteriza pelo cansaço extremo que, conforme o dia vai passando, só vai piorando, não importa se você está trabalhando sentado ou fazendo alguma atividade física. Mesmo que a pessoa descanse após a atividade, o cansaço não melhora.

A real causa da fadiga crônica ainda não foi definida. No entanto, sabe-se que fatores de risco para desenvolvê-la são: idade (mais comum em pessoas com idades entre 40 e 50 anos), sexo feminino e estresse (nas relações de trabalho, íntimas e familiares).

Além do cansaço excessivo, outros sintomas da fadiga crônica são:

???? Falta de motivação;

???? Dor de cabeça constante;

???? Dor muscular sem justificativa;

???? Esquecimentos e falta de concentração;

???? Sono excessivo ou insônia;

????Dores nas articulações;

???? Irritabilidade;

???? Febre;

???? Garganta inflamada;

???? Suor noturno;

???? Confusão mental;

???? Alterações de humor;

???? Problemas digestivos;

???? Sintomas depressivos e de ansiedade;

???? Pensamentos suicidas;

???? Aumento dos gânglios linfáticos no pescoço e axilas.

Juntamente com esse conjunto de sintomas que afetam a pessoa física e psicologicamente, prejuízos nas relações comprometem ainda mais a qualidade de vida. Muitas vezes, pessoas que presenciam essa condição não entendem o que está acontecendo com o amigo, familiar ou colega de trabalho. Como consequência, a pessoa acaba se isolando das suas relações por medo do julgamento, o que acaba contribuindo para a piora dos sintomas.

Se você tem alguns desses sintomas por menos seis meses, pode ser que esteja com fadiga crônica e precisa de tratamento. A melhora pode ser alcançada com o uso de medicação em concomitância com acompanhamento psicológico. As medicações geralmente utilizadas são antidepressivos, ansiolíticos e analgésicos. A psicoterapia irá auxiliar na estruturação de respostas emocionais em busca de uma melhor qualidade de vida, melhorando a autoestima, as relações com amigos, familiares e no trabalho. Também, a mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos regulares são imprescindíveis para a melhora da fadiga crônica.

Por Roberta Gomes – Psicóloga da Psicotér

 


A fadiga crônica pode interferir em muitos momentos de sua vida e atrapalhar a sua trajetória. Não se permita deixar de aproveitar momentos da vida por causa deste transtorno, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Piromania: O que há por trás do fascínio pelo fogo?

 

Quem provoca incêndios de forma intencional e sente excitação com o fato encaixa-se no perfil de um pirômano. Mas de onde vem esse transtorno? Seria simplesmente um problema de conduta?

A piromania é definida como um desejo mórbido e incontrolável de atear fogo às coisas. Esse comportamento geralmente é repetitivo e de forma proposital e intencional. É um transtorno pouco conhecido e até mesmo há quem questione se de fato é um transtorno mental. O transtorno também é conhecido popularmente como “Síndrome de Jomeri”, que foi um antigo psicólogo que estudou mais sobre o problema e deu origem a todos os recentes estudos e tratamentos.

Para se realizar esse diagnóstico é necessário que outros como esquizofrenia, mania bipolar, personalidade anti-social sejam excluídos. O número de atos incendiários não é importante, basta um para se fazer o diagnóstico, desde que preencha alguns critérios.

Assim como na cleptomania e na tricotilomania, o indivíduo com piromania experimenta uma forte excitação nos momentos que antecedem o ato de incendiar um objeto, demonstra uma fascinação pelo fogo, curiosidade e atração pelas circunstâncias relacionadas ao fogo. Para realizar esse diagnóstico deve ser descartado outros motivos de incêndio como motivações monetárias, político-ideológicas, expressão de raiva. Ao contrário a motivação deve ser prazer e busca de gratificação.

O curso dessa patologia provavelmente é crônico-episódico, ou seja, o ato de incendiar não tem uma frequência determinada como com a tricotilomania ou o jogo patológico, o indivíduo pode passar longos períodos sem atear fogo, mas predisposição estará sempre presente e eventualmente  incontrolável. As pessoas com piromania geralmente são encontradas primeiro pelos bombeiros e autoridades oficiais, pois dificilmente procuram atendimento médico.

É comum observar nesse transtorno que a crítica é preservada; o pirômano realiza uma preparação antecipada ao incêndio, porém, notam-se também aspectos apáticos e sádicos. A pessoa se demonstra indiferente às consequências que um incêndio pode ocasionar, sejam prejuízos à vida de outras pessoas ou patrimoniais. O pirômano pode demonstrar sentir satisfação com a destruição patrimonial resultante.

Para o tratamento desse transtorno, os acompanhamentos psiquiátrico e psicológico são absolutamente necessários. O objetivo central é conseguir o controle do impulso destrutivo. O tratamento deve ser iniciado com a maior brevidade possível a partir do diagnóstico do transtorno. Deve levar em consideração os riscos que a pessoa pode oferecer não só a vida dela, como também à vida de terceiros.

 

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér

 

 


Conhece alguém que tem uma fascinação perigosa pelo fogo ou nota que você se coloca em situações de risco algumas vezes por gostar de brincar com fogo? Existe solução para isso, a piromania é algo muito perigoso e quanto mais cedo o tratamento for iniciado melhor é para o paciente, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Vício em Internet: Quando navegar se torna uma doença

 

Hoje em dia, poucas pessoas não se conectam diariamente à internet, seja para realizar alguma pesquisa, seja para relaxar e interagir nas redes sociais, seja para obter informações dos noticiários, jogar ou assistir a algum filme ou série. Não há mais como pensar no mundo sem os smartphones, tablets ou computadores. Tudo está lá, ao alcance de um clique.

O que se percebe, porém, é que muitas pessoas estão cada vez mais dependentes da internet, ou seja, não conseguem se desconectar, sofrem se ficarem impedidas de acessar este vasto mundo de facilidades e de diversão. Isto é o vício em internet e ele é considerado tão problemático quanto o vício em drogas ou em jogos de azar.

O uso problemático da internet é o uso excessivo e irracional desta ferramenta, que interfere na vida cotidiana. Apesar de não ser mencionado no DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, de 2013), existe a ideia comum de psicólogos e de psiquiatras de que o vício em internet existe e é uma doença perigosa. Os profissionais da saúde mental lidam com o vício em internet a partir da ideia de como lidar com os outros vícios e o vincula ao vício em jogos, especificamente.

Em estudo realizado em 2014 pela agência A. T. Kearney, dos Estados Unidos, os resultados mostram que o Brasil é o país com maior número de viciados em internet: 51% dos entrevistados afirmaram permanecer online por mais de 12 horas por dia. Destes, 32% tinham entre 26 e 35 anos, enquanto 21% possuíam de 16 a 25 anos de idade. Os homens são a maioria: 53%, contra 47% de mulheres viciadas.

O vício em internet atinge principalmente os homens jovens e relaciona-se a jogos online, como uma maneira de escapar da realidade ou amenizar a ansiedade, como a maioria dos outros vícios. As mulheres, quando apresentam sintomas do vício, normalmente preocupam-se demais com as redes sociais e com os “likes” que podem receber em suas postagens.

A dependência da internet, assim como outros transtornos, pode afetar qualquer pessoa, mas aqueles indivíduos mais introvertidos, com baixa autoestima e que têm dificuldades em manter relações pessoais são as que possuem maior tendência ao transtorno. Os dependentes da internet, ainda, são afetados por problemas familiares ou pessoais como bullying, exclusão social, frustrações profissionais, conturbações no casamento e até dificuldades financeiras. Tendo isso em mente, o acesso frenético à internet pode ser entendido como uma válvula de escape desse indivíduo – um local confortável que acaba tomando o lugar do mundo real.

Ainda que o vício em internet não tenha seus critérios definidos nos manuais diagnósticos, os psicólogos e psiquiatras observam alguns comportamentos como a tolerância, que é a capacidade do indivíduo em se manter conectado o tempo todo para satisfazer ou diminuir sua ansiedade; a abstinência, que são os sintomas que surgem quando o indivíduo fica sem acesso à internet; e o uso da internet, mesmo quando isso causa algum problema físico, pessoal, psicológico ou social ao indivíduo, como dor nos olhos, nas costas, afastamento social ou familiar, dificuldades em realizar tarefas no trabalho ou escola, dentre outros. A irritabilidade e a depressão também são sintomas comuns dos indivíduos viciados em internet.

Hoje em dia o mundo está cada vez mais conectado, e ninguém pode negar que é muito difícil se manter longe de computadores, tablets ou smartphones. Porém, os profissionais de psicologia alertam para algumas práticas e que precisam ser seguidas por qualquer pessoa para evitar o vício:

1) autocontrole dos horários de acesso à internet e uso do tablet ou smartphone;

2) análise de seu uso das mídias, internet, jogos, bate-papos – tempo e necessidade de estar conectado: algum compromisso já foi adiado ou não cumprido por causa da internet? Você se afastou das pessoas por estar muito conectado? A vida real deixou de ser interessante? Há alguma consequência negativa pelo uso da internet? Existe sofrimento ao não poder estar conectado?

Além do vício em internet propriamente dito, existem outras condições relacionadas ao uso exagerado desta ferramenta:

  • Síndrome do toque fantasma: quando o cérebro faz com que você pense que seu celular está vibrando ou tocando no seu bolso ou na sua bolsa;

  • Nomophobia: ansiedade que surge por não ter acesso a um dispositivo móvel ou computador. O termo Nomophobia é uma abreviatura de “no-mobile phobia” (medo de ficar sem telefone móvel);

  • Náusea digital: desorientação e vertigem que algumas pessoas sentem quando interagem em determinados ambientes digitais;

  • Depressão de Facebook: depressão causada por interações sociais ou a falta delas no Facebook.

  • Vício de jogos online: uma necessidade não saudável de acessar jogos online;

  • Hipocondria digital: tendência de acreditar que você tem doenças sobre as quais leu online;

  • Efeito Google: tendência do cérebro humano de reter menos informação porque ele sabe que as respostas estão ao alcance de alguns cliques.

É consenso entre psicólogos e psiquiatras que a forma mais eficaz de controlar o vício em internet é usando a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), forma de psicoterapia também utilizada em outras compulsões e transtornos variados. O uso de medicamentos também se faz necessário.

 

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér

 

 

 



Se você percebe em si ou em alguém algum sintoma do vício em internet, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Assim como outros vícios, este é tratável e curável. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.