Psicoterapia para Professores

É crescente o número de professores com queixas físicas e emocionais resultantes de estressores diversos, aos quais são submetidos, constantemente, em seu trabalho nas escolas. Tais estressores compreendem: relações sociais insatisfatórias entre colegas, mas também entre professores e alunos; excesso de trabalho; remuneração defasada; escassos recursos didáticos; cansaço físico e mental; quadros de LER-DORT, atrelados às atividades laborativas; quadros psicopatológicos, com destaque para a depressão, os transtornos de humor, fóbico-ansiosos, reações ao estresse grave e transtornos de adaptação, bem como a Síndrome de Burnout.

Somadas a tais estressores, encontramos, muitas vezes, dificuldades de ordem pessoal e familiar, os quais originam quadros de intenso sofrimento emocional.

Tais quadros, quando não tratados de maneira adequada, acabam por repercutir na capacidade laborativa dos docentes, prejudicando seu desempenho no trabalho, suas relações sociais e familiares e, consequentemente, sua autorrealização.

Neste sentido, a psicoterapia individual ou grupal pode constituir-se fator determinante para que professores aprendam a lidar com tais estressores e contribuir positivamente na prevenção, manutenção e recuperação da saúde mental dos mesmos pois, alargando a sua compreensão dos fenômenos sociais pelos quais estão envolvidos na escola, falando a respeito das próprias limitações, sejam elas físicas, emocionais ou de outra ordem, estarão promovendo a própria satisfação e influenciando na melhoria da sua qualidade de vida, e também da própria capacidade laborativa.