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A Música e sua influência nas emoções

Categoria: Autoconhecimento, Emoções e Sentimentos

A música, como tudo em nosso ambiente, nos influencia. Segundo alguns pesquisadores, a música afeta o caráter e a sociedade. Cada pessoa é capaz de trazer para dentro de si a harmonia que acaba influenciando nos pensamentos, nas emoções, na saúde, nos movimentos do corpo, enfim, em todo o bem estar do ser humano. A pesquisa aponta que as composições devem ser trabalhadas de forma a contribuir construtivamente para as relações, bem como observar o lado moral.

Experiência feita com leões, expondo diversos estilos musicais mostrou que os graus de irritabilidade e de calma destes animais variam conforme o estilo musical a que são expostos. A influência da música é tão grande que atua constantemente sobre nós, acelerando ou retardando, regulando ou desregulando as batidas do coração, relaxando ou irritando os nervos, influindo na pressão sangüínea e no ritmo da respiração. É comprovado o seu efeito sobre as emoções e desejos do homem.

Mas qual é a influência da música no humor das pessoas? Sem dúvida nenhuma, a música influência diretamente o ser humano. Uma prova disso é que existem pessoas que usam a musicoterapia para a cura. Esse tipo de tratamento utiliza o som cuidadosamente específico que estimula o funcionamento dos órgãos e estado emocionais.

A música altera nosso estado de espírito. O corpo reage às vibrações dos sons, são despertadas emoções que interferem no funcionamento de nosso organismo. Existem teorias que comprovam as reações de células e órgãos através destas emoções que são deflagradas.

A música pode alterar e liberar partes reprimidas inscritas em nosso corpo . O ser traz consigo as marcas de sua história , em forma de movimento; apreendemos padrões de movimento que nos ditaram o que fazer ou deixar de fazer. Ao longo da história a música esteve presente e influente nas sociedades. Tão antiga quanto o homem, a Música Primitiva era usada para exteriorização de emoções. Darwin declarou que a fala humana não antecedeu a música, mas derivou dela.
A musicoterapia , a Biodança são trabalhos terapêuticos que utilizam a música como facilitador na expressão e elaboração das emoções.

Uma “dieta sonora” pode ser praticada por pessoas com problemas de origem física e emocional. Mas certamente também por pessoas que não apresentam nenhum sintoma patológico. Afinal, todos estamos sujeitos ao stress provocado pelo simples fato de estarmos a viver em sociedade.

Essa dieta consiste em vários procedimentos, como: tocar um instrumento,envolver-se em movimentos de dança, praticar vocalizações, participar de grupos que cantam ou simplesmente ouvir música para relaxar. Sons adequadamente selecionados levam pessoas ao equilíbrio orgânico, mental e a ajustes de comportamento.

A música suave e os sons harmoniosos são os mais indicados e podem se tornar relaxantes, sedativos ou estimulantes, dependendo do ritmo musical. Este relaciona-se com a pulsação cardíaca normal de 65 a 80 batimentos por minuto. Quando o ritmo acompanha essa pulsação, provoca uma harmonização orgânica e o ouvinte tende a acalmar-se e relaxar.

Quando um ritmo musical é mais lento do que os batimentos cardíacos, ocorre uma certa ansiedade e inquietação, um desejo de acelerar o movimento da música; enquanto que, os ritmos excessivamente rápidos provocam excitação porque aceleram as batidas do coração.

Por meio de aparelhos de diagnóstico por imagens, os cientistas mediram a liberação de dopamina e a atividade do cérebro. Paralelamente, sensores informavam a frequência cardíaca e respiratória dos voluntários, sua temperatura ou sinais de estremecimento de prazer no nível da pele.

Os resultados mostram que a dopamina é liberada antes do prazer associado à música ouvida, e durante o próprio pico de prazer, ou seja, no auge emocional. Tratam-se de dois processos fisiológicos distintos que envolvem diferentes regiões do cérebro. Durante o auge do prazer, é ativado o núcleo “accumbens”, envolvido na euforia produzida pela ingestão de psicoestimulantes – como a cocaína. Antes, no prazer por antecipação, a atividade da dopamina é observada em outra área do cérebro. O nível de liberação da dopamina varia com a intensidade da emoção e do prazer.

A pesquisa permite ainda compreender “porque a música pode ser utilizada de forma eficaz em rituais, pelo marketing ou em filmes para induzir estados de humor”. Como um prazer abstrato, a música contribuiria, graças à dopamina, para um fortalecimento das emoções, ao estimular noções de espera (da próxima nota, de um ritmo preferido), de surpresa e de expectativa.

Portanto escolha bem suas músicas. Agora que você sabe o tamanho do impacto que ela tem em seu cérebro e no seu humor.

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