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Par perfeito – Será que existe a metade da laranja?

Categoria: Autoconhecimento, Relacionamentos, Sem categoria

Será que existe alguém perfeito?

Antes de falarmos sobre o par feito, amor perfeito ou pessoa perfeita, você já se perguntou sobre o que é perfeição? Pois bem, perfeição significa o mais alto nível numa escala de valores ou excelência no mais alto grau. Pessoa sem defeitos ou falhas, algo ou alguém que não erra. Então, caro (a) leitor (a), você conhece alguém assim?  Você se considera perfeito ou se consideraria perfeito para alguém? Ou melhor, você amaria alguém como você?

Se voltarmos um pouco para o passado, constatamos que o amor é uma construção social.

Isso quer dizer que no passado o amor, através do casamento, que além de arranjado era feito somente por interesses financeiros e status, foi se modificando.

Foi a partir do século XIX que o chamado amor romântico passou a ser uma possibilidade e nos anos 40 veio a se tornar conhecido, com o incentivo dos filmes de Hollywood. O casamento após o surgimento do amor romântico, não é mais um jeito de enriquecer e juntar dotes e heranças, mas uma maneira de unir laços afetivos com quem se ama.

Embora os contos de fadas nos mostrem o amor romântico de um jeito bem idealizado e irreal, muitas pessoas ainda procuram o amor perfeito dos filmes.

Ou seja, a pessoa idealiza o ser amado e projeta nele tudo o que gostaria que ele fosse. Atribui a ele personalidade, valores e caráter que na verdade essa pessoa pode não possuir. É claro que com a convivência o castelo desaba e traz junto uma avalanche de frustrações. Com isso é importante ter consciência que a perfeição, aquela que idealizamos tanto, é sufocante. Há sempre uma demanda a ser paga, isto é, como é impossível ser perfeito (pelo menos o tempo inteiro), há sempre uma dívida, e como consequência, surgem sentimento de culpa, frustração, entre outros.

É preciso ter em mente que somos seres complexos e nossos desejos são extremamente subjetivos, por isso, não somos perfeitos e completos, então, por que o seu par seria?

Nossos desejos só existem e se reinventam justamente por não sermos seres acabados. Estamos sempre evoluindo, em movimento, nos desenvolvendo, nos transformando. Por isso não é o perfeito que precisa do amor, mas sim, o imperfeito, sabe porquê? Por que é o imperfeito e a incompletude que faz com que nosso desejo busque o amor de outra pessoa.

Mas buscar o amor não significa necessitá-lo. A ilusão de que o outro irá nos completar, da “metade da laranja” ou “somos um só”, não passa, realmente, de uma ilusão. Par perfeito?

Já dizia Mario Quintana: “com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela”.

Sendo assim, além de nos assumirmos como seres imperfeitos, precisamos nos assumir como seres individuais. É preciso haver uma diferenciação de quem sou eu e de quem é o outro. Isso se chama alteridade e é preciso suportar a diferença e a individualidade do nosso par.

Amar não é aceitar tudo, onde tudo é aceito pode faltar amor – próprio, e é onde a pessoa se anula vivendo nas sombras do parceiro.

Escolher ou encontrar o par perfeito depende de uma série de fatores. Não só conscientes, mas muitas vezes inconscientes.

A pessoa inconscientemente vê no outro aquilo que já foi, quer ser, ou que gostaria de ser.

Parece complicado, não é? Estamos na era dos amores líquidos. Tudo acontece e muda rapidamente e qualquer dificuldade é ignorada. Mas o amor não precisa ser difícil ou complicado não, ele precisa ser construído aos poucos, com paciência, respeito e muito diálogo.

O amor acontece principalmente nesse espaço de encontros e desencontros de desejos e incertezas. Simples? Não, mas possível.

A psicanálise, ou qualquer outra linha de psicoterapia, pode ajudar as pessoas a se autoconhecerem mais profundamente. Se apropriarem de seus desejos e sua história. Viver com um par e não ficar buscando o par perfeito. Possibilita lidar com a imperfeição, inseguranças, ciúmes e vários outros fatores que podem nublar relacionamentos ou barrar novos amores. Por tanto, o amor está no desmoronamento da nossa idealização e mesmo assim, conseguimos seguir a diante.

O amor não é o que gostaríamos que ele fosse. É aquilo que ele pode vir a ser, afinal, o amor é uma construção que demanda esforço, paciência e respeito e não perfeição.

Psic. Juliana Bolsson – CRP 07/17845

Mestre em psicologia clínica


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