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Os 10 grandes mitos sobre suicídio e comportamentos autolesivos

Categoria: Depressão, Doenças e Transtornos

As tentativas de suicídio ou sua prática efetiva envolvem sempre uma grande dose de sofrimento, tensão, angústia e desespero.

Esta dor da alma pode ser real ou ser a conseqüência de uma crise de natureza afetiva, de uma conturbação mental, como, por exemplo, a psicose no seu grau mais agudo, ou de uma depressão com sintomas delirantes. Se estes estados alterados da mente vêm acompanhados do consumo de drogas e de álcool, a ação é potencializada significativamente, o que torna a atitude suicida praticamente inevitável. O indivíduo pode ou não deixar uma explicação de seu ato para familiares e amigos, através de uma nota ou de uma carta.

A palavra suicídio foi criada em 1737 por Desfontaines. Com origem no latim – sui (si mesmo) e caederes (ação de matar) -, aponta para a necessidade de buscar a morte como um refúgio para o sofrimento que se torna insuportável. Descubra alguns mitos sobre esse comportamento:

1. “A pessoa que fala sobre suicídio não fará mal a si própria, apenas quer chamar a atenção“.

FALSO, todas as ameaças devem de ser encaradas com seriedade, a pessoa está em sofrimento e precisa de ajuda. Assim, muitos suicidas comunicam previamente a sua intenção.

2. “O suicídio é sempre impulsivo e acontece sem aviso“.

FALSO, apesar de muitas vezes parecer impulsivo, pode obedecer a um plano e ter sido comunicado anteriormente.

3. “Os indivíduos suicidas querem mesmo morrer ou estão decididos a matar-se“.

FALSO, a maioria das pessoas que se suicidam conversam previamente com outras pessoas ou ligam para uma linha de emergência, o que mostra a incerteza que subjaz ao ato suicida.

4. “Quando um indivíduo mostra sinais de melhoria ou sobrevive a uma tentativa está fora de perigo“.

FALSO, na verdade, um dos períodos de maior risco é o que surge durante o internamento ou após a alta. Então, a pessoa continua em risco.

5. “A tendência para o suicídio é sempre hereditária“.

FALSO, ainda existem dúvidas acerca desta possibilidade. Contudo, uma história familiar de suicídio é um fator de risco importante, particularmente em famílias onde a depressão é comum.

6. “Os indivíduos que tentam ou cometem suicídio têm sempre uma perturbação mental“.

NEM TODOS, mas a maioria apresenta sintomas depressivos. É frequente também a ansiedade, a bipolaridade, os consumos de álcool e drogas, etc. Apenas em 10% das pessoas que consumam o suicídio não se apura diagnóstico psiquiátrico.

7. “Se alguém falar sobre suicídio com outra pessoa está transmitindo a ideia de suicídio a essa pessoa“.

FALSO, certamente não se causam comportamentos suicidas por falar com alguém sobre isso. Na realidade, reconhecer que o estado emocional do indivíduo é real e tentar normalizar a situação induzida pelo stress são componentes importantes para a redução da ideação suicida; faz com que o paciente sinta que da parte do seu interlocutor, existindo interesse no seu sofrimento.

8. “O suicídio só acontece aos outros“.

FALSO, o suicídio pode ocorrer em todas as pessoas, independentemente do nível social ou familiar.

9. “Após uma tentativa de suicídio a pessoa vez nunca mais volta a tentar se matar“.

FALSO, uma pessoa que tem uma tentativa prévia ou comportamentos autolesivos de menor letalidade apresenta maior risco de cometer suicídio.

10. “Quem se magoa de propósito é louco“.

PRECONCEITO TERRÍVEL E ERRADO, que inibe as pessoas de pedirem ajuda. Quem se magoa de propósito ou considera o suicídio está em sofrimento e pode ser ajudado!

Primeiramente, ao menor sinal de um destes fatores, é necessário buscar ajuda (o que também, em muitos casos, pode ser extremamente difícil para a pessoa fazer sozinha). Sendo necessário avisar aos familiares e outras pessoas próximas, buscar apoio médico (psiquiátrico) e psicológico. Assim, mesmo conversar e incentivar a pessoa a buscar ajuda e a não desistir, pode fazer com que ela se sinta acolhida, apoiada e isso possa ajudar no processo de recuperação.

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