A ciência de sair da zona de conforto

1Manter uma rotina é importante (afinal, um dia-a-dia excessivamente imprevisível pode acabar com a sua paz de espírito), mas quebrá-la de vez em quando também.

A zona de conforto

A ideia da zona de conforto (um conjunto de comportamentos e atividades que fazem parte de uma rotina e que diminui seus níveis de estresse e ansiedade) já existe há algum tempo: em 1908, os psicólogos Robert M. Yerkes e John D. Dodson afirmaram que um relativo nível de conforto poderia gerar uma performance estável, e que, para melhorar essa performance, seria necessário enfrentar um certo nível de estresse (fenômeno que ficou conhecido como “lei de Yerkes-Dodson”). Contudo, se o estresse ultrapassar um determinado limite (que varia de acordo com a pessoa), a performance tende a piorar.

Em suma, a zona de conforto é importante, mas se limitar a ela pode resultar em mediocridade com o passar do tempo, seja na vida profissional, seja na vida pessoal.
Por que sair?

Alguns benefícios que você pode ganhar ao sair da zona de conforto:

Aumento na produtividade – Sem prazos ou recursos limitados, a tendência é que não nos esforcemos mais do que o suficiente para dar conta das nossas obrigações – e dizer que está “ocupado demais para novidades” também pode ser reflexo de uma acomodação na zona de conforto. Novos desafios podem lhe motivar a ser mais produtivo, pois exigem maior esforço e, ao mesmo tempo, despertam interesse.

Maior capacidade para lidar com o inesperado – O professor Brené Brown, da Universidade de Houston (EUA), destaca que é muito perigoso fingir que medo e incerteza não existem – e esse erro é comum quando estamos “seguros demais” em uma rotina. Quando nos abrimos a novidades e à possibilidade de as coisas não saírem conforme o planejado, exercitamos nossa capacidade de improviso e de lidar com imprevistos.

Expansão de limites – A prática eleva a capacidade, e isso acontece também na busca por novas experiências: quanto mais você sair da sua zona de conforto, mais fácil será buscar coisas novas.

Maior criatividade – Ao fugir da rotina, você pode adquirir conhecimentos, habilidades, experiências. Com mais “bagagem” em mãos, você terá mais facilidade na hora de pensar em novas maneiras de solucionar problemas.

Pequenos passos:

Não é preciso ir muito longe na hora de buscar novas experiências. Coisas pequenas, como almoçar em um restaurante diferente, mudar temporariamente sua dieta, assistir a um filme que você normalmente não veria ou ler um livro de um gênero com o qual você não está acostumado já ajuda a quebrar a rotina. É claro que, se você tiver a oportunidade de fazer algo maior (como viajar para outra cidade, outro estado ou mesmo outro país), aproveite.

Experimente novas atitudes: se for uma pessoa que demora para tomar uma decisão, tente se arriscar e decidir algo sem demora, confiando no seu instinto; se for impulsivo, experimente gastar mais tempo do que o normal ao refletir sobre uma questão; se é tímido, arrisque uma conversa; se é extrovertido, tente dar mais chance para outra pessoa falar.

Vale destacar que a ideia é fugir um pouco da zona de conforto, e não abandoná-la totalmente. É essencial ter um “porto seguro” em que você possa refletir sobre o que aprendeu e o que experimentou enquanto estava “fora”. Arrisque-se, fique desconfortável de vez em quando, mas não exagere.

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