Ciúmes

 

O ciúmes é algo natural, acontece com todo mundo. Sentir ciúmes é sentir medo de perder, de conquistar algo/oportunidade/relação em detrimento de outra pessoa, de um terceiro.

Na vida experimentamos ciúmes em diversas situações. Por exemplo, podemos sentir ciúmes de um colega de trabalho porque estamos disputando uma vaga na empresa e o colega também é capacitado para exercer tal função. Ou, em uma relação amorosa, quando percebemos que o nosso parceiro está sendo bajulado, recebendo elogios, etc, também podemos sentir ciúmes. Em ambas as situações, existem fatos reais que podem desencadear o medo de não conseguir a oportunidade ou o medo de perder a relação – visto que há um ‘terceiro’ que também deseja o que você deseja. E aí surge o ciúmes. E até ai, tudo bem!! Afinal, são situações que fazem parte da vida, não é mesmo? Sempre vão existir pessoas que se interessam pelo o que você gosta e que também vão tentar investir nisso. Assim, no dia-a-dia, o ciúmes pode aparecer em inúmeros momentos! É importante que a gente consiga identificá-lo, compreenda os fatos concretos da situação, o que podemos aprender (sobre nós e sobre os outros) com a experiência e que consigamos lidar com esse sentimento. Dessa forma, o ciúmes, naturalmente, se torna um sentimento transitório e que não causa prejuízos para si mesmo e para outros.

No entanto, e quando o ciúmes é excessivo? Você consegue perceber quando o ciúmes (o seu, do companheiro ou amigo) se tornou exacerbado, sem limites, doentio? Fizemos uma lista de comportamentos e sentimentos para te ajudar a perceber a manifestação do ciúmes exagerado:

sad O ciumento cria situações “fictícias”, fantasia histórias, monta “provas” para incriminar o “terceiro” e justificar suas atitudes de ciúmes;

 sad Existe um desejo de se vingar, de prejudicar o suposto “rival”;

sad Não existem fatos concretos, reais, que justifiquem as preocupações fixas e excessivas do ciumento;

sad Há um controle excessivo pela pessoa ou situação – o ciumento se transforma em um detetive: checa emails, telefonemas, correspondência. Investiga informações nas redes sociais e busca saber detalhes da vida das pessoas envolvidas;

sad O ciumento demonstra sentimentos de insegurança, irritabilidade, baixa autoestima, desconfiança, controle, humor instável, agressividade, ataques de raiva;

sad Há prejuízos emocionais e sociais tanto na vida do ciumento quanto na vida das pessoas que estão sendo “atingidas”.

Você consegue compreender as diferenças entre o ciúmes natural e o ciúmes exagerado? Está com dificuldades de perceber se o que sente já passou dos limites? Se identificou com algumas das situações descritas ou percebeu similaridades com os comportamentos de amigos ou familiares?

Sentir ciúmes é natural, mas quando ele está se manifestando de forma exagerada pode ameaçar a saúde mental de todos os envolvidos! Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com um Psicólogo em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

Ciúmes, Raiva, Impulsividade… Será que você sofre de TPB?

Você conhece alguém que muda o humor repentinamente? Que sente muito medo de ser abandonado? Que tem algum comportamento impulsivo como comer exageradamente, gastar dinheiro descontroladamente, fazer sexo compulsivamente ou abusar de substâncias? Aquela pessoa muito intensa, que ama ou odeia alguém?

Essas características descrevem os traços do Transtorno de Personalidade Borderline. Esse transtorno é marcado pela instabilidade em quase todos os aspectos do funcionamento da pessoa. São indivíduos instáveis nos relacionamentos, autoimagem, afeto e comportamento. Também são descritos como infantis, sentem muita raiva e explodem constantemente, além de possuírem sentimentos crônicos de vazio. Acompanhado disso, podem desenvolver algum comportamento automutilante e gestos ou ameaças suicidas.

No comportamento, explosões de raiva, tristeza, impulsividade, teimosia, instabilidade de humor, ciúmes intensos, apego afetivo, desespero, descontrole emocional, medo de rejeição e insatisfação pessoal. Quando esses comportamentos se apresentam de forma frequente, intensa e persistente, acabam por produzir um indivíduo com dificuldades de adaptação ao seu ambiente social. Eles sentem muito, muito sentimento e muita emoção sempre, e costumam lidar muito mal com isso ou qualquer outro tipo de adversidade, especialmente as que envolvem rejeição, desaprovação ou abandono. Quando se deparam com uma situação dessas, desencadeiam uma reação de estresse muito mais intensa e abrangente do que o esperado.

Vários estudos apontam que essas pessoas tiveram experiências traumáticas na infância, porque viveram em um ambiente invalidante, onde não se sentiam acolhidas ou aceitas pelos pais ou cuidadores. Também podem ter sofrido maus tratos, como castigos físicos, abuso emocional, ameaças, graves problemas psiquiátricos dos pais ou abuso sexual. Ou seja, não tiveram um ambiente acolhedor e amoroso na infância.

Os sintomas mais comuns são:

  • Medo de ser abandonado pelos amigos ou família;
  • Padrão de relacionamentos instáveis e intensos;
  • Instabilidade acentuada, humor reativo;
  • Impulsividade;
  • Recorrência de comportamento, gesto ou ameaça suicida ou de comportamento automutilante;
  • Sentimentos crônicos de vazio;
  • Raiva inadequada e intensa ou dificuldade para controlar a raiva. Demonstrações frequentes de irritação.

O tratamento é realizado através da psicoterapia, onde o paciente vai aprender formas de controlar melhor suas emoções desagradáveis e mais intensas e também vai aprender maneiras diferentes para lidar nos momentos de maior estresse. Em alguns casos, o tratamento com medicamentos também é necessário. A terapia semanal é fundamental para o indivíduo se manter controlado.

Além disso, se o indivíduo Borderline é algum familiar, amigo ou parceiro próximo, existem algumas dicas na hora de lidar com essa personalidade e que devem ser levadas em conta juntamente com a terapia, são elas:

  • Amor: Eles tem medo do abandono. Ignorar os sentimentos deles apenas irá deixá-los mais inseguros e ainda agravar os sintomas. Seja amável e tenha paciência, o maior medo deles é perder as pessoas importantes.
  • Não os reprima: Ao tentar os corrigir, tenha cuidado com suas palavras, porque eles são muito sensíveis e estarão sempre tentando se encaixar nos padrões da sociedade (que não parecem ter sido feitos para eles). Quando você tenta corrigir um Borderline de forma dura, ele acaba sentindo raiva dele mesmo.
  • Respeite a emoção deles: Deixe que eles sintam! Entenda que eles sentem tudo e ao mesmo tempo, de forma muito intensa. Você não precisa falar nada, apenas esteja ao lado deles no momento da confusão de sentimentos.
  • Os ajude a crescer: São indivíduos com uma tendência a dependência dos outros ou de alguém específico. Para isso, é importante incentivar que ele realize, crie e desenvolva seus próprios projetos. Os ajude a aprender a se sentirem seguros deles mesmos!
Se não acompanhados de um Profissional Psicólogo, essas personalidades podem causar muito sofrimento aos mais próximos, mas principalmente a eles próprios. Se você se identificou ou conhece alguém que se encaixe no comportamento descrito por este texto e que precisa da ajuda de um Psicoterapeuta, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com uma Psicóloga em Porto Alegre. Descubra os benefícios que a Terapia Cognitivo-Comportamental pode fazer por você e pela sua família!