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Transtorno Obsessivo Compulsivo – Acumuladores

Categoria: Comportamento, Doenças e Transtornos

Você sabia que o problema em acumular coisas vai muito além de uma simples desordem na casa?

Esse transtorno tem bases psicológicas que podem ir desde um estado depressivo muito profundo, até um mecanismo de defesa perante o mundo exterior. Exatamente! A conduta de acumular coisas pode ter relação a um mecanismo de defesa que mantém as emoções do paciente controladas.

É um problema de aprendizagem social e de personalidade, além de ser uma resposta ao estímulo ambiental. Tão simples como a ganância de gastar muito dinheiro ou o número de conquistas sexuais que alguém pode ter. Ainda, é a contribuição social que tem a ver com esse nível de aceitação; a obsessão em acumular coisas que não se vai mais usar. O transtorno acumulativo faz parte dos transtornos obsessivos compulsivos (TOC). É um problema relacionado à ansiedade, apreensão e conduta repetitiva. Segundo a Fundação Internacional de Transtornos Compulsivos nos Estados Unidos, 1 em cada 4 pacientes diagnosticados com TOC, são também acumuladores.

Os sintomas da acumulação podem ser leves ou muito graves, no entanto, os especialistas da Clínica de Transtorno Obsessivo Compulsivo detectaram que um paciente pode levar até 7 anos para procurar um médico, acima de tudo, por medo de que o internem.

Em alguns casos, os transtornos obsessivos compulsivos são adquiridos ainda na infância, mas se fazem mais evidentes na idade adult

a. Ainda que os sintomas possam desaparecer, acabam persistindo na maioria dos pacientes e podem se modificar com o tempo.

Segundo uma definição da American Psychological Association (APA), as compulsões são atos repetitivos que as pessoas fazem para diminuir a ansiedade gerada por uma obsessão; podem ir desde fazer a mesma tarefa várias vezes por dia, até guardar objetos ao ponto em que se acumulem.

A origem do transtorno ainda está em discussão na comunidade científica. Em geral, a aparição dos transtornos obsessivos compulsivos se relaciona com a combinação de fatores genéticos, ambientais e de envelhecimento.

A síndrome de Diógenes:

Uma condição mais agravada desse transtorno é a Síndrome de Diógenes. Ela se diagnostica para aqueles pacientes que, além de acumular coisas, se recusam a ter contato com outras pessoas.

Em 1975, foi dado o nome para essa doença por causa de Diógenes de Sinope, filósofo grego famoso por possuir um estilo de vida simples e renunciar a todo tipo de conforto.

As pesquisas em torno dessa síndrome iniciaram oficialmente em 2000 e, atualmente, se estima que pouco mais de 2.5% da população mundial sofre desses sintomas.

“Imagine que sua mente está presa em um pensamento ou em uma imagem específica. Esse pensamento é repetido uma e outra vez, independentemente do que você faz, ou seja, o sistema de alerta do seu cérebro não está funcionando corretamente”, diz Dr. Eduardo Calixto, do Departamento de Neurologia do Instituto Nacional de Psiquiatria.

Tratamento:

Ainda que você possa pensar que limpar a casa de uma pessoa com esse tipo de transtorno seja de grande ajuda, na realidade, é uma causa perdida.

“As tentativas de limpar casas de pessoas acumuladoras, sem tratar o problema subjacente, tendem a falhar. As famílias podem passar horas e gastar milhares de reais na tentativa; apenas para descobrir que o problema acaba se repetindo, geralmente, poucos meses depois. Os acumuladores que tiverem seus ambientes organizados sem o consentimento podem apresentar uma angústia extrema. Inclusive se apegar ainda mais em suas possessões. Isso pode encaminhar uma recusa por ajuda no futuro.” De acordo com a Fundação Internacional de Transtornos Compulsivos.

Quem sofre desse transtorno normalmente passa por uma intervenção cognitiva; se baseia na motivação do paciente em tratar suas obsessões, e um psicoterapeuta cognitivo-comportamental, que ajuda para que esse paciente seja capaz de controlar seu pensamento e restabeleça suas funcionalidades. Também são incluídas técnicas de relaxamento, combinadas com medicamentos.

Os médicos e as pessoas próximas desses pacientes não devem esquecer que a ansiedade se produz pela dúvida. A incógnita de saber onde estarão esses objetos ou se perguntarem: “E se um dia preciso disso e não tenho?”. A acumulação se trata como um vício.

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