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Psicofobia: O que é, consequências e como resolver

Publicado em 25 de fevereiro de 2021
Categoria: Bem estar, Comportamento, Psicologia
pessoa sofrendo com psicofobia

Você sabe o que é a psicofobia? Apesar de ser um termo desconhecido por muitos, a psicofobia é praticada todos os dias, o tempo todo – e talvez você já tenha sido psicofóbico alguma vez!

 

O que é a psicofobia?

A psicofobia se caracteriza pela exclusão e preconceito de pessoas com dificuldades psicológicas e emocionais. Ela está presente até em coisas que passam despercebidas no cotidiano. Por exemplo, em falas como “você é louca, precisa ser internada”, “ela não tem depressão, é só preguiça”, “psicólogo é coisa de maluco”, “gente normal não faz terapia”…

Além disso, a psicofobia se mostra na desassistência às pessoas com transtornos mentais em hospitais, postos de saúde e clínicas particulares. A falta de leitos, de estrutura assistencial, de equipamentos e de espaços adaptados para acolher os pacientes psiquiátricos também são amostras de exclusão.

 

Por que ocorre psicofobia?

Historicamente, as pessoas com transtornos mentais foram excluídas do convívio social e consideradas inferiores. Por décadas os transtornos mentais eram vistos como possessões demoníacas, falta de oração, histeria, preguiça, má vontade…

Os pacientes psiquiátricos eram isolados, trancados em celas ou abandonados nas ruas, e não raro morriam de fome ou de doenças não tratadas.

Conseguimos notar, atualmente, os resquícios desse tipo de pensamento. Muitas pessoas com depressão ou ansiedade, por exemplo, são vistas como “dramáticas” ou “exageradas”, como se o comportamento depressivo/ansioso fosse proposital. Além disso, muitos ainda insinuam que trabalhar, orar ou “arrumar o que fazer” é a cura para os transtornos mentais ou transtornos de personalidade.

 

As fases da psicofobia

Afinal, o que gera a psicofobia? O que leva alguém a excluir e estigmatizar outras pessoas?

Podemos separar a psicofobia em três “fases” que levam à exclusão social.

1- Estereótipo:

a criação de uma crença negativa sobre os pacientes psiquiátricos. Esse estereótipo é reforçado toda vez que repetimos falas psicofóbicas e passamos essa crença adiante.

2- Preconceito:

é a nossa reação emocional, motivada pelo estereótipo. São os sentimentos negativos que nutrimos por um grupo – raiva, medo, ódio…

3- Discriminação:

é o comportamento motivado pelo preconceito. Pode ser evitação, afastamento, exclusão…

Consequências da psicofobia

Quem sofre de transtornos mentais já tem uma rotina difícil, lidando com sintomas e com a autoaceitação. Quando essas pessoas ouvem “piadas” ou falas que insinuam que seus transtornos são falsos, se sentem ridicularizadas, inferiores e culpadas.

Além disso, a psicofobia também afeta aquelas pessoas que estão apresentando sintomas e ainda não buscaram ajuda médica e não possuem um diagnóstico.

Muitas deixam de buscar auxílio, pois acreditam que são responsáveis pelos sintomas e, portanto, não merecem ser ajudadas. Outras, ainda, têm medo de serem desacreditadas, excluídas de seus círculos de amizade e/ou familiares, perderem o emprego, ouvirem comentários maldosos, etc.

Abandonadas à própria sorte, sem uma rede de apoio adequada e sem amparo no sistema de saúde, não é incomum que pessoas que sofrem de transtornos mentais acabem no sistema penitenciário ou vivendo nas ruas, vulneráveis e desassistidas.

 

Como resolver a psicofobia?

Antes de tudo, precisamos nos informar! A informação é a maior arma contra o preconceito.

Psicofobia: a informação é a maior arma contra o preconceito.

Pesquisas indicam que cerca de 300 milhões de pessoas sofrem com a depressão em todo o mundo. Você sabia disso?

Considerando esses números, pode-se imaginar que alguma pessoa do seu convívio tenha depressão ou seja próxima de alguém que sofre com esse transtorno.

Assim, é ainda mais importante pesquisar sobre o assunto e se esforçar ao máximo para não reproduzir falas psicofóbicas.

Precisamos desenvolver a empatia, tentar ver o mundo pelos olhos do outro e entender que saúde mental não é brincadeira. Ninguém é culpado por ter transtornos mentais, e todos merecem ser tratados igualmente – com respeito às diferenças, gentileza e paciência!

Todos nós passamos por dificuldades e estamos sujeitos a desenvolver transtornos. Assim, é muito importante termos consciência e responsabilidade, cuidarmos de nós mesmos e de todas as pessoas que nos cercam.

Se você estiver passando por um momento difícil, lembre-se: você não está sozinho! Afaste-se de pessoas tóxicas e psicofóbicas, se cerque de amor e positividade e, acima de tudo, busque ajuda.

A psicoterapia pode te auxiliar nos momentos mais difíceis e trazer de volta o bem estar e a qualidade de vida. Não deixe que a psicofobia te afaste da busca pelo autoconhecimento e saúde mental; invista em si mesmo!

Na Psicotér, contamos com uma grande equipe de psicólogas especializadas, que realizam atendimento presencial (em Porto Alegre) e online.

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Lisiane Duarte – CRP 07/12563
Psicóloga e Diretora Técnica da Psicotér

Texto por: Netuno – redatora da Equipe Psicotér

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    2 Comentários

    1. Lilia Ramos Pereira | 27 de fevereiro, 2021

      Eu sou Bordeline e preciso muito de ajuda

      • Psicotér | 01 de março, 2021

        Lilia, o transtorno de personalidade borderline pode trazer muitos prejuízos para a sua rotina e interferir na sua qualidade de vida.
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