Endereços psicoter
Rua Vigário José Inácio, 250 Sala 102 Centro - Porto Alegre
R. Antônio Joaquim Mesquita, 131 - Passo d'Areia - Porto Alegre
Rua Esteves Júnior, 50, Sala 404 - Florianópolis
SEG A SEX DÀS 7H ÀS 22H - SÁB DÀS 7H ÀS 12:30H

Como as queixas afetam o seu cérebro?

Dois amigos se encontram. Em cinco minutos, um fica sufocado e sem palavras ao ouvir as queixas do seu interlocutor.

Queixas relacionadas a seus pais, seu irmão, a falta de trabalho, a falta de namorada, o péssimo serviço público de saúde, a falta de respeito dos seus vizinhos e as medidas arbitrárias que o governo adota.

Existem situações na vida que, sem sombra de dúvida, merecem suas queixas como uma reação normal; para liberar tensões acumuladas pelo evento em si. A perda de um familiar próximo, perder o emprego por um corte de pessoal; um divórcio; uma doença grave, são experiências dolorosas pelas quais uma queixa pode despertar a nossa empatia. Contudo, algumas pessoas fazem das queixas o seu pão de cada dia. Além disso, pensam que todas as “boas pessoas” do mundo estão obrigadas a ouvir repetidamente esses lamentos porque, do contrário, demonstrariam que são insensíveis ou egoístas.

Viver na atualidade não é simples. Permanentemente somos bombardeados por notícias, na sua maioria dolorosas ou preocupantes. Além disso, precisamos tolerar chefes mal-humorados ou colegas chateados. Sem contar as problemáticas pessoais às quais estamos expostos, como as perdas, as doenças e um monte de outras situações que muitas vezes chegam a ser asfixiantes.

Diante deste panorama, em geral, temos duas opções: Analisar cada situação e procurar a saída mais adequada ou resistir e adotar a posição da queixa. O que é preocupante desta segunda opção é que se transforme em um hábito, que limita as nossas potencialidades e gera uma atitude negativa naqueles que nos rodeiam. Poderíamos pensar que queixar-se é um tipo de desabafo frente às pressões e talvez em alguns momentos cumpra esta função. Contudo, a queixa pode se transformar, sem percebermos, em um costume que repetimos. Assim como um círculo vicioso e que com o tempo se torna a resposta automática diante das dificuldades.

Segundo pesquisas realizadas por vários neurocientistas, o cérebro sofrerá mudanças significativas de acordo com a freqüência e intensidade emocional com a qual nos queixarmos. Isto se deve ao fato de que, durante esta condição de frustração e impotência constante, o cérebro libera hormônios como a noradrenalina, cortisol e adrenalina que acabam por alterar o funcionamento normal deste órgão. Alguns cientistas afirmam, inclusive, que estar exposto de forma constante à queixa deteriora ou elimina as conexões neuronais presentes no hipocampo do cérebro. Essa é precisamente a área encarregada de encontrar soluções para os problemas que nos afetam.

A insistência na queixa é uma forma de nos condicionarmos negativamente; gera rejeição nos outros e acaba por deteriorar nossos relacionamentos familiares, amorosos ou profissionais. É um condição de dependência e, portanto, de imaturidade e de passividade diante dos problemas.

Mas o que podemos fazer? As coisas dificilmente serão como nós queremos que elas sejam. Então por que se frustrar e se amargar pelo que não irá mudar, pelo que escapa do nosso controle? Assim, não seria mais lógico ter uma atitude mais flexível e assumir um comportamento mais adaptável? A energia usada para se queixar é a que precisamos para superar a adversidade. Modificar este tipo de conduta sempre será uma opção. É verdade que, diante de certas situações, é saudável reclamar; é um direito do qual devemos fazer uso porque também faz parte de nossas alternativas e fortalece a nossa autoestima, mas não podemos deixar que se torne algo crônico.

Para superar este hábito tão desgastante de se queixar é importante começar analisando os problemas com a cabeça fria e avaliar o que pode ser feito, como e quando. Aprender a interpretar as coisas de forma diferente, menos autodestrutiva e mais propositiva. Não temos a intenção de mudar o mundo de todos, mas façamos um esforço para melhorar o nosso. Existem situações nas quais a queixa se transforma em uma estratégia consciente ou inconsciente de manipulação. O infrator experimenta a culpa e a forma de disfarçar tal culpa é despertando no outro sentimentos de compaixão ou de solidariedade, para não ter que enfrentar a responsabilidade e as consequências dos seus atos.

A queixa é um estado de mal-estar que tende a se perpetuar; uma condição que provoca sofrimento, mas ao mesmo tempo um prazer negativo. Essa duvidosa satisfação pode ser corrigida com ajuda terapêutica, que permite transformá-la em prazer positivo, isto é, desejo ativo para superar esse estado de passividade diante da vida. O que você está esperando? Entre em contato conosco através desse link e melhore sua qualidade de vida.

Gostou? Compartilhe
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram

Posts Relacionados

Confira os assuntos de maior interesse

avaliação psicológica bônus




    Se identificou com o assunto deste post?


    Então deixe seus dados abaixo que entraremos em contato em instantes* para agendar sua AVALIAÇÃO BÔNUS!

    Seu nome*
    Seu e-mail*
    Seu telefone