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SERÁ SÓ IMPULSIVIDADE OU ALGO MAIS?

Imagem com frase sobre impulsividade e mão quebrando parede simbolizando comportamento impulsivo

A impulsividade faz parte da vida de muitas pessoas, mas quando não é controlada, pode trazer consequências negativas em relacionamentos, finanças e decisões importantes. Agir sem pensar, falar no calor do momento ou tomar atitudes precipitadas são sinais comuns desse comportamento.

Quando a impulsividade deixa de ser um traço e vira um problema psicológico? 

A impulsividade deixa de ser apenas um traço de personalidade quando passa a causar prejuízos frequentes na vida emocional, social ou profissional da pessoa. Todos podem agir impulsivamente em alguns momentos, especialmente quando estão sob forte emoção. 

No entanto, quando essas reações se tornam repetitivas, intensas e difíceis de controlar, a impulsividade pode indicar um problema psicológico.

Em muitas situações, a impulsividade surge como resposta imediata a emoções fortes, como:

Por exemplo, alguém pode responder de forma agressiva em uma discussão ou tomar decisões importantes sem refletir sobre as consequências. Quando esse tipo de comportamento acontece com frequência, ele pode gerar:

  • conflitos;
  • arrependimentos;
  • desgaste emocional.

O que diferencia impulsividade ocasional de impulsividade problemática?

A impulsividade ocasional faz parte da experiência humana e costuma acontecer em momentos de estresse ou emoção intensa. 

Nessas situações, a pessoa pode agir sem pensar por alguns segundos, mas geralmente consegue refletir depois e ajustar o próprio comportamento.

Por outro lado, a impulsividade problemática aparece como um padrão constante de comportamento. 

A pessoa pode perceber que suas reações estão causando dificuldades, mas ainda assim encontra grande dificuldade para controlar os impulsos no momento em que a emoção surge.

Por exemplo, alguém pode prometer repetidamente que tentará reagir com mais calma em discussões. Entretanto, quando uma situação emocionalmente intensa ocorre, a reação impulsiva aparece novamente. Esse ciclo gera frustração e pode afetar a autoestima da própria pessoa.

Quais fatores podem aumentar a impulsividade?

Diversos fatores podem contribuir para o aumento da impulsividade ao longo da vida. Aspectos biológicos, emocionais e ambientais podem influenciar a forma como o cérebro regula emoções e decisões.

Por exemplo, níveis elevados de estresse podem reduzir a capacidade de reflexão antes da ação. Quando o cérebro está constantemente em estado de alerta, a tendência é reagir de forma mais rápida e menos ponderada.

Impulsividade nos relacionamentos: como ela destrói vínculos? 

A impulsividade pode destruir vínculos porque provoca reações emocionais rápidas que muitas vezes ferem, assustam ou afastam as pessoas próximas. Em relacionamentos, palavras ditas em momentos de impulso podem causar impactos duradouros, mesmo quando a intenção inicial não era machucar.

Por exemplo, durante uma discussão, alguém impulsivo pode fazer acusações, levantar a voz ou mencionar assuntos sensíveis sem refletir. Mesmo que depois haja arrependimento, a repetição desse comportamento pode gerar insegurança emocional no relacionamento.

Por que a impulsividade gera tantos conflitos no relacionamento?

A impulsividade gera conflitos porque interfere diretamente na comunicação emocional. Quando a reação acontece de forma automática, a pessoa pode falar ou agir sem considerar o impacto de suas palavras no parceiro.

Por exemplo, uma crítica simples pode ser interpretada como ataque pessoal. A resposta impulsiva surge rapidamente, muitas vezes acompanhada de acusações ou defensividade. Esse tipo de interação cria um ciclo de conflito que se repete ao longo do tempo.

Como a impulsividade afeta a confiança no relacionamento?

A impulsividade pode afetar a confiança porque cria uma sensação de imprevisibilidade emocional. O parceiro pode sentir que nunca sabe qual será a reação diante de uma conversa difícil ou de um pequeno conflito.

Por exemplo, se uma pessoa reage com explosões emocionais em diversas situações, o outro pode começar a evitar conversas importantes para não provocar uma nova discussão. Esse silêncio pode gerar distanciamento e dificultar a resolução de problemas.

Como desenvolver maior controle emocional nas relações?

Desenvolver maior controle emocional nas relações envolve aprender a reconhecer emoções intensas antes que elas se transformem em reações impulsivas. Esse processo exige prática, autoconhecimento e disposição para refletir sobre padrões de comportamento.

Por exemplo, perceber que a irritação está aumentando durante uma conversa pode ser um sinal para fazer uma pausa breve. Esse pequeno intervalo permite reorganizar os pensamentos e reduzir a intensidade da reação emocional.

“Não consigo me controlar, sou assim! Sinto raiva e não sei porquê… Sei que exagero mas, quando vejo, já fiz”

Quantas e quantas vezes os pacientes chegam ao consultório e afirmam a frase acima ou então dizem “mesmo quando o meu companheiro demonstra afeto não consigo sentir-me amada. Sei que gosta de mim, mas, não sei porquê, tenho medo de que me deixe…”.

Já ouviu falar de perturbação de personalidade borderline? As pessoas tendem a ser socialmente agradáveis, simpáticas e com uma conduta bastante adequada. No entanto, nas relações mais íntimas apresentam um padrão comportamental instável e pouco tolerante as situações frustrantes.

Embora tenham consciência de que em certas situações agem de forma desadequada, têm enorme dificuldade em conseguir controlar o comportamento explosivo, sendo muito suscetíveis a “ataques de raiva” na tentativa de obrigar o outro a reconhecer a sua importância.

Por vezes, as vivências traumáticas (reais ou imaginadas) na infância poderão intensificar ainda mais a vulnerabilidade do comportamento borderline (luto, abandono, negligência, abuso sexual, tortura física e/ou psicológica), que começa a manifestar-se na adolescência e permanece até à idade adulta.

É recorrente nestas pessoas a necessidade quase agoniante de terem alguém sempre consigo para nunca se sentirem sozinhas ou desamparadas. Procuram a todo o custo evitar o abandono (real ou imaginado) daqueles que amam, exigindo continuamente demonstrações de afeto.

Nas relações íntimas, embora sejam propensas a terem relacionamentos intensos, apresentam um padrão comportamental bastante instável, com oscilações de humor recorrentes.

Verifica-se nestes casos a tendência para quadros depressivos, comportamentos impulsivos, ataques de ansiedade, irritabilidade, ciúme patológico, gastos irresponsáveis, sexo inseguro, condução imprudente, comer de forma compulsiva, adição ao álcool, abuso de substâncias e comportamentos manipuladores como a hetero/auto agressividade, ameaças ou tentativas de suicídio.

As relações tendem a ser problemáticas pela dicotomia entre a sensação de dependência do outro e a aparente crueldade com que tratam os pares (irmãos, pais, familiares próximos, amigos, companheiros, etc.).

Pessoas com perturbação de personalidade borderline atacam para tentar camuflar a sensação de dependência do outro. Nas relações conjugais, exigem uma proximidade intensa que chega a ser considerada sufocante, mesmo quando a relação é recente. As demonstrações de afeto do outro nunca são suficientes e são vistas como desvalorização dos seus sentimentos.

É como se o outro não se importasse com os seus sentimentos (mesmo que não seja a realidade).

No entanto, é imprescindível o acompanhamento psicoterapêutico. Este, poderá ser longo, pois visa a clarificação de questões distorcidas e de necessidades não satisfeitas ao longo de vários anos.

Será imprescindível esclarecer e responsabilizar a pessoa por todos os seus comportamentos reativos e instáveis; mostrar que reações automáticas ao medo da perda são geralmente pouco racionais e adequadas. A aprendizagem de novas capacidades em termos de eficácia interpessoal e de regulação emocional são pontos-chave a serem trabalhados.

A recuperação é uma escolha e por isso a pessoa deve ter consciência do que pode fazer para se sentir melhor. No processo terapêutico será ajudada a regular-se emocionalmente. Será promovida a interiorização de ferramentas mais eficazes para o controle de comportamentos impulsivos e desajustados. No entanto, a recuperação depende essencialmente daquilo que cada um está disposto a trabalhar.

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