Como lidar com a impaciência no trânsito?

 

Ter o seu próprio carro e poder se locomover pelas cidades é o sonho de muitas pessoas. A precariedade do transporte público e os diversos compromissos do dia a dia fazem com que os indivíduos sintam cada vez mais a necessidade de possuir seu automóvel. Até aí, tudo bem, pois poder se locomover livremente é vontade e desejo do ser humano. Porém, a maioria das cidades não foi planejada para um volume muito grande de automóveis. O que acontece, é o acúmulo de veículos em determinados momentos do dia, o que faz com que, muitas vezes, o tempo perdido no trânsito seja muito grande.

Essa perda de tempo, aliada ao número de compromissos diários a serem cumpridos, faz com que os indivíduos fiquem muito ansiosos e nervosos atrás do volante, tentando diminuir o tempo gasto na locomoção. Essa ansiedade, por sua vez, pode transformar pessoas normalmente calmas e gentis em indivíduos agressivos e competitivos quando estão dirigindo.

Não são incomuns pequenos lapsos de alguns motoristas virarem motivo de brigas no trânsito; não é incomum pessoas acidentarem-se por alta velocidade; não são incomuns pessoas fazendo manobras que as colocam e colocam outras pessoas em risco; não são incomuns pessoas tentando avançar sobre outras, buzinando e acelerando seus carros para fazer o trânsito andar. Parece que o mínimo ganho de tempo a cada locomoção poderá transformar-se em um ganho maior ao final do dia e esse é o prêmio da competição que se percebe todos os dias nas ruas e estradas.

Muitos compromissos, diversas atividades e a preocupação de cumpri-las podem ser motivos que levam os indivíduos a essa corrida contra o tempo. Tudo é veloz e exige-se a perfeição. O filho tem que ser levado e buscado na escola, é preciso chegar no trabalho a tempo, é preciso sair com os amigos, é preciso estar sempre com a geladeira cheia, é preciso ter uma alimentação saudável, é preciso exercitar-se, é preciso estar em casa com a família, é preciso ler, é preciso divertir-se, etc.

A pressa, muitas vezes desmedida, faz com que os indivíduos fiquem mais estressados ao ter que enfrentar sua locomoção. Dirigir se tornou um ato de coragem, atenção em dobro e até agressividade, fazendo com que muitas pessoas optem por outros meios de transporte, desde os públicos até as bicicletas. Além disso, alguns motoristas acabam desenvolvendo medo de dirigir, exatamente por sentirem-se coagidos no trânsito.

A intolerância tornou-se a característica principal no trânsito das cidades. A individualidade e o egoísmo são a tônica dos engarrafamentos e até mesmo dos passeios de lazer. Quem nunca foi “cortado” por outro motorista, mesmo num engarrafamento para chegar a um parque, ou a um local turístico?

E o que fazer? Como dar conta de tudo e enfrentar o trânsito de modo que diminua essa corrida contra o tempo? Algumas dicas simples são bastante eficazes para diminuir a correria do dia a dia:

  • organize seu dia – ou até sua semana: alguns compromissos ou atividades podem ser adiantados ou adiados;

  • não saia sempre atrasado – procure organizar-se para poder sair com tempo para chegar ao seu destino;

  • divida as tarefas – se tem filhos, divida com seu marido/esposa as tarefas com as crianças; se não tem, busque apoio de outras pessoas para dar conta disso;

  • divida as tarefas da casa – se mora ou vive sozinho, organize as atividades da casa para poder dar conta de tudo;

  • organize a logística da locomoção – muitas vezes, pode-se optar por locais próximos uns dos outros, como por exemplo, fazer academia perto da escola do filho, ou ir a um supermercado perto do trabalho.

  • não marque compromissos com pouco tempo entre um e outro – não adianta querer ir na academia às sete horas e estar no trabalho às oito e meia, pois o tempo não vai parar para você cumprir sua atividade;

  • calcule seus tempos – preste atenção em sua rotina e verifique quanto tempo gasta para dar conta dela. Se necessário, mude alguns comportamentos que o atrasam;

  • preste atenção aos movimentos do trânsito – às vezes, no período de dez minutos, o trânsito já muda;

  • tenha calma – não adianta se estressar, o trânsito não vai mudar se você estiver atrasado.

Essas pequenas dicas podem fazer bastante diferença no seu dia a dia. Como já dito, sabe-se que as tarefas diárias e as exigências fazem com que o tempo de cada um se torne mais exíguo. Aprenda a dar prioridades, aprenda a organizar-se.

É claro que haverá atrasos, mas é preciso também entender que quando se abraça o mundo, pode-se negligenciar alguns detalhes importantes. Aceitar que nem tudo pode ser feito ao mesmo tempo também é parte importante da organização para uma vida menos estressante e mais saudável.

Por Anne Griza – Psicóloga Psicotér

 

 

 



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O Ciclo do Pânico: o que acontece na crise?

 

Quem nunca ouviu falar da Síndrome do Pânico? Não é a toa que esse transtorno de ansiedade já é conhecido como o Mal do Século, pois atinge milhares de pessoas, cerca de 10% da população, no mundo todo, de todas as idades, embora a fase de maior prevalência ainda seja em adultos jovens e a incidência ser quatro vezes maior em mulheres do que em homens.

 

A crise de Pânico é caracterizada por um medo intenso, desespero, sensação de perigo iminente sem um motivo lógico e aparente. O que ocorre é que diante da sensação de que algo ruim vai acontecer, o cérebro recebe a informação de ameaça e aciona automaticamente um mecanismo de defesa chamado de luta e fuga capaz de sobreviver frente ao perigo. Nesse momento, o corpo responde como se estivesse em ameaça, liberando adrenalina no corpo, o que causa diversas alterações corporais, tais como: mal estar, alteração no ritmo do coração, suor, tremor, dormência ou formigamento nas mãos, pés e rosto, dificuldade para respirar, falta de ar, sensação da garganta fechando, boca seca, dificuldade para engolir, calafrios ou calorões, náusea, dor de barriga, dor no peito, dor de cabeça, tontura, problemas de visão e até desmaio.

 

Essas reações podem estar no ciclo de um ataque de Pânico, não estando necessariamente todas essas presentes.  O ápice da crise não costuma durar mais que quinze minutos, embora a presença dos sintomas podem persistir por horas. A presença, a intensidade e o tempo de duração dos sintomas variam conforme a gravidade de cada caso.

 

Após o primeiro ataque de Pânico, a pessoa fica preocupada em ter novamente outra crise a qualquer momento, desenvolvendo uma ansiedade antecipatória, ou seja, o medo de sentir medo. Podem acompanhar a crise o medo de ficar louco, o medo de perder o controle sobre o próprio organismo, o medo de passar mal e até mesmo o medo de morrer. Essas sensações de medo intenso levam a evitação de determinadas situações, locais e pessoas como se estes estivessem associados aos motivos que desencadeiam o ataque de Pânico, constituindo assim a Fobia. É impressionante como o relato de uma única crise já causa alterações de comportamentos numa pessoa capaz de modificar uma vida, prejudicando de forma significativa suas funções diárias, podendo levar a outros quadros como alcoolismo, uso de drogas e depressão se não for devidamente tratado.

 

Um conjunto de fatores está associado para desencadear um ciclo de Pânico. Geralmente aspectos genéticos estão envolvidos, bem como o temperamento da pessoa, a vivência de sobrecarga, o excesso de pressão emocional, a estrutura para lidar com cobranças, que levam ao estresse, motivo pelo qual o início da idade adulta é o período do desenvolvimento humano de maior pressão, considerando o aumento das responsabilidades na vida profissional, familiar e social do indivíduo. O ataque também pode vir como uma resposta a uma situação de stress pós traumático, após um acidente, perda ou luto ou em situações com histórico de traumas, maus tratos e abuso sexual.

 

Pensamentos negativos, catastróficos, distorcidos e irreais geralmente estão associados ao quadro, causando descarga de adrenalina e diversas reações fisiológicas no corpo. Essas reações físicas são sentidas pelo organismo e reforçam os pensamentos automáticos. Quem sente alteração no coração, por exemplo, acredita que está tendo um ataque cardíaco e que vai morrer, mantendo assim o ciclo de Pânico. É um equívoco a pessoa acreditar que pode evitar ou prever a próxima crise, pois são reações corporais normais emitidas diante da sensação de medo, o que deve ser tratado nesse caso são as distorções cognitivas e o enfrentamento diante de um possível ataque.

 

A pessoa não morre dos ataques de pânico, não há relato de um organismo ser afetado diante de tais alterações físicas causadas pela crise, o que se vê é a morte da qualidade de vida desse ser humano que se tornou um refém dos próprios medos, limitando sua vida pessoal, familiar, profissional e social.  É enlouquecedor conviver com pensamentos ruins, sejam eles quais forem, principalmente se levar a exaustão. A crise de Pânico geralmente vem a mostrar ao indivíduo o quanto ele precisa de ajuda e vem negligenciando as suas necessidades emocionais.

 

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér

 


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