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Decepção com as Pessoas: Veja como Superar com a Psicologia

A imagem retrata uma mulher sentada, com a cabeça levemente inclinada para frente e a mão cobrindo parte do rosto, demonstrando tristeza, frustração e abatimento emocional. A postura corporal fechada e o olhar voltado para baixo comunicam decepção, desilusão e desgaste emocional. O fundo em tons suaves de verde e coral cria um ambiente visual acolhedor, contrastando com o sofrimento interno da personagem. A composição é ideal para conteúdos sobre decepção nos relacionamentos, expectativas frustradas,

Você costuma ficar decepcionado com as pessoas facilmente? É daqueles que se sente deixado para trás ou acha que nunca é escolhido?

Se sim, saiba que a decepção com as pessoas é algo mais comum do que a gente imagina e ela está mais presente no nosso cotidiano do que podemos contar…

A grande realidade é que a decepção está relacionada a algo muito comum nos círculos sociais:as expectativas!

Expectativas é aquilo que todo mundo acaba criando em algum momento da vida, querendo ou não e quando essas expectativas não são atendidas, acabamos dando de cara no paredão da decepção ou da frustração. Diz aí: isso já aconteceu com você?

Muitas pessoas por aí vivem decepções diárias, ficando sempre machucadas e vivendo em um ciclo eterno de muita tristeza.

Se isso acontece com você, calma! Você chegou no lugar certo! Neste artigo, vamos entender de onde vem o sentimento de decepção com as pessoas e como podemos controlá-lo quando possível!

Acompanhe até o final para não perder nada!

O que é o sentimento de decepção?

Agora que você está aqui, deve estar se perguntando: o que é, na verdade, o sentimento de decepção?

Esse é um sentimento que aparece quando nossas expectativas são frustradas, ou seja, ele é uma grande mistura de tristeza, frustração, desilusão e, em alguns momentos, até mesmo raiva.

Nem sempre temos controle sobre isso, infelizmente, mas há mecanismos que podemos criar para blindar melhor o nosso emocional, nos distanciando das decepções e melhorando até mesmo a nossa qualidade de vida.

A grande verdade é que nossas relações também têm muita influência no nível de decepção, afinal tem pessoas que realmente não parecem se importar com nossas expectativas e chegam até a alimentá-las por puro prazer ou descuido.

Seja como for, decepções constantes podem ser muito desgastantes, porque fazem com que a gente se sinta menor, desvalorizado e, por vezes, sozinhos.

Só quem já passou por uma sucessão de decepções em relacionamentos e amizades sabe como é realmente difícil.

A decepção revela algo sobre nós mesmos?

A decepção também revela aspectos internos, como necessidades emocionais, valores pessoais e padrões de relacionamento

Muitas vezes, ela funciona como um sinal de alerta para áreas que precisam de atenção e cuidado. Por exemplo, sentir-se repetidamente decepcionado pode indicar dificuldade em estabelecer limites claros. 

Além disso, a intensidade da dor costuma refletir a importância que damos àquela relação. Portanto, olhar para dentro é tão importante quanto analisar o comportamento do outro.

Expectativas não ditas e necessidades emocionais

Grande parte da decepção nasce de expectativas que nunca foram verbalizadas. Esperamos que o outro adivinhe nossas necessidades, o que raramente acontece. 

Esse padrão é comum em relações próximas, onde acreditamos que o vínculo por si só garante compreensão automática. 

Quando isso não ocorre, a frustração aparece. Reconhecer e comunicar necessidades emocionais ajuda a reduzir esse ciclo de decepções recorrentes.

O papel da autoestima nas decepções

A autoestima influencia diretamente a forma como lidamos com atitudes decepcionantes. Pessoas com autoestima fragilizada tendem a interpretar a decepção como confirmação de desvalor pessoal. 

Já quem possui uma base emocional mais sólida consegue diferenciar um erro do outro de identidade própria. 

Trabalhar a autoestima não elimina a dor, mas ajuda a processá-la com mais equilíbrio. Assim, a decepção deixa de ser uma ferida aberta e se transforma em aprendizado emocional.

decepção com as pessoas

Porque nos decepcionamos com as pessoas?

A decepção só existe, porque as expectativas aparecem, por mais que a gente tente fugir e por mais que a gente tente se esconder delas.

É claro que é possível ter um controle mais saudável, mantendo o pé no chão quando entramos em um novo relacionamento, por exemplo. Mas as expectativas nos acompanham, afinal sempre existem promessas, desejos e projeções no caminho.

Nós, como seres humanos, temos a tendência de tentar adivinhar o comportamento do outro, desenhando seus pensamentos e suas formas de agir. Isso é um mecanismo natural, todos nós temos algum traço de controle.

O problema é que quando essa necessidade de controle excede limites, passamos a criar uma grande margem para a decepção e para a quebra dessas expectativas.

Quem aí nunca teve um encontro amoroso  frustrado? 

São momentos mais comuns do que a gente imagina e como seres humanos que se relacionam, não podemos inibir totalmente a decepção, mas podemos moderá-la e trabalhá-la para que ela não nos atinja tanto.

Por que você sempre se decepciona com o mesmo tipo de pessoa?

A decepção repetitiva acontece quando padrões emocionais inconscientes fazem você escolher pessoas semelhantes, mesmo que elas já tenham te machucado antes. 

Nesse contexto, não se trata de azar, mas de uma repetição interna guiada por crenças e esquemas emocionais. 

Por exemplo, alguém que sempre se envolve com pessoas indisponíveis pode, sem perceber, estar revivendo uma história antiga de rejeição. Dessa forma, a dor se repete porque a escolha também se repete.

Qual é o papel das crenças centrais nesse padrão?

As crenças centrais funcionam como um filtro invisível que influencia quem você escolhe e como interpreta o comportamento do outro. 

Quando alguém carrega crenças como “eu preciso conquistar o amor” ou “eu não sou suficiente”, tende a se atrair por pessoas que reforçam essa sensação. 

Por exemplo, uma pessoa pode se sentir mais atraída por alguém difícil, pois isso ativa a necessidade de provar seu valor.

Com isso, relações saudáveis podem parecer “sem graça” ou até desconfortáveis, porque não ativam o mesmo nível de emoção intensa. 

Enquanto isso, relações instáveis geram ansiedade e expectativa, que podem ser confundidas com paixão. Assim, o ciclo se mantém, reforçando a crença inicial e aprofundando a dependência emocional.

Exemplos de repetição de padrão

Esse padrão pode ser percebido em histórias que parecem diferentes, mas seguem a mesma lógica emocional. 

Por exemplo, alguém pode sair de um relacionamento com uma pessoa fria e entrar em outro com alguém igualmente distante, mas com uma aparência diferente.

Outro exemplo comum é quando a pessoa ignora comportamentos problemáticos no início, como falta de compromisso ou comunicação inconsistente. 

Com o tempo, a realidade aparece, e a decepção surge novamente. Esse ciclo não acontece por falta de inteligência, mas por padrões emocionais profundamente enraizados.

Quais são os principais tipos de decepção?

Como você já deve saber, existem inúmeros tipos de decepção no mundo e cada uma delas está ligada à nossa naturalidade em criar expectativas.

É comum, porém não precisa fazer parte da rotina: nós podemos ter mais controle sobre a nossa realidade, basta trabalharmos um pouquinho nela todos os dias.

Não é um caminho fácil, é claro! Mas com um toque de autoconhecimentoe uma análise reflexiva, podemos ter ainda mais cuidado com a nossa própria mente e com os nossos próprios sentimentos.

Agora que você já sabe disso, confira uma lista das principais decepções que acontecem por aí! Alguma delas soa familiar para você?

  • decepção amorosa;
  • decepção com pessoas próximas;
  • decepção com pessoas falsas;
  • decepção com pessoas queridas;
  • decepção com pessoas da igreja ou líder espiritual;
  • decepção com parentes ou familiares.

Como a idealização se torna o verdadeiro gatilho das decepções?

A idealização é o principal gatilho das decepções porque faz você enxergar a pessoa não como ela é, mas como você gostaria que ela fosse. Nesse processo, você cria uma versão ideal do outro e se apega a essa imagem, ignorando sinais reais. 

Por exemplo, alguém pode acreditar que o parceiro vai mudar com o tempo, mesmo vendo atitudes contrárias desde o início.

Além disso, a idealização costuma nascer de necessidades emocionais não atendidas. Quando você deseja muito ser amado, pode projetar no outro tudo aquilo que sente falta. 

Dessa forma, pequenos gestos são interpretados como grandes provas de amor, criando uma expectativa irreal. Quando a realidade aparece, a frustração é inevitável.

Por que ignoramos sinais claros no início da relação?

Ignorar sinais claros acontece porque a idealização cria um filtro emocional que distorce a percepção da realidade. A pessoa não vê o outro como ele é, mas como deseja que ele seja. Por exemplo, se alguém demonstra desinteresse, isso pode ser interpretado como “ele só precisa de tempo” ou “ele é assim mesmo”.

Além disso, existe um medo profundo de perder a conexão, o que faz a pessoa evitar enxergar problemas. 

Reconhecer os sinais significaria abrir mão da expectativa criada, o que pode ser doloroso. Assim, a mente prefere manter a ilusão a lidar com a frustração imediata.

Sinais de que você está idealizando alguém 

Antes de listar, é importante entender que a idealização não é consciente, ela acontece de forma automática e emocional. No entanto, alguns sinais podem ajudar a identificar esse padrão:

  • você justifica comportamentos que te machucam;
  • você acredita mais no potencial da pessoa do que nas atitudes reais dela;
  • você ignora opiniões de amigos ou familiares;
  • você cria expectativas sem base concreta.

Esses sinais mostram que a relação está sendo construída mais na imaginação do que na realidade.

5 dicas para lidar com a decepção com pessoas que amamos 

Lidar com a decepção com pessoas que amamos pode ser delicado, afinal não estamos prontos para sermos magoadospor pessoas que nos importamos tanto! Porém, é uma coisa que acontece e faz parte do processo da vida!

Nos resta aprender a lidar com isso da maneira mais leve possível, não é? Hoje vamos te mostrar 5 dicas para te ajudar a chegar lá, confira:

1. Reconheça os seus sentimentos

Nem sempre a gente sabe olhar para dentro de si, mas com um certo treino é possível. Esse movimento é importante para que possamos observar nossos padrões de comportamento e para que possamos reconhecer os nossos sentimentos também.

A partir disso, fica mais fácil distinguir o que é real do que é somente uma projeção, além de facilitar a expressão e a comunicação nos nossos relacionamentos.

Não é algo fácil de se atingir, mas é importante tentar justamente para que a gente entenda ainda mais sobre nosso funcionamento interno.

Isso ajuda a desenvolver inteligência emocional e nos permite diminuir os espaços para decepção.

2. Trabalhe na sua comunicação

É importante frisar que comunicação não é só fala! Muita gente sabe e gosta de falar, mas quando estamos falando de comunicação, é importante que você entenda que estamos falando sobre troca: uma via de mão dupla.

Falar é sim um exercício importante em que você consegue organizar ideias e expressar muito do que se passa aí dentro, porém você também precisa permitir que as outras pessoas façam o mesmo para evitar decepções.

Quanto mais honesta e ativa a troca entre as pessoas, mais difícil fica de se decepcionar, afinal vocês alinham pensamentos e passam a estar na mesma página.

É por esse motivo que as pessoas costumam dizer que comunicação é a chave!

3. Coloque limites realistas

Não tem problema criar expectativas de vez em quando! Às vezes, é até bom manter as expectativas ali para que você se mantenha interessado e atento.

No entanto, é importante criar limites realistas para essas expectativas: avaliar as situações com o cuidado certo e melhorar a própria compreensão. 

Esses são movimentos cruciais para que a decepção passe por um grande filtro, te atingindo cada vez menos.

Quanto menos projetamos para os outros, melhor e mais fácil de ter o controle dessas decepções também!

4. Abrace a experiência

Decepções e frustrações também podem ser grandes ensinamentos!

É difícil olhar para elas assim logo que acontecem, mas com o tempo e analisando cuidadosamente a situação, pode ser que fique mais fácil.

Se decepcionar faz parte da vida e pode doer bastante, mas também pode ser uma grande escola para você não se envolver mais com certas pessoas ou, então, aprender a filtrar melhor as suas próprias expectativas.

Há momentos em que infelizmente precisamos aprender com a dor e quando falamos de decepção com as pessoas, é exatamente isso.

5. Conte com o suporte de um profissional

Um psicólogo pode ser de grande ajuda em momentos como esse.

Algumas decepções são maiores do que outras e quando carregamos muitas nas costas, é sinal de que algo não anda certo! Ou temos a tendência a criar altas expectativas sempre – o que não é legal – ou estamos constantemente nos envolvendo com quem nos machuca, o que também é perigoso!

Portanto, permita-se contar com o suporte de alguém que entende e que pode te auxiliar nesse cuidado: todos nós precisamos saber filtrar emoções e relacionamentos, mas para isso precisamos nos permitir dar um passo de cada vez.

Um psicólogo pode ser aquela peça chave que tem faltado!

Como a decepção afeta a autoestima? 

A decepção afeta a autoestima porque atinge a forma como a pessoa se percebe, interpreta suas escolhas e avalia o próprio valor. 

Quando uma expectativa emocional não é correspondida, o cérebro tende a buscar explicações internas, levando muitos a concluir que erraram, falharam ou não foram suficientes. 

Por exemplo, alguém que confiou em um parceiro e foi traído pode passar a acreditar que há algo errado com sua aparência ou personalidade. 

Com o tempo, essa interpretação se cristaliza e enfraquece a autoconfiança. Além disso, a repetição desse padrão cria uma narrativa interna negativa difícil de quebrar.

O que acontece quando a decepção se repete? 

Quando a decepção se torna frequente, o sistema emocional entra em estado de alerta constante, preparando-se para novas frustrações. Isso faz com que a pessoa passe a duvidar das próprias decisões, mesmo em situações simples do dia a dia. 

Por exemplo, alguém que já se decepcionou várias vezes no trabalho pode hesitar antes de aceitar novas responsabilidades, mesmo sendo competente. 

Esse medo não nasce do presente, mas de experiências passadas não elaboradas. Assim, a autoestima vai sendo corroída de forma silenciosa e progressiva.

A autocrítica excessiva como consequência 

A autocrítica surge como uma tentativa de evitar novas dores, mas acaba se tornando um ataque constante ao próprio eu. A pessoa começa a revisar mentalmente cada atitude, palavra ou escolha, buscando onde “errou”. 

Em uma situação prática, alguém pode passar horas repensando uma conversa simples, imaginando que falou demais ou de menos. 

Esse processo desgasta emocionalmente e cria a sensação de inadequação permanente. Com isso, a autoestima deixa de ser um apoio interno e passa a depender da validação externa.

Quais são os sinais de que a decepção virou ressentimento? 

A decepção vira ressentimento quando a dor não é elaborada e passa a ser revivida de forma repetitiva. Nesse estágio, o sentimento deixa de ser pontual e se transforma em um estado interno persistente. 

A pessoa revive situações passadas, mesmo quando não há estímulo externo. Por exemplo, uma fala antiga pode continuar causando raiva anos depois. Isso indica que a emoção não foi integrada de maneira saudável.

Dificuldade em perdoar ou seguir em frente

A dificuldade em perdoar não está ligada ao outro, mas à permanência da ferida emocional. A pessoa sente que, ao perdoar, estaria invalidando a própria dor. 

Um exemplo comum é alguém que diz já ter superado um término, mas reage com irritação sempre que o assunto surge. Isso demonstra que o sentimento ainda está presente. O ressentimento se manifesta nessa incapacidade de soltar o passado.

Confusão entre perdão e esquecimento

Muitas pessoas acreditam que perdoar significa esquecer ou aceitar o que aconteceu, o que gera resistência interna. Essa confusão mantém o ressentimento ativo, pois a pessoa se protege da possibilidade de nova dor. 

Por exemplo, alguém pode se recusar a confiar novamente por acreditar que isso o tornaria vulnerável. No entanto, o perdão está mais relacionado à libertação emocional do que à reconciliação. Sem essa compreensão, o ressentimento se cristaliza.

Mecanismos de defesa: qual é o risco do ressentimento crônico?

Depois de muitas decepções, é comum criar “defesas emocionais” para não sofrer novamente. O problema é que essas defesas podem afastar você de conexões saudáveis.

Quais são os mecanismos de defesa mais comuns?

Exemplos práticos:

  • distanciamento emocional (“não me apego mais”);
  • cinismo (“ninguém presta”);
  • frieza nas relações;
  • evitar se envolver profundamente.

Parece proteção, mas na prática gera isolamento.

O que é ressentimento?

O ressentimento é uma dor que não foi processada. É como se a decepção continuasse viva dentro de você.

Exemplos práticos:

  • reviver situações passadas com raiva;
  • guardar mágoas por muito tempo;
  • dificuldade de confiar novamente.

É a emoção que não foi resolvida, apenas acumulada.

Por que o ressentimento prejudica sua vida?

Porque ele mantém você preso ao passado.

Na prática:

  • você reage ao presente com base em experiências antigas;
  • dificulta novos vínculos;
  • aumenta a sensação de solidão.

O problema deixa de ser o outro e passa a ser o impacto emocional não resolvido.

Como construir relações mais saudáveis depois disso?

O caminho não é se fechar, mas se relacionar com mais consciência.

Exemplos práticos:

  • criar limites claros (boundaries);
  • ajustar expectativas com base na realidade;
  • observar atitudes, não apenas promessas;
  • permitir-se confiar aos poucos.

O objetivo não é evitar decepções, mas aprender a lidar com elas sem se perder emocionalmente.

decepção com as pessoas

Por que a decepção com pessoas próximas machuca tanto?

A decepção com pessoas próximas machuca profundamente porque envolve vínculos construídos com base em confiança, convivência e intimidade emocional. 

Diferente de frustrações superficiais, aqui a dor toca camadas internas da identidade e do senso de valor pessoal. Por exemplo, quando um familiar desconsidera sentimentos importantes, a sensação pode ser de rejeição ou invisibilidade. 

Além disso, como essas relações fazem parte do cotidiano, a ferida é constantemente reativada. Dessa forma, a proximidade transforma a decepção em um processo contínuo, não pontual.

A diferença entre erro pontual e padrão de comportamento

Nem toda decepção nasce de um único episódio isolado. Muitas vezes, ela se constrói lentamente a partir da repetição de atitudes que machucam. 

Um erro pontual pode ser compreendido e reparado, mas um padrão constante de desconsideração corrói a relação. 

Por exemplo, alguém que promete mudar, mas repete o mesmo comportamento, gera um desgaste emocional progressivo. Com o tempo, a pessoa decepcionada passa a sentir cansaço e descrença, o que aprofunda a dor.

Quando o silêncio também decepciona

O silêncio pode ser tão decepcionante quanto palavras duras ou ações explícitas. Ignorar sentimentos, evitar conversas difíceis ou se omitir diante de conflitos comunica falta de cuidado. 

Muitas pessoas relatam que a ausência de posicionamento machuca mais do que uma negativa clara. 

Isso acontece porque o silêncio deixa espaço para interpretações dolorosas, como a sensação de não ser importante. Assim, a decepção se instala de forma silenciosa e persistente.

É possível reconstruir a relação após uma decepção?

A reconstrução de uma relação após a decepção depende de fatores como diálogo, responsabilidade emocional e disposição mútua para mudança. 

Não se trata de esquecer o ocorrido, mas de ressignificar a experiência de forma mais realista. Em alguns casos, a relação pode se fortalecer após conversas honestas e ajustes de expectativas. 

Em outros, a reconstrução não é possível, e aceitar isso também faz parte do processo emocional. Cada situação exige uma análise cuidadosa e individual.

Limites como forma de cuidado

Estabelecer limites não significa afastamento automático, mas sim proteção emocional. Após uma decepção, redefinir o que é aceitável ajuda a evitar novas feridas. 

Por exemplo, reduzir expectativas ou mudar a forma de se envolver pode trazer mais equilíbrio. Limites claros permitem que a relação continue de maneira mais saudável, mesmo que diferente do que era antes. Dessa forma, o cuidado consigo mesmo passa a ser prioridade.

Qual limite você sente que precisa estabelecer hoje para proteger sua paz?

A psicologia das expectativas: por que projetamos no outro?

Muitas decepções acontecem porque esperamos que o outro pense, sinta e aja como nós.

Isso é chamado de projeção: quando colocamos no outro nossos próprios valores e expectativas, sem perceber.

O que é projeção na prática?

É quando você cria expectativas que nunca foram combinadas.

Exemplos práticos:

  • Você faz muito pelo outro e espera que ele retribua da mesma forma
  • Acredita que a pessoa “deveria saber” o que você sente
  • Espera atitudes que fazem sentido para você, mas não necessariamente para o outro

O problema não é só o que o outro fez, mas o que você esperava que ele fosse.

O que é alteridade e por que ela é importante?

Alteridade é a capacidade de entender que o outro é diferente de você.

Na prática:

  • O outro tem outra história, outra forma de amar, outros limites
  • Nem sempre ele vai corresponder às suas expectativas

Exemplo:

  • Você demonstra amor com atenção constante
  • O outro demonstra com atitudes práticas, mas não com mensagens

Aceitar isso evita frustrações desnecessárias.

Como desenvolver um locus de controle interno?

É parar de basear seu valor nas atitudes do outro.

Exemplos práticos:

  • Entender que a falha do outro não define quem você é
  • Não levar tudo para o lado pessoal
  • Avaliar a situação com mais realidade e menos idealização

Isso protege sua saúde emocional e reduz o impacto das decepções.

Neurobiologia da decepção: qual é o impacto no sistema nervoso?

A decepção não é só emocional — ela também afeta o corpo e o cérebro. Quando alguém importante falha com você, o cérebro reage como se estivesse diante de uma dor real.

O que acontece no cérebro durante uma decepção?

Algumas áreas do cérebro ligadas à dor física são ativadas.

Na prática:

  • sensação de aperto no peito;
  • angústia intensa;
  • pensamentos repetitivos sobre o ocorrido.

Para o cérebro, rejeição e dor física são muito parecidas.

Por que a decepção gera tanto sofrimento?

Porque ela ativa o sistema de ameaça.

Exemplos práticos:

  • Você sente como se tivesse sido “traído(a)” ou inseguro(a)
  • Seu corpo entra em estado de alerta (ansiedade, tensão)
  • Hormônios do estresse aumentam (cortisol e adrenalina)

O cérebro interpreta a quebra de confiança como risco à sua segurança emocional.

O que é o desamparo aprendido?

Quando a pessoa passa por várias decepções, pode começar a acreditar que nada vai dar certo.

Exemplos práticos:

  • “Não adianta confiar em ninguém”
  • “Sempre vai dar errado comigo”
  • Evita se envolver para não sofrer

Isso não é proteção, é um bloqueio emocional.

Como a terapia ajuda nesse processo?

A intervenção psicológica ensina o cérebro a reagir de forma mais equilibrada.

Na prática:

  • você aprende a regular suas emoções;
  • reduz a intensidade das reações;
  • reconstrói a capacidade de confiar, com mais consciência.

A decepção deixa de ser um trauma e passa a ser uma experiência aprendida.

Como a psicologia pode ajudar a superar uma decepção?

A psicologia pode ser um pilar extremamente importante na hora de lidar com a decepção, afinal ela é objetiva em regular nossos sentimentos e a forma como reagimos a eles.

Pode parecer que é apenas conversa, mas a grande realidade é que com a terapia conseguimos treinar nosso cérebro, aprendendo a filtrar certas coisas que nos atingiram em cheio.

A psicologia nos ajuda a blindar e proteger nossa emocionalidade, fortalecendo nosso psicológico e fazendo com que a gente trabalhe melhor nele.

Nem sempre sabemos por onde começar, por esse motivo é tão importante contar com a motivação profissional de um psicólogo.

Ao lado dele, aprendemos mais sobre nós mesmos e desenvolvemos um autocontrole único que sozinhos é simplesmente inalcançável.

Contar com a ajuda da psicoterapia é permitir-se ter uma grande autonomia emocional, algo que não estamos acostumados a viver no dia a dia.

Se você sofre constantemente com decepções e, por isso, sente que não é amado ou que está sozinho, saiba que aqui você encontra a ajuda que precisa!

Entre em contato com a nossa equipe de atendimento e marque hoje mesmo a sua Consulta VIP!

Texto de: Luísa de Oliveira – redatora da Equipe Psicotér

Aprovado por:

Lisiane Duarte

Lisiane Duarte

Fundadora da Psicotér, CEO e Diretora Técnica, Psicóloga Cognitivo-Comportamental, completamente apaixonada pelo ser humano, realizada e privilegiada por poder participar da transformação de vidas. Experiência de mais de 20 anos de atuação clínica e empresarial. Psicoterapeuta individual e em grupo de crianças, adolescentes, adultos, idosos, casal e família, online e presencial, pós-graduada em Gestão do Capital Humano. Consultora de recolocação profissional desde 2003, capacitando e orientando profissionais em transição de carreira na busca de novas oportunidades. Também consultora em diversas empresas nacionais e multinacionais, nas diversas áreas de RH, atendimento e avaliação psicológica de profissionais.

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