Endereços psicoter
Rua Vigário José Inácio, 250 Sala 102 Centro - Porto Alegre
R. Antônio Joaquim Mesquita, 131 - Passo d'Areia - Porto Alegre
Rua Esteves Júnior, 50, Sala 404 - Florianópolis
SEG A SEX DÀS 7H ÀS 22H - SÁB DÀS 7H ÀS 12:30H

Quando um hábito torna-se um vício?

habito-1
Para responder esta pergunta primeiro precisamos entender o que caracteriza cada um destes comportamentos e como diferenciá-los.

Entende-se como hábito todo comportamento adquirido, voluntariamente ou não, e que costuma se repetir com determinada frequência. Por exemplo lavar os dentes, beber água ou comer algo doce após as refeições.

Alguns hábitos podem ser adequados e gerar saúde, bem estar e resultados positivos; assim como, outros podem ser disfuncionais. Como por exemplo, checar as redes sociais em excesso, roer as unhas, entre outros.

O condicionamento que caracteriza o hábito tem uma função importante em nosso organismo: poupar energia. Ou seja, toda novidade exige do nosso corpo muita atenção às etapas, o que gera um certo nível de estresse.

Quando repetimos tal comportamento muitas vezes, de forma inteligente, nosso cérebro o registra como um código, que é acionado e nos leva ao resultado esperado sem a necessidade de pensar sobre cada detalhe, quase que automaticamente.

Charles Duhigg, autor do livro “O Poder do Hábito”, chama este mecanismo de Loop do Hábito. Ele se refere sobre a tríade: Deixa, Rotina e Recompensa, e afirma que todo hábito é composto por estes elementos.

Imagem - Homem fazendo musculação

A deixa é o gatilho, aquilo que remete ao indivíduo a necessidade de passar pelo ciclo do hábito. Rotina é todo o processo já aprendido e automático que leva até resultado final. Já a recompensa, o nome já diz, é o resultado esperado.

Neste processo há outro elemento fundamental, o anseio. Todos nós conscientes ou não adquirimos novos hábitos para suprir nossos anseios. Estes podem ser necessidades sociais, emocionais, físicas…Por exemplo, uma pessoa que tem o hábito de se exercitar todos os dias pela manhã.

Ela intencionalmente implementou este comportamento em sua vida em busca de saúde, bem estar e beleza. Logo, após concluir o café da manhã veste a roupa apropriada gerando a deixa para ir até a academia. Lá realiza seu treino e por fim sente-se recompensada com a endorfina em seu corpo.

Hoje, com o hábito instalado, esta pessoa passa pelo loop em busca da sensação de bem estar. Porém é importante entender que o anseio que levou a persistência foi a sua insatisfação estética e a busca por uma imagem socialmente aceita. Apesar da recompensa diária ser a endorfina e sensação de bem estar, na verdade, ela é a simbolização de seu anseio maior sendo atingido.

Hábitos podem ser adquiridos e modificados, e apesar de alguns serem negativos, é possível evitá-los com certo esforço. Quando você está em algum lugar e não pode realizar determinado comportamento, possivelmente se sentirá ansioso, mas não passará de um
desconforto.

Aí começamos a entender a diferença entre um hábito e um vício. Comportamentos e condutas frequentes também podem ser entendidos como vício, neste caso, caracteriza-se por uma perturbação mais grave na vida de quem o adquire, envolvendo sintomas psicológicos e físicos que geram a necessidade extrema de repeti-los.

Quando pensamos em vícios lembramos de situações que prejudicam significativamente o funcionamento do indivíduo, como o uso de drogas e álcool, o excesso de jogos, compras e outros.

Há vícios que inicialmente podem ser interpretados como positivos, por exemplo o exercício físico. Porém, há algo inadequado quando este comportamento ultrapassa o equilíbrio do que é saudável e passa a interferir significativamente no vida desta pessoa, ou seja, a atividade passa a ser prioridade e pode gerar prejuízos físicos como lesões e afastamento social e profissional.

O prejuízo é todo aquele resultado não desejado por quem tem estes comportamentos repetitivos. São impactos negativos decorrente do hábito ou vício na vida social, familiar e profissional, assim como, na saúde física, emocional e financeira.

Nos vícios o grau do prejuízo é significativamente maior do que nos hábitos disfuncionais. Outra diferença entre hábito e vício, é quando aquele condicionamento adquirido apresenta sintomas de dependência. O hábito, apesar de desconfortável é possível evitar, já o vício não.

O indivíduo sente uma necessidade extrema de repetir o comportamento em busca de cessar o anseio, com sintomas físicos e psicológicos característicos. Em outras palavras, nós temos o livre arbítrio de escolher, modificar e conter nossos hábitos, o mesmo não acontece quando nos tornamos viciados em algo e passamos a não controlar a necessidade que nos leva até o comportamento.

Entender quais anseios o levaram a adquirir tais hábitos é fundamental para gerenciá-los e controlá-los para que estes comportamentos não se torne um vício.

✔️ Por Gabriela Radunz – Psicóloga da Equipe Psicotér

Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, Online ou Presencial, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

Gostou? Compartilhe
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram

Veja também

Avaliação Psicológica Bônus




    Se identificou com o assunto deste post?


    Então deixe seus dados abaixo que entraremos em contato em instantes* para agendar sua AVALIAÇÃO BÔNUS!

    Seu nome*
    Seu e-mail*
    Seu telefone

    Leia também

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    RECEBA NOVIDADES

    Receba novidades, notícias e tudo sobre nossa empresa diretamente no seu email :

      Um centro de atendimento psicológico que desde 2010 tem seu foco em você, no seu desenvolvimento pessoal, seu bem-estar e também em sua qualidade de vida.
      SEG A SEX DÀS 7H ÀS 22H - SÁB DÀS 7H ÀS 12:30H

      © 2021- Todos os direitos reservados - Clínica de Psicologia Psicotér