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Tipos de emoções e suas funções: Veja quais são os principais

Mulher representando diferentes emoções humanas como raiva, tristeza e neutralidade em montagem ilustrativa sobre tipos de emoções e suas funções.

Não é de hoje que todas as pessoas se deparam com o conflito entre razão X emoção e os tipos de emoções. A humanidade desde que evoluiu a certo grau de consciência, adquiriu noções de riscos e consequências. Também ampliou a capacidade de pensar sobre seus próprios sentimentos e emoções.

Alguns sentimentos são bons e agradáveis, ao passo que outros podem ser desagradáveis e ruins, porém todas as emoções são inatas ao ser humano e estão presentes na vida de todas as pessoas, em maior ou menor grau e intensidade.

Embora algumas pessoas possam ser mais impulsivas e irracionais, deixando as emoções tomarem conta de si e interferirem de forma mais direta no seu comportamento. Porém as emoções sempre tem uma importante função em fazer a pessoa se expressar e comunicar o que sente, suas intenções, percepções e interesses.

O que se torna um desafio é o gerenciamento das emoções e o enfrentamento de soluções e problemas. Toda emoção interfere nas atitudes, afeta de um modo ou outro o comportamento. O que difere de pessoa para pessoa é a capacidade de conseguir gerenciar seus sentimentos.

smiley 2979107 1920Também administrar a intensidade com que se manifestam ampliar a autoconsciência e o autocontrole. Ou seja, poder pensar o que faz com que eu me sinta desse modo, causas prováveis. Quais as situações mais difíceis de eu enfrentar que me deixam com medo, triste ou me fazem sentir raiva. Ou pelo contrário, o que me torna mais alegre, realizado e feliz.

Junto a isso, temos que aumentar a tolerância e permitir-se sentir emoções boas ou ruins. No entanto, acompanhada da razão (autocontrole).

Tipos de emoções

Nos tipos de emoções, se por um lado as emoções positivas, a alegria, a felicidade e o prazer sinalizam o bem-estar, conquistas e gratificações, por outro lado as principais emoções negativas, a raiva, a tristeza e o medo tem o objetivo de comunicar a contrariedade, a decepção, a frustração preparando desse modo o indivíduo para um enfrentamento e busca de solução de problemas, causando alterações até mesmo hormonais e fisiológicas nos indivíduos.

Em todas as emoções intensas e mais comuns, na alegria, na raiva, na tristeza e no medo, há uma aceleração do coração, um aumento da frequência respiratória, alteração do tônus muscular, podendo ficar mais rígido ou relaxado, dependendo dos tipos de emoções.

A ALEGRIA

A alegria é a emoção que tem o poder de expressar os melhores momentos da vida. Ou seja está relacionada ao bem-estar e a felicidade, traduzindo situações de conquistas, reconhecimento, realizações e comemorações.

A alegria é uma emoção positiva que, da mesma forma, influencia as ações, comportamentos e a saúde do indivíduo como um todo de maneira positiva.

Sentir-se alegre estimula a liberação de endorfina e dopamina no organismo. Isto provocando uma sensação agradável de prazer e uma resposta emocional também positiva.

A RAIVA

O sentimento de raiva é a emoção que expressa o ódio, assim como outros sentimentos ruins, desagradáveis e negativos. Pois, ela pode estar associada à irritabilidade, ao mau-humor, ao mal-estar, ao desgosto, a frustração, a contrariedade, a perdas, entre outros.

Geralmente a raiva afeta o comportamento e influencia negativamente as ações da pessoa, podendo interferir nas capacidades de autoconsciência e autocontrole de impulsos, gerando problemas e conflitos. A raiva aumenta o nível de adrenalina do organismo, tonando a pessoa mais agressiva.

A TRISTEZA

Dentro dos tipos de emoções, a tristeza é uma das emoções mais negativas que podem ser sentidas pelas pessoas. Ou seja, tem a função de comunicar situações ruins e desagradáveis que estão sendo vividas.

Esse sentimento também costuma estar associado a eventos difíceis. Tais como perdas, perda do emprego, morte de um ente querido, derrotas e vem associado de outras emoções negativas como impotência, frustração, desamparo, entre outros.

Medo: função de proteção e sobrevivência

O medo tem a função principal de proteger a pessoa e garantir sua sobrevivência. Ele surge quando o cérebro identifica algum tipo de ameaça, real ou percebida.

Por exemplo, ao atravessar uma rua e ver um carro vindo rápido, o medo faz o corpo reagir imediatamente. O coração acelera e a pessoa se afasta do perigo. Nesse sentido, o medo é uma emoção necessária e saudável.

No dia a dia, o medo também atua em situações menos extremas. Ele pode aparecer antes de uma decisão importante ou de uma conversa difícil. Isso não significa fraqueza, mas um sinal de alerta interno.

O problema surge quando o medo paralisa e impede a pessoa de viver. Quando bem compreendido, ele orienta escolhas mais seguras.

Quando o medo deixa de ser protetor?

O medo deixa de ser protetor quando passa a impedir ações importantes sem existir perigo real. Por exemplo, alguém pode evitar relacionamentos por medo de sofrer novamente.

Nesse caso, o medo não protege, apenas isola. A emoção continua ativa, mas fora de contexto. Reconhecer essa diferença é essencial para lidar melhor com ela.

Além disso, o medo excessivo costuma estar ligado a experiências passadas. O corpo reage como se o perigo ainda existisse. Trabalhar esse medo ajuda a recuperar a liberdade emocional.

É possível conviver bem com o medo?

É possível conviver bem com o medo quando ele é reconhecido e escutado. Em vez de lutar contra ele, a pessoa aprende a entender o que está sendo sinalizado. Assim, o medo vira um aliado e não um inimigo. Isso gera mais consciência e equilíbrio emocional.

Raiva: função de defesa e limite

O sentimento de raiva tem a função de defesa e de proteção dos próprios limites. Ela surge quando a pessoa se sente invadida, desrespeitada ou injustiçada.

Por exemplo, quando alguém ultrapassa um limite importante, a raiva aparece como um alerta interno. Essa emoção mostra que algo não está certo. Ela não é negativa por si só.

A raiva ajuda a pessoa a se posicionar. Sem ela, muitos limites seriam constantemente violados. O problema surge quando a raiva é reprimida ou explode de forma descontrolada.

Em ambos os casos, o sofrimento aumenta. Aprender a expressar raiva de forma saudável é fundamental.

Por que sentimos culpa ao sentir raiva?

Muitas pessoas sentem culpa ao sentir raiva porque aprenderam que essa emoção é errada. Desde cedo, ouviram que ficar bravo é falta de educação.

Por exemplo, alguém pode engolir a raiva para não parecer agressivo. Com o tempo, isso gera ressentimento e desgaste emocional. A raiva não some, apenas se acumula.

Além disso, a culpa impede a comunicação clara. A pessoa deixa de expressar o que precisa. Reconhecer a raiva sem julgamento ajuda a usá-la como ferramenta de proteção.

O custo da “Boa Menina”

Muitas mulheres sofrem da “Síndrome da Boa Menina”, engolindo a raiva para manter a harmonia. O problema é que a raiva engolida vira ressentimento ou sintoma físico (gastrite, tensão muscular, bruxismo).

Além disso, um relacionamento onde a raiva não pode ser expressa é um relacionamento frágil. Se você não diz o que te irrita, o outro continua pisando no seu pé sem saber.

Expressar a raiva com respeito é um ato de cuidado com a relação, pois impede que o vínculo se desgaste pelo silêncio acumulado.

Raiva sempre leva à agressividade?

A raiva não leva necessariamente à agressividade. Ela só se torna agressiva quando não é compreendida ou regulada. É possível sentir raiva e ainda assim se comunicar com respeito. Quando bem canalizada, a raiva fortalece limites e relações.

Sentir as emoções, sejam elas boas ou ruins, fazem parte do dia a dia de qualquer pessoa. Não é possível e nem saudável desconsiderá-las ou não senti-las. O importante é o ser humano expandir a consciência e conseguir identificar a causa.  A intensidade que certas emoções lhe afetam e conseguir gerenciá-las com autonomia.

Por Márcia Moraes – CRP 07/12844
Psicóloga individual, casal e família

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