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Até quando perdoar? Entenda seus limites

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“Perdoar é divino”, diz o ditado. E é mesmo. Perdoar faz bem para nós, faz bem para o outro, resolve os problemas e faz com que nos sintamos melhor em relação à situação que nos deixou chateados e magoados.

Até quando perdoar? Muitas pessoas esquecem que a maioria é apenas um ser humano. Em qualquer relacionamento, perdoar demais não faz bem. Por mais que se saiba que o perdão é um modo de fazermos as pazes conosco, perdoar demais alguma ou algumas pessoas não é uma atitude que nos trará felicidade, ao contrário, pode trazer-nos diversos problemas.

Somos todos diferentes, pensamos de modos diferentes e agimos de modos diversos. Cada um tem sua bagagem, cada um enxerga o mundo de um jeito peculiar. Temos as nossas crenças, temos nosso modo de encarar a vida, temos o nosso modo de fazer as coisas.

Diante disso, muitas vezes, as outras pessoas podem não fazer aquilo que gostamos ou que queremos. O perdão, então, serve para que possamos fazer as pazes com aquela pessoa ou até com nós mesmos, pois nos sentimos um pouco melhor depois que perdoarmos o outro por seus “erros”.

Só que, no momento em que perdoamos todo mundo, não nos damos a oportunidade de termos a nossa própria opinião. Quando relevamos o que os outros fazem, eles não nos conhecem, eles passam a agir do modo que acham correto, mesmo que isso nos magoe. Eles sabem que podem fazer o que quiserem, e estaremos sempre ali.

Neste processo, nós só nos magoamos mais e mais, pois passamos aceitar tudo que os outros fazem. E, sim, as outras pessoas nos magoam. Algumas vezes, nos magoam tanto, que passamos a desacreditar de nós mesmos.

Assim, temos duas situações: A primeira, é daquelas pessoas que perdoam determinada pessoa por muito tempo. Isso acontece muito em casa, nos relacionamentos conjugais, nas amizades e outras relações.

Quando perdoamos uma determinada pessoa infinitamente, ela passa a agir do modo que ela quiser, ela passa a no ver como menor, como sempre disposto a perdoar qualquer erro que ela comete. A pessoa perdoada não reconhece seus defeitos e a pessoa que perdoa vai se magoando cada vez mais.

Além disso, esta mágoa pode gerar baixa autoestima, sentimento de inutilidade, sentimentos que fazem com que a pessoa sinta se até insegura em relação à vida.

A outra situação, é daquela pessoa que perdoa todo mundo. Perdoa o colega de trabalho, que foi grosseiro; perdoa a mãe, que falou alguma coisa que ofendeu; perdoa o amigo que traiu. Essas pessoas não demonstram a que vieram. Estas pessoas, sentem-se obrigadas a perdoar os demais.

Assim, perdoar o outro, nesses dois casos, é mais do que ser uma pessoa bacana, capaz de entender a realidade do outro. É colocar-se de modo a não respeitar seus próprios pensamentos e sentimentos. Quem perdoa demais, não é legal. Quem perdoa demais, deixa os outros fazerem o que quiserem.

Quem perdoa demais pode estar inseguro consigo mesmo, por isso perdoa todo mundo; ou então, estar inseguro naquele relacionamento, pois perdoa sempre aquela pessoa. Perdoar, nesses casos, pode significar insegurança.

Insegurança quanto a si mesmo, quanto ao seu poder, quanto a sua capacidade, quanto a ser uma pessoa que merece que os outros respeitem-na. Portanto, estar inseguro perante os demais gera nas pessoas um sentimento de não ser capaz, de não ser querido, de precisar agradar sempre e sempre os outros.

Esses sentimentos, misturados, atrapalham desempenho das pessoas. Quando nos sentimos inseguros, ficamos ansiosos. A ansiedade pode nos levar a cometer, nós mesmos, erros que possam magoar os outros. Além disso, a ansiedade pode fazer com que vivamos sempre em estado de alerta, sempre tentando agradar o outro.

Perdoar é positivo. No entanto, o que precisamos prestar atenção é se estamos perdoando sempre, se estamos perdoando sempre a mesma pessoa e até que ponto somos capazes de perdoar algumas coisas de algumas pessoas ou de uma determinada pessoa. Até que ponto o perdão está sendo bom para nós ou ruim.

Quando perdoamos demais, ao invés de fazer um bem a nós mesmos, estamos fazendo mal, pois não estamos reconhecendo a nossa necessidade de ficarmos chateados com que o outro fez. Quando perdoamos demais, certamente não respeitamos a nós mesmos. E quando não respeitamos a nós mesmos, quem vai nos respeitar?

Por isso, se você acredita que perdoa demais os outros, que os outros fazem o que quiserem com você e isso não está fazendo com que você se sinta bem consigo mesmo, procure ajuda de um psicólogo.

Este profissional irá auxiliá-lo a entender os motivos que fazem com que você perdoe todo mundo e vai te ajudar a entender o que é o perdão e até que ponto você pode perdoar as outras pessoas e se respeitar.

Psic. Anne Griza – CRP 07/13524

Psicóloga Clínica, Mestre em Administração com ênfase em Gestão de Pessoas

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