“Eu não te amo mais!”

Vale a pena tentar resgatar um relacionamento sem amor ou seria melhor “partir pra outra”?

Vamos pensar em alguns pontos…

Primeiro: na grande maioria das vezes ainda existe amor, apenas estamos cegos para percebê-lo, devido a anos de troca de palavras e atitudes de desamor que se sobrepuseram a qualquer sentimento saudável que ainda possa existir.

Segundo: é mais fácil fugir de algo que está sendo difícil, do que procurar aprender com os erros e mudar. Além disso, quando percebemos nossos erros, tendemos a achar que nossas atitudes serão diferentes com outra pessoa. Entretanto, passamos de uma relação à outra praticando as mesmas atitudes e, consequentemente, repetindo o resultado insatisfatório.

Quando procuramos mudar essas atitudes no contexto do relacionamento desgastado, não temos nada a perder. Pelo contrário, na pior das hipóteses, caso não consigamos salvar a relação, no mínimo conseguimos mudar a nós mesmos e sermos melhores para o próximo relacionamento.

Terceiro: quando decidimos pela separação, essa é a solução que nos parece mais acertada naquele momento. Porém, com o passar do tempo, a raiva e o ressentimento vão passando e percebemos que talvez pudesse ter sido diferente se houvéssemos tentado um pouco mais e, com isso, sentimos culpa e arrependimento.

Quarto e último: em muitos casos há filhos envolvidos e a relação com o pai/mãe das crianças será inevitável, de forma que é preferível tentar melhorarmos a relação independente do seu resultado, pois teremos que conviver com a pessoa, casados ou separados.
Esforçar-se para resgatar a relação sempre é a alternativa mais acertada. Entretanto, é preciso muito esforço, dedicação e persistência. Muitas vezes é necessário que a pessoa, ou o casal, conte com a ajuda de um psicoterapeuta para receber orientação e suporte e tratar determinados padrões enrijecidos.

“Mas eu não sinto que amo mais!”.

Nós tendemos a pensar que o amor seja um sentimento, um estado emocional. Isso é um engano! Amor é um estado de consciência. Quando praticamos atitudes amorosas inevitavelmente o amor volta para nós e nos inunda como sentimento. Com o passar dos anos, muitas vezes vamos deixando de lado essas atitudes e as substituímos por outras que não são saudáveis e que vão destruindo nosso relacionamento.

Por isso, mesmo quando temos a impressão de não amarmos mais o nosso (a) parceiro (a), vale a pena o esforço para melhorar a relação. Mesmo que, em alguns casos, o relacionamento acabe, ainda assim é importante o resgate.

Resgatar um relacionamento não é fácil, mas é perfeitamente possível!

O psicólogo é o profissional capacitado e habilitado para ajudar casais a resgatarem o relacionamento, ele facilita a conscientização das atitudes que estão destruindo a relação a dois para que possam ser evitadas, ou modificadas, bem como estimula atitudes impulsionadoras de mudanças satisfatórias na vida do casal. É um trabalho que inicia no consultório, mas como promove uma mudança profunda no modo como o paciente percebe a si mesmo como atuante direto na escolha dessas atitudes, acaba se tornando uma filosofia de vida.

Por Sandra Arreal – Psicóloga da Equipe Psicotér

 

Se você sente que o seu relacionamento não está saudável e que não há mais sentimento entre o casal, procure uma orientação especializada.
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Homossexualidade ou Bissexualidade: “É só uma fase!”

Grande parte dos pais de filhos homossexuais ou bissexuais pensam que essa experiência “é só uma fase” e que “vai passar” ou então que “ele (o filho) não sabe o que quer”.

São relatos que presenciamos no cotidiano de muitas famílias e que traduz a dificuldade dos pais em lidar com as escolhas dos filhos no que se refere à sexualidade. Mas por que será que é tão difícil para os pais aceitar essa escolha dos filhos?

Numa sociedade predominantemente machista, católica e tradicional, existem muitos tabus, mitos e preconceitos que envolvem o tema quando se trata de sexualidade, ou melhor, quando falamos em homossexualidade. Aliás, independentemente das diferenças culturais, crenças religiosas ou ideologias políticas, esse assunto pode ser tratado com maior ou menor grau de repressão, mas nunca é totalmente aceito e compreendido como “normal” se relacionar com outra pessoa do mesmo sexo.

O preconceito é induzido nas pessoas desde que nascem. A mulher é ensinada a casar, cuidar da casa, do marido, dos filhos, ser a referência afetiva do lar. O homem em contrapartida, já cresce com o exemplo do pai, deve estudar, trabalhar, ser bem sucedido, casar e se tornar o provedor financeiro de sua família. A sociedade impõe que se nascemos de um sexo temos que necessariamente sentir atração pelo sexo oposto. E de fato muitas pessoas seguem esse caminho e fazem naturalmente essas escolhas. Mas e quando isso não ocorre dessa maneira ensinada e socialmente aprendida? Será que a escolha deixa de ser boa ou natural só porque não atende ao esperado pela maioria?

O ser humano é muito mais complexo do que teorias tão simplistas que consideram que para ser feliz deve-se ser heterossexual e predeterminam escolhas tão importantes e essenciais na vida de um indivíduo. Sem dúvida esse assunto é tão polêmico que traz muitas discussões ao longo dos anos e ainda nos tempos modernos. Até 1973 a homossexualidade era considerada uma doença mental no Brasil, foi a partir de 1990 que a OMS – Organização Mundial de Saúde retirou a opção sexual da lista de doenças mentais, sendo retirada também do DSM manual psicodiagnóstico. A mudança ainda é recente se pensarmos quantas pessoas, familiares, pais, tios e avós vêm dessa geração e ainda confundem a escolha objetal como desvio de personalidade. O CFP – Conselho Federal de Psicologia desde 1999 proíbe as manifestações contrarias a liberdade sexual, se opondo a todo e qualquer movimento de “cura gay” tão expostos ainda hoje em dia. Induzir a escolha objetal de alguém se torna uma ameaça à saúde mental e ao bem estar do individuo. Ninguém melhor do que ele mesmo para conhecer seus interesses e optar pela sua escolha afetiva, independentemente do sexo que a outra pessoa pertence. O amor surge entre duas pessoas, e não entre dois gêneros! O bullying é outra forma de violência e preconceito muito prejudicial instituído nos grupos de diversas idades e classes sociais que comprovadamente contribui para o aumento do índice de suicídios que caracterizam o público GLS – Gays lésbicas e simpatizantes.

Paremos para pensar como é difícil para alguém que se depara com essa questão. Tanto o filho que se sente atraído por alguém do mesmo sexo quanto para os pais que se deparam com uma situação inusitada. Essa escolha não é um estado transitório ou passageiro e, ao contrario do que muitos pais pensam, ela não vai passar, o que não significa que seja imutável.

Torna-se complicado administrar as emoções frente a amigos, família e sociedade, causando muitas vezes sentimentos negativos de vergonha, culpa, medo, angústia e sofrimento em assumir essa escolha, tanto para os filhos quanto para os pais. Os pais têm medo da discriminação, da agressão e do preconceito que tanto eles como seus filhos irão passar. Manifestam preocupações em relação aos outros: “O que será que os outros vão pensar?” ou “Como ficará a imagem da família?” Como é que nós podemos ter tido um filho gay?”

Os pais geralmente passam por um período de negação, confusão, ambivalência e aceitação. Não há um período fixo ou tempo determinado para se passar por cada etapa desse processo de descoberta e assimilação quanto à homossexualidade do filho, pois a forma como os pais encaram essa situação depende de como vivenciam a própria sexualidade, de diferenças particulares de cada família, entre outros fatores externos.

Negação é a fase inicial em que os pais creem que com o passar do tempo a escolha vai mudar, considerando os desejos homossexuais uma atitude de experimentação ou curiosidade do filho. Alguns pais desconfiam e tentam guardar segredo sem que o filho perceba. Porém vai se tornando insustentável manter um segredo dessa natureza, entrando na fase da “confusão”. É quando começa a “cair à ficha” sobre as condutas homossexuais do filho, os pais pensam que talvez essa escolha possa persistir, passando por sentimentos contraditórios que oscilam entre compreender, criticar ou procurar culpados para os atos do filho, entrando na fase de ambivalência, e por fim chega o momento de aceitação, que constitui o desfecho desse processo.

Quem dera que todos os pais conseguissem evoluir a esse ponto e perceber o quanto o filho pode não contar com a aceitação de outras pessoas, mas precisará muito do seu apoio para se sentir em paz, realizado e feliz. Ser aceito pelos próprios pais e sua família é o mais importante para enfrentar o mundo lá fora. Os pais nunca estão preparados para lidar com essa escolha quando percebem a sexualidade dos filhos, não aceitam prontamente o relacionamento gay, mas se vêem diante dessa missão em acolher as decisões dos filhos. A insegurança, o medo, a dúvida, a angústia e a repressão podem ser o começo desse processo de escolha, mas não deve ser o fim. O processo de aceitação da sexualidade do filho é um exercício de evolução!

Os pais devem ampliar a consciência, não fazer pressão, evitar críticas, cobranças e julgamentos exagerados quanto à homossexualidade dos filhos. Manter o autocontrole de suas próprias emoções, buscando a compreensão, o diálogo, a informação e principalmente a capacidade de empatia com os sentimentos do filho. A via é da resiliência para que a família se mantenha unida, procurando se inteirar do assunto de forma respeitosa e amigável e, se necessário, buscar orientação de um psicólogo para esse processo de aceitação da homossexualidade do filho.

Algumas teorias sustentam a ideia de que a origem da escolha sexual é genética e biologicamente pré-determinada, como uma caraterística inata, defendem a existência de diferenças hormonais e também estruturais no cérebro masculino e feminino diante de escolhas heterossexuais, bissexuais e homossexuais. Já outras correntes psicossociais apoiam as hipóteses de construção da escolha objetal a partir das nossas relações, modelos de identificação e experiências. O que de um jeito ou de outro, sendo através da genética ou da convivência, acaba por atribuir a causa das nossas escolhas aos pais, reforçando a ideia de “culpa”. Não se torna nada construtivo ou benéfico debater sobre o sexo dos anjos. Nossas escolhas pelo objeto de interesse assim como quaisquer características da nossa personalidade são constituídas por um conjunto de fatores, nada determinantes um ou outro, mas formada a partir da interação de vários aspectos.

Diferentemente do determinismo que ocorre com a cor dos olhos e dos cabelos, por exemplo, em que o bebe já nasce com esses aspectos predefinidos. Pessoas com seus achismos apenas reforçam mitos e preconceitos, assim como algumas pesquisas na área não se tornam fidedignas e nem confiáveis em função do tabu acerca do assunto, pois retrata o que as pessoas dizem e muitas pessoas não relatam o que realmente sentem ou pensam quando se trata da sua opção sexual.

Os pais devem se libertar desses estereótipos, desses sentimentos negativos e nocivos de culpa, pois não há respostas para a homossexualidade do filho. A orientação sexual em nada tem haver com a educação que os pais transmitem aos filhos, com base nos seus valores, princípios e responsabilidades. Comprovadamente, o que se sabe é que a homossexualidade é uma realidade social, e não constitui uma doença! Ninguém cria um homossexual, assim como ninguém transforma pessoas em heterossexuais, isso é um grande mito.

As diversas formas de sexualidade fazem parte da humanidade, pessoas se sentem atraídas por pessoas, e não por gêneros ou sexos, sem ter de criar rótulos desnecessários nesse processo de escolha. A descoberta por objetos de interesse deveria surgir como um processo natural, e em diferentes etapas da vida, mais liberto dessa pressão interna nociva de que deveria ser imposta ou aprendida. Se na infância percebem-se sinais de escolhas, na adolescência surgem manifestações mais claras e definidas, podendo também surgir na fase adulta da vida, podendo mudar também esse objeto de interesse. Não há regras, nem padrões anormais, apenas sentimentos e afetos que deveriam guiar essas escolhas objetais!

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Equipe Psicotér

 

Um psicólogo pode ajudar pais e filhos a lidarem de forma mais ajustada com a questão da homossexualidade ou bissexualidade.
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Alienação Parental

A alienação parental é um crime que causa interferência na formação psicológica da criança ou adolescente. Pode ser gerada por pessoas que exerçam autoridade, guarda ou vigilância sobre a criança ou adolescente, como no caso de pais, avós, tios ou pessoas próximas que se tornam alienadores ao prejudicar o vínculo afetivo da criança com outros parentes, podendo ser pais, tios, avós, padrinhos ou irmãos que, assim como a criança, se tornam vítimas da alienação parental.

A alienação parental é movida pela raiva e pelo ódio que o alienador sente em relação a outros parentes e transfere esses sentimentos ruins para a criança, fazendo de tudo para separá-los e impedir um relacionamento parental saudável. A criança ou adolescente é utilizada como ferramenta de agressividade e vingança, como forma de puni-la em relação à família alienada.

Logo num momento de perda e conflito, em que a criança ou adolescente precisa de segurança, apoio e deveria estar sendo cuidada, protegida e amparada, a criança acaba sendo uma vítima nesse processo de alienação parental causado pelas pessoas que mais confia, mesmo que essa não seja a intenção do alienador, pois o alvo dos ataques é sempre a família alienada.

Trata-se da ruptura de vínculos familiares, uma espécie de abuso invisível, na qual a família alienante detém o controle e seus interesses particulares frente às necessidades afetivas da criança, privando-a de laços saudáveis e gerando sentimentos intensos e assoladores de abandono, rejeição e traição em relação as vítimas alienadas. Por dependência afetiva e material, a criança vítima de alienação parental sente medo de ser abandonada e rejeitada pelos alienadores, teme desagradar o alienador, passando a acreditar nas críticas negativas que escuta e promovendo o distanciamento e a exclusão dos vínculos parentais sem discernir a manipulação que sofre, sem ter consciência, remorso ou noção da realidade.

Forçadamente desenvolve a noção de que um lado da família é bom e o outro é mau, a criança ou adolescente demonstra-se intolerante a ambivalências e apresenta um discurso inadequado para a sua faixa etária. É reforçada a desenvolver comportamentos manipulatórios, a empregar “meias verdades” e geralmente mostram dificuldades em expressar as suas emoções, de forma sincera e genuína. Essas alterações de comportamento e afeto deram origem ao termo SAP, Síndrome da Alienação Parental.

Por esses motivos a alienação parental se torna tão prejudicial no desenvolvimento sócio afetivo da criança e adolescente, acarretando sequelas importantes e muitas vezes danos irreversíveis do ponto de vista emocional e comportamental para a criança alienada que se estenderão por toda sua vida. Os prejuízos envolvem desde problemas de relacionamento interpessoal, sentimentos de rejeição, mal estar, isolamento, falta de organização mental até a formação de transtornos psiquiátricos severos, sendo a depressão, a tendência ao suicídio, os transtornos de ansiedade, as doenças psicossomáticas, os transtornos de conduta, de identidade ou dependência química os problemas mais frequentes enfrentados por vítimas de alienação parental na infância. A criança ou adolescente apresenta grandes dificuldades de adaptação psicossocial, embora muitas vezes esse desajuste não seja aparente. A criança pode demonstrar boa adaptação na escola e um forte vínculo com a família alienante, embora patológico, pois esconde um sofrimento intenso pelo medo de ser abandonada, desenvolvendo a insegurança e a baixa autoestima, não conseguindo lidar com sentimentos contraditórios. A criança tende a se sentir culpada como cúmplice inconsciente das injustiças praticadas pelo alienador contra a família alienada.

Ressalta-se a sobreposição de traumas psicológicos para todas as pessoas envolvidas no processo de alienação parental, sobretudo a criança ou adolescente diante da ausência de pessoas que são suas referências de autoridade, confiança, respeito, apoio e afeto. A não elaboração de um luto saudável, que busca a reorganização pessoal e familiar e adaptação do indivíduo a nova realidade, torna-se adoecedor e propõe consequências catastróficas no desenvolvimento da criança alienada.

A alienação parental deixa de “assegurar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social em condições de liberdade e igualdade” conforme prevê o artigo terceiro do ECA – Estatuto da Criança e Adolescente. Trata-se de transformar a dor da perda em desejo de vingança ao invés da busca pela superação, através da capacidade de resiliência, promovendo à união, a compreensão, a busca pelo perdão, oferecendo desse modo o suporte afetivo, a estabilidade, os modelos de referência, amparo e apoio que essa criança ou adolescente necessita.

Nós, profissionais da saúde, esperamos contribuir cada vez mais, auxiliando para que as decisões no ordenamento jurídico promovam a reestruturação dos vínculos parentais em atual prejuízo, viabilizando o desenvolvimento emocional harmonioso e o bem-estar psicológico, sem comprometimentos ainda maiores a constituição da personalidade da criança vítima de alienação, que está sendo impedida de conviver com parte da sua família, importantes modelos de identificação.

Por Lisiane Duarte – Diretora Técnica da Psicotér

VOCÊ SABE O QUE ANORGASMIA?

Marisa é uma mulher de 37 anos, empresária, casada e com dois filhos, conta que nunca teve orgasmo nas relações sexuais, somente através da masturbação e, ainda assim, somente algumas vezes. Ela procura ajuda, pois não se sente “mulher o suficiente” e “não consegue fazer seu marido feliz”, já que nunca conseguiu atingir o orgasmo com ele, em mais de vinte anos de relacionamento.

A paciente chega para a psicoterapia bastante triste, muito ansiosa e com sua autoestima muito baixa. Marisa repete diversas vezes que não é mulher o suficiente e que nunca fará um homem feliz. Já procurou um ginecologista, que assegurou a ela que ela é plenamente apta a ter orgasmos, mas sua “cabeça não está deixando”.

Marisa é a filha do meio de uma família de sete irmãos. Sua infância foi bastante humilde em uma cidade do interior, que ela brincava muito e era muito feliz, apesar de ser bastante reprimida pelos pais e pelos irmão, principalmente os homens, muito religiosos, que afirmavam que tudo era pecado e que qualquer deslize poderia levá-la ao inferno.

Conheceu seu marido quando tinha 15 anos de idade e logo começaram a namorar. O casamento aconteceu quando ela tinha 18 anos e logo se mudaram para a capital, para tentar a sorte. O marido de Marisa foi sua única experiência sexual e ela perdeu a virgindade somente depois do casamento, pois tinha muito medo de estar pecando.

Ela diz que sua primeira experiência sexual foi dolorida e frustrante. Teve muito medo, sabia muito pouco sobre sexo e ficou muito ansiosa, apesar de seu marido tentar fazer, segundo suas palavras, “tudo de maneira calma e gentil”. Para Marisa, o sexo com seu marido é muito bom, ela sente muito prazer durante as preliminares, tem vontade de fazer sexo com ele, mas nunca consegue atingir o orgasmo.

Aos 25 anos quando, numa noite em que dormiu sozinha, masturbou-se. Ela diz que ficou tão feliz e relaxada que seu marido estranhou seu comportamento e ela teve que dizer a ele o que fez. Segundo ela, seu marido a apoia, mas não compreende o motivo pelo qual ela não sente orgasmo quando tem relações sexuais com ele.

Marisa procurou ajuda através de Psicoterpia e a psicóloga, de maneira aberta e sem restrições, iniciou com informações sobre sexo e Anorgasmia e ela descobriu que muitas mulheres não conseguem atingir o orgasmo, pois a sexualidade é ainda assunto “tabu”, apesar de toda informação disponível. Marisa descobriu que, apesar de seus vinte anos de casada, ela tinha pouca experiência sexual, pois não costumava experimentar coisas novas. Ela relatava que não seguia mais uma religião como seus pais e irmãos e que já não tinha mais o mesmo pensamento sobre pecado, mas que mesmo assim se sentia muito constrangida em explorar sua sexualidade.

Durante a terapia, Marisa foi incentivada a descobrir seu corpo, a se tocar, experimentar posições novas, viver sua sexualidade consigo mesma de modo saudável. Ela foi incentivada a ler mais sobre sexo, a buscar informações sobre o assunto e conversar sobre o que era dito a ela quando mais jovem. Conhecendo mais sobre si, Marisa pôde mostrar a seu marido o que gostava e como gostava, pôde tomar também para si a responsabilidade pelo sexo e entender que a mulher também pode ter desejos.

Marisa não só mudou seu comportamento na cama, mas ela também conseguiu, desse modo, mudar alguns comportamentos submissos em sua vida diária. Na empresa de construção que tem com o marido, ela passou a gerenciar de maneira mais firme seus negócios, dado o fato de que se sente mais dona de si e de sua vida.

Marisa consegue ter mais orgasmos agora, apesar de ainda não senti-los em todas as relações sexuais, mas também aprendeu que sexo não é somente o orgasmo, que existem outras etapas como o desejo (a vontade de ter relações sexuais em si) e a excitação (quando o corpo e a mente reagem aos estímulos sexuais antes ou durante o ato sexual), que são muito importantes também e que podem ser muito prazerosos.

Seu marido, seus filhos, seus amigos e familiares percebem Marisa muito mais feliz consigo mesma. Com a psicoterapia, ela ganhou qualidade de vida, pois conseguiu compreender o porquê de seu sofrimento. Hoje ela sabe que muito do que foi dito a ela como verdade em sua vida, são informações que condizem com a realidade de determinados grupos, em determinadas épocas.

Marisa, hoje, compreende inclusive a religião de maneira diferente. Ela fez as pazes com sua sexualidade e com sua vida. Agora, ela pode sorrir e sentir-se uma mulher completa, como sempre quis.

Por mais que as pessoas falem mais sobre sexo do que falavam antes, ele segue sendo um assunto tabu.  Muitas vezes homens e mulheres se sentem envergonhados por não conseguir atingir o orgasmo durante suas relações sexuais e acabam mantendo isso em segredo, prejudicando a si mesmo e ao seus parceiros.

A sexualidade não é mais um tabu e todos merecem usufruir dela da melhor forma possível, se você acredita que sentir prazer durante as relações sexuais é algo impossível, não precisa ser assim!

 

Quer saber como melhorar a qualidade da sua vida sexual? Entre em contato agora com a Psicotér e agende já a sua consulta gratuita através desse link para amanhã e em apenas um minuto. Isso mesmo, na Psicotér você terá um horário disponível amanhã mesmo e o agendamento será feito em apenas 1 minuto.

 

 

Cura Gay: É possível curar alguém que não está doente?

 

EU NÃO POSSO CURAR UMA PESSOA QUE NÃO ESTÁ DOENTE – A CURA GAY E A PSICOLOGIA

 

Na última sexta-feira, 15 de setembro, um juiz da 14ª Vara do Distrito Federal, concedeu uma liminar que torna legalmente possível que psicólogos ofereçam terapias de reversão sexual, mais conhecidas com cura gay”. Esta decisão tornou-se uma polêmica que gerou discussões, piadas e memes em todo o país.

Esta liminar determina que o Conselho Federal de Psicologia (CFP), órgão que regulamenta a profissão de Psicólogo, reinterprete uma resolução estabelecida pela entidade em 1999, que proíbe aos profissionais da Psicologia que ofereçam terapias de reversão ou reorientação sexual. Segundo a liminar, o Conselho deve reinterpretar a resolução de modo a não impedir a reorientação sexual, o que a mantém viva, mas transformada em letra morta (sem validade).

A resolução do CFP nunca impediu que psicólogos discutam com seus pacientes questões sobre sua sexualidade, pelo contrário, essas questões são muito importantes na vida das pessoas e podem ser tratadas em psicoterapia. O que os profissionais não podem fazer é tentar reorientar homossexuais para diminuir o sofrimento causado pelo preconceito. O problema, como foi apontado pelo presidente do CFP, é da sociedade, não das pessoas: “o psicólogo precisa abordar essa orientação sexual de modo que um dia isso não seja mais um problema a ser tratado em um consultório de psicologia”.

Freud, o pai da psicanálise, já em 1935, em carta a uma mãe que pedia a cura de seu filho que apresentava comportamentos homossexuais, afirmou que não existe cura para o que não é doença: “a homossexualidade não pode ser considerada uma doença. Nós a consideramos como uma variante da função sexual”, escreveu Freud em um trecho de sua carta e acrescentou, ainda, que a psicologia poderia ajudar o filho a enfrentar os conflitos, inibições e medos relacionados à sua vida social e pessoal, que podem vir a surgir, proporcionando-lhe mais tranquilidade, paz psíquica e eficiência, mas não pode curá-lo. Por fim, o referido autor ainda afirmou que “é uma grande injustiça e crueldade perseguir a homossexualidade como se fosse um crime”.

Esta mesma postura é defendida pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) desde o ano de 1973, quando retirou o Transtorno de Identidade de Gênero da lista de doenças, e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1990. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia proibiu qualquer prática de reversão desde 1999 e trocou o sufixo “ismo” por “dade”, pois o primeiro relaciona-se a quadros de doenças, o que a homossexualidade não é.

Essa mudança ocorre desde o início da Psicanálise e está também relacionada às mudanças na sociedade. Freud e outros pesquisadores mostraram que existiam homossexuais mesmo entre os gregos e os índios e isso era bem aceito. Algumas tribos norte-americanas, inclusive, consideram os homossexuais seres dotados de luz, pois possuem uma alma feminina e outra masculina, que se complementam.

Um estudo de Evelyn Hooker, psicóloga, feito em 1957 com 30 homossexuais e 30 heterossexuais, não encontrou nenhum distúrbio psicológico no grupo homossexual. Esta descoberta negou as crenças psiquiátricas que afirmavam que todos os homossexuais do sexo masculino sofriam de distúrbios psicológicos graves.

Além deste estudo, os relatórios da Associação Americana de Psiquiatria (APA), trazem o estudo de Simon LeVay, que encontrou uma das primeiras evidências biológicas de que os homossexuais já nascem homossexuais: há uma diferença no cérebro, na região do hipotálamo. Em outra pesquisa da APA, realizada com gêmeos, os resultados demonstram uma variação do comportamento de gênero incomum durante a infância, demonstrando, então, que a orientação sexual é em parte devida à genética. Outra evidência apontada pela APA é a de que pode haver a exposição do feto, durante a gravidez, a alguns hormônios que teriam papel importante na orientação sexual daquele indivíduo.

Deste modo, para a Associação Americana de Psiquiatria, as evidências científicas demonstram que há um forte componente biológico na orientação sexual. A mistura da genética, dos hormônios durante a gravidez e fatores ambientais é que contribuem para a orientação sexual de uma pessoa.

Não existem provas científicas de que qualquer orientação sexual seja uma escolha de livre arbítrio. A homossexualidade não é uma doença, é uma orientação sexual; assim como a heterossexualidade não é o estado de saúde plena.  Ela é uma orientação sexual tão saudável quanto a heterossexualidade ou a bissexualidade.

O que os homossexuais podem encontrar na psicoterapia é ajuda para tratar as consequências emocionais causadas por preconceitos e pressões sociais devido à sua sexualidade. O que os homossexuais buscam na psicoterapia é a auto compreensão, a autoestima, conhecer a si mesmos e lidar com o mundo ao seu redor, como também o fazem o heterossexual e o bissexual. O psicólogo pode reforçar a aceitação da condição do indivíduo, aliviando as dores causadas pelo peso dos preconceitos ou do ambiente em que vive.

A psicologia não pode intervir no que é íntimo de cada um, o que ela pode fazer é interpretar e ajudar o indivíduo a compreender o que representa sua queixa, que muitas vezes está relacionada a conflitos com família e sociedade, devido à sua orientação sexual. Trabalha-se para que a pessoa se aceite, aceite seu desejo; não existe cura para algo que não é doença. Os riscos associados a qualquer tratamento que proponha a “cura gay” podem incluir depressão, ansiedade, isolamento social, problemas de autoestima e suicídio.

 


Se você sofre devido à sua orientação sexual, se tem dificuldade em lidar com o preconceito, com a violência, com a intolerância, a ajuda de um profissional da psicologia pode ser positiva em sua aceitação, em sua orientação para uma vida saudável, como é direito de todos os indivíduos. Se você se sentir coagido em psicoterapia a mudar sua orientação sexual, procure outro profissional e reporte isso ao Conselho Regional de Psicologia de seu estado. Se você ainda não está com acompanhamento profissional e sente que isso lhe faria bem, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

heart Amar não é doença, preconceito, sim! heart

 

 

Por que meus relacionamentos não dão certo? Tenho o dedo podre?

Existem muitas pessoas que afirmam não ter sorte no amor e ter o “dedo podre”. Não é raro encontrarmos na clínica e entre nossas relações, pessoas que parecem não se acertar com ninguém. Essas pessoas, muitas vezes, viveram um significativo número de relacionamentos que não duraram (não falaremos em sucesso, até porque o sucesso de um relacionamento não está ligado ao tempo que ele durou) e se frustram por não encontrarem a sua metade da laranja.

Para alguns, isso é carma; para outros, falta de sorte ou o famoso “dedo podre”. O que acontece, na realidade, é que essas pessoas tendem a repetir padrões em suas relações; padrões esses que são desajustados e as levam ao sofrimento em seus relacionamentos.

Mas como assim padrões?

Padrões de comportamento são os modos de encarar a vida, são as respostas aos desafios que cada um dá. Esses padrões são aprendidos desde a infância e moldam o jeitinho de cada um. Todos agem a partir de seus padrões, o que acontece com alguns indivíduos, como já mencionado anteriormente, é que esses padrões são desadaptativos, ou seja, não permitem que a pessoa consiga se desenvolver e desenvolver seus relacionamentos de modo sadio.

Os padrões de comportamento surgem a partir das crenças subjacentes, que são as regras, as atitudes e as suposições de cada um. Essas, por sua vez, surgem das crenças centrais, que são as “verdades” de cada um e são a base para cada sujeito encarar a realidade. As crenças centrais surgem e se desenvolvem desde muito cedo e podem ser explicadas por aquilo que cada um vivenciou e guardou para si como verdade. Por exemplo, uma criança que experienciou a traição de um dos pais no relacionamento, poderá internalizar que nas relações as pessoas sempre são traídas. Uma criança que perdeu um dos pais e foi abandonada por outro, terá dificuldade em se aproximar intimamente de alguém, devido à crença de que as pessoas sempre vão embora. Um indivíduo que desde muito cedo experienciou o amor e o carinho, tenderá a ser carinhoso e amável em suas relações. As crenças centrais são de difícil identificação, sendo analisadas a partir dos padrões de comportamento e dos pensamentos automáticos.

Então o que acontece com quem não consegue manter um relacionamento, ou não consegue manter um relacionamento saudável? Para essas pessoas, as crenças desadaptativas fazem com que elas desenvolvam padrões de relacionamento desadaptativos, ou seja, elas se relacionam de modo não saudável e tendem ao sofrimento ou seus relacionamentos ficam destinados ao fim.

Simples? Não, nada simples, pois as crenças centrais, que definirão os padrões de comportamento, são de difícil identificação e acesso, dado o fato de serem inconscientes, fazendo com que o indivíduo não reconheça outros modos de agir em seus relacionamentos.

Alguém que recebeu pouco afeto físico em seus primeiros anos de vida, principalmente das figuras parentais, tende a levar seus relacionamentos de modo menos afetuoso, com poucas trocas de carinho. Essa frieza, não é reconhecida pelo indivíduo como um padrão disfuncional, pois foi assim que ele aprendeu que as coisas são. Por mais que esse indivíduo observe outros relacionamentos, não reconhece o carinho e o afeto como verdades, pois a sua realidade interna é outra.

Em vista disso, podemos entender que a falta de sucesso nos relacionamentos está ligado aos padrões de comportamento dos indivíduos. A pessoa acaba não se adaptando, pois o levam ao sofrimento em suas relações, levam ao final, porque o outro também tem seus padrões, mais adaptativos ou não, mas que são incompatíveis.

E como resolver isso? Buscando a ajuda de um profissional da psicologia, pois as crenças e, consequentemente, os padrões desadaptativos, só serão reconhecidos e passíveis de mudança através da psicoterapia. Por serem inconscientes, muitas vezes a pessoa sabe que sofre, sabe porque sofre, mas não reconhece seus padrões e as crenças centrais.

Por isso, se você sofre para ter ou para manter um relacionamento amoroso, a busca de um profissional se faz necessária, para conhecer onde está o problema esta é a melhor maneira de solucioná-lo, mudando os modos de pensar e de agir. Todo mundo merece a sua metade da laranja e, para alguns, a ajuda se faz necessária para este relacionamento ser satisfatório.

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér

 


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Existe vida após o final de um relacionamento

 

Junho é o mês dos namorados no Brasil. É a época das declarações de amor sem fim, das promessas de fidelidade e de companheirismo, de presentes, flores e corações distribuídos pelas cidades, que parecem respirar o amor. Existe, porém, significativa parcela das pessoas que não está vivendo este momento lindo e romântico, pelo contrário, está sofrendo com o final de um relacionamento.

Diferentemente do que se imagina, ambos sofrem quando terminam alguma relação amorosa, seja ele namoro, união estável ou casamento. Para quem quer terminar a união, é uma decisão muitas vezes difícil de ser tomada, que gera angústia e muita dor; para o outro, aquele que recebe o “fora”, o “cartão vermelho”, a dor, muitas vezes, é ainda maior.

A maioria das pessoas já levou pelo menos um fora na vida, já foi a pessoa que foi convidada a se retirar da relação. Pessoas que se envolveram emocionalmente com alguém, namoraram, casaram ou tiveram somente um rolo, já se envolveram, também, com o término da ligação. E sobreviveram. Sim, apesar da dor da perda de alguém, do sentir-se rejeitado, sozinho, cheio de lembranças, tudo isso um dia passa.

O fim de uma relação pode trazer sentimentos de baixa autoestima, frustração, tristeza, raiva e até de vingança. Pode fazer com que a pessoa se sinta perdida e desorientada. Isso acontece porque é o fim, porque algo que era considerado duradouro acabou. Muitas pessoas precisam fazer uma mudança radical em suas vidas, lidar com questões de divórcio e guarda de filhos, separação de bens, etc. Tudo isso pode tornar o fim ainda mais complicado para algumas pessoas.

Para alguns, o sofrimento leva meses para passar; para outros, apenas alguns dias. Têm pessoas que saem para a balada após o fim do namoro; outras, procuram os amigos para desabafar; e outras, ainda, ficam sós com sua dor até passar.

Existem indivíduos que expressam sua raiva, outros que choram sem parar, há os que ficam em casa, de cama por alguns dias, há quem trabalhe com mais afinco, quem se dedique aos familiares, aos estudos, enfim, todos encontram uma forma de lidar com a dor, que é só sua. Essas atitudes são comuns e fazem parte do que se pode chamar de luto pela pessoa perdida.

Algumas pessoas entram em profunda depressão ao se separarem. É normal a tristeza após o fim de uma união, principalmente quando é o outro que não quer mais. Muitos planos foram feitos desde o início, esperanças foram alimentadas e o sentimento é muito presente. Quanto mais tempo tiver a ligação entre o casal, maior a probabilidade de o sofrimento ser grande.

Porém, quando a tristeza persistir e se tornar falta de esperança no mundo, dificuldade de se visualizar bem futuramente ou de ter planos para o futuro; quando a pessoa passa a descuidar de si, ficar reclusa demais, comer em demasia ou não comer, começar a ingerir drogas ou aumentar seu uso, ou, ainda, evitar contato com outras pessoas, pode ser sinal de alerta para algo mais grave. Nesses casos, a tristeza transformou-se em depressão e a busca por ajuda de um profissional da psicologia se faz necessária para o enfrentamento da situação.

Não existe receita para manter um relacionamento a dois. Tudo é muito íntimo do casal, do modo como cada um funciona e se coloca no relacionamento. O que funciona para alguns casais não funciona para outros. E também não existe receita para enfrentar a dor do final de uma relação, cada um precisa encontrar em si a melhor forma de lidar com ela.

Algumas ideias são interessantes para encarar o fim:

frown Tentar não entrar na paranoia de que a culpa toda é de um ou de outro, pois, numa relação a dois, erros e acertos são cometidos por ambos. Isso envolve não se colocar no lugar de vítima e nem de algoz;

frown Procurar manter sua rotina, pois as mudanças serão inevitáveis e um pouco de ordem aumenta a sensação de segurança;

frown Manter a autoestima, pois o fato de ser rejeitado por alguém só significa que para aquela pessoa, particularmente, aquela relação já não faz mais sentido, mas o mundo está cheio de possibilidades de amor e de afeto;

frown Lembrar-se de suas qualidades e repensar seus defeitos;

frown Tentar manter distância do (a) ex-companheiro (a) ajuda também, pois assim não se alimentam falsas esperanças.

Além disso, por mais que o amor acabe, isso não significa que aquele amor não existiu ou que não deu certo. Ele deu certo pelo tempo que durou. Na vida, tudo é efêmero, inclusive as pessoas, e não seria diferente com os sentimentos. Indivíduos são seres em mutação, e seus sentimentos podem seguir a mesma linha.

O fim de uma união também pode ser uma experiência de grande aprendizado, que ensina à pessoa muito sobre ela mesma. Normalmente, as pessoas repensam a relação que mantiveram e descobrem atitudes que podem ter levado ao fim de tudo. Descobrem, ainda, o que gostam e o que não gostam que aconteça num relacionamento ou com que tipos de pessoas preferem se relacionar. Isso porque, muitas vezes, os indivíduos somente se dão conta de quem era seu parceiro quando tudo acaba.

Ao final de um romance, é preciso, muitas vezes, se redescobrir, e essa talvez seja a tarefa mais difícil, pois muitas vezes, as pessoas vivem tanto dentro do relacionamento que não sabem se ver fora dele. Porém, apesar disso tudo, as pessoas não morrem por causa de um fora que levaram de outro.

A vida continua, um novo amor pode surgir, por mais que se esteja triste, essa tristeza passa e a felicidade voltará. Cabe dar ao coração o tempo necessário para que ele se refaça e coloque tudo no lugar novamente. Enfim, por pior que seja o fim de um romance, nada está perdido. Lidar com a perda, aceitar seus erros e seguir seu caminho acaba sendo o rumo natural.

Por Anne Grizza – Psicóloga da Equipe Psicotér

 


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Ciúmes

 

O ciúmes é algo natural, acontece com todo mundo. Sentir ciúmes é sentir medo de perder, de conquistar algo/oportunidade/relação em detrimento de outra pessoa, de um terceiro.

Na vida experimentamos ciúmes em diversas situações. Por exemplo, podemos sentir ciúmes de um colega de trabalho porque estamos disputando uma vaga na empresa e o colega também é capacitado para exercer tal função. Ou, em uma relação amorosa, quando percebemos que o nosso parceiro está sendo bajulado, recebendo elogios, etc, também podemos sentir ciúmes. Em ambas as situações, existem fatos reais que podem desencadear o medo de não conseguir a oportunidade ou o medo de perder a relação – visto que há um ‘terceiro’ que também deseja o que você deseja. E aí surge o ciúmes. E até ai, tudo bem!! Afinal, são situações que fazem parte da vida, não é mesmo? Sempre vão existir pessoas que se interessam pelo o que você gosta e que também vão tentar investir nisso. Assim, no dia-a-dia, o ciúmes pode aparecer em inúmeros momentos! É importante que a gente consiga identificá-lo, compreenda os fatos concretos da situação, o que podemos aprender (sobre nós e sobre os outros) com a experiência e que consigamos lidar com esse sentimento. Dessa forma, o ciúmes, naturalmente, se torna um sentimento transitório e que não causa prejuízos para si mesmo e para outros.

No entanto, e quando o ciúmes é excessivo? Você consegue perceber quando o ciúmes (o seu, do companheiro ou amigo) se tornou exacerbado, sem limites, doentio? Fizemos uma lista de comportamentos e sentimentos para te ajudar a perceber a manifestação do ciúmes exagerado:

sad O ciumento cria situações “fictícias”, fantasia histórias, monta “provas” para incriminar o “terceiro” e justificar suas atitudes de ciúmes;

 sad Existe um desejo de se vingar, de prejudicar o suposto “rival”;

sad Não existem fatos concretos, reais, que justifiquem as preocupações fixas e excessivas do ciumento;

sad Há um controle excessivo pela pessoa ou situação – o ciumento se transforma em um detetive: checa emails, telefonemas, correspondência. Investiga informações nas redes sociais e busca saber detalhes da vida das pessoas envolvidas;

sad O ciumento demonstra sentimentos de insegurança, irritabilidade, baixa autoestima, desconfiança, controle, humor instável, agressividade, ataques de raiva;

sad Há prejuízos emocionais e sociais tanto na vida do ciumento quanto na vida das pessoas que estão sendo “atingidas”.

Você consegue compreender as diferenças entre o ciúmes natural e o ciúmes exagerado? Está com dificuldades de perceber se o que sente já passou dos limites? Se identificou com algumas das situações descritas ou percebeu similaridades com os comportamentos de amigos ou familiares?

Sentir ciúmes é natural, mas quando ele está se manifestando de forma exagerada pode ameaçar a saúde mental de todos os envolvidos! Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com um Psicólogo em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

O perigo das relações tóxicas

 

Você já parou para pensar na qualidade das relações que você tem? Sejam vínculos familiares, amorosos ou de amizades, você se sente bem ao lado das pessoas que convive? Há apoio e compartilhamento de momentos bons e ruins? Como estão suas relações?

Somos seres sociáveis, gostamos de nos relacionar, conversar, dividir alegrias, compartilhar tristezas… Assim, há muitas pessoas que passam pela nossa vida, umas permanecem, outras se vão. Será que as relações que permanecem no seu ciclo social hoje são saudáveis? Ou será que são relações tóxicas? As relações tóxicas são ditas assim, pois a “pessoa tóxica” apresenta diversos comportamentos e atitudes negativos que nos contaminam e, muitas vezes, são mascarados por um “querer bem”. Assim, somos “intoxicados” e não percebemos, não nos damos conta que aquela atitude, na verdade, pode ser prejudicial. Há um falso senso de preocupação ou amor que a pessoa tóxica dirige para nós e é o que faz com que, muitas vezes, a gente não reconheça a relação como tóxica. Fizemos uma lista com alguns comportamentos típicos que as pessoas tóxicas adotam nas relações:

  • Desvalorização de conquistas pessoais e profissionais
  • Ofensas, críticas em tom de “piada”
  • Atitudes irônicas, grosseiras e mesquinhas
  • Ações egoístas e ciumentas justificadas por “amor”
  • Exigência de atenção
  • Vitimização
  • Querer saber tudo da vida do outro para ter controle
  • Não há respeito pelo espaço, tempo e privacidade do outro
  • São pessoas insistentes e persuasivas

Assim, as relações tóxicas são contaminadas de negatividade, falta de estímulo e disputa. E a pergunta que fica é: será que realmente precisamos desse tipo de relação nas nossas vidas? Será que as relações que mantemos realmente nos fazem bem, contribuem para o nosso desenvolvimento? Você mantém alguma relação, com essas características, por comodidade, convivência no mesmo grupo social, ou até mesmo em uma relação amorosa? Relações que não nos acrescentam não devem fazer parte do nosso dia-a-dia e nem da nossa vida!

 

Na Psicoter contamos com profissionais especializados e que podem te auxiliar a buscar e manter relações saudáveis! Não precisamos ser tóxicos, merecemos relações boas e saudáveis! Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com uma Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

Amores do passado

Quem não tem uma história dolorosa de amor? E por que muitas pessoas ficam lembrando de amores do passado, não raras vezes, sofrendo por este passado?

O nosso cérebro precisa de combustível e momentos felizes do passado são excelentes para nossa mente desenfreada.

Freud dizia que, quando uma pessoa está apaixonada, ela se torna incrivelmente frágil. Isso acontece porque nosso aparelho psíquico, nossa mente, tende a concentrar seus esforços, sua libido, sua energia, na pessoa que é alvo do nosso amor. Ao mesmo tempo, descarregamos uma série de hormônios e sensações no nosso corpo.

Isso quer dizer que o nosso cérebro busca a paixão e quando não há uma paixão real no agora, imaginamos aquela paixão do passado.

No agora, a vida está atribulada, o casamento caiu na rotina, tudo parece tão monótono. O que fazer? Buscar emoção no passado… lembrar de momentos e do quanto fomos apaixonados por aquela pessoa, imaginar como seria juntos agora, criar e fantasiar cenas de amor.

Esse é o combustível: a fantasia. Fantasiar gera sensações tão reais como vivenciar na realidade, então colocamos toda a nossa imaginação no amor do passado. Ele é a lembrança mais viva de uma paixão.

Mas é só imaginação e sensações geradas pelas fantasias, porque se a paixão do passado fosse presente, muito provavelmente, ela se tronaria rotineira e monótona como as outras coisas da sua vida.

Fantasiar é saudável, mas se torna prejudicial quando sofremos por essa fantasia, quando atuamos para tornar essa fantasia real. A questão é termos consciência de que o objeto idealizado não existe (a não ser em nossa cabeça). E criar expectativas é o segredo para a infelicidade, o stress, a tensão.

Precisamos trazer emoções para o presente, aquecer a vida, ir atrás de momentos felizes e prazerosos.

 

Se você não está conseguindo se desligar do seu passado ou sofre por causa de pensamentos focados em pessoas que já não estão mais na sua vida, podemos te ajudar! Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com uma Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.