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Casamento e suas fases.

Categoria: casamento, Relacionamentos

Fase 1: A paixão

Esse é o momento em que o casal decide viver juntos e se apaixona pela pessoa que escolheu!Nutri uma ideia romântica e idealizada. O parceiro é uma novidade, vivem se surpreendendo e se encantando com as qualidades do outro. O casamento é um passo muito grande onde um realmente conhece o outro.

Assim, compartilha sonhos, expectativas e planos. Troca sentimentos positivos, desejos, carinho e promessas. Sente-se confiante de que encontrou a pessoa certa para compartilhar a vida, certamente alguém perfeito para si.

O casal acredita no amor eterno e que estará sempre junto. Os hormônios provocam alterações fisiológicas e intensa atividade cerebral, provocam sensações de prazer, motivação, êxtase e contentamento. Assim, a química da paixão torna-os irracionais, sentindo-se muito empolgados nessa relação, com grandes necessidades físicas e afetivas satisfeitas.

Fase 2: O amor

Nesse ponto a relação deixa de ser superficial e conta com uma convivência mais íntima. O casal sente-se ainda mais unido do que antes. Agora a novidade não está direcionada ao outro exclusivamente, mas ao casal como dupla. Forma-se um time de dois, percebem que um não vive sem o outro.

Descobre interesses, opiniões e valores em comum, está muito disposto a construir um relacionamento a dois, encanta-se com o “nós”. Com o que eles sabem e podem realizar juntos.

Além disso, exercita-se a empatia com satisfação, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro. Mostra-se disponível para compreender o ponto de vista alheio, mesmo quando diferente do seu. Essa fase conta com a dedicação e paciência de quem está realmente empenhado em fazer dar certa essa relação.

Fase 3: A Crise

Essa é a fase crítica, em que grande parte dos casais se separa. Ou, pelo contrário, os que conseguem passar por ela, reafirmam o casamento porque nessa fase acontece um desencantamento natural decorrente do desgaste da rotina. As diferenças pesam.

A convivência é muito estreita e já não conta com tamanha capacidade de empatia, trocas afetivas e demonstrações de carinho como nas fases anteriores. A pessoa já não se sente amada, e por isso, cria dúvidas, inseguranças e insatisfações.

Inevitavelmente as pessoas se frustram, decepcionam umas às outras, e isso não é característico só dos casamentos, mas da vida em geral. O casal experimenta mágoas, fica irritadiço com os defeitos do outro, acredita que se algo não ocorreu como eles planejavam, a culpa é do cônjuge.

É a fase da intolerância e do egocentrismo. As pessoas estão tão conectadas com os seus deveres profissionais, familiares e domésticos que atribuem cobranças excessivas ao outro. Instala-se a desilusão, o companheiro deixa de ser alguém ideal e passa a mostrar problemas. As qualidades já não são mais valorizadas e os defeitos pesam.

Desaparece a química, ninguém conquista, nem é conquistado, e as diferenças incomodam muito mais. Aquelas características que no início atraíam, agora separam.

O diálogo deixa de acontecer, afetando a capacidade de resolver problemas e tomar decisões. Já não desfrutam de bons momentos juntos, pois não têm vontade de ficar longos períodos a sós um com o outro. O desejo não é mais o mesmo, levando a um distanciamento até mesmo sexual.

Já não se reconhece mais o parceiro do casamento, se instalam as dúvidas, esquecem planos conjuntos, não se esforçam para superar as diferenças, não estão engajados como casal.

No caso dos casais que têm filhos, há ainda as preocupações e as divergências na criação. Algumas famílias contam ainda com os enteados, que remetem ao relacionamento anterior. A interferência das famílias de origem também atrapalha, sendo que o vínculo com pais e sogros é bem diferente. Somam-se a isso as diferenças de gênero, que contribuem para os conflitos do casal.

Após a crise, vem às reflexões e a disposição em melhorar. Considerando que “é na crise que nos tornamos pessoas mais fortes”, o casal consegue chegar à próxima fase.

Fase 4: O Reequilíbrio

Contando com uma grande dose de tolerância, perseverança e pensando nas razões pelo qual está junto, o casal consegue sobreviver à fase da crise e recuperar o equilíbrio. Assim, entra-se num momento mais tranquilo e estável do relacionamento. Cessam-se as brigas, pois se compreende que o cônjuge “é o que é”, conformando-se com a imperfeição alheia.

A vida a dois não tem mais o encanto do início (fases 1 e 2) nem conta com a desilusão da crise (fase 3). Para encontrar a medida certa é preciso encarar os fatos bons e ruins, enfrentar os problemas, respeitar as individualidades, aceitar as diferenças e principalmente reconhecer os limites de cada um.

Além disso, o desejo de fazer dar certo faz aceitar a realidade e encarar o dia a dia com mais paciência, envolvimento, autonomia e satisfação. É onde ocorre a validação dessa parceria e a retomada dos objetivos.

Essa fase conta com grande capacidade de negociação para conviver com as divergências. O cônjuge não é mais um sonho, mas a pessoa que escolheu para dividir a vida e manter ao lado. Ainda mais, há a descoberta de que se é capaz de suportar os defeitos do outro e assumir como cada um é. Como resultado, o casal está mais forte e unido, sem tanta interferência de terceiros, permanecendo juntos apesar dos momentos difíceis.

Fase 5: O casamento blindado.

A união está ainda mais fortalecida. Aprende-se a lidar com as diferenças, sentindo-se mais seguros. É a fase de superação das dúvidas. Há o reconhecimento da história que tem juntos, valorizam–se as conquistas e caminham rumo aos objetivos comuns. São cúmplices.

A experiência e sabedoria de vida traz conforto, ainda mais intimidade e estabilidade para o casal. É como se os indivíduos até conseguissem “tirar proveito” das diferenças e aprenderam a respeitar as dificuldades do cônjuge. Consequentemente, convive-se com os problemas, pois sabe que são passageiros. O casamento está ainda mais sólido e autêntico, tornando-se blindado, duradouro e feliz.

 

 

 

 

 

Por Márcia Moares – Psicóloga da Equipe Psicotér

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