Não é de hoje que todas as pessoas se deparam com o conflito entre razão X emoção e os tipos de emoções. A humanidade desde que evoluiu a certo grau de consciência, adquiriu noções de riscos e consequências. Também ampliou a capacidade de pensar sobre seus próprios sentimentos e emoções.
Alguns sentimentos são bons e agradáveis, ao passo que outros podem ser desagradáveis e ruins, porém todas as emoções são inatas ao ser humano e estão presentes na vida de todas as pessoas, em maior ou menor grau e intensidade.
Embora algumas pessoas possam ser mais impulsivas e irracionais, deixando as emoções tomarem conta de si e interferirem de forma mais direta no seu comportamento. Porém as emoções sempre tem uma importante função em fazer a pessoa se expressar e comunicar o que sente, suas intenções, percepções e interesses.
O que se torna um desafio é o gerenciamento das emoções e o enfrentamento de soluções e problemas. Toda emoção interfere nas atitudes, afeta de um modo ou outro o comportamento. O que difere de pessoa para pessoa é a capacidade de conseguir gerenciar seus sentimentos.

Junto a isso, temos que aumentar a tolerância e permitir-se sentir emoções boas ou ruins. No entanto, acompanhada da razão (autocontrole).
Tipos de emoções
Nos tipos de emoções, se por um lado as emoções positivas, a alegria, a felicidade e o prazer sinalizam o bem-estar, conquistas e gratificações, por outro lado as principais emoções negativas, a raiva, a tristeza e o medo tem o objetivo de comunicar a contrariedade, a decepção, a frustração preparando desse modo o indivíduo para um enfrentamento e busca de solução de problemas, causando alterações até mesmo hormonais e fisiológicas nos indivíduos.
Em todas as emoções intensas e mais comuns, na alegria, na raiva, na tristeza e no medo, há uma aceleração do coração, um aumento da frequência respiratória, alteração do tônus muscular, podendo ficar mais rígido ou relaxado, dependendo dos tipos de emoções.
A ALEGRIA
A alegria é a emoção que tem o poder de expressar os melhores momentos da vida. Ou seja está relacionada ao bem-estar e a felicidade, traduzindo situações de conquistas, reconhecimento, realizações e comemorações.
A alegria é uma emoção positiva que, da mesma forma, influencia as ações, comportamentos e a saúde do indivíduo como um todo de maneira positiva.
Sentir-se alegre estimula a liberação de endorfina e dopamina no organismo. Isto provocando uma sensação agradável de prazer e uma resposta emocional também positiva.
A RAIVA
O sentimento de raiva é a emoção que expressa o ódio, assim como outros sentimentos ruins, desagradáveis e negativos. Pois, ela pode estar associada à irritabilidade, ao mau-humor, ao mal-estar, ao desgosto, a frustração, a contrariedade, a perdas, entre outros.
Geralmente a raiva afeta o comportamento e influencia negativamente as ações da pessoa, podendo interferir nas capacidades de autoconsciência e autocontrole de impulsos, gerando problemas e conflitos. A raiva aumenta o nível de adrenalina do organismo, tonando a pessoa mais agressiva.
A TRISTEZA
Dentro dos tipos de emoções, a tristeza é uma das emoções mais negativas que podem ser sentidas pelas pessoas. Ou seja, tem a função de comunicar situações ruins e desagradáveis que estão sendo vividas.
Esse sentimento também costuma estar associado a eventos difíceis. Tais como perdas, perda do emprego, morte de um ente querido, derrotas e vem associado de outras emoções negativas como impotência, frustração, desamparo, entre outros.
Medo: função de proteção e sobrevivência
O medo tem a função principal de proteger a pessoa e garantir sua sobrevivência. Ele surge quando o cérebro identifica algum tipo de ameaça, real ou percebida.
Por exemplo, ao atravessar uma rua e ver um carro vindo rápido, o medo faz o corpo reagir imediatamente. O coração acelera e a pessoa se afasta do perigo. Nesse sentido, o medo é uma emoção necessária e saudável.
No dia a dia, o medo também atua em situações menos extremas. Ele pode aparecer antes de uma decisão importante ou de uma conversa difícil. Isso não significa fraqueza, mas um sinal de alerta interno.
O problema surge quando o medo paralisa e impede a pessoa de viver. Quando bem compreendido, ele orienta escolhas mais seguras.
Quando o medo deixa de ser protetor?
O medo deixa de ser protetor quando passa a impedir ações importantes sem existir perigo real. Por exemplo, alguém pode evitar relacionamentos por medo de sofrer novamente.
Nesse caso, o medo não protege, apenas isola. A emoção continua ativa, mas fora de contexto. Reconhecer essa diferença é essencial para lidar melhor com ela.
Além disso, o medo excessivo costuma estar ligado a experiências passadas. O corpo reage como se o perigo ainda existisse. Trabalhar esse medo ajuda a recuperar a liberdade emocional.
É possível conviver bem com o medo?
É possível conviver bem com o medo quando ele é reconhecido e escutado. Em vez de lutar contra ele, a pessoa aprende a entender o que está sendo sinalizado. Assim, o medo vira um aliado e não um inimigo. Isso gera mais consciência e equilíbrio emocional.
Raiva: função de defesa e limite
O sentimento de raiva tem a função de defesa e de proteção dos próprios limites. Ela surge quando a pessoa se sente invadida, desrespeitada ou injustiçada.
Por exemplo, quando alguém ultrapassa um limite importante, a raiva aparece como um alerta interno. Essa emoção mostra que algo não está certo. Ela não é negativa por si só.
A raiva ajuda a pessoa a se posicionar. Sem ela, muitos limites seriam constantemente violados. O problema surge quando a raiva é reprimida ou explode de forma descontrolada.
Em ambos os casos, o sofrimento aumenta. Aprender a expressar raiva de forma saudável é fundamental.
Por que sentimos culpa ao sentir raiva?
Muitas pessoas sentem culpa ao sentir raiva porque aprenderam que essa emoção é errada. Desde cedo, ouviram que ficar bravo é falta de educação.
Por exemplo, alguém pode engolir a raiva para não parecer agressivo. Com o tempo, isso gera ressentimento e desgaste emocional. A raiva não some, apenas se acumula.
Além disso, a culpa impede a comunicação clara. A pessoa deixa de expressar o que precisa. Reconhecer a raiva sem julgamento ajuda a usá-la como ferramenta de proteção.
O custo da “Boa Menina”
Muitas mulheres sofrem da “Síndrome da Boa Menina”, engolindo a raiva para manter a harmonia. O problema é que a raiva engolida vira ressentimento ou sintoma físico (gastrite, tensão muscular, bruxismo).
Além disso, um relacionamento onde a raiva não pode ser expressa é um relacionamento frágil. Se você não diz o que te irrita, o outro continua pisando no seu pé sem saber.
Expressar a raiva com respeito é um ato de cuidado com a relação, pois impede que o vínculo se desgaste pelo silêncio acumulado.
Raiva sempre leva à agressividade?
A raiva não leva necessariamente à agressividade. Ela só se torna agressiva quando não é compreendida ou regulada. É possível sentir raiva e ainda assim se comunicar com respeito. Quando bem canalizada, a raiva fortalece limites e relações.
Sentir as emoções, sejam elas boas ou ruins, fazem parte do dia a dia de qualquer pessoa. Não é possível e nem saudável desconsiderá-las ou não senti-las. O importante é o ser humano expandir a consciência e conseguir identificar a causa. A intensidade que certas emoções lhe afetam e conseguir gerenciá-las com autonomia.
Por Márcia Moraes – CRP 07/12844
Psicóloga individual, casal e família
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