Cuidado! Você Pode Estar Viciado…

Você tem percebido um aumento na frequência de hábitos que antes não eram tão comuns do seu dia a dia? Anda exagerando em alguma coisa, em troca de satisfação emocional?

Cuidado! Você pode estar viciado…

Para que você entenda, alguns transtornos possuem a mesma característica em comum: o exagero. Esse sofrimento exagerado pode se dar na compulsão com a comida, com o sexo, com as compras, com os jogos, com a internet, com as drogas, dentre muitos outros.

Porém, para entender melhor esses transtornos, antes precisamos compreender o que são os comportamentos aditivos. Basicamente, são hábitos aprendidos na experiência do sujeito para lidar com algum problema. Ou seja, são hábitos que já foram executados repetidas vezes e acontecem quase automaticamente, se infiltrando na rotina do sujeito, e são seguidos por uma gratificação imediata. Por exemplo, comer para “aliviar” a ansiedade.

Esses hábitos acabam sendo prejudiciais, porque não se adaptam ao bem-estar físico, mental ou social da pessoa. Por exemplo, a experiência imediata da gratificação segue acompanhada por consequências negativas, como dívidas no banco, problemas de saúde, baixa estima, brigas com a família, etc. Essa “gratificação” que segue o ato, acaba fazendo com que o indivíduo torne a repetir os hábitos, para sentir novamente a sensação de prazer daquele momento.

O problema é que, em seguida, surge o mal-estar, porque a pessoa não consegue mais controlar aquele determinado impulso que prejudica a sua vida.

Mas, será que você se encaixa em algum transtorno do exagero? Veja abaixo alguns dos mais comuns:

  • Transtorno da Compulsão Alimentar: o sujeito consome uma grande quantidade de comida muito superior ao que a maioria das pessoas comeriam em um determinado período ou situação. Acompanhado pela sensação de perda do controle, ou seja, pela incapacidade de evitar comer ou parar de comer.
  • Transtorno da Compulsão Sexual: o desejo hiperativo por sexo gera uma necessidade repetitiva de realizar contatos e visualizar imagens que contenham pornografia. Não se saciando com uma relação sexual, o sujeito já fica ansioso a procura de uma próxima oportunidade. Esses indivíduos apresentam muitas dificuldades no seu dia a dia, em função do seu desejo.
  • Transtorno de Compra Compulsiva: caracteriza-se pelo aumento progressivo das compras, pela perda de controle sobre o ato de comprar, pela utilização da compra para tentar amenizar emoções negativas. As pessoas são viciadas na gratificação que a compra causa, no ato de bem-estar que desperta. Normalmente, não pagam contas básicas e gastam em produtos desnecessários, pois a gratificação e a satisfação que a compra traz não permitem avaliar prejuízos financeiros futuros.
  • Transtorno da Dependência de Internet: inegável a praticidade da internet. Entretanto, a sua dependência excessiva poderá ocasionar o afastamento dos familiares e amigos, além de sérios prejuízos no trabalho. Mais determinante para o diagnóstico do que o tempo em que o usuário permanece conectado à web é, por exemplo, a instabilidade emocional quando há restrição ao uso da internet e a preocupação excessiva com ela. É comum atividades ou afazeres antes valorizados pelo usuário deixarem de ter prioridade ou até mesmo de serem realizados.

Existem diversos outros transtornos de exagero, como o vício em trabalho ou no álcool, por exemplo. Porém, é importante ressaltar que, exatamente assim como diz o ditado, tudo que é em excesso faz mal, ou seja, prejudica e adiciona consequências que nem sempre estamos preparados para enfrentar. Nos casos mais graves, alguns indivíduos não conseguem manter o emprego, jovens apresentam menor rendimento escolar, pois o transtorno começa a tomar conta da vida.

Não raro, as pessoas se afastam de familiares ou amigos para tentar esconder o vício e acabam ficando ainda mais isoladas, em consequência, a depressão aumenta e, quando se percebe, vira uma bola de neve.

O vício envolve um comportamento e uma atitude prejudicial, ou seja, um padrão negativo de funcionamento que se infiltra na rotina das pessoas. A terapia cognitiva comportamental (TCC) é o tratamento de primeira escolha e o mais eficaz para quebrar os ciclos desses comportamentos.

Se identificou ou conhece alguém que se encaixe no comportamento descrito por este texto e que precisa da ajuda de um psicoterapeuta? Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com uma Psicóloga em Porto Alegre.

Não Dê Um Tablet Para o Seu Filho!

Você não consegue mais impor limite para os seus filhos? “Vai brincar no celular/tablet” se tornou uma frase comum no seu relacionamento com eles? Os passeios ao ar livre foram substituídos por compras no shopping?

Entenda o perigo de criar os seus filhos em uma geração que já nasceu conectada e em um mundo tão globalizado.

Primeiramente, se você é o tipo de pai citado no início desse texto, saiba que esses hábitos são o maior crime que você pode estar cometendo com os seus filhos, não só na fase infantil, mas também acarretando problemas para toda a vida adulta. Devemos estar mais próximos dos nossos filhos, nos preocupar com as suas necessidades, incentivar atividades ao ar livre, despertar o interesse pela leitura e o contato social. Se não, estaremos projetando ao mundo crianças com diversos traumas e carências, seja de afeto, medos, timidez excessiva, dificuldades de aprendizado, ansiosas, preguiçosas e desmotivadas.

Precisamos conhecer os nossos filhos, conviver com eles. É difícil dizer “não” ou frustrar alguém que você não tenha intimidade, e por isso cada vez mais temos visto crianças dominando seus pais até que consigam alguma resposta positiva. E o “não” é importante para a educação infantil, as crianças enlouquecem quando o encaram, fazendo birra, chorando e causando aos pais “vergonha pública”, o que acaba resultando em promessas posteriores, sempre em troca de algo, extremamente prejudiciais para o desenvolvimento infantil.

O uso excessivo das tecnologias tira as nossas crianças do convívio com o outro, fazendo com que mergulhem em uma distração sem fim, as removendo do momento presente, dos relacionamentos e do afeto, não preservando momentos fundamentais.

Ou seja, antes de deixar seus filhos tão presos ao mundo virtual, experimente fazer com que eles sintam tédio, e com isso inventem coisas para fazer, estimulando a criatividade. Esse processo de ação é fundamental para uma boa construção de personalidade. Além disso, utilize o seu tempo livre para ingressar nas aventuras do universo tão paralelo que só as crianças têm, aproveitando o tempo em família e descobrindo cada traço da personalidade única deles.

Geralmente, os pais ou professores encaminham a criança para um acompanhamento psicoterápico quando observam algum comportamento não usual que os preocupa, como bater, morder, chutar ou empurrar pessoas, destruir objetos, roubar e mentir em excesso. Mas, a Terapia também pode ser utilizada como forma de prevenção, servindo como forma de orientação para os pais e filhos, proporcionando um momento de contato e estabelecendo um vínculo estruturado para que essa criança possa se desenvolver sem deficiências.

Seus filhos já chegaram em um estágio no qual precisam recorrer a terapia? Identificou neles ou na sua forma de criação o comportamento descrito por este texto e precisa da ajuda de um psicoterapeuta? Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com uma Psicóloga em Porto Alegre (Zona Norte ou Zona Sul) para a Terapia Infantil.

Como sair de grupos do WhatsApp?

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Se você é o tipo de usuário que está sempre conectado no WhatsApp, provavelmente já deve ter se encontrado na seguinte situação:

Abrir o aplicativo e ter sido adicionado recentemente em um grupo, com múltiplas mensagens chegando durante o dia, o celular notificando desesperadamente sem que você possa dar conta de ler, ou sequer responder metade delas. Literalmente perdido no meio de tanta informação, muitas até mesmo desnecessárias. Os tópicos são os mais diversos, grupos de família, dos colegas de trabalho, da turma da faculdade, dos amigos da época do colégio e até mesmo de desconhecidos que te adicionam em grupos sem que você tenha a menor escolha. Felizmente, até podemos fugir daqueles grupos menos expressivos em nosso cotidiano… Por exemplo, os de empresas que tentam te fornecer ou induzir na escolha de algum produto, ou aqueles de eventos nos quais você não tem o menor interesse em comparecer, mas o fato é que, com o passar do tempo, a falta de assunto ou o excesso dele e a quantidade de mensagens recebidas durante o dia chega ao ponto de te causar um grande desconforto e irritação. Abandonar grupos e se livrar de desconhecidos pode ser uma tarefa muito fácil para alguns… Mas o que seu tio diria se não tivesse mais com quem compartilhar aquelas piadas toda segunda de manhã? E os parentes distantes que não param de enviar fotos dos seus primos de quinto, sexto e até décimo grau? Os colegas da faculdade ainda seriam solícitos em compartilhar conteúdos que você tenha perdido?

Agora a tarefa complicou, não é mesmo? Principalmente quando a tecnologia do aplicativo não colabora e você não vai conseguir sair de um grupo despercebido, porque o sistema notifica todo e qualquer usuário que deixa seus grupos. Apesar disso, o WhatsApp permite que você silencie os grupos por até um ano e ainda habilite a opção de não receber notificações, o que vai liberar espaço na sua barra de tarefas. Porém, se o que te incomoda são as imagens e vídeos desnecessários que ocupam a memória do celular, o sistema também disponibiliza que você opte por fazer o download das mídias manualmente, sem que elas baixem automaticamente, e você pode filtrar melhor o conteúdo que chega até a sua galeria.

Agora, se você já tentou todas essas opções, continua sentindo desconforto com tanta mensagem e a única saída é abandonar os grupos, a nossa dica é que seja honesto e exponha os seus motivos, principalmente em situações onde os vínculos afetivos são mais estreitos. O fato de você sair de um grupo não quer dizer que nunca mais vá falar com aquele determinado grupo de pessoas ou que você não goste delas, significa apenas que o conteúdo presente no grupo não é do seu agrado ou te irrita de alguma maneira, e é importante que isso seja trabalhado. Você não precisa chegar em um nível de irritação em que simplesmente decida sair de tudo sem qualquer explicação, esse tipo de atitude pode chatear os seus amigos sem que essa seja a sua real intenção.

Antes de sair de grupos, tente buscar um jeito de ser honesto mas não rude. Exponha os seus motivos, “não tenho tempo para ler todas as mensagens”, “a semana foi corrida, não estou conseguindo acompanhar”, “meu celular está sem memória” (para o caso das fotos e dos vídeos indesejados), a partir do momento em que você apresenta os seus motivos, você não precisa se culpar por sentir, seja irritação ou desconforto, cabe a quem realmente aprecia a sua companhia entender o seu lado da situação e que isso não significa o fim da amizade ou dos laços familiares (para aqueles parentes mais exagerados).

De qualquer forma, o diálogo é sempre a melhor solução.

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O que diz a sua fala?

Fala
A forma que você fala diz muito sobre você. Uma pessoa ansiosa, por exemplo, tende a falar mais rápido, já que acelera as palavras e, como popularmente dito, as “atropela”. Uma pessoa que fala de forma mais retraída, com a voz mais baixa, provavelmente é uma pessoa mais tímida, introvertida. A fala é uma projeção muito forte da nossa personalidade, o que diz a sua fala? O ritmo e a necessidade conforme ambiente e entorno são alguns dos principais fatores para direcionar a nossa comunicação.

Duas pessoas que se expressam de maneira divergente podem levar tempos bem diferentes para ler um mesmo texto: isso varia de acordo com as pausas, a dicção, a pronuncia de cada palavra, e, é claro, a personalidade de cada uma. Quem fala de vagar também pode ter uma postura diferente, geralmente chama menos atenção, tem diminuída a sua comunicação não-verbal e a postura corporal mais reservada.

A aproximação, o movimento do tronco ou da cabeça, geralmente indicam que uma pessoa quer falar. Costumamos compreender esses movimentos, dando ouvidos e espaço para quem os faz. Para algumas pessoas, esse momento de “ser notada” pode ser um tanto intimidador, já que é ela quem está no centro das atenções. Porém, para outras, é um costume ser esse centro, e mais: elas querem essa atenção.

O que leva alguém a se sentir intimidada por ouvir os outros? Quem fala muito precisa de muita atenção? São várias as perguntas que podemos fazer sobre a nossa comunicação verbal. O nosso tom de voz pode ser percebido de diversas formas e o dia a dia também pode influenciar na maneira que falamos. Quando saímos do trânsito estressado é possível que falemos de uma maneira diferente, mais grosseira e direta. A famigerada pergunta “está tudo bem?” vem de muitas percepções de falas.

Uma coisa é certa: a sua personalidade influencia no jeito que você fala. Além de muitos outros fatores que direcionam a sua forma de se comunicar. Você fala de que forma? Já se perguntou como os outros o enxergam pela maneira que você fala?

Se você quer conhecer melhor a sua personalidade ou melhorar a sua fala, procure uma psicóloga.
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