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Como estimular a comunicação de pessoas autistas

Categoria: Doenças e Transtornos, Infância

A pessoa do Espectro Autista apresenta prejuízos significativos na comunicação, na interação social e no comportamento. Por isso, tem a dificuldades de adaptação no dia a dia. Apesar dessas alterações que fazem parte do quadro, temos que considerar que cada pessoa é única nas suas características; apresentando particularidades, habilidades ou limitações. O que faz de cada indivíduo autista um jeito único de ser.

Assim, não há uma maneira universal para se comunicar com uma pessoa autista.

Imagem descrição - criança brincando com blocos coloridosComo em qualquer relacionamento, é importante estar atento aos sinais que a pessoa emite, podendo ser de satisfação, alegria, contrariedade ou resistência, por exemplo. No caso do autismo, a interpretação desses sinais pode ser mais difíceis do que para nós.

Por esse motivo, não é possível elaborar um manual de comunicação que se aplique a todas as pessoas do espectro. Contudo, pode-se oferecer informações quanto ao processamento cerebral do Autista; trazer esclarecimentos das dificuldades; sugerir dicas que podem ser úteis para desenvolver e melhorar a comunicação.

“O Autismo é um jeito diferente e único de ver o mundo.”

Imagina que você esteja assistindo a 30 programas de televisão ao mesmo tempo?

O nosso cérebro é capaz de receber muitas informações sensoriais simultaneamente. Através dos nossos pensamentos, emoções e comportamentos, conseguimos organizar, processar, priorizar e compreender as informações de forma automática. Sem pensar sobre isso ou causar esforço. Já uma pessoa com autismo mostra dificuldades em processar informações sensoriais cotidianas. Como se o cérebro percebesse o mundo ao redor de maneira fragmentada. A pessoa tem que focar a atenção em cada pequena parte, decifrá-la separadamente para, posteriormente, compreender o todo. O Autista dispende grande esforço nesse processo, levando a exaustão mental pela sobrecarga de informações.

É importante saber que o Autista apresenta um pensamento concreto. Isso significa que ele não compreende figuras de linguagens e alterações de significados, tais como a utilização de vocábulos que mudam o sentido quando empregados em diferentes contextos, pois emprega o sentido literal das palavras. Dificilmente um autista compreende quando falamos que “morremos de saudade”, ele pode pensar que você veio a óbito ou, por exemplo, quando dizemos que “uma festa foi legal”, provavelmente ele vai compreender que a festa aconteceu de acordo com a lei.  Um autista não compreende metáforas, ironias, brincadeiras e sarcasmo. São situações simples como essas que dificultam o processo de comunicação com um autista no dia a dia.

O autista tem uma memória visual, necessitando mais de estímulos visuais do que verbais. Não é benéfico falar muito com o autista. O processamento de informações recebidas são mais lentos e ele se atrapalha com muitas informações verbais simultâneas.

O ideal é oferecer o estímulo visual sempre que possível, através de imagens ou até mesmo mensagens escritas para as pessoas que são alfabetizadas. Deve-se associar a imagem ao estímulo verbal, sendo este realizado uma única vez, e esperar o tempo de resposta da pessoa autista que é muito superior ao seu.

Geralmente o autista reage como se não estivesse escutando uma conversa, porém ele pode ou não apresentar alterações auditivas. Ele pode escutar tudo ao seu redor de maneira ampliada, intensificando os sons. As pessoas autistas podem ser hipersensíveis a barulhos e  capazes de ouvir conversas distantes. Ou pelo contrário, podem apresentar audição diminuída e não reconhecer certos sons. Independentemente do caso, tendo ou não a audição preservada, é comum o autista não ter as reações de forma espontânea como outras pessoas; não demonstrar que ouviu o que você disse, ou ainda, não demonstrar que entendeu as informações que você deu. Mesmo em situações em que ele compreendeu o que você disse.

A capacidade de compreensão está relacionada à presença ou ausência de deficiência mental e o grau da deficiência quando houver. A existência ou não da fala também interfere muito na capacidade de comunicação que a pessoa possa desenvolver.

No caso de pessoas não verbais, a ausência de vocalizações pode ser total, ou apresentar somente sons sem intenção de comunicar algo ou ainda se apresentar como ecolalia (repetição de vocábulos) que não se aplicam a uma comunicação efetiva.

Uma dica no caso de autistas não verbais é a utilização de legendas que podem ser ensinadas para o autista para facilitar a comunicação entre vocês. Por exemplo, a imagem de um semáforo com três cores pode ser utilizada para expressar como se sente ou o que deseja, indicando ações. Nesse exemplo, a cor verde pode indicar uma confirmação ou estado de humor positivo (“estou bem”, “gostei”, “aceito”, “vamos continuar, “siga em frente”); o amarelo pode indicar parcialidade, dúvida ou alguma restrição (“estou mais ou menos”, “gostei em parte”, “depende”, “não sei se quero continuar”) e por fim a cor vermelha indicaria uma resposta ou sentimento negativos (“estou mal, dia ruim, não quero seguir em frente”, “não gostei”, “não aceito”).

Caso seja da preferência de vocês, também se pode utilizar a imagem de carinhas para expressar os sentimentos e as ideias de vocês no diálogo com um autista. Nesse caso,  uma cara feliz indica uma ideia positiva, a cara séria uma intenção ou sentimento neutro e a cara triste as ideias ou sentimentos ruins.

Tendo a possibilidade ou não de utilizar a fala, é comum o autista se comunicar com expressões faciais, fazendo gestos e mostrando o que deseja. No entanto, a pessoa com autismo tem dificuldade em compreender a linguagem verbal e não verbal. Assim como as expressões faciais, os gestos e alterações no tom de voz que você emite.

Comunicar-se com um autista não é tarefa fácil. Todos os membros da família, amigos e colegas devem buscar orientação. Contando com a busca de informação e conhecimento das caraterísticas da pessoa, buscando compreender como ela se comunica, como expressa seus sentimentos, ideias, desejos e interesses, torna-se possível se relacionar com um autista e estabelecer um elo de comunicação.  Favorecer a inclusão da pessoa com TEA na sociedade é função de todos.

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Equipe Psicotér 

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