Você não precisa esperar para aproveitar a vida!

 

“Quando eu comprar meu carro, conseguirei fazer os passeios que eu quero”; “quando eu emagrecer, poderei arrumar um amor; “quando eu mudar de emprego, me sentirei mais feliz”; “quando meus filhos crescerem, poderei descansar”; “quando me mudar, irei aproveitar a vida”.

Muitas pessoas repetem frases deste tipo todos os dias. Para elas, a felicidade só acontecerá quando a situação ideal se colocar em suas vidas.

Mas por que isso acontece? Muitas pessoas acreditam que a felicidade pode estar ligada ao momento ideal, à situação perfeita, àquilo que ainda não têm. Elas acreditam que só poderão aproveitar quando estiverem vivendo seus ideais de vida e esquecem que a vida ideal pode estar no aqui e agora e ser incompleta.

O que é ideal de vida? Ideal de vida são todos os planos que os indivíduos fazem para si mesmos, seja em curto prazo ou em longo prazo.

O ideal de vida pode estar relacionado a bens materiais ou a estados de espírito. É a vida que cada um sonhou para si e que busca poder colocá-la em prática.

A vida ideal é aquela que se coloca para cada um e não necessariamente é perfeita. Ela pode ser tranquila e possibilitar que o indivíduo sinta-se bem, apesar dos problemas que possa enfrentar.

A vida ideal relaciona-se à realidade de cada um, enquanto o ideal de vida pode chocar-se com essa realidade.

Para algumas pessoas, mesmo com muitas adversidades, elas encontram espaço para serem felizes. Já outras pessoas não conseguem viver o momento; elas podem estar buscando a vida ideal sem ocupar-se com o que elas realmente possuem.

Estas pessoas não conseguem aproveitar efetivamente suas vidas, pois colocaram para si mesmas algumas metas e, enquanto não as alcançar, não se sentirão completas e nem merecedoras de felicidade.

Quando o indivíduo não consegue aproveitar a vida se não estiver na situação ideal, ele tende a criar barreiras para si mesmo. Não saber aproveitar a vida que se tem gera insatisfação, que pode transformar-se em ansiedade e depressão.

O não ter gera a ansiedade do ter e essa ansiedade pode virar depressão, dado o fato de que nem todos os desejos podem realizar-se logo.

A insatisfação por algo que ainda não se tem acaba se espalhando para todos os pontos da vida do indivíduo e ele passa a enxergar o que não tem, em vez de perceber tudo o que tem. Tudo na vida desta pessoa passa a ser incompleto, pois ela não se sente completa e nesta incompletude, vai ficando cada vez mais infeliz.

Desse modo, não consegue aproveitar as pequenas coisas do dia a dia. Porém, a felicidade é feita dos pequenos momentos, pois ninguém é feliz o tempo inteiro. Todo mundo tem seus problemas, seus dias de mau humor, as contas para pagar e nem sempre estão satisfeitos ou felizes com o que estão vivendo.

E enquanto esse ideal ainda não aconteceu, há que se viver. O relógio não vai parar para que cada um possa ter tempo de fazer o que precisa, as outras pessoas não deixarão de viver o que pretendem. O que acontece, muitas vezes é que, na busca pelo sonho desejado, muitas pessoas perdem outros momentos.

A pessoa que será feliz quando emagrecer perde momentos de lazer por não sentir-se suficientemente magra para sair, a pessoa que está atrás de seu carro para poder passear, muitas vezes deixa de aproveitar um simples passeio com amigos, a pessoa que está esperando a faculdade terminar, pode estar perdendo momentos de lazer ao lado de um bom livro.

Quando o indivíduo se fecha para isso, ele tende a perder. Ele perde, se isola e torna-se o “chato” que nunca está satisfeito, a pessoa que sempre reclama de tudo.

A vida é o que cada um possui. Claro que ela é cheia de desejos e de sonhos, mas ela só acontece no presente; o passado ensina e o futuro ainda é incerto. A busca pela felicidade acontece todos os dias, em cada momento e todo mundo está buscando alguma coisa.

Aproveitar cada momento da vida como se fosse o último deveria ser a meta de cada indivíduo. Quando se fala em aproveitar, fala-se muito das pequenas coisas e muito pouco das maiores, mas elas também podem ser motivo de felicidade, mesmo que ainda não sejam o ideal:

Poder apreciar as flores em um jardim, o sol brilhante, uma volta em algum parque, o ar que se respira, um filme, uma comida gostosa, um passeio a uma cidade que se deseja conhecer, entre muitos outros.

Saber aproveitar a vida é tirar dela o que tem de bom e de ruim. Usar os problemas para encontrar novas soluções e se fortalecer para a próxima batalha, aproveitar as pequenas felicidades para relaxar, rever seus atos, repensar. Viver não é perfeito, sempre haverá alguns obstáculos.

Se você acredita que precisa completar sua vida com algo ou com alguém, percebe que nada o deixa satisfeito, pois falta aquilo que tanto deseja, procure a ajuda de um psicólogo, pois você pode estar perdendo momentos de muita felicidade.

Lembre-se: a felicidade não está somente em um lugar, em uma coisa ou em uma situação específica, ela pode ser encontrada nas pequenas coisas com as quais as pessoas se deparam todos os dias.

Por Anne Griza – Psicóloga da Psicotér

 



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Felicidade X Prazer

psico-positivaFelicidade, no conceito científico, é um bem-estar subjetivo. É uma avaliação que o sujeito faz da sua própria vida, e que inclui um predomínio das emoções positivas em detrimento das negativas. O que não significa que elas [emoções negativas] não existam. Isso é um aspecto muito importante. Então são baixos índices de humores negativos e altos níveis de satisfação com a vida. É nesse balanço que você chega à conclusão se você é mais ou menos feliz. Já alegria e o bem-estar são um tipo de prazer. São emoções positivas que fazem parte da felicidade, mas não são o mesmo que felicidade. E daí tem uma confusão tremenda porque, na sociedade de consumo, prazer é vendido sob o rótulo de felicidade: “Tome este refrigerante e você será feliz”, “Faça compras no nosso supermercado, que aqui é lugar de gente feliz”, etc. Como se a coisa fosse assim simples. As pessoas em geral acabam confundindo prazer com felicidade. E por que isso é um problema? Porque neurofisiologicamente falando, o prazer é efêmero por natureza. Ele acaba muito rápido. O mais alto prazer que a gente pode ter é pontual. Ele acaba. Eu gosto sempre de citar uma pesquisa feita com cobaias, um estudo experimental replicado várias vezes: os pesquisadores colocaram eletrodos no centro de prazer do cérebro de ratinhos. Toda vez que o ratinho apertava uma barrinha na gaiola, era dada uma pequena descarga elétrica no seu cérebro e isso simulava uma sensação de prazer. Sabe o que aconteceu com todas as cobaias testadas? Morreram. Morreram de inanição. Porque elas ficavam compulsivamente apertando a barrinha, que nem loucas. Esqueciam de comer, beber água, de dormir, de fazer sexo… Elas ficavam enlouquecidamente apertando a barrinha até a morte.

Nosso cérebro tem uma característica que é chamada de habituação. A primeira vez que a gente tem uma experiência de prazer nova, a descarga de neurotransmissores que acontece no nosso cérebro é muita inusitada. Traz uma sensação de prazer muito intensa. Só que nos habituamos a esse estímulo. Ou seja, quando tentamos repetir a experiência, já não sentimos a mesma coisa. O Dr. Seligman tem uma metáfora no seu livro “Felicidade Autêntica”. Ele diz que a primeira colherada de um sorvete de baunilha nunca é igual à segunda, que nunca é igual à terceira. Da quarta em diante, você só está acumulando caloria. É mais ou menos isso. O prazer neurofisiologicamente está fadado a ser limitado. Não é que eu não tenho que ter prazer na vida. O prazer é uma emoção positiva, genuína, faz parte da felicidade. E o que fazer para lidar com essa habituação? Você tem que usar seu autocontrole. Você tem que intercalar momento de prazer, com não-prazer. Usar seu autocontrole para não ser vítima do próprio prazer. Só que em uma sociedade de consumo, onde o prazer é vendido, fica até mais legal chamar prazer de felicidade. E assim as pessoas acreditam que podem fazer shopping-terapia para ser mais felizes. Precisam muito comprar o carro do ano e falam “ai, estou muito feliz com o meu carro”. Confundem. Seu carro não traz felicidade, você pode estar satisfeito com ele. Mas ele não é capaz de trazer felicidade. Pelo menos não a felicidade que a ciência entende por tal.

O caminho não é único, mas certamente o começo é comum. E esse começo é o autoconhecimento. Não dá para você chegar a esse resultado [ser feliz], sem passar pelo autoconhecimento. Desde que o homem tem consciência sobre si mesmo, vem buscando meios de ser mais feliz. Provavelmente o próprio homem primitivo, quando inventou a roda, estava querendo ser mais feliz, tornar sua vida mais agradável. Isso é uma característica inerente ao ser humano. Agora, o interessante é que nem todo mundo está disposto a trabalhar pela sua felicidade. Você está disposto a ter o trabalho de dedicar-se a um projeto pessoal de felicidade? A mudar determinados circuitos cerebrais que fazem com que você seja uma pessoa, por exemplo, pessimista? Você esta disposto a descobrir aquilo que você tem de melhor a oferecer para o mundo? Descobrir suas qualidades, suas “forças pessoais”? Você está disposto a investir o tempo necessário para descobrir o sentido da sua existência?

Vou te dar um exemplo terrível. Eu sou muito resistente a fazer afirmações sobre celebridades, sejam elas boas ou más, pelo simples fato de que eu, como psicóloga, não posso falar nada de alguém que eu não conheça. Mas eu ouso sempre nos meus cursos citar uma celebridade do mal, que é o traficante Fernandinho Beira-mar. Eu tenho quase certeza que, entre as forças pessoais dele, consta a liderança. É meio óbvio… O cara consegue liderar o tráfico de drogas mesmo estando dentro de uma prisão. Ou seja, líder ele é. O que ele resolve fazer com essa qualidade, com essa característica, é uma outra questão. Todos temos habilidades, assim como temos limitações.

Por Lilian Graziano (Psicologia Positiva)