Ciúmes, Raiva, Impulsividade… Será que você sofre de TPB?

Você conhece alguém que muda o humor repentinamente? Que sente muito medo de ser abandonado? Que tem algum comportamento impulsivo como comer exageradamente, gastar dinheiro descontroladamente, fazer sexo compulsivamente ou abusar de substâncias? Aquela pessoa muito intensa, que ama ou odeia alguém?

Essas características descrevem os traços do Transtorno de Personalidade Borderline. Esse transtorno é marcado pela instabilidade em quase todos os aspectos do funcionamento da pessoa. São indivíduos instáveis nos relacionamentos, autoimagem, afeto e comportamento. Também são descritos como infantis, sentem muita raiva e explodem constantemente, além de possuírem sentimentos crônicos de vazio. Acompanhado disso, podem desenvolver algum comportamento automutilante e gestos ou ameaças suicidas.

No comportamento, explosões de raiva, tristeza, impulsividade, teimosia, instabilidade de humor, ciúmes intensos, apego afetivo, desespero, descontrole emocional, medo de rejeição e insatisfação pessoal. Quando esses comportamentos se apresentam de forma frequente, intensa e persistente, acabam por produzir um indivíduo com dificuldades de adaptação ao seu ambiente social. Eles sentem muito, muito sentimento e muita emoção sempre, e costumam lidar muito mal com isso ou qualquer outro tipo de adversidade, especialmente as que envolvem rejeição, desaprovação ou abandono. Quando se deparam com uma situação dessas, desencadeiam uma reação de estresse muito mais intensa e abrangente do que o esperado.

Vários estudos apontam que essas pessoas tiveram experiências traumáticas na infância, porque viveram em um ambiente invalidante, onde não se sentiam acolhidas ou aceitas pelos pais ou cuidadores. Também podem ter sofrido maus tratos, como castigos físicos, abuso emocional, ameaças, graves problemas psiquiátricos dos pais ou abuso sexual. Ou seja, não tiveram um ambiente acolhedor e amoroso na infância.

Os sintomas mais comuns são:

  • Medo de ser abandonado pelos amigos ou família;
  • Padrão de relacionamentos instáveis e intensos;
  • Instabilidade acentuada, humor reativo;
  • Impulsividade;
  • Recorrência de comportamento, gesto ou ameaça suicida ou de comportamento automutilante;
  • Sentimentos crônicos de vazio;
  • Raiva inadequada e intensa ou dificuldade para controlar a raiva. Demonstrações frequentes de irritação.

O tratamento é realizado através da psicoterapia, onde o paciente vai aprender formas de controlar melhor suas emoções desagradáveis e mais intensas e também vai aprender maneiras diferentes para lidar nos momentos de maior estresse. Em alguns casos, o tratamento com medicamentos também é necessário. A terapia semanal é fundamental para o indivíduo se manter controlado.

Além disso, se o indivíduo Borderline é algum familiar, amigo ou parceiro próximo, existem algumas dicas na hora de lidar com essa personalidade e que devem ser levadas em conta juntamente com a terapia, são elas:

  • Amor: Eles tem medo do abandono. Ignorar os sentimentos deles apenas irá deixá-los mais inseguros e ainda agravar os sintomas. Seja amável e tenha paciência, o maior medo deles é perder as pessoas importantes.
  • Não os reprima: Ao tentar os corrigir, tenha cuidado com suas palavras, porque eles são muito sensíveis e estarão sempre tentando se encaixar nos padrões da sociedade (que não parecem ter sido feitos para eles). Quando você tenta corrigir um Borderline de forma dura, ele acaba sentindo raiva dele mesmo.
  • Respeite a emoção deles: Deixe que eles sintam! Entenda que eles sentem tudo e ao mesmo tempo, de forma muito intensa. Você não precisa falar nada, apenas esteja ao lado deles no momento da confusão de sentimentos.
  • Os ajude a crescer: São indivíduos com uma tendência a dependência dos outros ou de alguém específico. Para isso, é importante incentivar que ele realize, crie e desenvolva seus próprios projetos. Os ajude a aprender a se sentirem seguros deles mesmos!
Se não acompanhados de um Profissional Psicólogo, essas personalidades podem causar muito sofrimento aos mais próximos, mas principalmente a eles próprios. Se você se identificou ou conhece alguém que se encaixe no comportamento descrito por este texto e que precisa da ajuda de um Psicoterapeuta, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com uma Psicóloga em Porto Alegre. Descubra os benefícios que a Terapia Cognitivo-Comportamental pode fazer por você e pela sua família!

Meu parente está doente. Como posso ajudar sem ficar doente junto?

Você tem se preocupado demais com o seu filho ou marido? Sua sobrinha tem apresentado algum comportamento diferente durante o passar dos dias e você não sabe mais o que fazer para ajudar? Sente que já fez tudo o que podia e parece que não existe mais solução?

Muitos de nós já tivemos ou temos um familiar que está passando por problemas. A pessoa se sente mal, cansada, estressada, sobrecarregada com o trabalho ou estudos. Por vezes chora, fica triste, reclama que o coração acelera, se sente nervosa. Estar nestas condições – algumas vezes – é normal, dependendo do que a pessoa se propôs a fazer da vida e dos seus objetivos. Porém, quando ela passa muito tempo com esses sintomas, significa que algo não está bem, que está com algum sofrimento emocional.

Ver um familiar sofrendo nos aflige. Dá-nos a sensação de impotência, ficamos angustiados tentando achar um meio de ajudar e parece que a pessoa não reage. Ver um familiar sofrer gera frustração e acaba refletindo negativamente em nós e nos demais familiares que moram com a pessoa. Começamos a nos questionar: como pode uma pessoa que antes era cheia de vida e alegre estar assim? Tento ajudar, mas nada do que eu falo adianta, o que mais posso fazer?

Se este familiar for um filho, por exemplo, alguns pais começam a se questionar onde foi que erraram na criação, se sentem culpados e tentam justificar as dores emocionais do filho com algo que fizeram de errado. Estes pensamentos e sentimentos que ocorrem frente ao problema podem desestabilizar a família que, se não procurar recurso adequado para auxiliar o familiar, pode agravar a situação e gerar maiores sofrimentos, não só para quem já está sofrendo, mas para os demais membros da família.

O primeiro passo é entender que não existe um fator único que explique o motivo de o familiar ter desenvolvido o transtorno; o segundo passo é se tranquilizar e entender que não há um culpado. Um transtorno pode ocorrer por diversos fatores que incluem fatores genéticos, biológicos, alguma desregulação hormonal, a má interpretação de algumas emoções vividas durante a vida, além do estresse. Portanto, não podemos explicar um sofrimento emocional de um familiar culpando-nos.

Ao invés de abraçar a culpa, lembre-se: você é essencial no processo de melhora do familiar. Ao se deparar com o sofrimento dele, ouça e entenda o que se passa com ele, o que está sentindo. Evite criticar, superproteger e vá de encontro com sentimentos positivos de apoio, incentivo, compreensão, tolerância, valorização e confiança.

A família faz parte da efetividade do tratamento e do processo de cura. Auxilie seu familiar na procura de psicoterapia, ofereça-se para ir junto, respeite o seu sofrimento, não o culpe e reconheça que ele não está assim porque quer e que não é de uma hora para outra que ele vai superar o problema. Mudando o modo como você vê o problema do seu familiar e como irá enfrenta-lo junto com ele, com certeza seu apoio irá contribuir positivamente para o processo de melhora e cura do seu familiar. Além disso, você também se sentirá muito melhor.

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Não Dê Um Tablet Para o Seu Filho!

Você não consegue mais impor limite para os seus filhos? “Vai brincar no celular/tablet” se tornou uma frase comum no seu relacionamento com eles? Os passeios ao ar livre foram substituídos por compras no shopping?

Entenda o perigo de criar os seus filhos em uma geração que já nasceu conectada e em um mundo tão globalizado.

Primeiramente, se você é o tipo de pai citado no início desse texto, saiba que esses hábitos são o maior crime que você pode estar cometendo com os seus filhos, não só na fase infantil, mas também acarretando problemas para toda a vida adulta. Devemos estar mais próximos dos nossos filhos, nos preocupar com as suas necessidades, incentivar atividades ao ar livre, despertar o interesse pela leitura e o contato social. Se não, estaremos projetando ao mundo crianças com diversos traumas e carências, seja de afeto, medos, timidez excessiva, dificuldades de aprendizado, ansiosas, preguiçosas e desmotivadas.

Precisamos conhecer os nossos filhos, conviver com eles. É difícil dizer “não” ou frustrar alguém que você não tenha intimidade, e por isso cada vez mais temos visto crianças dominando seus pais até que consigam alguma resposta positiva. E o “não” é importante para a educação infantil, as crianças enlouquecem quando o encaram, fazendo birra, chorando e causando aos pais “vergonha pública”, o que acaba resultando em promessas posteriores, sempre em troca de algo, extremamente prejudiciais para o desenvolvimento infantil.

O uso excessivo das tecnologias tira as nossas crianças do convívio com o outro, fazendo com que mergulhem em uma distração sem fim, as removendo do momento presente, dos relacionamentos e do afeto, não preservando momentos fundamentais.

Ou seja, antes de deixar seus filhos tão presos ao mundo virtual, experimente fazer com que eles sintam tédio, e com isso inventem coisas para fazer, estimulando a criatividade. Esse processo de ação é fundamental para uma boa construção de personalidade. Além disso, utilize o seu tempo livre para ingressar nas aventuras do universo tão paralelo que só as crianças têm, aproveitando o tempo em família e descobrindo cada traço da personalidade única deles.

Geralmente, os pais ou professores encaminham a criança para um acompanhamento psicoterápico quando observam algum comportamento não usual que os preocupa, como bater, morder, chutar ou empurrar pessoas, destruir objetos, roubar e mentir em excesso. Mas, a Terapia também pode ser utilizada como forma de prevenção, servindo como forma de orientação para os pais e filhos, proporcionando um momento de contato e estabelecendo um vínculo estruturado para que essa criança possa se desenvolver sem deficiências.

Seus filhos já chegaram em um estágio no qual precisam recorrer a terapia? Identificou neles ou na sua forma de criação o comportamento descrito por este texto e precisa da ajuda de um psicoterapeuta? Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com uma Psicóloga em Porto Alegre (Zona Norte ou Zona Sul) para a Terapia Infantil.

A gente briga demais!

2Muito se fala atualmente sobre a importância que uma boa comunicação tem dentro de um relacionamento. E não deixa de ser verdade, uma das principais queixas na consulta inicial de uma terapia de casal é: “Ele/Ela não me entende…”, referindo-se a problemas de comunicação.
Mas, o que significa dizer que um casal possui uma “boa comunicação”, de fato? E é importante definir aqui que, enquanto casal, uma comunicação poderosa e eficiente vai muito além de se falar ou de não se falar, ou do quanto se fala. Tem muito mais a ver com o que você diz e a maneira como expressa isso.

Se não existe comunicação no relacionamento e também um entendimento para que ambos entrem em um consenso, os problemas acabam gerando infinitas outras discussões que nunca resultam em nada. O que chamamos de “efeito bola de neve” também ocorre aqui, os argumentos acabam perdendo o sentido depois de longas horas de um diálogo que não é eficiente e você se sente em um duelo de “quem tem mais razão” com o parceiro. Se você se identifica com essa situação, provavelmente não deve estar colocando muita fé na duração do seu relacionamento, e isso acontece porque a briga, que acontece por consequência da falta de uma boa comunicação, acaba gerando outros sentimentos que podem acabar com um relacionamento, como insegurança, medo, exaustão, sentimento de inferioridade, desrespeito, entre outros.

Onde estamos errando?

Por que não conseguimos ter uma boa comunicação?

Primeiramente, é importante entender que não existe relacionamento perfeito e sem desavenças. Além disso, um diálogo bem executado é muito positivo e deve sim acontecer sempre que algo não estiver agradando, a grande diferença está na maneira em que você vai abordar o assunto com o parceiro. O diálogo traz mudanças, mas brigas geram novas brigas.
A maioria dos erros de comunicação encontrados em um casal tem a ver com não saber expressar-se corretamente ou por falta de respeito por si mesmo e pela outra pessoa, por exemplo:

  • Impor o seu critério, acreditando que o seu ponto de vista é melhor do que o de seu parceiro.
  • Expressar defeitos e reclamações do parceiro com frequência, muitas vezes de forma exagerada e extremista.
  • Querer que a outra pessoa seja o que você quer.
  • Não se interessar pelos pontos de vista ou crenças do seu parceiro.
  • Supor ou adivinhar o que o outro vai dizer e lhe interromper constantemente.
  • Manipular para conseguir o que deseja.
  • Dar razão ao outro, ainda que não esteja de acordo.

Não é incomum que esses pontos façam parte de um relacionamento, mas o ideal é que sejam evitados se você busca por uma boa comunicação com o seu parceiro. Independentemente do jeito com que se comunicam, existe um meio termo chamado “assertividade” ao alcance de todos. A assertividade é apenas uma forma de expressão em que se busca respeito por si e pelos outros, ou seja, expressar os pensamentos, os sentimentos e a forma de ver o mundo através de palavras ou gestos, de forma tranquila e apropriada, ao mesmo tempo que se quer conhecer os sentimentos e pensamentos do outro para compreendê-lo melhor. Algumas dicas:

  • Expresse o seu apreço pelas qualidades do outro.
  • Aceite as demonstrações de afeto alheias sem duvidar de suas razões.
  • Seja capaz de dizer “não”.
  • Se você quer algo, peça. Não espere que o seu parceiro descubra os seus desejos, os diga.
  • Explique o que você pensa ou como você se sente.
  • Não acuse. Exponha o seu ponto de vista e entenda o lado do outro.

A comunicação assertiva não é a única garantia de que vocês conseguirão resolver todos os problemas e nem de que o relacionamento vai durar para sempre. De qualquer forma, dure o tempo que durar, o respeito irá se manter, os problemas serão resolvidos, as brigas diminuirão e o desgaste – resultante das longas e incontáveis brigas – não existirá.

Já tentou de todas as formas e não consegue melhorar o diálogo com o seu parceiro? Entre em contato conosco através desse link para agendar Terapia de Casal em Porto Alegre com uma Psicóloga Presencial ou Online.