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Bipolaridade causa lesão no cérebro

Categoria: Bipolaridade, Doenças e Transtornos

O transtorno bipolar é o transtorno mental que mais causa suicídios. Segundo, pesquisadores brasileiros, é progressivo e leva à perda da função de neurônios.

A doença, caracterizada pela alternância entre depressão e euforia (mania, como os médicos dizem), atinge 2,2% da população:: são 4,2 milhões de brasileiros, segundo estimativa da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Crises bipolares não têm nada a ver com as mudanças de humor da pessoa “de lua”, que passa uma manhã agitada ou se irrita facilmente.

Um episódio de mania pode durar dias ou semanas e levar a alteração do sono. Também pode acontecer a perda do senso crítico e comportamentos compulsivos como comprar demais ou consumir álcool e drogas.

Como tantos outros nomes de patologias, a expressão “bipolar” é usada fora do contexto médico. Há um entendimento errado da bipolaridade. É uma doença muito grave, com uma série de sintomas. Mudar de humor rapidamente não faz o diagnóstico.

A bipolaridade é a doença mental que mais mata por suicídio: cerca de 15% dos doentes se matam. Os pacientes têm um risco 28 vezes maior de apresentar comportamento suicida do que o resto da população. Até metade dos doentes tenta se matar, mostram levantamentos.

De acordo com as últimas descobertas científicas, as crises de euforia e depressão são tóxicas ao cérebro. Assim como o organismo do diabético sofre com os picos de glicemia, o cérebro de quem tem transtorno bipolar não controlado sofre com o excesso de neurotransmissores. Após cinco episódios do transtorno perde-se 10% do hipocampo, área responsável pela memória.

Os primeiros surtos de transtorno bipolar surgem como crises de depressão em 60% dos casos, daí a dificuldade no diagnóstico. O transtorno aparece, em geral, até os 25 anos. “O diagnóstico leva até dez anos”, afirma Helena Calil, psiquiatra e professora da Unifesp.

O alerta deve vir quando a família se queixa de instabilidade: a pessoa mostra alterações visíveis e fases de normalidade. Outros sinais são: histórico familiar (80% dos casos são hereditários), alterações no sono e uso de álcool e drogas (metade dos bipolares é dependente).

Transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado. O tratamento inclui o uso de medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida, tais como o fim do consumo de substâncias psicoativas, (cafeína, anfetaminas, álcool e cocaína, por exemplo), o desenvolvimento de hábitos saudáveis de alimentação e sono e redução dos níveis de estresse.

As consequências de não tratar o Transtorno Bipolar são: piora do próprio transtorno (episódios cada vez mais frequentes) e, principalmente, risco de perdas cognitivas irreversíveis, por perda celular no córtex frontal. Estas últimas podem, inclusive, levar a um quadro demencial.

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