Criança precisa de psicoterapia???

Você sabia que crianças podem precisar da ajuda de um psicólogo para uma psicoterapia infantil, assim como os adultos? Crianças são muito inteligentes e aprendem rápido qualquer informação que lhes é passada. No entanto, na maioria das vezes, elas não são orientadas a desenvolver habilidades para entender e resolver problemas emocionais, como estresse, trauma, ansiedade e sentimentos causados por uma mudança repentina. Vamos entender como a psicoterapia infantil pode ajudar as crianças?

Durante a infância, as crianças deparam-se com um universo novo, que deve ser explorado e descoberto. Neste período da vida, elas vivenciam transformações e experiências até então desconhecidas. Alterações hormonais, mentais e corporais apresentam-se como uma novidade, além das situações externas, que exigem cada vez mais dos pequenos e também dos adolescentes.
Tirar notas boas na escola, praticar esportes, falar um segundo idioma e dominar a informática. A lista de afazeres e obrigações é grande, resultando em uma pressão desmedida e, às vezes, insuportável para as crianças.

Conseguir corresponder às expectativas dos pais, professores, colegas e familiares torna-se então um pesadelo para muitas crianças, que não conseguem expressar os sentimentos e frustrações por palavras.

É neste contexto que entra a psicoterapia infantil. A psicoterapia infantil tem a finalidade de melhorar a qualidade de vida da criança, proporcionando uma infância feliz e saudável. A psicoterapia ajuda a identificar os medos, receios e insatisfações, através de um trabalho com as dificuldades pessoais dos pequenos.

A psicoterapia infantil também pode ser destinada aos pais ou responsáveis, que às vezes precisam de uma orientação de como agir e lidar com acontecimentos que envolvem as crianças. O intuito permanece sendo o bem-estar familiar, a prevenção e solução de problemas.

Diferentemente do adulto, que consegue compreender o que está acontecendo e o motivo de determinadas ações, as crianças utilizam outros métodos de comunicação para demonstrar sua angústia. Ter um comportamento totalmente agressivo ou criar hábitos estranhos como dormir de luz acesa ou fazer xixi na cama com frequência, por exemplo, são demonstrativos de que algo está errado.

Falta de concentração, problemas de aprendizado e de interação social, distúrbios físicos, adoecer com frequência e compulsão por comida também são sinais de que a criança precisa de ajuda especializada.

Em alguns casos não é tão simples saber o que causou a mudança comportamental ou emocional na criança. No entanto, eventos significativos, como a morte de um membro da família, amiguinho ou animal de estimação, um divórcio, abuso, traumas, doença grave na família e mudança de casa podem causar estresse, levando a alterações de humor, comportamento, sono, apetite, menor interação social e evolução na escola.

Não leve em conta a famosa frase “criança esquece”. Não, eles não esquecem e podem levar um trauma para a vida adulta, causando depressão e outros problemas psicológicos. Por mais simples que possamos achar que seja o problema, para a criança pode não ser. Por isso, é importante ficar atento aos seguintes sinais:

  • Atraso no desenvolvimento da fala e comunicação;
  • Atraso para desenvolver os hábitos de higiene básicos, como escovar os dentes e tomar banho;
  • Problemas de aprendizagem ou frequentes sinais de déficit de atenção (DDA);
  • Problemas comportamentais, como a agressividade – morder, chutar ou bater – e raiva excessiva;
  • Queda no desempenho escolar, especialmente se a criança costumava acompanhar a classe;
  • Momentos de tristeza, choro ou depressão leve;
  • Isolamento social;
  • Diminuição do interesse em atividades que costumava gostar, como ir à escola, brincar com os amigos, ir ao cinema, etc.;
  • Mudanças bruscas de apetite (especialmente em adolescentes);
  • Insônia ou aumento da sonolência;
  • Alterações frequentes de humor;
  • Queixas frequentes de dores que não são identificadas as causas (dor de cabeça, de estômago, de barriga).

Raramente uma criança dirá espontaneamente que precisa de ajuda profissional para resolver seus problemas. Por isso, não deixe de lado os sentimentos e mudanças comportamentais de seu filho, acreditando que “um dia passa”. Adolescentes costumam estar mais inseridos no mundo adulto e podem procurar um psicólogo por conta própria ou solicitar aos pais. Da mesma forma, dê importância ao que eles dizem e esteja disposto e aberto a conversar ou ir diretamente ao consultório, buscando ajuda juntos.

 

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Equipe Psicotér

 

Se você convive com uma criança próxima e ela apresenta os sinais descritos acima, procure uma psicóloga infantil.
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