“Eu não te amo mais!”

Vale a pena tentar resgatar um relacionamento sem amor ou seria melhor “partir pra outra”?

Vamos pensar em alguns pontos…

Primeiro: na grande maioria das vezes ainda existe amor, apenas estamos cegos para percebê-lo, devido a anos de troca de palavras e atitudes de desamor que se sobrepuseram a qualquer sentimento saudável que ainda possa existir.

Segundo: é mais fácil fugir de algo que está sendo difícil, do que procurar aprender com os erros e mudar. Além disso, quando percebemos nossos erros, tendemos a achar que nossas atitudes serão diferentes com outra pessoa. Entretanto, passamos de uma relação à outra praticando as mesmas atitudes e, consequentemente, repetindo o resultado insatisfatório.

Quando procuramos mudar essas atitudes no contexto do relacionamento desgastado, não temos nada a perder. Pelo contrário, na pior das hipóteses, caso não consigamos salvar a relação, no mínimo conseguimos mudar a nós mesmos e sermos melhores para o próximo relacionamento.

Terceiro: quando decidimos pela separação, essa é a solução que nos parece mais acertada naquele momento. Porém, com o passar do tempo, a raiva e o ressentimento vão passando e percebemos que talvez pudesse ter sido diferente se houvéssemos tentado um pouco mais e, com isso, sentimos culpa e arrependimento.

Quarto e último: em muitos casos há filhos envolvidos e a relação com o pai/mãe das crianças será inevitável, de forma que é preferível tentar melhorarmos a relação independente do seu resultado, pois teremos que conviver com a pessoa, casados ou separados.
Esforçar-se para resgatar a relação sempre é a alternativa mais acertada. Entretanto, é preciso muito esforço, dedicação e persistência. Muitas vezes é necessário que a pessoa, ou o casal, conte com a ajuda de um psicoterapeuta para receber orientação e suporte e tratar determinados padrões enrijecidos.

“Mas eu não sinto que amo mais!”.

Nós tendemos a pensar que o amor seja um sentimento, um estado emocional. Isso é um engano! Amor é um estado de consciência. Quando praticamos atitudes amorosas inevitavelmente o amor volta para nós e nos inunda como sentimento. Com o passar dos anos, muitas vezes vamos deixando de lado essas atitudes e as substituímos por outras que não são saudáveis e que vão destruindo nosso relacionamento.

Por isso, mesmo quando temos a impressão de não amarmos mais o nosso (a) parceiro (a), vale a pena o esforço para melhorar a relação. Mesmo que, em alguns casos, o relacionamento acabe, ainda assim é importante o resgate.

Resgatar um relacionamento não é fácil, mas é perfeitamente possível!

O psicólogo é o profissional capacitado e habilitado para ajudar casais a resgatarem o relacionamento, ele facilita a conscientização das atitudes que estão destruindo a relação a dois para que possam ser evitadas, ou modificadas, bem como estimula atitudes impulsionadoras de mudanças satisfatórias na vida do casal. É um trabalho que inicia no consultório, mas como promove uma mudança profunda no modo como o paciente percebe a si mesmo como atuante direto na escolha dessas atitudes, acaba se tornando uma filosofia de vida.

Por Sandra Arreal – Psicóloga da Equipe Psicotér

 

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VOCÊ SABE O QUE ANORGASMIA?

Marisa é uma mulher de 37 anos, empresária, casada e com dois filhos, conta que nunca teve orgasmo nas relações sexuais, somente através da masturbação e, ainda assim, somente algumas vezes. Ela procura ajuda, pois não se sente “mulher o suficiente” e “não consegue fazer seu marido feliz”, já que nunca conseguiu atingir o orgasmo com ele, em mais de vinte anos de relacionamento.

A paciente chega para a psicoterapia bastante triste, muito ansiosa e com sua autoestima muito baixa. Marisa repete diversas vezes que não é mulher o suficiente e que nunca fará um homem feliz. Já procurou um ginecologista, que assegurou a ela que ela é plenamente apta a ter orgasmos, mas sua “cabeça não está deixando”.

Marisa é a filha do meio de uma família de sete irmãos. Sua infância foi bastante humilde em uma cidade do interior, que ela brincava muito e era muito feliz, apesar de ser bastante reprimida pelos pais e pelos irmão, principalmente os homens, muito religiosos, que afirmavam que tudo era pecado e que qualquer deslize poderia levá-la ao inferno.

Conheceu seu marido quando tinha 15 anos de idade e logo começaram a namorar. O casamento aconteceu quando ela tinha 18 anos e logo se mudaram para a capital, para tentar a sorte. O marido de Marisa foi sua única experiência sexual e ela perdeu a virgindade somente depois do casamento, pois tinha muito medo de estar pecando.

Ela diz que sua primeira experiência sexual foi dolorida e frustrante. Teve muito medo, sabia muito pouco sobre sexo e ficou muito ansiosa, apesar de seu marido tentar fazer, segundo suas palavras, “tudo de maneira calma e gentil”. Para Marisa, o sexo com seu marido é muito bom, ela sente muito prazer durante as preliminares, tem vontade de fazer sexo com ele, mas nunca consegue atingir o orgasmo.

Aos 25 anos quando, numa noite em que dormiu sozinha, masturbou-se. Ela diz que ficou tão feliz e relaxada que seu marido estranhou seu comportamento e ela teve que dizer a ele o que fez. Segundo ela, seu marido a apoia, mas não compreende o motivo pelo qual ela não sente orgasmo quando tem relações sexuais com ele.

Marisa procurou ajuda através de Psicoterpia e a psicóloga, de maneira aberta e sem restrições, iniciou com informações sobre sexo e Anorgasmia e ela descobriu que muitas mulheres não conseguem atingir o orgasmo, pois a sexualidade é ainda assunto “tabu”, apesar de toda informação disponível. Marisa descobriu que, apesar de seus vinte anos de casada, ela tinha pouca experiência sexual, pois não costumava experimentar coisas novas. Ela relatava que não seguia mais uma religião como seus pais e irmãos e que já não tinha mais o mesmo pensamento sobre pecado, mas que mesmo assim se sentia muito constrangida em explorar sua sexualidade.

Durante a terapia, Marisa foi incentivada a descobrir seu corpo, a se tocar, experimentar posições novas, viver sua sexualidade consigo mesma de modo saudável. Ela foi incentivada a ler mais sobre sexo, a buscar informações sobre o assunto e conversar sobre o que era dito a ela quando mais jovem. Conhecendo mais sobre si, Marisa pôde mostrar a seu marido o que gostava e como gostava, pôde tomar também para si a responsabilidade pelo sexo e entender que a mulher também pode ter desejos.

Marisa não só mudou seu comportamento na cama, mas ela também conseguiu, desse modo, mudar alguns comportamentos submissos em sua vida diária. Na empresa de construção que tem com o marido, ela passou a gerenciar de maneira mais firme seus negócios, dado o fato de que se sente mais dona de si e de sua vida.

Marisa consegue ter mais orgasmos agora, apesar de ainda não senti-los em todas as relações sexuais, mas também aprendeu que sexo não é somente o orgasmo, que existem outras etapas como o desejo (a vontade de ter relações sexuais em si) e a excitação (quando o corpo e a mente reagem aos estímulos sexuais antes ou durante o ato sexual), que são muito importantes também e que podem ser muito prazerosos.

Seu marido, seus filhos, seus amigos e familiares percebem Marisa muito mais feliz consigo mesma. Com a psicoterapia, ela ganhou qualidade de vida, pois conseguiu compreender o porquê de seu sofrimento. Hoje ela sabe que muito do que foi dito a ela como verdade em sua vida, são informações que condizem com a realidade de determinados grupos, em determinadas épocas.

Marisa, hoje, compreende inclusive a religião de maneira diferente. Ela fez as pazes com sua sexualidade e com sua vida. Agora, ela pode sorrir e sentir-se uma mulher completa, como sempre quis.

Por mais que as pessoas falem mais sobre sexo do que falavam antes, ele segue sendo um assunto tabu.  Muitas vezes homens e mulheres se sentem envergonhados por não conseguir atingir o orgasmo durante suas relações sexuais e acabam mantendo isso em segredo, prejudicando a si mesmo e ao seus parceiros.

A sexualidade não é mais um tabu e todos merecem usufruir dela da melhor forma possível, se você acredita que sentir prazer durante as relações sexuais é algo impossível, não precisa ser assim!

 

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Existe vida após o final de um relacionamento

 

Junho é o mês dos namorados no Brasil. É a época das declarações de amor sem fim, das promessas de fidelidade e de companheirismo, de presentes, flores e corações distribuídos pelas cidades, que parecem respirar o amor. Existe, porém, significativa parcela das pessoas que não está vivendo este momento lindo e romântico, pelo contrário, está sofrendo com o final de um relacionamento.

Diferentemente do que se imagina, ambos sofrem quando terminam alguma relação amorosa, seja ele namoro, união estável ou casamento. Para quem quer terminar a união, é uma decisão muitas vezes difícil de ser tomada, que gera angústia e muita dor; para o outro, aquele que recebe o “fora”, o “cartão vermelho”, a dor, muitas vezes, é ainda maior.

A maioria das pessoas já levou pelo menos um fora na vida, já foi a pessoa que foi convidada a se retirar da relação. Pessoas que se envolveram emocionalmente com alguém, namoraram, casaram ou tiveram somente um rolo, já se envolveram, também, com o término da ligação. E sobreviveram. Sim, apesar da dor da perda de alguém, do sentir-se rejeitado, sozinho, cheio de lembranças, tudo isso um dia passa.

O fim de uma relação pode trazer sentimentos de baixa autoestima, frustração, tristeza, raiva e até de vingança. Pode fazer com que a pessoa se sinta perdida e desorientada. Isso acontece porque é o fim, porque algo que era considerado duradouro acabou. Muitas pessoas precisam fazer uma mudança radical em suas vidas, lidar com questões de divórcio e guarda de filhos, separação de bens, etc. Tudo isso pode tornar o fim ainda mais complicado para algumas pessoas.

Para alguns, o sofrimento leva meses para passar; para outros, apenas alguns dias. Têm pessoas que saem para a balada após o fim do namoro; outras, procuram os amigos para desabafar; e outras, ainda, ficam sós com sua dor até passar.

Existem indivíduos que expressam sua raiva, outros que choram sem parar, há os que ficam em casa, de cama por alguns dias, há quem trabalhe com mais afinco, quem se dedique aos familiares, aos estudos, enfim, todos encontram uma forma de lidar com a dor, que é só sua. Essas atitudes são comuns e fazem parte do que se pode chamar de luto pela pessoa perdida.

Algumas pessoas entram em profunda depressão ao se separarem. É normal a tristeza após o fim de uma união, principalmente quando é o outro que não quer mais. Muitos planos foram feitos desde o início, esperanças foram alimentadas e o sentimento é muito presente. Quanto mais tempo tiver a ligação entre o casal, maior a probabilidade de o sofrimento ser grande.

Porém, quando a tristeza persistir e se tornar falta de esperança no mundo, dificuldade de se visualizar bem futuramente ou de ter planos para o futuro; quando a pessoa passa a descuidar de si, ficar reclusa demais, comer em demasia ou não comer, começar a ingerir drogas ou aumentar seu uso, ou, ainda, evitar contato com outras pessoas, pode ser sinal de alerta para algo mais grave. Nesses casos, a tristeza transformou-se em depressão e a busca por ajuda de um profissional da psicologia se faz necessária para o enfrentamento da situação.

Não existe receita para manter um relacionamento a dois. Tudo é muito íntimo do casal, do modo como cada um funciona e se coloca no relacionamento. O que funciona para alguns casais não funciona para outros. E também não existe receita para enfrentar a dor do final de uma relação, cada um precisa encontrar em si a melhor forma de lidar com ela.

Algumas ideias são interessantes para encarar o fim:

frown Tentar não entrar na paranoia de que a culpa toda é de um ou de outro, pois, numa relação a dois, erros e acertos são cometidos por ambos. Isso envolve não se colocar no lugar de vítima e nem de algoz;

frown Procurar manter sua rotina, pois as mudanças serão inevitáveis e um pouco de ordem aumenta a sensação de segurança;

frown Manter a autoestima, pois o fato de ser rejeitado por alguém só significa que para aquela pessoa, particularmente, aquela relação já não faz mais sentido, mas o mundo está cheio de possibilidades de amor e de afeto;

frown Lembrar-se de suas qualidades e repensar seus defeitos;

frown Tentar manter distância do (a) ex-companheiro (a) ajuda também, pois assim não se alimentam falsas esperanças.

Além disso, por mais que o amor acabe, isso não significa que aquele amor não existiu ou que não deu certo. Ele deu certo pelo tempo que durou. Na vida, tudo é efêmero, inclusive as pessoas, e não seria diferente com os sentimentos. Indivíduos são seres em mutação, e seus sentimentos podem seguir a mesma linha.

O fim de uma união também pode ser uma experiência de grande aprendizado, que ensina à pessoa muito sobre ela mesma. Normalmente, as pessoas repensam a relação que mantiveram e descobrem atitudes que podem ter levado ao fim de tudo. Descobrem, ainda, o que gostam e o que não gostam que aconteça num relacionamento ou com que tipos de pessoas preferem se relacionar. Isso porque, muitas vezes, os indivíduos somente se dão conta de quem era seu parceiro quando tudo acaba.

Ao final de um romance, é preciso, muitas vezes, se redescobrir, e essa talvez seja a tarefa mais difícil, pois muitas vezes, as pessoas vivem tanto dentro do relacionamento que não sabem se ver fora dele. Porém, apesar disso tudo, as pessoas não morrem por causa de um fora que levaram de outro.

A vida continua, um novo amor pode surgir, por mais que se esteja triste, essa tristeza passa e a felicidade voltará. Cabe dar ao coração o tempo necessário para que ele se refaça e coloque tudo no lugar novamente. Enfim, por pior que seja o fim de um romance, nada está perdido. Lidar com a perda, aceitar seus erros e seguir seu caminho acaba sendo o rumo natural.

Por Anne Grizza – Psicóloga da Equipe Psicotér

 


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Ciúmes

 

O ciúmes é algo natural, acontece com todo mundo. Sentir ciúmes é sentir medo de perder, de conquistar algo/oportunidade/relação em detrimento de outra pessoa, de um terceiro.

Na vida experimentamos ciúmes em diversas situações. Por exemplo, podemos sentir ciúmes de um colega de trabalho porque estamos disputando uma vaga na empresa e o colega também é capacitado para exercer tal função. Ou, em uma relação amorosa, quando percebemos que o nosso parceiro está sendo bajulado, recebendo elogios, etc, também podemos sentir ciúmes. Em ambas as situações, existem fatos reais que podem desencadear o medo de não conseguir a oportunidade ou o medo de perder a relação – visto que há um ‘terceiro’ que também deseja o que você deseja. E aí surge o ciúmes. E até ai, tudo bem!! Afinal, são situações que fazem parte da vida, não é mesmo? Sempre vão existir pessoas que se interessam pelo o que você gosta e que também vão tentar investir nisso. Assim, no dia-a-dia, o ciúmes pode aparecer em inúmeros momentos! É importante que a gente consiga identificá-lo, compreenda os fatos concretos da situação, o que podemos aprender (sobre nós e sobre os outros) com a experiência e que consigamos lidar com esse sentimento. Dessa forma, o ciúmes, naturalmente, se torna um sentimento transitório e que não causa prejuízos para si mesmo e para outros.

No entanto, e quando o ciúmes é excessivo? Você consegue perceber quando o ciúmes (o seu, do companheiro ou amigo) se tornou exacerbado, sem limites, doentio? Fizemos uma lista de comportamentos e sentimentos para te ajudar a perceber a manifestação do ciúmes exagerado:

sad O ciumento cria situações “fictícias”, fantasia histórias, monta “provas” para incriminar o “terceiro” e justificar suas atitudes de ciúmes;

 sad Existe um desejo de se vingar, de prejudicar o suposto “rival”;

sad Não existem fatos concretos, reais, que justifiquem as preocupações fixas e excessivas do ciumento;

sad Há um controle excessivo pela pessoa ou situação – o ciumento se transforma em um detetive: checa emails, telefonemas, correspondência. Investiga informações nas redes sociais e busca saber detalhes da vida das pessoas envolvidas;

sad O ciumento demonstra sentimentos de insegurança, irritabilidade, baixa autoestima, desconfiança, controle, humor instável, agressividade, ataques de raiva;

sad Há prejuízos emocionais e sociais tanto na vida do ciumento quanto na vida das pessoas que estão sendo “atingidas”.

Você consegue compreender as diferenças entre o ciúmes natural e o ciúmes exagerado? Está com dificuldades de perceber se o que sente já passou dos limites? Se identificou com algumas das situações descritas ou percebeu similaridades com os comportamentos de amigos ou familiares?

Sentir ciúmes é natural, mas quando ele está se manifestando de forma exagerada pode ameaçar a saúde mental de todos os envolvidos! Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita Online ou Presencial com um Psicólogo em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

A gente briga demais!

2Muito se fala atualmente sobre a importância que uma boa comunicação tem dentro de um relacionamento. E não deixa de ser verdade, uma das principais queixas na consulta inicial de uma terapia de casal é: “Ele/Ela não me entende…”, referindo-se a problemas de comunicação.
Mas, o que significa dizer que um casal possui uma “boa comunicação”, de fato? E é importante definir aqui que, enquanto casal, uma comunicação poderosa e eficiente vai muito além de se falar ou de não se falar, ou do quanto se fala. Tem muito mais a ver com o que você diz e a maneira como expressa isso.

Se não existe comunicação no relacionamento e também um entendimento para que ambos entrem em um consenso, os problemas acabam gerando infinitas outras discussões que nunca resultam em nada. O que chamamos de “efeito bola de neve” também ocorre aqui, os argumentos acabam perdendo o sentido depois de longas horas de um diálogo que não é eficiente e você se sente em um duelo de “quem tem mais razão” com o parceiro. Se você se identifica com essa situação, provavelmente não deve estar colocando muita fé na duração do seu relacionamento, e isso acontece porque a briga, que acontece por consequência da falta de uma boa comunicação, acaba gerando outros sentimentos que podem acabar com um relacionamento, como insegurança, medo, exaustão, sentimento de inferioridade, desrespeito, entre outros.

Onde estamos errando?

Por que não conseguimos ter uma boa comunicação?

Primeiramente, é importante entender que não existe relacionamento perfeito e sem desavenças. Além disso, um diálogo bem executado é muito positivo e deve sim acontecer sempre que algo não estiver agradando, a grande diferença está na maneira em que você vai abordar o assunto com o parceiro. O diálogo traz mudanças, mas brigas geram novas brigas.
A maioria dos erros de comunicação encontrados em um casal tem a ver com não saber expressar-se corretamente ou por falta de respeito por si mesmo e pela outra pessoa, por exemplo:

  • Impor o seu critério, acreditando que o seu ponto de vista é melhor do que o de seu parceiro.
  • Expressar defeitos e reclamações do parceiro com frequência, muitas vezes de forma exagerada e extremista.
  • Querer que a outra pessoa seja o que você quer.
  • Não se interessar pelos pontos de vista ou crenças do seu parceiro.
  • Supor ou adivinhar o que o outro vai dizer e lhe interromper constantemente.
  • Manipular para conseguir o que deseja.
  • Dar razão ao outro, ainda que não esteja de acordo.

Não é incomum que esses pontos façam parte de um relacionamento, mas o ideal é que sejam evitados se você busca por uma boa comunicação com o seu parceiro. Independentemente do jeito com que se comunicam, existe um meio termo chamado “assertividade” ao alcance de todos. A assertividade é apenas uma forma de expressão em que se busca respeito por si e pelos outros, ou seja, expressar os pensamentos, os sentimentos e a forma de ver o mundo através de palavras ou gestos, de forma tranquila e apropriada, ao mesmo tempo que se quer conhecer os sentimentos e pensamentos do outro para compreendê-lo melhor. Algumas dicas:

  • Expresse o seu apreço pelas qualidades do outro.
  • Aceite as demonstrações de afeto alheias sem duvidar de suas razões.
  • Seja capaz de dizer “não”.
  • Se você quer algo, peça. Não espere que o seu parceiro descubra os seus desejos, os diga.
  • Explique o que você pensa ou como você se sente.
  • Não acuse. Exponha o seu ponto de vista e entenda o lado do outro.

A comunicação assertiva não é a única garantia de que vocês conseguirão resolver todos os problemas e nem de que o relacionamento vai durar para sempre. De qualquer forma, dure o tempo que durar, o respeito irá se manter, os problemas serão resolvidos, as brigas diminuirão e o desgaste – resultante das longas e incontáveis brigas – não existirá.

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