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5 atitudes de crianças com mau comportamento que podem ser um alerta

Criança fazendo expressão de raiva e gesto negativo representando mau comportamento infantil

Nem sempre é fácil traduzir em palavras, os sentimentos. Para as crianças com mau comportamento é mais difícil porque não conseguem identificar exatamente o que estão sentindo, nem o porquê  de estarem assim.

Por isso, muitas vezes se expressam através de outras formas, buscando externalizar as angústias, medos, ansiedades. Resumindo crianças com mau comportamento, geralmente têm mais dificuldade de expressar seus sentimentos.

Crianças com mau comportamento, qual é o motivo?

Mudanças fazem parte do ciclo do desenvolvimento porém podem se dar a partir de fatores externos, como divórcio dos pais, mudança de escola, nascimento de um irmão.

Essas são exemplos de situações que podem ser difíceis para as crianças lidarem. Portanto, é importante que os responsáveis estejam atentos às mudanças das crianças e  principalmente nas crianças com mau comportamento. Essas podem ser um alerta de que algo não está bem e que não estão conseguindo lidar sozinhas.

Sinais de mudanças

  1. Alterações bruscas de comportamento e/ou humor – Estas mudanças não são necessariamente um sinal de alerta. Mas atenção se forem abruptas e rápidas, pois é um sinal a ficar de olho.  Exemplos podem ser:
    mau comportamento em crianças
  • Maior agressividade;
  • Tristeza;
  • Agitação;
  • Dificuldade de manter a atenção;
  • Aumento ou diminuição do apetite;
  • Dificuldades no sono (pesadelos, medo extremo de dormir sozinho);
  • Qualquer alteração que possa estar causando sofrimento à criança.
  • Crianças com mal comportamento em geral;

2.  Dificuldades escolares – Qualquer dificuldade que a criança esteja apresentando relacionada a escola, seja de ordem comportamental, relacional ou cognitiva, merece ser avaliada. Entretanto é completamente normal que crianças aprendam através de formas e velocidades diferentes.   No entanto se  for percebida uma grande dificuldade para aprender,  mesmo com muito esforço , aí sim,  é importante investigar.

3. Dificuldades na interação social – Este item pode estar conectado ao anterior. É importante estar atento se a criança apresenta dificuldades nas habilidades sociais e de comunicação e se ocorrem apenas em um ambiente, por exemplo a escola.

Pode significar que há uma conexão com esse contexto, ou se ocorre em diversos lugares, como atividades extraclasses, parques, aniversários, convívio com outros parentes.

4. Regressão de fases desenvolvimentais – A criança  passa a apresentar enurese noturna (fazer “xixi na cama”) após já ter aprendido, pode falar de forma infantilizada, “desaprender” hábitos que já havia conquistado.

5. Somatizações – Quando o corpo da criança “fala”, é uma denúncia de que algo não está bem. Podem ser alergias, queda de cabelo, infecções, gripes constantes, enfim, quaisquer sintomas onde uma causa biológica não é encontrada. Isso pode ocorrer em função do sistema imunológico estar enfraquecido, pois é influenciado pelo estado emocional.

Percebendo as crianças com mau comportamento 

Em primeiro lugar, fortaleça o vínculo com o seu filho. Entenda que ele não está apenas querendo chamar a atenção, mas está enfrentando uma dificuldade e precisa de auxílio. Converse com ele, explique que tem percebido a mudança e demonstre que você o está escutando, acolhendo.

O mais importante é  que ele sinta que os responsáveis o enxergam, se preocupam com seus sentimentos, medos preocupações. Da mesma forma, é importante que se realizem atividades com a criança como:  ir à pracinha, realizar tarefas escolares juntos e brincar com a criança

Se a escola ainda chamou os responsáveis para conversar, a procure e demonstre a preocupação. Adquirir informações sobre o funcionamento global da criança neste ambiente é muito valioso.

No entanto é provável que a própria escola identifique o problema e realize um encaminhamento para o serviço específico em função da demanda apresentada. É importante também conversar com o(a) pediatra  que poderá identificar se certas mudanças são esperadas dentro do ciclo de desenvolvimento, ou se é um sinal de alerta.

Ao serem percebidas dificuldades, tanto de ordem emocional e comportamental, poderá ser orientado que a criança realize uma avaliação psicológica, que são realizadas por psicólogos(as) ou seja para poder investigar a fundo o funcionamento, as causas das conflitivas e o que elas significam. 

Posteriormente poderá ser estabelecido um plano de tratamento e um objetivo, a encaminhando para realizar acompanhamento em psicoterapia infantil, onde terá um espaço para aprender a lidar melhor com os seus sentimentos, psicopedagogia, fonoaudiologia, fisioterapia, reforço escolar.

O envolvimento da família com o tratamento das crianças com mau comportamento

crianca mau comportamento

Mais importante de tudo é que a família participe deste processo com a criança. Realizar terapia familiar pode ser muito rico, visto que, é muito comum a sintomática apresentada pela criança ser um resultado e uma denúncia de problemas na dinâmica familiar.

Podem estar ocorrendo ciclos viciosos de relacionamento entre os responsáveis e as crianças, o que seria por exemplo, a criança realizar um comportamento antissocial, os pais respondem de uma forma inadequada e assim por diante.

No entanto, esses ciclos podem ser difíceis de interromper. Alguns pais tem dificuldades em lidar com esses comportamentos dos filhos ou enxergar que as suas respostas estão sendo inadequadas e ineficazes.

Nesses casos o psicólogo auxiliará na compreensão desse ciclo vicioso, o que o está mantendo e como interrompê-lo.  Mudar o comportamentos e atitudes dos pais pode influenciar diretamente na melhora das dificuldades dos filhos.

A chave na educação e criação é a coerência, ou seja, não se transmite apenas o que é falado acima de tudo os exemplos que são dados.  Também a comunicação deve ser clara e objetiva, explicando “o porquê” de tal regra que deve ser cumprida.

O importante é a família se unir

Trabalhando em conjunto, é possível enxergar padrões disfuncionais na família e novas formas de lidar com os problemas. Pode ser ensinado aos pais novas ferramentas para uma parentalidade mais adequada. Têm de estabelecer os limites concomitantemente ao auxílio à criança no seu processo de individuação e crescimento.

Portanto, ao perceber na criança alguns destes sinais, é importante procurar serviços de apoio e investigar. Pode ser apenas dificuldades na fase de desenvolvimento que a criança esteja enfrentando e conseguirá finaliza-la sozinha.

Mas pode também se alongar por um grande período de tempo, causando prejuízos à criança. O problema se estabelecesse quando o sintoma apresenta longa duração, forte intensidade e grande sofrimento à criança e à família.

Como estabelecer limites saudáveis para crianças com mau comportamento?

Os limites ajudam a criança a compreender: 

  • o que é seguro;
  • o que é aceitável;
  • como conviver com outras pessoas. 

Quando esses limites são definidos com equilíbrio, a criança se sente protegida e aprende a desenvolver autonomia emocional.

Além disso, limites não representam apenas proibição ou controle. Eles funcionam como orientações que ajudam a criança a compreender o mundo e a lidar com frustrações. 

Por exemplo, quando um adulto explica que não é possível assistir televisão antes de terminar a lição de casa, ele está ensinando sobre prioridades e organização.

Por que os limites são importantes para o desenvolvimento infantil?

Os limites são importantes para o desenvolvimento infantil porque ajudam a criança a construir uma sensação de segurança emocional. 

Quando a criança entende que existem regras previsíveis, ela se sente mais protegida e consegue explorar o ambiente com mais confiança.

Por exemplo, uma criança que sabe que precisa guardar os brinquedos antes de iniciar outra atividade começa a desenvolver noções de organização e responsabilidade. Esse aprendizado simples contribui para habilidades importantes que serão utilizadas ao longo da vida.

Como aplicar limites sem gerar medo ou punição excessiva?

Aplicar limites sem gerar medo exige uma postura firme, mas ao mesmo tempo acolhedora. A criança precisa perceber que a regra existe para orientar o comportamento, e não para provocar vergonha ou humilhação. Dessa forma, o adulto atua como guia e não como ameaça.

Por exemplo, se uma criança começa a jogar objetos no chão, o adulto pode explicar que os brinquedos não devem ser usados dessa forma. Em seguida, pode mostrar qual é o comportamento esperado, como brincar de maneira segura ou guardar os objetos.

Como ajudar crianças com mau comportamento a reconhecer e expressar emoções?

Ajudar a criança a reconhecer e expressar emoções envolve ensiná-la a identificar o que está sentindo e a comunicar esses sentimentos de forma saudável. Esse aprendizado faz parte do desenvolvimento emocional e ajuda a criança a lidar melhor com:

  • frustrações;
  • conflitos;
  • mudanças.

Muitas crianças sentem emoções intensas, mas ainda não possuem vocabulário ou maturidade para descrevê-las. 

Por exemplo, uma criança pode ficar irritada ou chorosa quando está cansada ou frustrada, mas não consegue explicar o motivo. Nesse momento, o adulto pode ajudar nomeando o sentimento e oferecendo apoio.

Como ensinar a criança a identificar sentimentos? 

Ensinar a criança a identificar sentimentos começa com a observação e a nomeação das emoções. O adulto pode ajudar descrevendo o que percebe no comportamento da criança, sempre de forma simples e acolhedora.

Por exemplo, se a criança perde um jogo e começa a chorar, o adulto pode dizer que parece que ela está triste ou frustrada. Essa explicação ajuda a criança a associar a experiência emocional com uma palavra que descreve o que ela está sentindo.

Como lidar com emoções intensas nas crianças?

Lidar com emoções intensas nas crianças exige paciência e orientação. Em momentos de raiva, tristeza ou frustração, a criança ainda não possui habilidades maduras de regulação emocional. Por isso, o papel do adulto é ajudar a criança a atravessar essas emoções com segurança.

Por exemplo, quando uma criança faz uma birra porque não conseguiu algo que queria, o adulto pode primeiro reconhecer o sentimento. Frases como “eu sei que você está frustrado porque queria continuar brincando” ajudam a criança a se sentir compreendida.

Como criar um ambiente emocionalmente seguro para a criança?

Criar um ambiente emocionalmente seguro significa oferecer espaço para que a criança expresse sentimentos sem medo de julgamento ou punição exagerada. Quando a criança percebe que pode falar sobre emoções, ela aprende a confiar mais nos adultos ao seu redor.

Por exemplo, quando um adulto escuta a criança com atenção e valida o que ela sente, a criança entende que suas emoções são importantes. Esse tipo de experiência fortalece o vínculo afetivo e contribui para o desenvolvimento da autoestima.

Graziela Dengo – CRP 07/29030
Psicóloga Clínica, Pós-Graduanda em Terapia Sistêmica

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