O perigo de rotular as pessoas!

 

A riqueza do ser humano está na sua diversidade. Se ao mesmo tempo somos seres únicos e diferentes nas nossas peculiaridades, também somos todos iguais quanto aos nossos deveres e direitos, a dignidade, ao respeito e a liberdade. As crianças desde que nascem têm o seu temperamento, vêm com aspectos genéticos, e têm experiências que lhes tornam únicas, cada um com o seu jeito de ser, sentir, pensar e agir, apresentando capacidades e limitações em maior ou menor grau. As pessoas têm a lamentável prática de rotular os indivíduos, reduzindo-o a alguma característica que não atende ao padrão ético ou moral da sociedade moderna.

Emitir juízos de valor é um hábito muito comum nas relações familiares ou nas avaliações do ambiente escolar, atribuindo a criança falsos estereótipos. Julgar outra pessoa baseado na sua própria história, conforme seus próprios valores e padrões é um grande equívoco, pois eu não vivencio a realidade alheia e não o conheço suficientemente e verdadeiramente o outro capaz de avaliar o seu universo, isso chama-se preconceito e falta de respeito à dignidade alheia.sobretudo quando dados na infância, é condenar esse indivíduo a um futuro sem considerar as possibilidades de mudança e escolhas que ele mesmo possa vir a fazer. A criança tem uma postura relacional, isso significa que ela apresenta diferentes atitudes que variam conforme o contexto e o ambiente, ou seja, uma mesma criança pode reagir de formas diferentes, quando desprovida de apelidos ou rótulos. A experimentação de papéis faz parte do processo de aprendizagem e do desenvolvimento sadio de um indivíduo em busca de autoconhecimento e formação de identidade, constituindo desse modo seus hábitos, valores, interesses e crenças decorrente dessa interação social. Os adultos, pais, educadores e profissionais de referência são os principais formadores de caráter, responsável por quem essa criança se torna, moldando comportamentos e formando opiniões.

A presença de rótulos dados na infância afeta a saúde mental, independentemente se positivos ou negativos, eles trazem consequências danosas e irreversíveis no desenvolvimento emocional dessa criança. Ao atribuir um rótulo a esse indivíduo, está excluindo-o do grupo, marcando a sua diferença, tornando-o inadequado e rejeitado, privando essa criança da liberdade de vir a ser o que ela quiser.

Rótulos positivos reforçam a ideia de superioridade em relação aos outros, nutrem expectativas grandiosas, contribuem para que a criança desenvolva uma percepção distorcida de si e suas capacidades, prejudica a autocritica e o autoconhecimento, tornando a criança incapaz de refletir sobre as suas atitudes de maneira coerente e real. Esse padrão leva a insegurança e a incapacidade em lidar com as frustrações, pois a criança não se arrisca naquilo que ela não é tão boa. A criança desestimula em esforçar-se ou aceitar novos desafios se não tiver garantia dos resultados esperados, pois carrega esse rótulo positivo e tem medo de perder a admiração conquistada. A responsabilidade em ser esse “bom menino(a)” sempre ou “o(a) melhor” vira um peso, como se ele não pudesse decepcionar os outros que o percebem como infalível ou perfeito. No entanto, sabemos que ninguém é bom em tudo o tempo todo, esse alto padrão de expectativas e exigências internas vira um fardo, trazendo grande pressão interna, angústia e sofrimento.

Os elogios só terão efeito positivo quando provindos de um esforço real realizado pela criança, como um reconhecimento de uma conquista, somente nesse caso funcionará como um reforço positivo, caso contrário, desestimula, os elogios que não são resultados do comportamento não promovem o desenvolvimento emocional da criança e ainda prejudicam a autoestima.

E se os rótulos positivos têm todo esse efeito prejudicial no desenvolvimento de uma criança, imagina o fardo dos estereótipos negativos! Eles dificultam a adaptação ao ambiente escolar, afeta igualmente a autoestima dessa criança e a percepção de suas capacidades, impedindo o seu potencial de desenvolvimento.

As crianças estão formando a sua identidade, ainda não sabem quem são ou o que querem, e por esse motivo experimentam diferentes papéis. Estão inseguras, pois a infância é a fase em que se está mais suscetível ao julgamento dos outros, portanto valorizam muito a opinião externa. As suas caraterísticas e personalidade se forma a partir da interação social, o que penso de mim será influenciado pelo modo como os outros me veem,

A pratica do bullying tão comum nas escolas, nas famílias e na sociedade, é um bom exemplo disso. A criança ou jovem encontra-se tão inseguro que atribui apelidos aos demais a partir de caraterísticas físicas e defeitos dos outros, sustentando dessa forma a falsa sensação de segurança interna. Como se ao falar do outro eu me sentisse mais confortável com as minhas próprias falhas. Mas o efeito é justamente contrário, pois ao expor o outro ele reage com a autodefesa esperada, respondendo à intimidação e à ameaça. O bullying caracteriza-se por uma agressão física ou psicológica que ocorre repetida e intencionalmente para ridicularizar, humilhar e intimidar as vítimas, na qual a violência incita a violência. A criança desqualificada não consegue expressar o seu potencial e da mesma forma desqualifica outras crianças da sua convivência também.

Os rótulos atribuídos na infância afetam as relações interpessoais, prejudicando o convívio respeitoso, baseado na ética e na moral. O preconceito instituído nas relações impossibilita uma interação mais humana, digna e cordial.

Rotular é enquadrar um indivíduo numa categoria tão simplista, que não reflete um envolvimento afetivo e a realidade do ser humano. Nos impede de conhecer as reais necessidades do sujeito, de desenvolver estratégias de aprendizagem e enxergar soluções. Adjetivar comportamentos infantis é desconsiderar a complexidade humana, atribuindo a essas crianças verdades absolutas, reducionistas e imutáveis. Ao rotular estamos contribuindo na formação de jovens despreparados para lidar com as adversidades, causando grande impacto na vida desses indivíduos e na sociedade atual.

Por Márcia Moraes – Psicóloga da Psicotér

 



Se você é uma dessas pessoas que sofre com o fardo de carregar rótulos ou já presenciou o perigo da existência de rótulos na vida de outras pessoas próximas de você, entre em contato conosco através desse link para agendar uma Avaliação Gratuita para psicoterapia, com um Psicólogo ou Psicóloga em Porto Alegre. Temos a garantia do melhor atendimento e psicólogos de Porto Alegre altamente qualificados.

 

Ciúme normal ou doentio?

Um dos grandes motores de um relacionamento destrutivo é, com certeza, o ciúme. Mas cuidado, ele é traiçoeiro e até uma doença.

O ciúme é uma emoção inerente ao ser humano e é considerado algo muito comum, já que todos nós de alguma forma já o vivenciamos, porém, tanto sua ausência como o excesso podem prejudicar o relacionamento.

Geralmente surge quando uma pessoa sente que um rival (real ou imaginário) passa a receber as atenções da pessoa amada. O indivíduo sente alguma ameaça frente a um relacionamento muito valorizado, fato este que oferece risco à sua segurança afetiva, ou seja, a possível perda do ser amado.

Enquanto isso, o ciúme…

O ciúme patológico ou doentio é um ciúme extremamente potencializado caracterizado por comportamento excessivo, irracional, obsessivo e invasivo. A maioria dos ciumentos patológicos são pessoas normais, sem traços de doença psicótica. Geralmente não aceitam que tem um problema.

Se o que está por trás é o intuito de cuidar, zelar, tudo bem. A questão é quando o que o sustenta é o sentimento de posse (egoísmo) e depreciação, ‘mui’ amigos de um cara chamado delírio, primo da paranoia.

Senhoras e senhores, aqui nasce o ciúme patológico:

Em meio a esta emoção intensa o indivíduo passa a ter comportamentos obsessivos e incontroláveis para sanar suas dúvidas, tais como:

Verificar se a pessoa está no local onde informou que estaria e se realmente e se está com quem disse que estaria, violar correspondências, além de checar bolsos, bolsas, carteiras, recibos, roupas íntimas, contrata detetives particulares, etc.
Estão constantemente buscando evidências e confissões que confirmem suas suspeitas mas, mesmo assim as dúvidas permanecem quando não aumentam ainda mais, já que a confissão do outro nunca é detalhada ou fidedigna em relação à expectativa do ciumento.

Quais são as Causas?

O ciúme pode surgir nas relações interpessoais em várias fases da vida e por diversos motivos.

Inicialmente pode surgir por: insegurança, baixa auto-estima, imaturidade emocional, ou seja, aspectos emocionais relacionados à vida afetiva da pessoa. Somado a tudo isso o ciúme pode se instalar pelo medo do abandono, da solidão, da sensação de perda emocional, de controle e sobretudo da maneira como o casal conversa e enfrenta suas dificuldades.

Principais características do comportamento do ciumento doentio:

Grande desejo de controle total sobre os sentimentos e comportamento do companheiro;
Preocupação excessiva com relacionamentos afetivos anteriores (o passado) do companheiro;
Desconfiança excessiva e infundada do companheiro;
Frequentes questionamentos opressivos junto ao companheiro;
Busca frenética por confirmações da sua desconfiança;
Pensamentos repetitivos de receio, ressentimento culpa e acusação;
Reações físicas, espontâneas ou frequentes, como dores pelo corpo, taquicardia, dor de cabeça, sudorese e tremedeira;
Ciclo vicioso: dúvida-desconfiança-chilique-culpa-carinho-“eu vou mudar”.
Uma pessoa se submete a este tipo de relação por diversos motivos, entre eles, baixa autoestima, dependência emocional, ausência de referência de amor, culpa, emoções fantasiosas, falta de amor próprio, inferioridade… a lista é grande, diferencia-se pelas particularidades de cada ser humano.

Procure ajuda profissional, independente se você é o ciumento ou sofre com o ciúme do seu parceiro. São problemáticas sérias que você não conseguirá se livrar sozinho, acredite.

É preciso reaprender a relacionar-se sem o controle e libertar-se da angústia da dúvida para experimentar o prazer de um relacionamento “saudável”, onde ambos possam compartilhar momentos de tranquilidade, sem ter que abrir mão de sua individualidade ao mesmo tempo. Isso é possível, basta querer.

Resolva-se e seja feliz.

Psicoterapia Domiciliar

Atendimento psicológico domiciliar/clinico em Porto Alegre e Grande Porto Alegre à crianças, adolescentes, adultos, 3ª idade e família.

A procura pelo auxílio de um psicólogo pode se dar pelos mais diversos motivos que vão desde problemas emergenciais muito bem focalizados, orientações e esclarecimentos, dificuldades existenciais ou mesmo pela busca de autoconhecimento.

Entre tais motivos podemos destacar: perdas (de um ente querido, emprego, separação conjugal, etc.); problemas de relacionamento interpessoal com a família, amigos, colegas de trabalho, cônjuge; timidez; depressão; stress; insegurança; dificuldades afetivas; incapacidade para lidar com mudanças; fobias; pânico; alterações freqüentes de humor; transtorno de ansiedade; transtorno obsessivo-compulsivo; transtornos alimentares; problemas sexuais; doenças psicossomáticas; problemas de aprendizagem; orientação vocacional; crises de transição das fases da vida como adolescência, maturidade, envelhecimento, etc.

Quanto mais cedo se procura ajuda, mais cedo se diagnostica e se trata o problema.

Você já se decidiu pelo tratamento?

Que bom, siga em frente!

Ainda não?

Mas quer apenas conhecer a psicóloga e a sua forma de trabalho? Que bom também, já está no caminho!

Você agenda sua primeira consulta por telefone. Com dia e horário marcado você terá 50 minutos para expor suas necessidades, intenções, dificuldades, esclarecer suas dúvidas e também será orientado (a) sobre alguns aspectos do processo. É um tempo reservado para você!

Neste primeiro encontro você poderá usufruir do momento terapêutico sem o compromisso de fazer o tratamento futuro. Sua decisão será respeitada.

Cada pessoa é um indivíduo único e será levada em conta a característica de personalidade no que se refere ao enquadre (abordagem a ser usada).

Tem medo?

Cada profissional tem sua maneira de trabalhar, cada um com suas particularidades. É importante você ficar à vontade, gostar, se sentir acolhido e entendido. A empatia é justamente isso, poder mostrar-se sem receio e sentir que pode ser aceito pelo que é.

O que te impede?

Todos devemos ser capazes de vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que elas sejam. Pode ser desde um desemprego inesperado, a morte de um parente querido, a separação dos pais, a repetência na escola ou uma catástrofe como um tsunami.

Porém existem pessoas que não conseguem desenvolver suas potencialidades por si só e é preciso um apoio profissional, alguém que te entenderá, te ouvirá e te levará a descobrir os caminhos necessários para desenvolver-se saudavelmente.

Todos os procedimentos psicológicos previstos para o atendimento clínico são utilizados no atendimento domiciliar.

Entre em contato, agende uma visita e desenvolva-se.

É na crise que nos transformamos em pessoas mais fortes”.