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Quando um hábito torna-se um vício?

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Para responder esta pergunta primeiro precisamos entender o que caracteriza cada um destes comportamentos e como diferenciá-los.

Entende-se como hábito todo comportamento adquirido, voluntariamente ou não, e que costuma se repetir com determinada frequência. Por exemplo lavar os dentes, beber água ou comer algo doce após as refeições.

Alguns hábitos podem ser adequados e gerar saúde, bem estar e resultados positivos; assim como, outros podem ser disfuncionais. Como por exemplo, checar as redes sociais em excesso, roer as unhas, entre outros.

O condicionamento que caracteriza o hábito tem uma função importante em nosso organismo: poupar energia. Ou seja, toda novidade exige do nosso corpo muita atenção às etapas, o que gera um certo nível de estresse.

Quando repetimos tal comportamento muitas vezes, de forma inteligente, nosso cérebro o registra como um código, que é acionado e nos leva ao resultado esperado sem a necessidade de pensar sobre cada detalhe, quase que automaticamente.

Charles Duhigg, autor do livro “O Poder do Hábito”, chama este mecanismo de Loop do Hábito. Ele se refere sobre a tríade: Deixa, Rotina e Recompensa, e afirma que todo hábito é composto por estes elementos.

Imagem - Homem fazendo musculação

A deixa é o gatilho, aquilo que remete ao indivíduo a necessidade de passar pelo ciclo do hábito. Rotina é todo o processo já aprendido e automático que leva até resultado final. Já a recompensa, o nome já diz, é o resultado esperado.

Neste processo há outro elemento fundamental, o anseio. Todos nós conscientes ou não adquirimos novos hábitos para suprir nossos anseios. Estes podem ser necessidades sociais, emocionais, físicas…Por exemplo, uma pessoa que tem o hábito de se exercitar todos os dias pela manhã.

Ela intencionalmente implementou este comportamento em sua vida em busca de saúde, bem estar e beleza. Logo, após concluir o café da manhã veste a roupa apropriada gerando a deixa para ir até a academia. Lá realiza seu treino e por fim sente-se recompensada com a endorfina em seu corpo.

Hoje, com o hábito instalado, esta pessoa passa pelo loop em busca da sensação de bem estar. Porém é importante entender que o anseio que levou a persistência foi a sua insatisfação estética e a busca por uma imagem socialmente aceita. Apesar da recompensa diária ser a endorfina e sensação de bem estar, na verdade, ela é a simbolização de seu anseio maior sendo atingido.

Hábitos podem ser adquiridos e modificados, e apesar de alguns serem negativos, é possível evitá-los com certo esforço. Quando você está em algum lugar e não pode realizar determinado comportamento, possivelmente se sentirá ansioso, mas não passará de um
desconforto.

Aí começamos a entender a diferença entre um hábito e um vício. Comportamentos e condutas frequentes também podem ser entendidos como vício, neste caso, caracteriza-se por uma perturbação mais grave na vida de quem o adquire, envolvendo sintomas psicológicos e físicos que geram a necessidade extrema de repeti-los.

Quando pensamos em vícios lembramos de situações que prejudicam significativamente o funcionamento do indivíduo, como o uso de drogas e álcool, o excesso de jogos, compras e outros.

Há vícios que inicialmente podem ser interpretados como positivos, por exemplo o exercício físico. Porém, há algo inadequado quando este comportamento ultrapassa o equilíbrio do que é saudável e passa a interferir significativamente no vida desta pessoa, ou seja, a atividade passa a ser prioridade e pode gerar prejuízos físicos como lesões e afastamento social e profissional.

O prejuízo é todo aquele resultado não desejado por quem tem estes comportamentos repetitivos. São impactos negativos decorrente do hábito ou vício na vida social, familiar e profissional, assim como, na saúde física, emocional e financeira.

Nos vícios o grau do prejuízo é significativamente maior do que nos hábitos disfuncionais. Outra diferença entre hábito e vício, é quando aquele condicionamento adquirido apresenta sintomas de dependência. O hábito, apesar de desconfortável é possível evitar, já o vício não.

O indivíduo sente uma necessidade extrema de repetir o comportamento em busca de cessar o anseio, com sintomas físicos e psicológicos característicos. Em outras palavras, nós temos o livre arbítrio de escolher, modificar e conter nossos hábitos, o mesmo não acontece quando nos tornamos viciados em algo e passamos a não controlar a necessidade que nos leva até o comportamento.

Entender quais anseios o levaram a adquirir tais hábitos é fundamental para gerenciá-los e controlá-los para que estes comportamentos não se torne um vício.

✔️ Por Gabriela Radunz – Psicóloga da Equipe Psicotér

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