Criança precisa de psicoterapia???

Você sabia que crianças podem precisar da ajuda de um psicólogo para uma psicoterapia infantil, assim como os adultos? Crianças são muito inteligentes e aprendem rápido qualquer informação que lhes é passada. No entanto, na maioria das vezes, elas não são orientadas a desenvolver habilidades para entender e resolver problemas emocionais, como estresse, trauma, ansiedade e sentimentos causados por uma mudança repentina. Vamos entender como a psicoterapia infantil pode ajudar as crianças?

Durante a infância, as crianças deparam-se com um universo novo, que deve ser explorado e descoberto. Neste período da vida, elas vivenciam transformações e experiências até então desconhecidas. Alterações hormonais, mentais e corporais apresentam-se como uma novidade, além das situações externas, que exigem cada vez mais dos pequenos e também dos adolescentes.
Tirar notas boas na escola, praticar esportes, falar um segundo idioma e dominar a informática. A lista de afazeres e obrigações é grande, resultando em uma pressão desmedida e, às vezes, insuportável para as crianças.

Conseguir corresponder às expectativas dos pais, professores, colegas e familiares torna-se então um pesadelo para muitas crianças, que não conseguem expressar os sentimentos e frustrações por palavras.

É neste contexto que entra a psicoterapia infantil. A psicoterapia infantil tem a finalidade de melhorar a qualidade de vida da criança, proporcionando uma infância feliz e saudável. A psicoterapia ajuda a identificar os medos, receios e insatisfações, através de um trabalho com as dificuldades pessoais dos pequenos.

A psicoterapia infantil também pode ser destinada aos pais ou responsáveis, que às vezes precisam de uma orientação de como agir e lidar com acontecimentos que envolvem as crianças. O intuito permanece sendo o bem-estar familiar, a prevenção e solução de problemas.

Diferentemente do adulto, que consegue compreender o que está acontecendo e o motivo de determinadas ações, as crianças utilizam outros métodos de comunicação para demonstrar sua angústia. Ter um comportamento totalmente agressivo ou criar hábitos estranhos como dormir de luz acesa ou fazer xixi na cama com frequência, por exemplo, são demonstrativos de que algo está errado.

Falta de concentração, problemas de aprendizado e de interação social, distúrbios físicos, adoecer com frequência e compulsão por comida também são sinais de que a criança precisa de ajuda especializada.

Em alguns casos não é tão simples saber o que causou a mudança comportamental ou emocional na criança. No entanto, eventos significativos, como a morte de um membro da família, amiguinho ou animal de estimação, um divórcio, abuso, traumas, doença grave na família e mudança de casa podem causar estresse, levando a alterações de humor, comportamento, sono, apetite, menor interação social e evolução na escola.

Não leve em conta a famosa frase “criança esquece”. Não, eles não esquecem e podem levar um trauma para a vida adulta, causando depressão e outros problemas psicológicos. Por mais simples que possamos achar que seja o problema, para a criança pode não ser. Por isso, é importante ficar atento aos seguintes sinais:

  • Atraso no desenvolvimento da fala e comunicação;
  • Atraso para desenvolver os hábitos de higiene básicos, como escovar os dentes e tomar banho;
  • Problemas de aprendizagem ou frequentes sinais de déficit de atenção (DDA);
  • Problemas comportamentais, como a agressividade – morder, chutar ou bater – e raiva excessiva;
  • Queda no desempenho escolar, especialmente se a criança costumava acompanhar a classe;
  • Momentos de tristeza, choro ou depressão leve;
  • Isolamento social;
  • Diminuição do interesse em atividades que costumava gostar, como ir à escola, brincar com os amigos, ir ao cinema, etc.;
  • Mudanças bruscas de apetite (especialmente em adolescentes);
  • Insônia ou aumento da sonolência;
  • Alterações frequentes de humor;
  • Queixas frequentes de dores que não são identificadas as causas (dor de cabeça, de estômago, de barriga).

Raramente uma criança dirá espontaneamente que precisa de ajuda profissional para resolver seus problemas. Por isso, não deixe de lado os sentimentos e mudanças comportamentais de seu filho, acreditando que “um dia passa”. Adolescentes costumam estar mais inseridos no mundo adulto e podem procurar um psicólogo por conta própria ou solicitar aos pais. Da mesma forma, dê importância ao que eles dizem e esteja disposto e aberto a conversar ou ir diretamente ao consultório, buscando ajuda juntos.

 

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Equipe Psicotér

 

Se você convive com uma criança próxima e ela apresenta os sinais descritos acima, procure uma psicóloga infantil.
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Como parar de procrastinar?

Adiar

Deixar algo importante para depois, adiar tarefas e se enrolar em prazos: tudo faz parte da procrastinação. Como parar de procrastinar? Qual seria o motivo para isso? Vários. Às vezes pelo fato de não haver um prazo específico, pelo retorno daquele afazer não ter um benefício claro ou ser de longa data, por exigir muito da gente ou ser complexo, por falta de cobrança, entre outros.

Esclarecer o valor de uma atividade, saber os benefícios que ganhará com ela, é importante para ajudar no direcionamento de suas ações. Reconhecer as vantagens é conhecer o entorno daquilo que está planejando. Por exemplo, o objetivo de ser aceito em uma universidade estrangeira implica, entre muitas outras coisas, no estudo de uma língua estrangeira, na pesquisa sobre como chegar lá e no envio de um material (geralmente uma carta de aceitação): chegar lá envolve uma melhora no seu currículo, mais respeito no mercado, aprendizado pessoal e profissional, novos conhecimentos culturais, além de trocas de pensamentos e comportamentos. Para concretizar o que precisa ser feito para chegar lá, ter esses objetivos claros é fundamental.

Podem existir vários objetivos em uma só ação, mas você deve estar atento aos mais profundos e com melhores resultados para você. Ao abrir uma empresa inovadora, o objetivo de vender seus produtos ou serviços é um dos mais claros, mas divulgar uma ideia será que não é mais motivador?

Responda a você: o que me faz adiar o que preciso ou quero fazer?
Então busque a solução: eu posso mudar isso? Por que eu tenho esse empecilho?

Fazer uma lista do que precisa fazer ajuda a tornar mais clara sua rotina e suas metas. Frequentemente pequenas coisas tomam muito o nosso tempo e nem percebemos. Alterar nossa rotina, propor saídas para uma maior organização pessoal pode ser um bom caminho, caso se perceba sobrecarregado.

Crie prazos para que suas atividades sejam mais determinadas. Você pode anotá-los em uma agenda, um calendário, lembrete de celular, ou naquilo que mais seja visível e eficaz para você. Não existe problema em planejamentos e tempo de pesquisa ou amadurecimento de ideias, mas desvincule a ideia de que existe um momento perfeito para que as coisas sejam feitas, pois isso pode prender suas mãos. Faça ser o momento perfeito. O presente é o momento perfeito.

Tem uma infinidade de prazeres que podem nos distrair para que realizemos nossos objetivos. Ficar no Facebook, no WhatsAap e no Instagram pode ser um ótimo passatempo, mas concentre-se: tenha foco no que você quer e no que você receberá.

Se você sente que procrastina muito e tem dificuldades para alcançar seus objetivos, procure uma psicóloga.
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Clinomania: A doença que se confunde com preguiça

sono psicologo porto alegreVocê sabia que aquele desejo excessivo de não sair da cama e ficar deitado, seja dormindo ou não, pode ser um distúrbio chamado clinomania? Às vezes confundida com preguiça ou mesmo depressão, a clinomania tem características próprias.

A palavra clinomania tem suas origens em grego, o que significa “obsessão com o sono” e, embora você não acredite, temos certeza de que você sofreu pelo menos uma vez; porque de acordo com as estatísticas, pelo menos 70% das pessoas já experimentaram. Clinomania é o excessivo desejo de ficar na cama. É o desejo de não sair da cama, ficar debaixo das cobertas e com cabeça no travesseiro. Uma vontade muito, mas muito grande de ficar deitado, no caso dormir muito.

De difícil diagnóstico, a Clinomania pode ser confundida com outros males como Distúrbio do sono, Depressão e Síndrome da Fadiga Crônica.

Para se identificar a Clinomania, deve-se observar outros males que podem ser confundidos com ela, e a partir de então – através da exclusão – identificar o mal. As pessoas com Clinomania apresentam um excessivo desejo de ficar na cama, sem que estejam com um dos males descritos a seguir:

  • Distúrbios do sono:

Muitas pessoas têm problemas para dormir, desde apnéia do sono a simplesmente ser incapaz de adormecer.

  • Depressão:

Aqueles que sofrem de depressão podem ter dificuldade em levantar-se para enfrentar seu mundo, mas as razões por trás são muito diferentes aos que sofrem de Clinomania.

  • Síndrome de Fadiga Crônica:

Aquele que sofre de síndrome da fadiga Crônica também terá dificuldade em encontrar a energia e o impulso para sair da cama, mas isso é por causa de sua doença ao invés de Clinomania.

Pessoas diagnosticadas com Clinomania tendem a ter padrões de sono invertidos, dormem constantemente durante o período vespertino e ficam acordados a noite, sendo naturalmente induzidos a não comparecer a atividades matinais.

Quando é afetada pela clinomania, a pessoa já não fica na cama por estar triste ou com dores, mas porque gosta do ambiente confortável e não quer deixar de sentir esse aconchego. Em dias chuvosos e nublados, por exemplo, esse sentimento é ainda maior, mas não está relacionado com sinais ou sintomas clínicos e patológicos.

Na maioria dos casos, o diagnóstico da clinomania é feito a partir da exclusão, já que se trata de um tipo de distúrbio relativamente raro. Para a maioria das pessoas, o difícil é entender como a condição se manifesta.

A clinomania é mais comum entre as mulheres, especialmente na faixa dos 20 aos 40 anos, embora também possa acontecer em outras idades e também em homens. A maior incidência nas mulheres adultas pode ser explicada em função das mudanças hormonais que ocorrem nesse período.

Além disso, a terceira idade também é bastante vulnerável ao distúrbio, já que os mais velhos tendem a deitar mais durante o dia, em função das poucas ocupações, o que favorece o desenvolvimento da clinomania.

Apesar de dormir quando se está cansado ser um excelente refresco para a mente, e necessário para manter o organismo funcionando, as pessoas não nasceram para ficar paradas. O corpo precisa ficar em constante movimento para que as funções naturais não sejam prejudicadas. Portanto, vale lembrar que a condição tem cura, desde que seguidas todas as recomendações médicas.

Depois de feito o diagnóstico clínico, pode surgir a necessidade do uso de medicamentos específicos para melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento psicológico, aliado a exercícios físicos também é uma alternativa comum.

As pessoas que sofrem com o distúrbio não sentem preguiça, mas uma vontade imensa de permanecer na posição horizontal, deixando de lado os afazeres para apenas ficarem deitadas. Ou seja, sofrem de um distúrbio real e preocupante.

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér



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O perigo de rotular as pessoas!

 

A riqueza do ser humano está na sua diversidade. Se ao mesmo tempo somos seres únicos e diferentes nas nossas peculiaridades, também somos todos iguais quanto aos nossos deveres e direitos, a dignidade, ao respeito e a liberdade. As crianças desde que nascem têm o seu temperamento, vêm com aspectos genéticos, e têm experiências que lhes tornam únicas, cada um com o seu jeito de ser, sentir, pensar e agir, apresentando capacidades e limitações em maior ou menor grau. As pessoas têm a lamentável prática de rotular os indivíduos, reduzindo-o a alguma característica que não atende ao padrão ético ou moral da sociedade moderna.

Emitir juízos de valor é um hábito muito comum nas relações familiares ou nas avaliações do ambiente escolar, atribuindo a criança falsos estereótipos. Julgar outra pessoa baseado na sua própria história, conforme seus próprios valores e padrões é um grande equívoco, pois eu não vivencio a realidade alheia e não o conheço suficientemente e verdadeiramente o outro capaz de avaliar o seu universo, isso chama-se preconceito e falta de respeito à dignidade alheia.sobretudo quando dados na infância, é condenar esse indivíduo a um futuro sem considerar as possibilidades de mudança e escolhas que ele mesmo possa vir a fazer. A criança tem uma postura relacional, isso significa que ela apresenta diferentes atitudes que variam conforme o contexto e o ambiente, ou seja, uma mesma criança pode reagir de formas diferentes, quando desprovida de apelidos ou rótulos. A experimentação de papéis faz parte do processo de aprendizagem e do desenvolvimento sadio de um indivíduo em busca de autoconhecimento e formação de identidade, constituindo desse modo seus hábitos, valores, interesses e crenças decorrente dessa interação social. Os adultos, pais, educadores e profissionais de referência são os principais formadores de caráter, responsável por quem essa criança se torna, moldando comportamentos e formando opiniões.

A presença de rótulos dados na infância afeta a saúde mental, independentemente se positivos ou negativos, eles trazem consequências danosas e irreversíveis no desenvolvimento emocional dessa criança. Ao atribuir um rótulo a esse indivíduo, está excluindo-o do grupo, marcando a sua diferença, tornando-o inadequado e rejeitado, privando essa criança da liberdade de vir a ser o que ela quiser.

Rótulos positivos reforçam a ideia de superioridade em relação aos outros, nutrem expectativas grandiosas, contribuem para que a criança desenvolva uma percepção distorcida de si e suas capacidades, prejudica a autocritica e o autoconhecimento, tornando a criança incapaz de refletir sobre as suas atitudes de maneira coerente e real. Esse padrão leva a insegurança e a incapacidade em lidar com as frustrações, pois a criança não se arrisca naquilo que ela não é tão boa. A criança desestimula em esforçar-se ou aceitar novos desafios se não tiver garantia dos resultados esperados, pois carrega esse rótulo positivo e tem medo de perder a admiração conquistada. A responsabilidade em ser esse “bom menino(a)” sempre ou “o(a) melhor” vira um peso, como se ele não pudesse decepcionar os outros que o percebem como infalível ou perfeito. No entanto, sabemos que ninguém é bom em tudo o tempo todo, esse alto padrão de expectativas e exigências internas vira um fardo, trazendo grande pressão interna, angústia e sofrimento.

Os elogios só terão efeito positivo quando provindos de um esforço real realizado pela criança, como um reconhecimento de uma conquista, somente nesse caso funcionará como um reforço positivo, caso contrário, desestimula, os elogios que não são resultados do comportamento não promovem o desenvolvimento emocional da criança e ainda prejudicam a autoestima.

E se os rótulos positivos têm todo esse efeito prejudicial no desenvolvimento de uma criança, imagina o fardo dos estereótipos negativos! Eles dificultam a adaptação ao ambiente escolar, afeta igualmente a autoestima dessa criança e a percepção de suas capacidades, impedindo o seu potencial de desenvolvimento.

As crianças estão formando a sua identidade, ainda não sabem quem são ou o que querem, e por esse motivo experimentam diferentes papéis. Estão inseguras, pois a infância é a fase em que se está mais suscetível ao julgamento dos outros, portanto valorizam muito a opinião externa. As suas caraterísticas e personalidade se forma a partir da interação social, o que penso de mim será influenciado pelo modo como os outros me veem,

A pratica do bullying tão comum nas escolas, nas famílias e na sociedade, é um bom exemplo disso. A criança ou jovem encontra-se tão inseguro que atribui apelidos aos demais a partir de caraterísticas físicas e defeitos dos outros, sustentando dessa forma a falsa sensação de segurança interna. Como se ao falar do outro eu me sentisse mais confortável com as minhas próprias falhas. Mas o efeito é justamente contrário, pois ao expor o outro ele reage com a autodefesa esperada, respondendo à intimidação e à ameaça. O bullying caracteriza-se por uma agressão física ou psicológica que ocorre repetida e intencionalmente para ridicularizar, humilhar e intimidar as vítimas, na qual a violência incita a violência. A criança desqualificada não consegue expressar o seu potencial e da mesma forma desqualifica outras crianças da sua convivência também.

Os rótulos atribuídos na infância afetam as relações interpessoais, prejudicando o convívio respeitoso, baseado na ética e na moral. O preconceito instituído nas relações impossibilita uma interação mais humana, digna e cordial.

Rotular é enquadrar um indivíduo numa categoria tão simplista, que não reflete um envolvimento afetivo e a realidade do ser humano. Nos impede de conhecer as reais necessidades do sujeito, de desenvolver estratégias de aprendizagem e enxergar soluções. Adjetivar comportamentos infantis é desconsiderar a complexidade humana, atribuindo a essas crianças verdades absolutas, reducionistas e imutáveis. Ao rotular estamos contribuindo na formação de jovens despreparados para lidar com as adversidades, causando grande impacto na vida desses indivíduos e na sociedade atual.

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér

 



Se você é uma dessas pessoas que sofre com o fardo de carregar rótulos ou já presenciou o perigo da existência de rótulos na vida de outras pessoas próximas de você, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Fadiga crônica: por que você se sente cansado mesmo dormindo o suficiente?

 

Nos dias atuais, é comum escutarmos alguém reclamando de cansaço. A correria do cotidiano é grande e estressante. São muitas atividades diferentes para dar conta: cuidar dos filhos, trabalhar, estudar, preparar uma refeição, cuidar da casa, fazer os temas de casa com os filhos e assim por diante. Não raro, nos sentimos demasiadamente cansados e com vontade de não fazer “nada”. Até aí tudo dentro do esperado.

Porém, existe outro cansaço difícil de explicar pelo excesso de atividades do dia a dia. Por mais que a pessoa durma, parece que nunca está descansada o suficiente. A sensação de cansaço pode ser tão grande, que a pessoa mal consegue executar as tarefas que se disponibilizou a fazer durante o dia. Este tipo de cansaço recorrente é o que denominamos fadiga crônica.

A fadiga crônica atinge milhões de pessoas e se caracteriza pelo cansaço extremo que, conforme o dia vai passando, só vai piorando, não importa se você está trabalhando sentado ou fazendo alguma atividade física. Mesmo que a pessoa descanse após a atividade, o cansaço não melhora.

A real causa da fadiga crônica ainda não foi definida. No entanto, sabe-se que fatores de risco para desenvolvê-la são: idade (mais comum em pessoas com idades entre 40 e 50 anos), sexo feminino e estresse (nas relações de trabalho, íntimas e familiares).

Além do cansaço excessivo, outros sintomas da fadiga crônica são:

???? Falta de motivação;

???? Dor de cabeça constante;

???? Dor muscular sem justificativa;

???? Esquecimentos e falta de concentração;

???? Sono excessivo ou insônia;

????Dores nas articulações;

???? Irritabilidade;

???? Febre;

???? Garganta inflamada;

???? Suor noturno;

???? Confusão mental;

???? Alterações de humor;

???? Problemas digestivos;

???? Sintomas depressivos e de ansiedade;

???? Pensamentos suicidas;

???? Aumento dos gânglios linfáticos no pescoço e axilas.

Juntamente com esse conjunto de sintomas que afetam a pessoa física e psicologicamente, prejuízos nas relações comprometem ainda mais a qualidade de vida. Muitas vezes, pessoas que presenciam essa condição não entendem o que está acontecendo com o amigo, familiar ou colega de trabalho. Como consequência, a pessoa acaba se isolando das suas relações por medo do julgamento, o que acaba contribuindo para a piora dos sintomas.

Se você tem alguns desses sintomas por menos seis meses, pode ser que esteja com fadiga crônica e precisa de tratamento. A melhora pode ser alcançada com o uso de medicação em concomitância com acompanhamento psicológico. As medicações geralmente utilizadas são antidepressivos, ansiolíticos e analgésicos. A psicoterapia irá auxiliar na estruturação de respostas emocionais em busca de uma melhor qualidade de vida, melhorando a autoestima, as relações com amigos, familiares e no trabalho. Também, a mudança de hábitos alimentares e exercícios físicos regulares são imprescindíveis para a melhora da fadiga crônica.

Por Roberta Gomes – Psicóloga da Psicotér

 


A fadiga crônica pode interferir em muitos momentos de sua vida e atrapalhar a sua trajetória. Não se permita deixar de aproveitar momentos da vida por causa deste transtorno, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Os Vilões do Relacionamento!

 

Todo relacionamento a dois exige maturidade, tolerância, confiança e parceria para que seja saudável e feliz. Não é tarefa fácil manter a relação conjugal em harmonia, mas contando com o autoconhecimento e autocontrole de ambos é possível superar as dificuldades e as diferenças. Muito cuidado com os vilões do relacionamento, pois eles podem ser fatais, acabando com a vida amorosa que existe entre vocês! Fique atento as nossas dicas e veja se você se reconhece em alguns desses desastres…

O primeiro e mais conhecido vilão que afeta grande parte dos casais é o ciúme, pois ele pode ser confundido como um sentimento normal quando se trata de relacionamento afetivo. E de fato, todo mundo sente ciúme quando se está amando e sente o medo de perder a pessoa amada. Porém o ciúme deixa de ser um sentimento saudável quando gera desconfiança e conflitos. O medo da perda pode virar uma obsessão quando situações habituais da vida da pessoa tornam-se um problema, como o convívio com os colegas de trabalho, amigos e família, pois quem sente muito ciúme pensa que pode ser traído, teme ao abandono ou ser trocado por alguém, privando o outro da vida social. O ciúme exagerado leva a invasão de privacidade, ao controle excessivo da vida do parceiro, denota possessividade, insegurança, baixa autoestima e a dificuldade em confiar no outro. O ciúme não vai impedir a infidelidade, muito pelo contrário, ele gera brigas e problemas conjugais. Reconheça o ciúme como um dos vilões para o sucesso de um relacionamento equilibrado e feliz.

O respeito é exercitado quando se aceita a individualidade do parceiro, afinal as pessoas têm hobbies e interesses diferentes, têm opiniões divergentes, têm experiências individuais, foram criados de maneiras diferentes, podendo ter crenças e até mesmo valores diferentes sem que isso represente falta de afinidades ou falta de amor. Aliás geralmente são os opostos que se atraem, basta saber aceitar as diferenças entre você e seu parceiro com mais naturalidade e respeito. As diferenças não são um problema entre o casal, mas não saber lidar com os posicionamentos opostos ao seu é. A falta de respeito é um dos grandes vilões do relacionamento, podendo surgir na forma de ironia, sarcasmo, humilhação, ameaças, ofensas e troca de acusações. Esses são alguns exemplos que acabam com a vida do casal, levando à autodefesa, ao abuso recíproco, a competitividade, a brigas, transformando as diferenças em rivalidades entre o casal. Ao invés de unirem forças conjuntas, implantam-se forças contrárias, a falta de cumplicidade e apoio que distanciam o casal.

O orgulho é outro vilão que pode prejudicar o relacionamento conjugal. Ele surge diante da dificuldade em reconhecer os próprios erros. É acreditar ilusoriamente que você é superior ao outro, identificando falhas alheias, mas não as suas. O orgulho impede a humildade e a empatia, ou seja, que o indivíduo consiga compreender o ponto de vista do outro, dificultando o diálogo, a convivência, a intimidade entre o casal, favorecendo a solidão e o individualismo. Problemas todos têm, mas o reconhecimento é fundamental para que possamos superar as falhas e corrigir os erros com mais naturalidade e maturidade numa relação a dois.

A falta de tempo é um vilão que acomete os casais modernos. A preocupação profissional e financeira leva as pessoas a dedicarem grande parte do seu tempo ao trabalho, ou a necessidade de atenção aos filhos, família e etc., fazendo com que os casais negligenciem o seu momento juntos. Investir tempo é demonstração de cuidado e amor. Os casais precisam administrar melhor o tempo para garantir a qualidade da relação a dois, passando algum tempo juntos para namorar, ter lazer, entretenimento, passear, assistir um filme, sorrir, sair para dançar, fazer um esporte juntos, quaisquer atividades divertidas são necessárias e até mesmo descansar a sós é importante para a manutenção de um relacionamento feliz. Os momentos prazerosos trazem maior conexão entre o casal, mais intimidade e a descoberta de objetivos comuns.

A falta de diálogo é um vilão bastante comum que afeta o relacionamento entre os casais. Geralmente as pessoas estabelecem padrões nocivos de comunicação, um monólogo, picuinhas, indiretas ou discussões improdutivas, sem foco, que não levam ao entendimento do casal. Saber ouvir o outro, desprovido de julgamentos, crítica, preconceitos ou distorções não é tarefa fácil que deve ser exercitada para a felicidade do casal. Saber desenvolver a escuta com mais compreensão do universo do outro, estabelecendo um diálogo aberto e propondo soluções mais satisfatórias para ambos é necessário para a maturidade da relação.

A falta de afetividade é outro vilão igualmente importante que surge nos relacionamentos atuais. A individualidade, a preocupação com si mesmo e suas próprias necessidades, a falta de tempo, o cansaço levam a pessoa a esquecer de nutrir frequentemente o vínculo afetivo com o parceiro. Dizer “eu te amo”, “penso em ti”, “quero estar contigo”, “sinto tua falta”, demonstrar verbalmente e afetivamente através de beijos, abraços, troca de carinho, gentilezas, generosidade, cuidado com o outro é essencial para o sucesso da relação. Não basta sentir, é fundamental demonstrar o seu afeto. Mostre ao seu parceiro o quanto ele é importante para você, não deixe seu relacionamento cair na acomodação.

A falta de contato físico é outro problema que acomete as relações ao longo do tempo em função da correria da vida moderna, levando ao distanciamento e a apatia. Os casais estão cada vez mais sobrecarregados com as demandas da vida atual que acabam caindo na rotina e deixam a relação esfriar. O toque, o abraço, o beijo, as carícias e o sexo são momento prazerosos, de intimidade, confiança e entrega necessária para a felicidade dos casais. São esses momentos que servirão de recarga para enfrentar os obstáculos e as diferenças. O relacionamento sexual apresenta um poder mágico de unir as pessoas, renovando as energias e trazendo bem estar ao casal.

O excesso de expectativas é um grande vilão nos relacionamentos. Ela anda junto com a crença da perfeição que faz a gente acreditar que o outro não vai falhar ou decepcionar. Criar grandes expectativas em relação ao parceiro nos leva a frustração, pois ele, assim como nós, é um ser imperfeito, cheio de aspectos a melhorar. Basta identificar se esse relacionamento tem mais aspectos positivos do que negativos para diminuir as expectativas e saber enxergar as qualidades do parceiro, apesar dos erros e defeitos. Saber tolerar as falhas alheias, pois quanto mais longo for o relacionamento e quanto mais intimidade houver, mais problemas irão surgir e exigir esforço e compreensão de ambos. O excesso de expectativas leva a cobranças igualmente exageradas, na espera de que o outro tenha poder mágicos de resolver as nossas angústias, ou deverá abrir mão de seus próprios objetivos e interesses para nos agradar. Esse funcionamento somente leva as pessoas a terem queixas e reclamações, a sensação de frustração e aos conflitos conjugais. Aceite o outro como ele é na realidade e não como você gostaria que ele fosse. Reconheça os limites do seu parceiro, compartilhe sentimentos, divida tarefas de forma equilibrada, quando um não faz a sua parte, sobrecarrega o outro. Reconheça as atitudes mais simples do dia a dia, pois são elas que alimentam um clima positivo e harmônico entre o casal.

A traição é o líder no ranking entre os vilões de um relacionamento! Ele pode ser mortal para a relação, de tão destrutivo que se torna entre os casais. A infidelidade afeta os princípios básicos para um relacionamento feliz, prejudicando a dignidade, o respeito, a intimidade, a confiança, o respeito, o contato físico e afetivo entre o casal tão cruciais para a manutenção de uma relação conjugal satisfatória. A traição acaba com a harmonia do relacionamento, vem acompanhada de mentiras que não se sustentam num relacionamento promissor e maduro, levando a brigas e discussões. Um casal nunca sai ileso quando se trata de traição, pois ela acarreta muitos danos. Deve-se avaliar, contudo, com bastante cuidado todos os aspectos envolvidos num relacionamento para se conseguir superar a infidelidade. Através do diálogo, compreensão e ajuda profissional é possível que o casal supere todos os tipos de conflito, até mesmo a infidelidade.

Esse time de vilões é poderoso para acabar com a vida do casal! Verifique se algum deles está atormentando o seu relacionamento amoroso e combata-os a tempo. Conte com a nossa ajuda especializada na identificação e superação desses problemas que impedem um relacionamento equilibrado, confiante e feliz.

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér

 



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Piromania: O que há por trás do fascínio pelo fogo?

 

Quem provoca incêndios de forma intencional e sente excitação com o fato encaixa-se no perfil de um pirômano. Mas de onde vem esse transtorno? Seria simplesmente um problema de conduta?

A piromania é definida como um desejo mórbido e incontrolável de atear fogo às coisas. Esse comportamento geralmente é repetitivo e de forma proposital e intencional. É um transtorno pouco conhecido e até mesmo há quem questione se de fato é um transtorno mental. O transtorno também é conhecido popularmente como “Síndrome de Jomeri”, que foi um antigo psicólogo que estudou mais sobre o problema e deu origem a todos os recentes estudos e tratamentos.

Para se realizar esse diagnóstico é necessário que outros como esquizofrenia, mania bipolar, personalidade anti-social sejam excluídos. O número de atos incendiários não é importante, basta um para se fazer o diagnóstico, desde que preencha alguns critérios.

Assim como na cleptomania e na tricotilomania, o indivíduo com piromania experimenta uma forte excitação nos momentos que antecedem o ato de incendiar um objeto, demonstra uma fascinação pelo fogo, curiosidade e atração pelas circunstâncias relacionadas ao fogo. Para realizar esse diagnóstico deve ser descartado outros motivos de incêndio como motivações monetárias, político-ideológicas, expressão de raiva. Ao contrário a motivação deve ser prazer e busca de gratificação.

O curso dessa patologia provavelmente é crônico-episódico, ou seja, o ato de incendiar não tem uma frequência determinada como com a tricotilomania ou o jogo patológico, o indivíduo pode passar longos períodos sem atear fogo, mas predisposição estará sempre presente e eventualmente  incontrolável. As pessoas com piromania geralmente são encontradas primeiro pelos bombeiros e autoridades oficiais, pois dificilmente procuram atendimento médico.

É comum observar nesse transtorno que a crítica é preservada; o pirômano realiza uma preparação antecipada ao incêndio, porém, notam-se também aspectos apáticos e sádicos. A pessoa se demonstra indiferente às consequências que um incêndio pode ocasionar, sejam prejuízos à vida de outras pessoas ou patrimoniais. O pirômano pode demonstrar sentir satisfação com a destruição patrimonial resultante.

Para o tratamento desse transtorno, os acompanhamentos psiquiátrico e psicológico são absolutamente necessários. O objetivo central é conseguir o controle do impulso destrutivo. O tratamento deve ser iniciado com a maior brevidade possível a partir do diagnóstico do transtorno. Deve levar em consideração os riscos que a pessoa pode oferecer não só a vida dela, como também à vida de terceiros.

 

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér

 

 


Conhece alguém que tem uma fascinação perigosa pelo fogo ou nota que você se coloca em situações de risco algumas vezes por gostar de brincar com fogo? Existe solução para isso, a piromania é algo muito perigoso e quanto mais cedo o tratamento for iniciado melhor é para o paciente, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

VOCÊ SABE O QUE ANORGASMIA?

Marisa é uma mulher de 37 anos, empresária, casada e com dois filhos, conta que nunca teve orgasmo nas relações sexuais, somente através da masturbação e, ainda assim, somente algumas vezes. Ela procura ajuda, pois não se sente “mulher o suficiente” e “não consegue fazer seu marido feliz”, já que nunca conseguiu atingir o orgasmo com ele, em mais de vinte anos de relacionamento.

A paciente chega para a psicoterapia bastante triste, muito ansiosa e com sua autoestima muito baixa. Marisa repete diversas vezes que não é mulher o suficiente e que nunca fará um homem feliz. Já procurou um ginecologista, que assegurou a ela que ela é plenamente apta a ter orgasmos, mas sua “cabeça não está deixando”.

Marisa é a filha do meio de uma família de sete irmãos. Sua infância foi bastante humilde em uma cidade do interior, que ela brincava muito e era muito feliz, apesar de ser bastante reprimida pelos pais e pelos irmão, principalmente os homens, muito religiosos, que afirmavam que tudo era pecado e que qualquer deslize poderia levá-la ao inferno.

Conheceu seu marido quando tinha 15 anos de idade e logo começaram a namorar. O casamento aconteceu quando ela tinha 18 anos e logo se mudaram para a capital, para tentar a sorte. O marido de Marisa foi sua única experiência sexual e ela perdeu a virgindade somente depois do casamento, pois tinha muito medo de estar pecando.

Ela diz que sua primeira experiência sexual foi dolorida e frustrante. Teve muito medo, sabia muito pouco sobre sexo e ficou muito ansiosa, apesar de seu marido tentar fazer, segundo suas palavras, “tudo de maneira calma e gentil”. Para Marisa, o sexo com seu marido é muito bom, ela sente muito prazer durante as preliminares, tem vontade de fazer sexo com ele, mas nunca consegue atingir o orgasmo.

Aos 25 anos quando, numa noite em que dormiu sozinha, masturbou-se. Ela diz que ficou tão feliz e relaxada que seu marido estranhou seu comportamento e ela teve que dizer a ele o que fez. Segundo ela, seu marido a apoia, mas não compreende o motivo pelo qual ela não sente orgasmo quando tem relações sexuais com ele.

Marisa procurou ajuda através de Psicoterpia e a psicóloga, de maneira aberta e sem restrições, iniciou com informações sobre sexo e Anorgasmia e ela descobriu que muitas mulheres não conseguem atingir o orgasmo, pois a sexualidade é ainda assunto “tabu”, apesar de toda informação disponível. Marisa descobriu que, apesar de seus vinte anos de casada, ela tinha pouca experiência sexual, pois não costumava experimentar coisas novas. Ela relatava que não seguia mais uma religião como seus pais e irmãos e que já não tinha mais o mesmo pensamento sobre pecado, mas que mesmo assim se sentia muito constrangida em explorar sua sexualidade.

Durante a terapia, Marisa foi incentivada a descobrir seu corpo, a se tocar, experimentar posições novas, viver sua sexualidade consigo mesma de modo saudável. Ela foi incentivada a ler mais sobre sexo, a buscar informações sobre o assunto e conversar sobre o que era dito a ela quando mais jovem. Conhecendo mais sobre si, Marisa pôde mostrar a seu marido o que gostava e como gostava, pôde tomar também para si a responsabilidade pelo sexo e entender que a mulher também pode ter desejos.

Marisa não só mudou seu comportamento na cama, mas ela também conseguiu, desse modo, mudar alguns comportamentos submissos em sua vida diária. Na empresa de construção que tem com o marido, ela passou a gerenciar de maneira mais firme seus negócios, dado o fato de que se sente mais dona de si e de sua vida.

Marisa consegue ter mais orgasmos agora, apesar de ainda não senti-los em todas as relações sexuais, mas também aprendeu que sexo não é somente o orgasmo, que existem outras etapas como o desejo (a vontade de ter relações sexuais em si) e a excitação (quando o corpo e a mente reagem aos estímulos sexuais antes ou durante o ato sexual), que são muito importantes também e que podem ser muito prazerosos.

Seu marido, seus filhos, seus amigos e familiares percebem Marisa muito mais feliz consigo mesma. Com a psicoterapia, ela ganhou qualidade de vida, pois conseguiu compreender o porquê de seu sofrimento. Hoje ela sabe que muito do que foi dito a ela como verdade em sua vida, são informações que condizem com a realidade de determinados grupos, em determinadas épocas.

Marisa, hoje, compreende inclusive a religião de maneira diferente. Ela fez as pazes com sua sexualidade e com sua vida. Agora, ela pode sorrir e sentir-se uma mulher completa, como sempre quis.

Por mais que as pessoas falem mais sobre sexo do que falavam antes, ele segue sendo um assunto tabu.  Muitas vezes homens e mulheres se sentem envergonhados por não conseguir atingir o orgasmo durante suas relações sexuais e acabam mantendo isso em segredo, prejudicando a si mesmo e ao seus parceiros.

A sexualidade não é mais um tabu e todos merecem usufruir dela da melhor forma possível, se você acredita que sentir prazer durante as relações sexuais é algo impossível, não precisa ser assim!

 

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Cura Gay: É possível curar alguém que não está doente?

 

EU NÃO POSSO CURAR UMA PESSOA QUE NÃO ESTÁ DOENTE – A CURA GAY E A PSICOLOGIA

 

Na última sexta-feira, 15 de setembro, um juiz da 14ª Vara do Distrito Federal, concedeu uma liminar que torna legalmente possível que psicólogos ofereçam terapias de reversão sexual, mais conhecidas com cura gay”. Esta decisão tornou-se uma polêmica que gerou discussões, piadas e memes em todo o país.

Esta liminar determina que o Conselho Federal de Psicologia (CFP), órgão que regulamenta a profissão de Psicólogo, reinterprete uma resolução estabelecida pela entidade em 1999, que proíbe aos profissionais da Psicologia que ofereçam terapias de reversão ou reorientação sexual. Segundo a liminar, o Conselho deve reinterpretar a resolução de modo a não impedir a reorientação sexual, o que a mantém viva, mas transformada em letra morta (sem validade).

A resolução do CFP nunca impediu que psicólogos discutam com seus pacientes questões sobre sua sexualidade, pelo contrário, essas questões são muito importantes na vida das pessoas e podem ser tratadas em psicoterapia. O que os profissionais não podem fazer é tentar reorientar homossexuais para diminuir o sofrimento causado pelo preconceito. O problema, como foi apontado pelo presidente do CFP, é da sociedade, não das pessoas: “o psicólogo precisa abordar essa orientação sexual de modo que um dia isso não seja mais um problema a ser tratado em um consultório de psicologia”.

Freud, o pai da psicanálise, já em 1935, em carta a uma mãe que pedia a cura de seu filho que apresentava comportamentos homossexuais, afirmou que não existe cura para o que não é doença: “a homossexualidade não pode ser considerada uma doença. Nós a consideramos como uma variante da função sexual”, escreveu Freud em um trecho de sua carta e acrescentou, ainda, que a psicologia poderia ajudar o filho a enfrentar os conflitos, inibições e medos relacionados à sua vida social e pessoal, que podem vir a surgir, proporcionando-lhe mais tranquilidade, paz psíquica e eficiência, mas não pode curá-lo. Por fim, o referido autor ainda afirmou que “é uma grande injustiça e crueldade perseguir a homossexualidade como se fosse um crime”.

Esta mesma postura é defendida pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) desde o ano de 1973, quando retirou o Transtorno de Identidade de Gênero da lista de doenças, e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1990. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia proibiu qualquer prática de reversão desde 1999 e trocou o sufixo “ismo” por “dade”, pois o primeiro relaciona-se a quadros de doenças, o que a homossexualidade não é.

Essa mudança ocorre desde o início da Psicanálise e está também relacionada às mudanças na sociedade. Freud e outros pesquisadores mostraram que existiam homossexuais mesmo entre os gregos e os índios e isso era bem aceito. Algumas tribos norte-americanas, inclusive, consideram os homossexuais seres dotados de luz, pois possuem uma alma feminina e outra masculina, que se complementam.

Um estudo de Evelyn Hooker, psicóloga, feito em 1957 com 30 homossexuais e 30 heterossexuais, não encontrou nenhum distúrbio psicológico no grupo homossexual. Esta descoberta negou as crenças psiquiátricas que afirmavam que todos os homossexuais do sexo masculino sofriam de distúrbios psicológicos graves.

Além deste estudo, os relatórios da Associação Americana de Psiquiatria (APA), trazem o estudo de Simon LeVay, que encontrou uma das primeiras evidências biológicas de que os homossexuais já nascem homossexuais: há uma diferença no cérebro, na região do hipotálamo. Em outra pesquisa da APA, realizada com gêmeos, os resultados demonstram uma variação do comportamento de gênero incomum durante a infância, demonstrando, então, que a orientação sexual é em parte devida à genética. Outra evidência apontada pela APA é a de que pode haver a exposição do feto, durante a gravidez, a alguns hormônios que teriam papel importante na orientação sexual daquele indivíduo.

Deste modo, para a Associação Americana de Psiquiatria, as evidências científicas demonstram que há um forte componente biológico na orientação sexual. A mistura da genética, dos hormônios durante a gravidez e fatores ambientais é que contribuem para a orientação sexual de uma pessoa.

Não existem provas científicas de que qualquer orientação sexual seja uma escolha de livre arbítrio. A homossexualidade não é uma doença, é uma orientação sexual; assim como a heterossexualidade não é o estado de saúde plena.  Ela é uma orientação sexual tão saudável quanto a heterossexualidade ou a bissexualidade.

O que os homossexuais podem encontrar na psicoterapia é ajuda para tratar as consequências emocionais causadas por preconceitos e pressões sociais devido à sua sexualidade. O que os homossexuais buscam na psicoterapia é a auto compreensão, a autoestima, conhecer a si mesmos e lidar com o mundo ao seu redor, como também o fazem o heterossexual e o bissexual. O psicólogo pode reforçar a aceitação da condição do indivíduo, aliviando as dores causadas pelo peso dos preconceitos ou do ambiente em que vive.

A psicologia não pode intervir no que é íntimo de cada um, o que ela pode fazer é interpretar e ajudar o indivíduo a compreender o que representa sua queixa, que muitas vezes está relacionada a conflitos com família e sociedade, devido à sua orientação sexual. Trabalha-se para que a pessoa se aceite, aceite seu desejo; não existe cura para algo que não é doença. Os riscos associados a qualquer tratamento que proponha a “cura gay” podem incluir depressão, ansiedade, isolamento social, problemas de autoestima e suicídio.

 


Se você sofre devido à sua orientação sexual, se tem dificuldade em lidar com o preconceito, com a violência, com a intolerância, a ajuda de um profissional da psicologia pode ser positiva em sua aceitação, em sua orientação para uma vida saudável, como é direito de todos os indivíduos. Se você se sentir coagido em psicoterapia a mudar sua orientação sexual, procure outro profissional e reporte isso ao Conselho Regional de Psicologia de seu estado. Se você ainda não está com acompanhamento profissional e sente que isso lhe faria bem, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

heart Amar não é doença, preconceito, sim! heart

 

 

Como perceber os primeiros sinais de autismo?

 

Hoje em dia sabe-se que o TEA – Transtorno do Espectro do Autismo tem causa orgânica e neurológica, estudos mostram que pessoas com autismo apresentam mais alterações eletroencefalográficas do que crianças que não apresentam o espectro, embora essa não é uma condição para se ter o diagnóstico. Com base na medicina moderna, acredita-se que o TEA é uma alteração na estrutura e no funcionamento do cérebro dessas crianças, sendo que muitas vezes essas alterações não são visíveis nos exames convencionais atuais.

O TEA é conhecido como uma “pane” no sistema neurofisiológico, criando obstáculos para o processamento cerebral. A tríade autística caracteriza-se por um desenvolvimento atípico em três grandes áreas: 1) Na comunicação; 2) Na socialização; 3) No comportamento restrito e repetitivo. Existe uma diversidade enorme que marcam essas características e varia muito o grau de comprometimento de cada uma delas, tornando único cada indivíduo com TEA.

Aplica-se o termo de um “mundo paralelo”, “mundo singular” ou ainda a “concha autística” para expressar o isolamento social que marca a vida dessas crianças, a dificuldade para interagir e estabelecer trocas afetivas com outras pessoas que o cercam, pois, a sociabilidade é sempre comprometida. Nos casos mais severos, a linguagem pode estar afetada ou até mesmo ausente, o que traz prejuízos importantes para a comunicação do indivíduo quando não desenvolve a fala. Nos casos mais moderados, pode haver uma interação com outras pessoas, porém geralmente é restrita, passiva e acontece mediante grande esforço. Autistas relatam que se sentem cansados ao ter que se relacionar com o mundo ao seu redor e manter um simples diálogo com alguém, pois seu processamento de informações no cérebro é mais lento e funciona de maneira diferente de um neurotípico. *

O Autismo afeta cerca de 1% da população, um para cada 88 indivíduos em média, sendo pelo menos quatro vezes mais freqüente em meninos do que em meninas, e no caso das meninas a manifestação do quadro costuma ser mais grave em função de aspectos genéticos. Metade desse público apresenta deficiência mental associada (baixo QI) o que dificulta a aprendizagem pedagógica formal e as tarefas da vida diária. Já no caso de autistas de alto funcionamento (QI acima da média) a principal dificuldade é a interação social e a adaptação com mudanças no dia a dia.

O diagnóstico é feito a partir do relato dos pais e da observação clínica, ou seja, pela manifestação dessas características no desenvolvimento do sujeito. Nos países mais desenvolvidos o diagnóstico do TEA já é feito nos primeiros meses de vida, o que no Brasil ainda há um atraso nesse sentido, pois a maioria dos especialistas ainda avaliam os riscos de um bebê vir a desenvolver o TEA e não atribuem o diagnóstico nos primeiros meses, o que é uma pena se levarmos em conta o tempo que essa criança perde em termos de estimulação precoce e sensorial. Isso faz toda a diferença nas possibilidades futuras e no prognóstico, uma vez que a plasticidade cerebral é muito maior nos primeiros meses de vida, a estimulação adequada do bebê nesse período fará toda a diferença na aquisição das habilidades sociais, de comunicação e de comportamentos mais apropriados que essa criança poderá vir a desenvolver.

E se o diagnóstico precoce é tão importante para favorecer o desenvolvimento emocional e neurológico dessa pessoa, como é que nós, pais, mães, familiares, cuidadores e profissionais da área da saúde podemos identificar os primeiros sinais do TEA?

Em vista dessa condição genética, o espectro está presente deste a concepção da vida uterina do bebê, porém só se torna possível identificar os primeiros sinais através do comportamento e da interação dessa criança com os pais já nos primeiros meses de vida. A comunicação não verbal é uma ferramenta poderosa para observar o desenvolvimento do bebê. A criança deve estabelecer a interação social primária desde que nasce respondendo institivamente as trocas afetivas com a mãe. O bebê deve prestar atenção na voz, no toque e nas carícias dos pais. Procure responder as seguintes perguntas: “De que forma essa criança demonstra seus instintos de fome, sono, desconforto, frio e dor?”,“De que forma ele expressa suas necessidades e desejos?” Fique atento ao modo como essa criança olha para os objetos ao seu redor. Pense como é o jeito de pedir, agir e reagir dessa criança quando lhe oferecem algum estímulo visual, auditivo ou sensorial? Através da observação do vínculo da mãe e do bebê já é possível se chegar a um diagnóstico precoce, pois a criança com TEA tem o olhar “perdido”, demonstra incapacidade para encarar a mãe, não presta atenção nos estímulos propostos pelos pais e tem foco em determinados objetos de seu interesse. Em vista dessa condição, atualmente utiliza-se o Eye Tracking, um teste de acompanhamento do movimento ocular da criança para avaliar o TEA aos 2 meses de idade. As falhas gestuais também é uma forma de comunicação não verbal presente desde os primeiros meses de vida no caso da criança com TEA.

Algumas noções e reações já devem estar constituídas em torno dos 8 meses de idade, tais como a criança reconhecer a mãe, o pai e pessoas de sua referência. Nessa fase a criança estranha quem não é do seu convívio diário, demonstrando contrariedade através do choro para ir no colo de estranhos. No caso de um bebê autista, é bem provável que ele aceite ir no colo de qualquer pessoa sem expressar nenhum desconforto ou medo, demonstrando não diferenciar as pessoas. A adaptação dessas crianças costuma ser mais difícil no que se refere a mudanças na rotina de um bebê, como por exemplo no caso da transição de alimentos líquidos para sólidos, podendo o bebê autista ter mais dificuldade para aceitar a troca do leite materno.

É possível identificar uma apatia nas suas reações e a ausência de respostas aos estímulos propostos no caso da criança com TEA. Os pais costumam relatar que o bebê parece surdo, apesar dos exames audiométricos estarem normais, justamente por que o bebê não estabelece trocas afetivas e instintivas com a mãe e demais cuidadores. Por outro lado, a inquietação dessa criança pode ser constante e acompanhada de um choro ininterrupto e desmotivado, não estando relacionado com os acontecimentos do mundo externo.

A partir de um ano, até os dois anos e meio, a criança já vem mostrando os sinais mais evidentes do TEA. Nessa fase a criança pode demonstrar o desconforto com o toque, reagir de maneira hipersensível ao contato de outras pessoas, a textura de alguns alimentos e aos sons mais elevados, tapando os ouvidos ou não querendo permanecer em locais barulhentos, pois a criança autista se comporta como se seus sentidos estivessem afetados. Um sinal bem característico no desenvolvimento dessas crianças autistas é ela não reproduzir sons ou não vocalizar alguns fonemas como outras crianças dessa idade fazem para tentar falar e se comunicar. A ausência ou o atraso na fala pode ser um sinal bem importante do TEA, pois essas crianças agem como se não estivessem ouvindo as solicitações dos pais. Essa é uma angústia bem comum para quem sofre do transtorno por não conseguir expressar através de sons, palavras, gestos ou comportamento as suas necessidades e os seis sentimentos, e da mesma forma demonstra não compreender o que é esperado por parte delas, gerando muita aflição nessa dificuldade de comunicação na criança e seus familiares.

O movimento estereotipado do corpo também é um sinal que pode estar presente auxiliando na identificação do transtorno, pois é comum o balanço do tronco, cabeça e o maneirismo nas mãos. Desde que nascem, o interesse dessas crianças é restrito a alguns objetos e assuntos da sua preferência, e assim permanece sendo nas etapas posteriores do desenvolvimento, sendo comum a fixação por movimentos circulares de alguns objetos, como as rodas de um carro, o movimento de um trem de brinquedo ou as hélices de um ventilador.

O transtorno não apresenta nenhuma caraterística física visível e em muitos casos como vimos anteriormente também não aparece a alteração neurológica nos exames, sendo necessário contar com a percepção dos pais e especialistas quanto ao desenvolvimento emocional dessa criança e a qualidade dos vínculos. Algumas crianças com certo retraimento social podem ser vistas como envergonhadas, tímidas ou introvertidas, precisam manter uma rotina rígida, não se adaptam as mudanças, não demonstram interesse por situações novas, desorganizam-se diante de lugares e hábitos diferentes em função do desenvolvimento atípico do cérebro e processamento mais lento das informações. Esses casos mais leves da manifestação do transtorno podem dificultar ainda mais o diagnóstico, pois são crianças que não costumam demonstrar o que sentem, dor ou sofrimento. Essas alterações podem não ser significativas e passarem despercebidas, trazendo muitas dúvidas aos pais, sendo importante contar com a avaliação criteriosa de uma equipe multidisciplinar.

Quanto antes esses sinais de autismo forem identificados e o processamento de informações dessa criança compreendido, mais ela poderá ser estimulada e se beneficiar do tratamento. A criança com TEA aprende de forma diferente de uma criança neurotípica e poderá adquirir maiores ganhos através da Psicoterapia Cognitiva Comportamental, da Ambiento Terapia, da Terapia Ocupacional e da Fonoaudiologia, visando promover a inclusão dessa criança na família e na sociedade, desenvolver a autonomia nas atividades de vida diária (AVD`s), o treino de habilidades sociais, a aquisição da comunicação e o progresso nas relações afetivas.

neurotípico.* refere-se a indivíduos que não apresentam distúrbios significativos no funcionamento psíquico.

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér 

 


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