Clinomania: A doença que se confunde com preguiça

sono psicologo porto alegreVocê sabia que aquele desejo excessivo de não sair da cama e ficar deitado, seja dormindo ou não, pode ser um distúrbio chamado clinomania? Às vezes confundida com preguiça ou mesmo depressão, a clinomania tem características próprias.

A palavra clinomania tem suas origens em grego, o que significa “obsessão com o sono” e, embora você não acredite, temos certeza de que você sofreu pelo menos uma vez; porque de acordo com as estatísticas, pelo menos 70% das pessoas já experimentaram. Clinomania é o excessivo desejo de ficar na cama. É o desejo de não sair da cama, ficar debaixo das cobertas e com cabeça no travesseiro. Uma vontade muito, mas muito grande de ficar deitado, no caso dormir muito.

De difícil diagnóstico, a Clinomania pode ser confundida com outros males como Distúrbio do sono, Depressão e Síndrome da Fadiga Crônica.

Para se identificar a Clinomania, deve-se observar outros males que podem ser confundidos com ela, e a partir de então – através da exclusão – identificar o mal. As pessoas com Clinomania apresentam um excessivo desejo de ficar na cama, sem que estejam com um dos males descritos a seguir:

  • Distúrbios do sono:

Muitas pessoas têm problemas para dormir, desde apnéia do sono a simplesmente ser incapaz de adormecer.

  • Depressão:

Aqueles que sofrem de depressão podem ter dificuldade em levantar-se para enfrentar seu mundo, mas as razões por trás são muito diferentes aos que sofrem de Clinomania.

  • Síndrome de Fadiga Crônica:

Aquele que sofre de síndrome da fadiga Crônica também terá dificuldade em encontrar a energia e o impulso para sair da cama, mas isso é por causa de sua doença ao invés de Clinomania.

Pessoas diagnosticadas com Clinomania tendem a ter padrões de sono invertidos, dormem constantemente durante o período vespertino e ficam acordados a noite, sendo naturalmente induzidos a não comparecer a atividades matinais.

Quando é afetada pela clinomania, a pessoa já não fica na cama por estar triste ou com dores, mas porque gosta do ambiente confortável e não quer deixar de sentir esse aconchego. Em dias chuvosos e nublados, por exemplo, esse sentimento é ainda maior, mas não está relacionado com sinais ou sintomas clínicos e patológicos.

Na maioria dos casos, o diagnóstico da clinomania é feito a partir da exclusão, já que se trata de um tipo de distúrbio relativamente raro. Para a maioria das pessoas, o difícil é entender como a condição se manifesta.

A clinomania é mais comum entre as mulheres, especialmente na faixa dos 20 aos 40 anos, embora também possa acontecer em outras idades e também em homens. A maior incidência nas mulheres adultas pode ser explicada em função das mudanças hormonais que ocorrem nesse período.

Além disso, a terceira idade também é bastante vulnerável ao distúrbio, já que os mais velhos tendem a deitar mais durante o dia, em função das poucas ocupações, o que favorece o desenvolvimento da clinomania.

Apesar de dormir quando se está cansado ser um excelente refresco para a mente, e necessário para manter o organismo funcionando, as pessoas não nasceram para ficar paradas. O corpo precisa ficar em constante movimento para que as funções naturais não sejam prejudicadas. Portanto, vale lembrar que a condição tem cura, desde que seguidas todas as recomendações médicas.

Depois de feito o diagnóstico clínico, pode surgir a necessidade do uso de medicamentos específicos para melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento psicológico, aliado a exercícios físicos também é uma alternativa comum.

As pessoas que sofrem com o distúrbio não sentem preguiça, mas uma vontade imensa de permanecer na posição horizontal, deixando de lado os afazeres para apenas ficarem deitadas. Ou seja, sofrem de um distúrbio real e preocupante.

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér



Sente uma vontade fora do comum de ficar na cama de manhã? Não tem vontade de iniciar o dia e sim de ficar mais um tempinho deitado? Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Piromania: O que há por trás do fascínio pelo fogo?

 

Quem provoca incêndios de forma intencional e sente excitação com o fato encaixa-se no perfil de um pirômano. Mas de onde vem esse transtorno? Seria simplesmente um problema de conduta?

A piromania é definida como um desejo mórbido e incontrolável de atear fogo às coisas. Esse comportamento geralmente é repetitivo e de forma proposital e intencional. É um transtorno pouco conhecido e até mesmo há quem questione se de fato é um transtorno mental. O transtorno também é conhecido popularmente como “Síndrome de Jomeri”, que foi um antigo psicólogo que estudou mais sobre o problema e deu origem a todos os recentes estudos e tratamentos.

Para se realizar esse diagnóstico é necessário que outros como esquizofrenia, mania bipolar, personalidade anti-social sejam excluídos. O número de atos incendiários não é importante, basta um para se fazer o diagnóstico, desde que preencha alguns critérios.

Assim como na cleptomania e na tricotilomania, o indivíduo com piromania experimenta uma forte excitação nos momentos que antecedem o ato de incendiar um objeto, demonstra uma fascinação pelo fogo, curiosidade e atração pelas circunstâncias relacionadas ao fogo. Para realizar esse diagnóstico deve ser descartado outros motivos de incêndio como motivações monetárias, político-ideológicas, expressão de raiva. Ao contrário a motivação deve ser prazer e busca de gratificação.

O curso dessa patologia provavelmente é crônico-episódico, ou seja, o ato de incendiar não tem uma frequência determinada como com a tricotilomania ou o jogo patológico, o indivíduo pode passar longos períodos sem atear fogo, mas predisposição estará sempre presente e eventualmente  incontrolável. As pessoas com piromania geralmente são encontradas primeiro pelos bombeiros e autoridades oficiais, pois dificilmente procuram atendimento médico.

É comum observar nesse transtorno que a crítica é preservada; o pirômano realiza uma preparação antecipada ao incêndio, porém, notam-se também aspectos apáticos e sádicos. A pessoa se demonstra indiferente às consequências que um incêndio pode ocasionar, sejam prejuízos à vida de outras pessoas ou patrimoniais. O pirômano pode demonstrar sentir satisfação com a destruição patrimonial resultante.

Para o tratamento desse transtorno, os acompanhamentos psiquiátrico e psicológico são absolutamente necessários. O objetivo central é conseguir o controle do impulso destrutivo. O tratamento deve ser iniciado com a maior brevidade possível a partir do diagnóstico do transtorno. Deve levar em consideração os riscos que a pessoa pode oferecer não só a vida dela, como também à vida de terceiros.

 

Por Lívia Atkinson – Psicóloga da Psicotér

 

 


Conhece alguém que tem uma fascinação perigosa pelo fogo ou nota que você se coloca em situações de risco algumas vezes por gostar de brincar com fogo? Existe solução para isso, a piromania é algo muito perigoso e quanto mais cedo o tratamento for iniciado melhor é para o paciente, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Vício em Internet: Quando navegar se torna uma doença

 

Hoje em dia, poucas pessoas não se conectam diariamente à internet, seja para realizar alguma pesquisa, seja para relaxar e interagir nas redes sociais, seja para obter informações dos noticiários, jogar ou assistir a algum filme ou série. Não há mais como pensar no mundo sem os smartphones, tablets ou computadores. Tudo está lá, ao alcance de um clique.

O que se percebe, porém, é que muitas pessoas estão cada vez mais dependentes da internet, ou seja, não conseguem se desconectar, sofrem se ficarem impedidas de acessar este vasto mundo de facilidades e de diversão. Isto é o vício em internet e ele é considerado tão problemático quanto o vício em drogas ou em jogos de azar.

O uso problemático da internet é o uso excessivo e irracional desta ferramenta, que interfere na vida cotidiana. Apesar de não ser mencionado no DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais, de 2013), existe a ideia comum de psicólogos e de psiquiatras de que o vício em internet existe e é uma doença perigosa. Os profissionais da saúde mental lidam com o vício em internet a partir da ideia de como lidar com os outros vícios e o vincula ao vício em jogos, especificamente.

Em estudo realizado em 2014 pela agência A. T. Kearney, dos Estados Unidos, os resultados mostram que o Brasil é o país com maior número de viciados em internet: 51% dos entrevistados afirmaram permanecer online por mais de 12 horas por dia. Destes, 32% tinham entre 26 e 35 anos, enquanto 21% possuíam de 16 a 25 anos de idade. Os homens são a maioria: 53%, contra 47% de mulheres viciadas.

O vício em internet atinge principalmente os homens jovens e relaciona-se a jogos online, como uma maneira de escapar da realidade ou amenizar a ansiedade, como a maioria dos outros vícios. As mulheres, quando apresentam sintomas do vício, normalmente preocupam-se demais com as redes sociais e com os “likes” que podem receber em suas postagens.

A dependência da internet, assim como outros transtornos, pode afetar qualquer pessoa, mas aqueles indivíduos mais introvertidos, com baixa autoestima e que têm dificuldades em manter relações pessoais são as que possuem maior tendência ao transtorno. Os dependentes da internet, ainda, são afetados por problemas familiares ou pessoais como bullying, exclusão social, frustrações profissionais, conturbações no casamento e até dificuldades financeiras. Tendo isso em mente, o acesso frenético à internet pode ser entendido como uma válvula de escape desse indivíduo – um local confortável que acaba tomando o lugar do mundo real.

Ainda que o vício em internet não tenha seus critérios definidos nos manuais diagnósticos, os psicólogos e psiquiatras observam alguns comportamentos como a tolerância, que é a capacidade do indivíduo em se manter conectado o tempo todo para satisfazer ou diminuir sua ansiedade; a abstinência, que são os sintomas que surgem quando o indivíduo fica sem acesso à internet; e o uso da internet, mesmo quando isso causa algum problema físico, pessoal, psicológico ou social ao indivíduo, como dor nos olhos, nas costas, afastamento social ou familiar, dificuldades em realizar tarefas no trabalho ou escola, dentre outros. A irritabilidade e a depressão também são sintomas comuns dos indivíduos viciados em internet.

Hoje em dia o mundo está cada vez mais conectado, e ninguém pode negar que é muito difícil se manter longe de computadores, tablets ou smartphones. Porém, os profissionais de psicologia alertam para algumas práticas e que precisam ser seguidas por qualquer pessoa para evitar o vício:

1) autocontrole dos horários de acesso à internet e uso do tablet ou smartphone;

2) análise de seu uso das mídias, internet, jogos, bate-papos – tempo e necessidade de estar conectado: algum compromisso já foi adiado ou não cumprido por causa da internet? Você se afastou das pessoas por estar muito conectado? A vida real deixou de ser interessante? Há alguma consequência negativa pelo uso da internet? Existe sofrimento ao não poder estar conectado?

Além do vício em internet propriamente dito, existem outras condições relacionadas ao uso exagerado desta ferramenta:

  • Síndrome do toque fantasma: quando o cérebro faz com que você pense que seu celular está vibrando ou tocando no seu bolso ou na sua bolsa;

  • Nomophobia: ansiedade que surge por não ter acesso a um dispositivo móvel ou computador. O termo Nomophobia é uma abreviatura de “no-mobile phobia” (medo de ficar sem telefone móvel);

  • Náusea digital: desorientação e vertigem que algumas pessoas sentem quando interagem em determinados ambientes digitais;

  • Depressão de Facebook: depressão causada por interações sociais ou a falta delas no Facebook.

  • Vício de jogos online: uma necessidade não saudável de acessar jogos online;

  • Hipocondria digital: tendência de acreditar que você tem doenças sobre as quais leu online;

  • Efeito Google: tendência do cérebro humano de reter menos informação porque ele sabe que as respostas estão ao alcance de alguns cliques.

É consenso entre psicólogos e psiquiatras que a forma mais eficaz de controlar o vício em internet é usando a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), forma de psicoterapia também utilizada em outras compulsões e transtornos variados. O uso de medicamentos também se faz necessário.

 

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér

 

 

 



Se você percebe em si ou em alguém algum sintoma do vício em internet, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Assim como outros vícios, este é tratável e curável. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Cura Gay: É possível curar alguém que não está doente?

 

EU NÃO POSSO CURAR UMA PESSOA QUE NÃO ESTÁ DOENTE – A CURA GAY E A PSICOLOGIA

 

Na última sexta-feira, 15 de setembro, um juiz da 14ª Vara do Distrito Federal, concedeu uma liminar que torna legalmente possível que psicólogos ofereçam terapias de reversão sexual, mais conhecidas com cura gay”. Esta decisão tornou-se uma polêmica que gerou discussões, piadas e memes em todo o país.

Esta liminar determina que o Conselho Federal de Psicologia (CFP), órgão que regulamenta a profissão de Psicólogo, reinterprete uma resolução estabelecida pela entidade em 1999, que proíbe aos profissionais da Psicologia que ofereçam terapias de reversão ou reorientação sexual. Segundo a liminar, o Conselho deve reinterpretar a resolução de modo a não impedir a reorientação sexual, o que a mantém viva, mas transformada em letra morta (sem validade).

A resolução do CFP nunca impediu que psicólogos discutam com seus pacientes questões sobre sua sexualidade, pelo contrário, essas questões são muito importantes na vida das pessoas e podem ser tratadas em psicoterapia. O que os profissionais não podem fazer é tentar reorientar homossexuais para diminuir o sofrimento causado pelo preconceito. O problema, como foi apontado pelo presidente do CFP, é da sociedade, não das pessoas: “o psicólogo precisa abordar essa orientação sexual de modo que um dia isso não seja mais um problema a ser tratado em um consultório de psicologia”.

Freud, o pai da psicanálise, já em 1935, em carta a uma mãe que pedia a cura de seu filho que apresentava comportamentos homossexuais, afirmou que não existe cura para o que não é doença: “a homossexualidade não pode ser considerada uma doença. Nós a consideramos como uma variante da função sexual”, escreveu Freud em um trecho de sua carta e acrescentou, ainda, que a psicologia poderia ajudar o filho a enfrentar os conflitos, inibições e medos relacionados à sua vida social e pessoal, que podem vir a surgir, proporcionando-lhe mais tranquilidade, paz psíquica e eficiência, mas não pode curá-lo. Por fim, o referido autor ainda afirmou que “é uma grande injustiça e crueldade perseguir a homossexualidade como se fosse um crime”.

Esta mesma postura é defendida pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) desde o ano de 1973, quando retirou o Transtorno de Identidade de Gênero da lista de doenças, e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1990. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia proibiu qualquer prática de reversão desde 1999 e trocou o sufixo “ismo” por “dade”, pois o primeiro relaciona-se a quadros de doenças, o que a homossexualidade não é.

Essa mudança ocorre desde o início da Psicanálise e está também relacionada às mudanças na sociedade. Freud e outros pesquisadores mostraram que existiam homossexuais mesmo entre os gregos e os índios e isso era bem aceito. Algumas tribos norte-americanas, inclusive, consideram os homossexuais seres dotados de luz, pois possuem uma alma feminina e outra masculina, que se complementam.

Um estudo de Evelyn Hooker, psicóloga, feito em 1957 com 30 homossexuais e 30 heterossexuais, não encontrou nenhum distúrbio psicológico no grupo homossexual. Esta descoberta negou as crenças psiquiátricas que afirmavam que todos os homossexuais do sexo masculino sofriam de distúrbios psicológicos graves.

Além deste estudo, os relatórios da Associação Americana de Psiquiatria (APA), trazem o estudo de Simon LeVay, que encontrou uma das primeiras evidências biológicas de que os homossexuais já nascem homossexuais: há uma diferença no cérebro, na região do hipotálamo. Em outra pesquisa da APA, realizada com gêmeos, os resultados demonstram uma variação do comportamento de gênero incomum durante a infância, demonstrando, então, que a orientação sexual é em parte devida à genética. Outra evidência apontada pela APA é a de que pode haver a exposição do feto, durante a gravidez, a alguns hormônios que teriam papel importante na orientação sexual daquele indivíduo.

Deste modo, para a Associação Americana de Psiquiatria, as evidências científicas demonstram que há um forte componente biológico na orientação sexual. A mistura da genética, dos hormônios durante a gravidez e fatores ambientais é que contribuem para a orientação sexual de uma pessoa.

Não existem provas científicas de que qualquer orientação sexual seja uma escolha de livre arbítrio. A homossexualidade não é uma doença, é uma orientação sexual; assim como a heterossexualidade não é o estado de saúde plena.  Ela é uma orientação sexual tão saudável quanto a heterossexualidade ou a bissexualidade.

O que os homossexuais podem encontrar na psicoterapia é ajuda para tratar as consequências emocionais causadas por preconceitos e pressões sociais devido à sua sexualidade. O que os homossexuais buscam na psicoterapia é a auto compreensão, a autoestima, conhecer a si mesmos e lidar com o mundo ao seu redor, como também o fazem o heterossexual e o bissexual. O psicólogo pode reforçar a aceitação da condição do indivíduo, aliviando as dores causadas pelo peso dos preconceitos ou do ambiente em que vive.

A psicologia não pode intervir no que é íntimo de cada um, o que ela pode fazer é interpretar e ajudar o indivíduo a compreender o que representa sua queixa, que muitas vezes está relacionada a conflitos com família e sociedade, devido à sua orientação sexual. Trabalha-se para que a pessoa se aceite, aceite seu desejo; não existe cura para algo que não é doença. Os riscos associados a qualquer tratamento que proponha a “cura gay” podem incluir depressão, ansiedade, isolamento social, problemas de autoestima e suicídio.

 


Se você sofre devido à sua orientação sexual, se tem dificuldade em lidar com o preconceito, com a violência, com a intolerância, a ajuda de um profissional da psicologia pode ser positiva em sua aceitação, em sua orientação para uma vida saudável, como é direito de todos os indivíduos. Se você se sentir coagido em psicoterapia a mudar sua orientação sexual, procure outro profissional e reporte isso ao Conselho Regional de Psicologia de seu estado. Se você ainda não está com acompanhamento profissional e sente que isso lhe faria bem, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

heart Amar não é doença, preconceito, sim! heart

 

 

Como manter a motivação no trabalho?

Você já tentou manter a motivação no trabalho e não conseguiu? Sentiu-se entediando, desanimado, cansado, sem vontade de ir trabalhar? Muitos de nós já passamos por isso. Sentimo-nos frustrados e descontentes com o nosso desempenho no trabalho.

 

Por algum motivo, você começa a se sentir inseguro, os objetivos e metas começam a não ficarem claros. A vontade que impera é a de largar o trabalho, largar tudo o que está fazendo.

 

Manter-se motivado é um desafio, pois ela vai além de um bom salário e dos benefícios oferecidos pela empresa. Ela envolve um estado geral de realização, que engloba pensamentos, percepções e objetivos de vida. Mas não fique se sentindo fracassado.

 

Existem comportamentos que podem ajudar a aumentar a motivação para que seu rendimento volte a ser como antes. 
  • Tente identificar e entender o que está acontecendo com você. Compare o antes e depois para entender que a fase é passageira, você não se sentia assim antes.
  • Entenda exatamente o que você faz no trabalho. Quando você se apropria do que está produzindo, a sensação de prazer e de que você está no caminho certo vai lhe dando gás para continuar no mesmo ritmo.
  • Tente não reclamar. Tente encontrar uma solução para as dificuldades e não gaste energia reclamando.
  • Encontre um tempo para você. Mesmo que seja por pouco tempo, tire um período para dedicar-se a coisas que você gosta, para cuidar de si. É importante desligar do trabalho para você não se sentir sobrecarregado.
  • Reconheça suas habilidades. Repare em si e veja o quanto você é capaz de desenvolver diversas atividades em diferentes contextos da sua vida. Confiar em si e valorizar-se são fundamentais para manter a motivação no trabalho.
  • Não deixe a sua rotina repetitiva. O trabalho inevitavelmente exige uma constância, horário a cumprir e etc.
  • Procure, nas suas atividades de lazer, diferenciar as atividades prazerosas para que não seja mais uma coisa repetitiva em sua vida.
  • Cuide das suas emoções. Ansiedade, tristeza, irritabilidade, problemas pessoais causam desmotivação. O equilíbrio emocional é fundamental para você ter uma boa qualidade de vida e poder enxergar os problemas com maior clareza.
  • Converse com seu chefe. Explique a ele o que lhe faz mal, assim ele pode lhe ajudar a encontrar uma solução. Porém, se você acha que ele não é acessível ou não se sente a vontade de falar sobre seu problema com ele, não guarde para si. Procure ajuda de um familiar ou amigo para desabafar.
  • Procure manter sua vida social ativa. Ir a uma reunião com amigos, procurar se divertir com eles, jogar conversa fora sempre é uma boa pedida para aliviar o estresse do dia a dia.
  • Procure descansar. Ter um sono saudável é fundamental para que você exerça suas atividades. O cansaço físico e mental é um grande vilão para a desmotivação no trabalho.
  • Reveja suas metas e pense sobre como você pode fazer para alcançá-las. Isso pode lhe ajudar muito a se motivar novamente.
  • Não assuma mais coisas do que você pode dar conta. O excesso de afazeres lhe distancia dos seus propósitos e deixam você mais longe de aonde quer chegar.
  • Um passo de cada vez. Não pense no montante de trabalho, procure dar um passo de cada vez para, aos poucos, ir visualizando em um período menor de tempo os passos do seu avanço.
  • Procure lembrar-se sempre do porquê você está se empenhando para os projetos.  

Lembrar-se do quanto é importante para você o resultado final do seu trabalho, o ajudará a manter-se motivado. 

A motivação é o principal combustível para o seu desempenho no trabalho. Quanto mais você estiver motivado, mais dará o melhor de si e consequentemente, vai alcançar seus objetivos.

Por Roberta Gomez – Psicóloga da Psicotér

 

Está faltando motivação para você alcançar os seus objetivos no trabalho (ou fora dele)? Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Vivendo o Estresse no Dia a Dia

 

O estresse no é uma resposta do organismo dos seres vivos às mudanças do ambiente. É um estado de alerta encontrado em animais, como quando um predador se aproxima, e em humanos, com a diferença que, para os segundos, ele pode surgir em momentos bons ou ruins, apesar de quase sempre relacionar-se aos segundos.

Preparar um casamento gera estresse, ter um filho gera estresse e, por mais que sejam coisas positivas, geram a mesma resposta de ansiedade, cansaço e preocupação que um evento como uma demissão ou um susto muito grande.

Estes tipos de estresses são normais e todos os indivíduos os experimentam em algum grau e em algum momento de suas vidas.O excesso de estresse, porém, pode fazer mal e levar os indivíduos a adoecerem. A carga de afazeres diários, o trabalho, a vida em família, a vida amorosa, os compromissos sociais e a exigência de estar sempre por dentro de tudo, com toda tecnologia ao seu dispor, têm tornado as pessoas cada vez mais estressadas. Todos estes estímulos, em separado, não necessariamente seriam geradores de estresse, mas eles não têm mais sido experimentados deste modo: vivem-se momentos em que é preciso responder por tudo ao mesmo tempo e de modo eficaz.

E a tecnologia pode ser um dos grandes vilões nesse quadro, pois, por um lado, ela permite acesso quase instantâneo ao que está acontecendo no mundo; por outro, porém, ela torna as pessoas cada vez mais dependentes dessas informações. Essa conjuntura faz as pessoas se sentirem pressionadas a responderem também de modo muito rápido, tendo que, muitas vezes, fazer diversas atividades ao mesmo tempo: dirige-se respondendo a mensagens; escuta-se áudio enquanto se cozinha; decide-se uma compra de dentro de casa, etc. Tudo acontece de modo muito mais rápido e é preciso responder na mesma velocidade. O tempo está cada vez mais exíguo.

E isso gera estresse. Os tempos modernos exigem dos seres humanos o estado de alerta a todo momento. Por isso, o que era originariamente uma resposta à mudança do ambiente, tornou-se um estilo de vida não saudável. O estresse gera problemas físicos como o entupimento de veias e dores de cabeça, e mentais, como o cansaço extremo (síndrome de Burnout), a depressão, as fobias, entre outras.

Muitas pessoas reclamam que não têm mais tempo para nada, que seus dias ao duram, que não conseguem mais relaxar devido ao excesso de compromissos e de estímulos. Dorme-se com o celular ao lado, acorda-se com o celular na mão, de olho no que está acontecendo.

Estar sempre conectado está cobrando seu preço das pessoas: o sono não é mais de tanta qualidade, pois o celular pode tocar a noite toda; as refeições são feitas com aparelhos nas mãos; o diálogo está sendo trocado por mensagens instantâneas; qualquer saída da linha pode ser descoberta nas redes sociais. Estar informado fez com que os indivíduos ficassem bitolados, dependentes desta informação.

E como driblar o estresse? Algumas dicas são importantes para desconectar-se um pouco e reconectar-se consigo mesmo:

  • levante mais cedo e se prepare para sua jornada mais tranquilamente;

  • organize o seu dia: dê prioridade àquilo que é mais urgente;

  • respire profundamente pelo nariz e solte o ar pela boca, lentamente;

  • quando possível, deixe os aparelhos eletrônicos de lado;

  • responda urgentemente somente aquilo que necessita urgência;

  • saia para seus compromissos com tempo;

  • evite levar trabalho para casa;

  • faça uma atividade física ou tenha um hobby;

  • reserve algum tempo para si: pode ser um banho mais demorado, uma refeição sem a televisão ou o telefone por perto, etc.;

  • tenha tempo para os seus: brincar com os filhos, sair com o(a) companheiro(a), etc.;

  • converse ao vivo, encontre-se com as pessoas que ama;

  • tenha em mente de que nem todo mundo é eficaz o tempo todo;

  • lembre-se sempre: estar sempre conectado cobra um preço alto das pessoas.

Estas são mudanças bem pequenas e que podem ser adaptadas ao dia a dia de cada um, tornando a vida menos corrida e estressante. Pode parecer difícil adaptar-se a uma vida mais leve e vivida de modo mais devagar, mas é só uma questão de se acostumar novamente a velocidades menores.

Talvez para algumas pessoas essa readaptação, essa mudança de estilo de vida seja difícil e necessitem de alguma ajuda. Se você tem dificuldades para desacelerar ou conhece alguém com esta dificuldade, a ajuda de um profissional pode se fazer necessária.

 

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér


Se você tem se sentido sobrecarregado, muito estressado, que não consegue se desligar em nenhum momento… Entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Enxaqueca e Tensão Muscular: Quanto tem haver com o psicológico?

A enxaqueca e a tensão muscular podem ser sintomas de várias doenças. No entanto, após o tratamento, a dor desaparece. Situações como abuso de medicação, ingestão de álcool e outras drogas, jejum prolongado, sono insuficiente, mudanças bruscas de temperatura, cheiros muito fortes, como tintas, solventes e produtos químicos em geral, alterações hormonais, a exposição ao sol e esforço físico exagerado, assim como uma má alimentação a base de frituras, carnes processadas, queijos envelhecidos, cafeína e chocolate também podem desencadear a enxaqueca e contribuir com a manutenção das crises.

Por outro lado, há muitos casos em que o indivíduo goza de boa saúde clínica e não compreende as causas da enxaqueca e da tensão muscular. A dor pode se tornar crônica, incapacitando as tarefas diárias e comprometendo a qualidade de vida da pessoa.

Na dor de cabeça tensional, a dor é mais leve e contínua, causa pressão na cabeça, mas não é latejante. Geralmente um analgésico e algumas horas de descanso são suficientes para superar a dor. Já no caso de quem sofre de enxaqueca, a dor é latejante e intensa, podendo ser em diferentes partes da cabeça e face, e pode causar alteração de visão, mal estar, náusea e vômito, geralmente acompanhada de grande tensão muscular que se expande pelos ombros, nuca e em diferentes parte do corpo.  

Nesses casos em que o tratamento já foi realizado e a enxaqueca e a tensão muscular persistem, esses sintomas não decorrem de uma condição médica geral, mas estão associados a causas emocionais.

A enxaqueca e a tensão muscular afetam pessoas muito preocupadas e que pensam demais diante de determinadas situações ou problemas, podendo levar a falta de controle, estando mais propensas a doenças psíquicas, como ansiedade ou depressão. Geralmente são pessoas dominadoras nas suas relações, que se comportam de maneira possessiva, não delegando tarefas ou não confiando em terceiros e na naturalidade de determinadas situações da vida.

As pessoas que sofrem de enxaqueca e tensão muscular geralmente demonstram-se orgulhosas, perfeccionistas, detalhistas, minuciosas, podendo ser até rígidas diante de regras e combinações, o que dificulta a tomada de decisões e a resolução de problemas, impedindo a adaptação no dia a dia, causando um nível de tensão elevado.

O estresse é o principal fator de desequilíbrio emocional, tornando o cérebro mais sensível aos estímulos sensoriais, pois a pessoa que sofre de enxaqueca e dor muscular sente as emoções, a dor, o barulho e a luz com maior intensidade do que as outras pessoas.

Para se ter um diagnóstico correto, deve-se procurar um médico para avaliar a freqüência, a intensidade, as causas que desencadearam a crise e os demais prejuízos e fatores associados à enxaqueca e a tensão muscular. O tratamento é realizado com medicação via oral indicada, que não são os analgésicos tradicionais e nem anti inflamatórios ou assemelhados, pois esses remédios causam certo alívio imediato na dor, diminuindo a sensibilidade do cérebro, mas não tratam a causa. Passando o efeito do remédio, o cérebro volta a sentir a falta da ação do medicamento, o que também causa a sensação de dor. Com o tempo os remédios não fazem mais o efeito desejado, tornando a dor crônica. O tratamento medicamentoso deve ser acompanhado de psicoterapia com foco na mudança de hábitos de vida mais saudáveis. A Terapia Cognitiva Comportamental é uma grande aliada na superação desse problema, agindo diretamente nas causas que geram a enxaqueca e a tensão muscular, pois ensinará uma nova forma mais realista e positiva de agir e pensar frente às situações da vida. A psicoterapia muda erros do pensamento que causam emoções negativas e sofrimento, como o medo, a angústia, a tristeza, a culpa, por exemplo, favorecendo, desse modo, o alívio desses sintomas.

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér

 


Se você tem percebido que suas dores de cabeça não passam, sente seus músculos enrijecidos, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Por que meus relacionamentos não dão certo? Tenho o dedo podre?

Existem muitas pessoas que afirmam não ter sorte no amor e ter o “dedo podre”. Não é raro encontrarmos na clínica e entre nossas relações, pessoas que parecem não se acertar com ninguém. Essas pessoas, muitas vezes, viveram um significativo número de relacionamentos que não duraram (não falaremos em sucesso, até porque o sucesso de um relacionamento não está ligado ao tempo que ele durou) e se frustram por não encontrarem a sua metade da laranja.

Para alguns, isso é carma; para outros, falta de sorte ou o famoso “dedo podre”. O que acontece, na realidade, é que essas pessoas tendem a repetir padrões em suas relações; padrões esses que são desajustados e as levam ao sofrimento em seus relacionamentos.

Mas como assim padrões?

Padrões de comportamento são os modos de encarar a vida, são as respostas aos desafios que cada um dá. Esses padrões são aprendidos desde a infância e moldam o jeitinho de cada um. Todos agem a partir de seus padrões, o que acontece com alguns indivíduos, como já mencionado anteriormente, é que esses padrões são desadaptativos, ou seja, não permitem que a pessoa consiga se desenvolver e desenvolver seus relacionamentos de modo sadio.

Os padrões de comportamento surgem a partir das crenças subjacentes, que são as regras, as atitudes e as suposições de cada um. Essas, por sua vez, surgem das crenças centrais, que são as “verdades” de cada um e são a base para cada sujeito encarar a realidade. As crenças centrais surgem e se desenvolvem desde muito cedo e podem ser explicadas por aquilo que cada um vivenciou e guardou para si como verdade. Por exemplo, uma criança que experienciou a traição de um dos pais no relacionamento, poderá internalizar que nas relações as pessoas sempre são traídas. Uma criança que perdeu um dos pais e foi abandonada por outro, terá dificuldade em se aproximar intimamente de alguém, devido à crença de que as pessoas sempre vão embora. Um indivíduo que desde muito cedo experienciou o amor e o carinho, tenderá a ser carinhoso e amável em suas relações. As crenças centrais são de difícil identificação, sendo analisadas a partir dos padrões de comportamento e dos pensamentos automáticos.

Então o que acontece com quem não consegue manter um relacionamento, ou não consegue manter um relacionamento saudável? Para essas pessoas, as crenças desadaptativas fazem com que elas desenvolvam padrões de relacionamento desadaptativos, ou seja, elas se relacionam de modo não saudável e tendem ao sofrimento ou seus relacionamentos ficam destinados ao fim.

Simples? Não, nada simples, pois as crenças centrais, que definirão os padrões de comportamento, são de difícil identificação e acesso, dado o fato de serem inconscientes, fazendo com que o indivíduo não reconheça outros modos de agir em seus relacionamentos.

Alguém que recebeu pouco afeto físico em seus primeiros anos de vida, principalmente das figuras parentais, tende a levar seus relacionamentos de modo menos afetuoso, com poucas trocas de carinho. Essa frieza, não é reconhecida pelo indivíduo como um padrão disfuncional, pois foi assim que ele aprendeu que as coisas são. Por mais que esse indivíduo observe outros relacionamentos, não reconhece o carinho e o afeto como verdades, pois a sua realidade interna é outra.

Em vista disso, podemos entender que a falta de sucesso nos relacionamentos está ligado aos padrões de comportamento dos indivíduos. A pessoa acaba não se adaptando, pois o levam ao sofrimento em suas relações, levam ao final, porque o outro também tem seus padrões, mais adaptativos ou não, mas que são incompatíveis.

E como resolver isso? Buscando a ajuda de um profissional da psicologia, pois as crenças e, consequentemente, os padrões desadaptativos, só serão reconhecidos e passíveis de mudança através da psicoterapia. Por serem inconscientes, muitas vezes a pessoa sabe que sofre, sabe porque sofre, mas não reconhece seus padrões e as crenças centrais.

Por isso, se você sofre para ter ou para manter um relacionamento amoroso, a busca de um profissional se faz necessária, para conhecer onde está o problema esta é a melhor maneira de solucioná-lo, mudando os modos de pensar e de agir. Todo mundo merece a sua metade da laranja e, para alguns, a ajuda se faz necessária para este relacionamento ser satisfatório.

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér

 


Se você se identificou com o assunto, sente que não se encaixa com ninguém e que nunca vai encontrar a pessoa certa, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.