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Psicoterapia e seus mitos.

Categoria: Psicoterapia

Algumas pessoas acreditam que psicoterapia é para louco. Será, mesmo?

Mitos da Psicoterapia

A psicoterapia tem muitos mitos, que acabam deixando as pessoas confusas sem ao menos saber o que é verdade. Primeiramente, cabe esclarecermos o que é ser “louco” e para quem a psicoterapia é indicada. De acordo com o senso comum, quando alguém se refere a uma pessoa estar louca, quer dizer que essa pessoa está agindo fora dos padrões esperados por aquela sociedade ou grupo do qual faz parte.

Outra forma de comportamento que ficou entendida como “loucura”, refere-se a quando a pessoa perde o controle da razão e age percebendo e distorcendo a realidade. Como exemplo dessa situação, podemos citar as alucinações, onde a pessoa vê, ouve ou sente algo que não condiz com a realidade. Essa alteração do sentido pode ocorrer por efeito de drogas ou pode ser decorrente de algum problema fisiológico. Entretanto, se ocorre por algum problema mental, entra na situação vista como loucura.

Então, a psicoterapia é para “louco”?

A psicoterapia ajuda as pessoas tomarem decisões baseadas em sua vontade; com responsabilidade e clareza na avaliação de suas possíveis consequências; ajuda a pessoa a aprender a controlar seus pensamentos e, consequentemente, suas emoções e ações; ajuda a pessoa a desenvolver sua autoestima, aceitar-se como é e gostar de si; ajuda a lidar com traumas, medos, dificuldades sexuais, frustrações e doenças mentais; ajuda a melhorar e criar relacionamentos interpessoais. Seria mais correto afirmar que a psicoterapia é um tratamento para impedir que fiquemos loucos. Um tratamento para aprendermos a lidar com nossa loucura.

Psicoterapia é para rico?

Foi-se o tempo em que somente os ricos faziam terapia. Atualmente, pessoas de várias classes sociais investem em psicoterapia. Existem diversos planos de tratamento e, dificilmente, alguém que queira ou necessite de tratamento psicoterápico deixa de fazê-lo por questões financeiras. O próprio Sistema Único de Saúde conta com profissionais para atender a demanda de pessoas por terapia. Também há uma gama de planos de saúde habilitados para tal.

É evidente que alguns atendimentos nessas modalidades nem sempre oferecem a disponibilidade de tempo e de qualidade equivalente às oferecidas por planos particulares. Entretanto, sempre há algum benefício considerando a importância de cuidarmos de nossa saúde mental. Além disso, nos planos particulares existem várias modalidades de tratamento e de pagamento. Algumas clínicas, inclusive, ajustam o preço das sessões de forma que se encaixem no orçamento do paciente.

Cada vez mais as pessoas estão entendendo que tratar a mente não é luxo, é tão importante ou mais, que tratar da saúde física. Afinal, muitas doenças físicas são geradas por padrões mentais disfuncionais, que além do prejuízo pessoal acarretam prejuízo nas relações. A própria relação com o dinheiro e com a profissão sofre influência de nosso funcionamento mental. Está tudo interligado, a mente, o corpo e o espírito. 

Conversar com um amigo substitui a psicoterapia?

Colocar para fora os nossos sentimentos ajuda muito no alívio de nossa angústia, mas não substitui o tratamento psicoterápico. Por mais que nos sintamos melhores naquele momento, o problema não deixa de existir só porque falamos sobre ele. O que deixa de existir – momentaneamente – é o sentimento envolvido (angústia, medo, raiva). O amigo não dispõe de conhecimento, nem de ferramentas para trazer à tona o que, de fato, está originando o problema. 

Muitas relações de amizades terminam por julgamentos ou mal entendidos decorrentes de desabafos. O psicólogo não julga e não induz a pessoa a agir conforme as convicções dele. O psicólogo é neutro e seu papel é ajudar a pessoa a pensar em todas as possíveis consequências de suas ações; responsabilizar-se por elas, buscar estratégias, entender o porquê de estar passando por situações como esta (às vezes está repetindo padrões) e ajuda a pessoa a não tomar decisões sob efeito da emoção.

Além disso, nem todas as pessoas estão preparadas para ouvir determinados problemas dos outros. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que está no limite de tanto problema para resolver? Se levamos mais um para ele, pode ser o estopim do esgotamento. Muitos gostam de ajudar, mas nem sempre percebem seu limite e carregam em seus ombros mais problemas do que podem. O psicólogo é alguém preparado para ser neutro ao ouvir os problemas. Mesmo assim, faz terapia para conseguir abarcar toda a carga que recebe.

Conversar com um amigo pode ser bom e saudável em algumas circunstâncias, mas de forma alguma substitui o tratamento psicoterápico. Quem faz terapia sabe muito bem a diferença e consegue não só um alívio, mas uma nova perspectiva de enfrentamento dos problemas.

Por Sandra Arreal – Psicóloga da Equipe Psicotér

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