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Encerrando ciclos

Mão desenhando um ciclo com setas em um quadro, representando o processo de encerrar ciclos e iniciar novas fases da vida

As marcas e cicatrizes que marcam a vida, apenas nos fazem lembrar o que fomos, o que fizemos e o que devemos evitar.

Nunca carregue contigo o lixo da dor, da mágoa, da decepção… Renove todos os dias na sua mente a convicção de que és vencedor, carrega contigo a “coragem” para enfrentar os desafios da vida, e assim, ir irradiando luz e paz ao seu redor.

O texto abaixo, de Glória Hurtado, é uma fonte maravilhosa de reflexão para as mudanças que desejamos. E assim comecemos nosso ano de 2015…

Encerrando Ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistimos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e sentido das outras etapas que precisamos viver…

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já acabaram…

Você pode passar muito tempo se perguntando por que determinadas coisas acontecem. Pode dizer para si mesmo que não dará mais nenhum passo, enquanto não entender as razões que levaram a certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó… Mas tal atitude será um desgaste imenso por todos, seja parceiros, amigos, familiares, todos estarão encerrando capítulos, virando a página, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado…

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará…

Não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais. Não podemos ser amantes que viveram, noite e dia, uma ligação com quem já foi embora; com quem  não vai voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente passam ir embora. Por isso, é tão importante destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros. Abra espaço no seu corações ao se desfazer das lembranças. Crescer é deixar ir embora, soltar, desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto, às vezes ganhamos, às vezes perdemos.

Não espere que lhe devolvam algo. Não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que compreendam seu amor.

Pare de ligar a TV emocional e assistir sempre ao mesmo programa. Isso o estará, apenas, envenenando e nada mais.

Encerre ciclos, não pelo orgulho, por incapacidade ou soberba. Faça isso porque aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem você é.

O que significa encerrar ciclos na vida?

Encerrar ciclos na vida significa reconhecer que determinadas fases, relações ou experiências cumpriram seu papel e já não contribuem para o crescimento pessoal.

Esse processo envolve aceitar mudanças, lidar com perdas simbólicas e permitir que o novo tenha espaço para surgir.

Muitas vezes, encerrar um ciclo não é uma escolha confortável, mas se torna necessária para preservar a saúde emocional. Quando feito com consciência, esse movimento fortalece a maturidade e a autonomia emocional.

Por que encerrar ciclos pode ser tão difícil?

Encerrar ciclos é difícil porque envolve desapego, luto e ruptura de vínculos afetivos ou identitários. Mesmo situações negativas podem gerar apego por serem familiares.

Além disso, o cérebro humano tende a buscar segurança no conhecido, ainda que ele cause sofrimento. Por isso, muitas pessoas permanecem em ciclos desgastantes por medo de enfrentar o vazio do novo.

Como identificar quando um ciclo chegou ao fim?

Identificar o fim de um ciclo ocorre quando há perda de sentido, desgaste constante e sensação de estagnação. A pessoa percebe que, apesar do esforço, nada evolui.

Emoções como frustração, cansaço e desmotivação tornam-se frequentes. Esses sinais indicam que insistir pode gerar mais dor do que mudança.

Como encerrar ciclos no trabalho de forma saudável?

Encerrar ciclos no trabalho de forma saudável envolve reconhecer quando uma experiência profissional já não promove aprendizado, crescimento ou bem-estar.

Mudanças de carreira, desligamentos ou trocas de ambiente fazem parte da vida profissional.

Embora o medo da instabilidade exista, permanecer em um local que gera sofrimento constante cobra um preço emocional alto. Por isso, encerrar esse ciclo pode ser um ato de autocuidado.

Quais sinais indicam que um ciclo profissional precisa ser encerrado?

Sinais claros incluem desmotivação diária, sentimento de inutilidade, conflitos constantes e impacto negativo na saúde emocional.

Muitas pessoas relatam ansiedade intensa antes de iniciar o expediente ou alívio extremo ao pensar em sair. Quando o trabalho passa a consumir toda a energia emocional, o ciclo pode estar esgotado.

Como lidar com o medo de mudar ou recomeçar no trabalho?

Lidar com o medo exige reconhecer que a insegurança faz parte de qualquer transição. Planejar, buscar apoio e respeitar o próprio tempo ajuda nesse processo.

Histórias de pessoas que mudaram de carreira mostram que o medo não desaparece, mas se torna manejável. O mais importante é não confundir medo com incapacidade.

Por que dói tanto fechar um ciclo, mesmo quando ele já não faz sentido?

Fechar um ciclo dói porque, mesmo quando algo já não funciona, ele ainda representa segurança emocional e familiaridade.

O cérebro prefere o conhecido, mesmo que seja ruim, do que o vazio do desconhecido. Por isso, sair de uma situação que machuca pode doer mais do que continuar nela.

É como largar um emprego que te adoece, mas paga as contas, ou terminar um relacionamento que não te faz feliz, mas que você conhece cada detalhe.

A dor não vem só da perda do outro, mas da perda da rotina, da identidade e da esperança de que “talvez um dia melhore”.

O que exatamente se perde quando um ciclo se encerra?

Quando um ciclo acaba, não se perde apenas uma pessoa ou situação, mas tudo o que vinha com ela. Perde-se a versão do futuro imaginada, os planos feitos em silêncio e até a imagem de quem você achava que seria naquela história.

Muitas pessoas dizem sentir saudade não do que viveram, mas do que poderia ter sido. Isso explica por que, mesmo sabendo que não fazia sentido continuar, o coração ainda insiste em doer.

A dor vem do presente ou do passado?

Na maioria das vezes, a dor vem do passado e das expectativas criadas, não da realidade atual. O sofrimento está mais ligado ao apego emocional do que à situação concreta que foi encerrada.

Por que insistimos em ciclos que já nos machucaram?

Insistir em ciclos que machucam acontece porque o cérebro associa repetição com tentativa de controle. Mesmo sofrendo, a pessoa acredita que, se tentar mais uma vez, dessa vez pode dar certo. É uma forma inconsciente de buscar reparação emocional.

Por exemplo, alguém que sempre se sentiu rejeitado pode insistir em relações frias, tentando provar que agora será escolhido. O problema é que, enquanto a ferida não é vista, o padrão se repete.

O papel das feridas emocionais na repetição

Feridas emocionais não resolvidas fazem a pessoa voltar para situações parecidas, mesmo mudando os personagens. A história muda, mas o sentimento é o mesmo. Isso acontece porque o cérebro tenta “consertar” o passado através do presente.

Enquanto a pessoa não entende o que está buscando naquele ciclo, ela segue presa nele, acreditando que o problema está sempre no outro.

Por que repetir ciclos é um pedido de consciência?

Repetir ciclos é um pedido de consciência porque algo importante ainda não foi aprendido ou integrado emocionalmente. A repetição funciona como um alerta interno dizendo que existe uma lição sendo ignorada. Quanto menos consciência, mais o padrão se repete.

Na prática, é como viver a mesma história com nomes diferentes. O enredo muda pouco, mas o final costuma ser o mesmo. Isso não acontece para punir, mas para chamar atenção.

O que acontece quando a consciência aparece?

Quando a pessoa começa a perceber o próprio padrão, algo muda internamente. Ela passa a enxergar escolhas automáticas e percebe que não está presa por destino, mas por hábito emocional. Esse é o primeiro passo para sair do ciclo.

A consciência não elimina a dor imediatamente, mas evita que ela se repita da mesma forma.

Consciência dói?

A consciência dói porque quebra ilusões. Enxergar o próprio padrão pode gerar tristeza, sentimento de raiva ou culpa, mas também traz liberdade. É uma dor que cura, não que aprisiona.

Como encerrar ciclos de amizade sem culpa excessiva?

Encerrar ciclos de amizade sem culpa excessiva significa compreender que nem todos os vínculos acompanham as mudanças na vida pessoal ao longo da vida.

As amizades podem se transformar ou se afastar naturalmente. Forçar a permanência de relações que já não oferecem troca saudável gera desgaste emocional. Reconhecer limites é uma forma de respeito consigo e com o outro.

Quando uma amizade deixa de ser saudável?

Uma amizade deixa de ser saudável quando há desrespeito, competição constante ou invalidação emocional. Em alguns casos, a relação se mantém apenas por hábito ou história compartilhada.

Com o tempo, isso gera ressentimento e afastamento emocional. Perceber esses sinais ajuda a encerrar o ciclo de forma mais consciente.

Como comunicar o afastamento de forma respeitosa?

Comunicar o afastamento envolve honestidade, empatia e limites claros. Nem sempre é necessário um rompimento formal, mas quando há diálogo, ele deve ser feito sem acusações.

Falar sobre mudanças pessoais e necessidades atuais reduz conflitos. O respeito no encerramento preserva a dignidade emocional de ambos.

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