Muitas pessoas encontram dificuldade em acolher e, em alguns momentos, até de curar a criança interior ferida.
Isso pode acontecer por diversos motivos, mas o principal é, sem dúvida alguma, não saber reconhecer esse lado interior, tendo dificuldades de acessar partes mais sensíveis da própria mente.
De fato, pode ser um grande desafio, já que isso envolve o toque de traumas e partes mais vulneráveis que nem sempre estamos aptos ou dispostos a rever.
Seja como for, a criança interior é um lado necessário de se olhar, pois carrega uma influência ímpar na nossa formação enquanto adulto.
Para te explicar de forma mais detalhada e prática, desenvolvemos este artigo completo com tudo o que você precisa saber!
Acompanhe até o final e conheça tudo sobre a criança interior!
O que é a criança interior?
Falar sobre a criança interior é tocar no nosso espaço de vulnerabilidade, isto é, aquele lugar mais sensível, onde constituímos nossas dores, traumas, mas também nossa leveza e ludicidade para a vida.
Como lidar com a criança interior ferida?
Há momentos e fases que a vida acaba criando cenários de abandono, dor e sofrimento que acabam retraindo essa criança interior, criando um enorme reflexo na nossa vida adulta.
É nesses momentos que precisamos tomar a autoconsciência de olhar para essas emoções reprimidas, buscando um certo resgate e acolhimento do nosso lado mais vulnerável que sempre estamos dispostos a ignorar.
Acolhendo a criança interior
Independentemente da idade que se tenha hoje, a criança interior se faz presente na forma como a gente reage às coisas, no jeito que vemos e até nos relacionamos com o mundo.
Essa presença é insistente, mas se não for devidamente administrada, pode dar sérias dores de cabeça.
Por esse motivo, é tão importante acolher e trabalhar no resgate da criança interior.
Isso pode ser feito de diversas formas, mas o jeito mais saudável é através do acompanhamento psicoterapêutico, onde o psicólogo se coloca como guia e responsável pelo processo junto do paciente.
É nas sessões de terapia que o paciente explora o reencontro com a criança interior, analisando situações traumáticas, episódios passados e dores emocionais.
Esse é um passo decisivo para que ele compreenda o papel da sua autoestima e de suas dinâmicas internas, aprimorando o autoconhecimento e até mesmo o autoperdão.
Toda a jornada de reconhecimento e cura da criança interior se torna mais fácil com o apoio do profissional, já que ele trabalha através de provocações e exercícios práticos que encorajam a pessoa a refletir profundamente.
De fato, é um trabalho em equipe, onde a pessoa será responsável por se comprometer com o acompanhamento, dando abertura e dialogando constantemente com o psicólogo.
O profissional se coloca, portanto, como uma ferramenta nesse período, pois impulsiona e ensina a pessoa a acessar suas áreas de sensibilidade, revendo emoções e comportamentos destrutivos.
Acolher a própria criança interior pode ser feito através da autorreflexão, como nas sessões de terapia ou até mesmo em meditação, por exemplo, desde que haja o despertar real daquilo que está ferido por dentro.
É um processo importante, porque reconhece o seu passado e mostra o quão válida é a sua história.
Algumas pessoas podem achar que isso incorpora algum tipo de crença vazia, mas a verdade é que todos nós buscamos uma certa validação e o jeito mais saudável de conseguir isso é se olhando com o devido amor e respeito.
A criança interior representa as experiências emocionais da infância que continuam influenciando pensamentos, comportamentos e relacionamentos na vida adulta.
Feridas não elaboradas podem se manifestar como insegurança, medo de abandono, dificuldade de confiar ou necessidade constante de aprovação.
A Psicotér oferece um espaço acolhedor, a fim de ajudar você a compreender sua história, ressignificar vivências do passado e desenvolver mais segurança, autoestima e equilíbrio emocional. Cuidar da criança interior é um passo de cura e reconexão consigo mesmo(a).
Como tratar a criança interior?
Para tratar a criança interior, assim como no acolhimento, é importante contar com o apoio de um psicólogo especialista.
Essa é uma peça chave, pois a terapia nos dá acesso a parte de nós que nem sempre estamos dispostos a ver.
Seja uma morte muito marcante, um acidente, um histórico de abuso ou uma situação desconfortável, é necessário olhar para isso de novas perspectivas e a psicoterapia é uma grande aliada nesse processo.
A criança interior se retrai no momento em que é atingida por alguma dessas situações, podendo se isolar cada vez mais com o passar do tempo.
Daí a importância de valorizar e encontrar conforto no abraço dessa criança interior.
Para algumas pessoas, pode parecer extremamente distante e turvo falar sobre esse conceito, mas cada uma dessas feridas está dentro delas, precisando e merecendo ser curadas.
Então, no processo de tratamento é preciso olhar para o seu próprio interior, explorar mecanismos e comportamentos.
De onde eles vêm? Por que funcionam assim? O que desperta cada uma dessas emoções?
As respostas para essas perguntas são desenroladas e devidamente ponderadas dentro de cada sessão de terapia, ajudando a pessoa a se conhecer, mas acima de tudo, a se respeitar.
Isso é encontrar a cura da criança interior: observar a mensagem que esse lado sensível tenta passar, mesmo que por linhas tortas.
Pode ser um processo difícil, afinal estamos sempre lutando para não demonstrar vulnerabilidade, mas saiba que nada disso precisa ser feito na solidão!
Como acolher sua criança interior no dia a dia, de forma prática?
Acolher sua criança interior no dia a dia envolve pequenas atitudes conscientes que constroem segurança emocional.
Um exemplo simples é perceber quando surge uma emoção intensa e, ao invés de reagir imediatamente, fazer uma pausa.
Nessa pausa, o adulto pode se perguntar que necessidade emocional está sendo ativada. Esse hábito muda a forma de lidar com conflitos.
Outra prática eficaz é mudar o diálogo interno em situações difíceis. Quando algo dá errado, ao invés de se atacar, o adulto pode se tratar com a mesma gentileza que ofereceria a uma criança.
Por exemplo, ao cometer um erro, dizer “você está aprendendo, está tudo bem errar” cria um ambiente interno mais seguro. Com o tempo, essa postura reduz a ansiedade e medo.
Como criar segurança emocional para sua criança interior?
Criar segurança emocional envolve previsibilidade, limites e autorrespeito. Quando o adulto se expõe a situações que geram sofrimento, a criança interior se sente novamente desprotegida.
Por exemplo, permanecer em relações desrespeitosas reforça antigas feridas de abandono ou rejeição. Proteger-se é uma forma de cuidado interno.
Além disso, a segurança cresce quando o adulto aprende a se autorregular emocionalmente. Isso inclui:
- respirar antes de reagir;
- nomear emoções;
- buscar apoio quando necessário.
A criança interior se acalma quando percebe que não está sozinha e que o adulto sabe lidar com desafios. Esse processo fortalece a autoestima de forma gradual.
O papel dos limites emocionais no acolhimento
Limites claros mostram à criança interior que suas necessidades importam. Dizer “não” quando algo ultrapassa seus limites é um ato de amor próprio.
Para quem aprendeu na infância que precisava se adaptar para ser aceito, isso pode ser desafiador, mas curativo. Com prática, os limites deixam de gerar culpa e passam a gerar segurança.
Como minha criança interior influencia meus relacionamentos atuais?
Relações adultas muitas vezes ativam feridas antigas ligadas a abandono, rejeição ou controle. Por exemplo, um parceiro emocionalmente distante pode ativar a dor de uma criança que se sentia invisível.
Sem consciência, o adulto reage tentando agradar ou se afastando. Quando essa influência não é reconhecida, os relacionamentos se tornam campos de repetição do passado.
A pessoa pode buscar inconscientemente situações que confirmem antigas crenças, como “não sou suficiente” ou “vou ser abandonada”.
Ao acolher a criança interior, o adulto começa a responder ao presente, não ao passado. Isso muda a repetição de padrão e a dinâmica das relações.
Qual é o segredo da criança interior no processo de cura emocional?
O segredo da criança interior está na forma como o adulto aprende a se relacionar com suas próprias emoções. A cura não acontece tentando apagar o passado, mas criando uma nova experiência emocional no presente.
Quando o adulto oferece compreensão, proteção e validação interna, a criança deixa de gritar por atenção por meio de sintomas emocionais. Esse vínculo interno é o que realmente transforma.
Na prática, isso significa mudar a postura interna diante do sofrimento. Ao invés de dizer “isso é bobagem” ou “já devia ter superado”, o adulto aprende a dizer “isso faz sentido pelo que vivi”.
Por exemplo, ao sentir medo de errar, a pessoa pode reconhecer que, no passado, errar significava punição ou humilhação. Essa mudança de diálogo interno gera segurança emocional.
Como curar as feridas da infância com a psicologia?
Curar feridas da infância pode ser tão difícil quanto buscar as respostas dentro de si mesmo, mas pode ser um processo facilitado ao extremo com a ajuda da psicologia.
Todo ser humano é composto por diversas versões pessoais e crescer em meio a tantas possibilidades pode ser extremamente desgastante.
Isso não significa que seus medos, traumas e pesadelos devam permanecer ao longo da vida toda! Ao contrário!
Carregar essas feridas dentro de si pode ser um grande equívoco, uma vez que a pessoa passa a se tornar um refém dos próprios sentimentos, desenvolvendo crises, descontrole e até transtornos graves como: ansiedade e depressão.
Por esse motivo, ir em busca da psicoterapia pode ser um passo muito importante!
É com ela que você reestrutura as inseguranças, ressignificando dores passadas e superando episódios tortuosos.
Encontrar um psicólogo que te acolha e te auxilie na busca pela felicidade é, portanto, indispensável!
Você sabia que aqui, na Psicotér, nós contamos com um grupo completo de psicólogas capacitadas e prontas para te receber?
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Texto de: Luísa de Oliveira – redatora da Equipe Psicotér
Aprovado por:
Fundadora da Psicotér, CEO e Diretora Técnica, Psicóloga Cognitivo-Comportamental, completamente apaixonada pelo ser humano, realizada e privilegiada por poder participar da transformação de vidas. Experiência de mais de 20 anos de atuação clínica e empresarial. Psicoterapeuta individual e em grupo de crianças, adolescentes, adultos, idosos, casal e família, online e presencial, pós-graduada em Gestão do Capital Humano. Consultora de recolocação profissional desde 2003, capacitando e orientando profissionais em transição de carreira na busca de novas oportunidades. Também consultora em diversas empresas nacionais e multinacionais, nas diversas áreas de RH, atendimento e avaliação psicológica de profissionais.




Fundadora da